Maconha pode preservar memória na velhice, sugere estudo Maconha pode preservar memória na velhice, sugere estudo

Enviado em Notícias, Cannabis, Plantas Medicinais, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 14 de Dezembro de 2008 @ 20:54

Cientistas americanos dizem que substâncias presentes na maconha podem ser benéficas para o cérebro à medida que as pessoas envelhecem, reduzindo índices de inflamação e estimulando a formação de novos neurônios.

A equipe, da Ohio State University, em Ohio, nos Estados Unidos, apresentou seu estudo durante uma reunião da Society for Neuroscience na capital americana, Washington.

O trabalho indica que a criação de uma droga legal que contenha certas propriedades similares às da maconha poderia ajudar a prevenir ou retardar a chegada de doenças como o Mal de Alzheimer.

Embora a causa exata desta doença seja desconhecida, acredita-se que uma inflamação crônica no cérebro contribua para a perda da memória.

A intenção dos cientistas é criar uma nova droga cujas propriedades seriam semelhantes às da tetrahidrocanabinol, ou THC, a principal substância psicoativa da planta da maconha - mas sem o efeito inebriante da droga.

Ao lado de nicotina, álcool e cafeína, a THC, quando consumida em moderação, tem demonstrado uma certa eficácia em proteger o cérebro contra inflamações, o que pode se traduzir em uma melhor memória na velhice.

“Não é que tudo o que é imoral seja bom para o cérebro”, disse o responsável pela pesquisa, Gary Wenk, da Ohio State University. “Simplesmente, existem algumas substâncias que milhões de pessoas, durante milhares de anos, vêm usando em bilhões de doses, e você está notando que existe um pouco de sinal no meio de todo o ruído”.

As pesquisas de Wenk e seus colaboradores já demonstraram que uma droga sintética semelhante ao THC pode melhorar a memória de ratos.

Sua equipe está agora tentando entender como a substância funciona no cérebro.

Um dos co-autores do estudo, Yannick Marchalant, fez testes com ratos idosos usando a droga sintética WIN-55212-2. Ela não é usada em humanos por que pode produzir fortes efeitos inebriantes.

Os especialistas colocaram uma sonda sob a pele dos animais para injetar nos ratos uma dose constate de WIN durante três semanas - a dose era baixa, de forma a não inebriar os ratos.

Um outro grupo de ratos não recebeu a droga.

Depois, os dois grupos foram submetidos a testes de memória em que eram colocados dentro de uma pequena piscina para determinar quão capazes eles eram de usar pistas visuais para encontrar uma plataforma escondida sob a superfície da água.

Os ratos que tomaram a droga tiveram desempenho melhor em aprender e lembrar como encontrar a plataforma escondida.

“Ratos velhos não são muito bons nessa atividade. Eles podem aprender, mas demora mais tempo para acharem a plataforma”, disse Marchalant. “Quando demos a eles a droga, tiveram um desempenho um pouco melhor”.

“Quando somos jovens, reproduzimos nossos neurônios e nossa memória funciona bem. À medida em que envelhecemos, o processo fica mais lento e temos uma diminuição na formação de novos neurônios. Você precisa que essas células retornem e ajudem a formar novas memórias, e verificamos que este agente, semelhante ao THC, pode influenciar a criação dessas células”.

As pesquisas com ratos sugerem que pelo menos três receptores no cérebro são ativados pela droga sintética. Esses receptores são proteínas do sistema endocabinóide, que controla a memória e processos psicológicos associados ao apetite, humor e resposta à dor.

Entender em detalhe a ação da THC é fundamental para que os criadores de uma nova droga possam dirigir a ação do remédio para sistemas específicos, maximizando seu efeito positivo.

“Será que as pessoas poderiam fumar maconha para evitar o Mal de Alzheimer se a doença estiver na família?”, pergunta Wenk. “Não é isso o que estamos dizendo, mas poderia funcionar. O que estamos dizendo, o que nos parece, é que uma substância legal, segura, que imite essas propriedades importantes da maconha pode trabalhar nos receptores do cérebro para evitar a perda da memória na velhice”.

Uma coisa já está clara para os cientistas: o tratamento não é eficaz se já existe perda da memória - é preciso reduzir a inflamação, preservar os neurônios existentes e gerar novos neurônios antes que a perda de memória seja óbvia.

Também está claro, segundo os pesquisadores, que a THC sozinha não é a resposta.

Eles esperam encontrar um composto de substâncias que possam especificamente agir na inflamação do cérebro e ativar a formação de novos neurônios.

fonte: [ BBC Brasil ]

Hortas caseiras são úteis e ainda dão charme à decoração

Enviado em Dicas, Jardinagem, Cultivo, Notícias, Artigos, Plantas Medicinais, Alimentos de Anderson Porto | 30 de Setembro de 2008 @ 05:10

Luciana Ackermann - O Globo

Hortas caseiras podem ser feitas em vasos médios e pequenos

horta
RIO - Que tal dar aquele toque especial ao seu molho com manjericão, louro e cebolinha? Ou então um chazinho de hortelã? Até parece que tudo fica ainda mais prazeroso se essas ervas aromáticas são cultivadas na sua própria casa. Engana-se quem pensa que é complicado cultivar os jardins de ervas dentro de casa. Até mesmo em apartamentos, é possível manter uma bela jardineira com suas ervas preferidas.

O paisagista Oney Barroso diz que é preciso tirar da cabeça idéia errada de que é trabalhoso cuidar de ervas aromáticas e medicinais. Também explica que não são necessários grandes espaços e vasos volumosos para obter uma horta bacana.

- Dá para cultivar as hortinhas mesmo em vasos pequenos, que podem ficar sobre os aparadores entre a cozinha e a área de serviço. Além de garantirem um toque especial aos pratos, elas também dão vida e embelezam os ambientes. Muitas ainda exalam um agradável aroma - afirma Barroso.

Vasos com hortas podem enfeitar os ambientes
O primeiro passo, segundo o paisagista, é colocar cerca de dois centímetros de pedra brita ao fundo do vaso ou da jardineira, com pequena abertura para escoar a água. As pedras garantem uma boa drenagem, evitando que as raízes apodreçam. Ele recomenda o uso de substrato orgânico, feito à base de folhas secas e cascas de verdura. Deve-se encher o recipiente até a metade com o substrato, colocar a muda ou as sementes e depois cobri-las com mais substrato. Os vasos devem ser regados três vezes por semana nos períodos mais quentes ou duas vezes na semana em dias chuvosos. As plantas também precisam de boa ventilação e iluminação. Entre 30 e 40 dias é possível colher e usar seus temperos preferidos.

A dona-de-casa Catarina Cardoso diz que cultiva, há cerca de cinco anos, seus temperos em duas jardineiras. E garante que não tem mistério.

- Costumo regá-los quatro dias por semana. Já virou rotina eu sair da cozinha durante preparação do almoço para pegar minhas folhinhas, especialmente o manjericão e o alecrim para colocá-los na comida. - afirma Catarina.

Horta vertical apresentada no Boa Mesa, em São Paulo
As hortas caseiras estão presentes também nas mostras de decoração. No Casa Cor Rio, por exemplo, a arquiteta Ângela Leite Barbosa investiu na horta orgânica caseira e num minipomar no Estúdio Verde. No evento Casa Boa Mesa, em São Paulo, as arquitetas Betina Barcelos, Karina Salgado e Andrea Bugarib criaram A Cozinha da Família, onde foi projetada uma horta vertical de dois metros de altura por dois de largura, que pode ser adaptada conforme a área disponível.

- Fizemos um painel de madeira com nichos, onde foram colocados os vasos com temperos e ervas aromáticas. Partimos da idéia de que cada vez mais as pessoas estão se preocupando em ter uma alimentação mais saudável e caseira. Quisemos mostrar que essas plantas além de decorativas, são úteis - afirma Betina.

Fonte: [ O Globo ]

Capacidade dos laboratórios oficiais é ociosa

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais, Fitoterápicos de Anderson Porto | 15 de Setembro de 2008 @ 13:50

A Farmácia Escola da UFC é uma das unidades oficiais cuja produção de medicamentos poderia ser bem maior

lab - lab
Em tempos de medicamentos caros, dificuldades de acesso, avanço das pesquisas e domínio estrangeiro, os laboratórios farmacêuticos que compõem a rede governamental de produção e que foram criados para fornecer medicamentos de qualidade e de baixo custo para o Sistema Único de Saúde (SUS) estão com quase 60% da capacidade de produção ociosa. Os dados são da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), que reúne os 18 laboratórios do País, e revela a falta de uma política de produção nacional de remédios que inclua o setor.

lab2 - A produção de medicamentos fitoterápicos da Farmácia Escola atende à demanda maior dos hospitais do complexo universitário e também da sociedade em geral
O único laboratório da rede oficial no Ceará é o da Farmácia Escola da Universidade Federal do Ceará (UFC), que, por falta de condições estruturais, restringe-se a produzir medicamentos fitoterápicos em pequena escala, para atender à demanda das unidades do Complexo Hospitalar da Universidade, formado pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac) e pelo Hospital Universitário Walter Cantídio, e também da sociedade.

“Poderíamos seguramente estar produzindo pelo menos dois medicamentos que compõem a lista básica do SUS, como, por exemplo, um medicamento para hipertensão e outro para diabetes. Temos equipamentos modernos, temos profissionais qualificados, mas não temos paredes”, aponta o diretor da Farmácia Escola da UFC, professor Carlos Couto de Castelo Branco, sobre a falta de espaços adequados para a ampliação da produção.

Conforme ele, entre 2002 e 2003, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, anunciou investimentos para que a Farmácia Escola passasse a realizar a produção de medicamentos para o SUS, com a construção de um novo espaço físico. Além disso, investiu R$ 600 mil na compra de equipamentos modernos, que, no momento, segundo Carlos Couto, estão sendo subutilizados. “A UFC se preparou e cedeu até um espaço no Campus do Pici, onde seria construído o novo laboratório. O reitor da época chegou a assinar um convênio de R$ 4 milhões com o Ministério da Saúde para viabilizar a criação do novo espaço. No entanto, o Ministério da Saúde voltou atrás e o convênio foi desfeito”, lamenta.

Parte dos equipamentos adquiridos, como uma moderna máquina envasadora e encapsuladora, segundo o diretor da Farmácia Escola, não estão sendo aproveitados.

Essa situação, conforme Carlos Couto, não é restrita à UFC. Conforme ele, cinco dos 18 laboratórios oficiais do País são ligados à universidades estaduais ou federais e também sofrem com a falta de investimentos. “Juntos, os laboratórios das Universidades Federais do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e da Estadual de Maringá têm capacidade ativa de produzir mais de 411 milhões de unidades de medicamentos sólidos, líquidos ou semi-sólidos por ano”, destaca ele, informando que a produção atual é muito pequena e não chega perto disso.

Insatisfeitos com a situação, os laboratórios oficiais universitários elaboraram uma carta, em encontro, no último mês de agosto, em Natal, em que reafirmam a sua disposição e vocação para produção de medicamentos e não só para atividades relativas ao controle de qualidade. Os laboratórios universitários, conforme Carlos Couto, querem participar do sistema produtivo, viabilizando medicamentos a baixo custo, com qualidade, segurança e eficiência terapêutica.

O vice-diretor da Farmácia Escola, Sócrates Gondim, destaca que as farmácia escolas têm um papel estratégico, uma vez que detêm tanto o conhecimento como a formação dos profissionais que atuarão no mercado. “Fazer medicamento no Brasil é complicado porque existe a descontinuidade. Nas universidades é diferente porque a produção não sofre interferência política”, destaca.

FARMÁCIA ESCOLA
Remédios baratos e qualidade certa

Os pacientes do Hospital Universitário Walter Cantídio e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, além das inúmeras pessoas de Fortaleza que se deslocam até o Campus do Porangabussu conhecem bem a importância da Farmácia Escola da UFC e da Farmácia Universitária, que fica no Benfica.

Remédios muito mais baratos do que nas farmácias comuns, atenção farmacêutica, manipulação de medicamentos e fórmulas, além dos famosos fitoterápicos prescritos pelos médicos que compõem o complexo hospitalar da universidade, como o xarope broncodilatador de cumaru e o creme vaginal de aroeira, são exemplos da produção das duas unidades da que fazem sucesso.

A própria reportagem apurou que os medicamentos vendidos na Farmácia Escola da UFC são bem mais baratos do que os das farmácias comuns. Um remédio antigripal bastante procurado pela população chega a apresentar uma diferença de até R$ 4,00.

“A nossa maior demanda é do público do Hospital Universitário, mas vem gente de toda a cidade comprar aqui porque tem a certeza da qualidade e também do melhor preço”, destaca a farmacêutica Ana Paula Leitão. Conforme ela, cremes dermatológicos e medicamentos para osteoporose são os mais procurados.

É o caso da funcionária pública Maria José da Silva, que trabalha próximo à Farmácia e só compra os medicamentos que sua mãe toma após verificar os preços lá. “Pesquiso antes de comprar, mas aqui sempre é mais barato”, disse.

O espaço é também um importante instrumento de formação e aplicação do conhecimento para os alunos do Curso de Farmácia da universidade. Lá, cerca de 50 alunos por ano conhecem e exercem as etapas da produção, além de atuar na atenção farmacêutica.

ALERTA AO PAÍS
Produtos importados custam R$ 4 bilhões

A falta de produtividade dos laboratórios farmacêuticos oficiais voltará a ser discutidas na Câmara dos Deputados, em audiência pública. Conforme o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), autor do requerimento, o Brasil gastava, em 2002, R$ 1,9 bilhão com importações de medicamentos. Dois anos depois, em 2006, esse número passara para R$ 4 bilhões.

Para Matos, é preciso saber os motivos que causam a subutilização dos laboratórios farmacêuticos da rede oficial. “Essas unidades foram criadas para produzir medicamentos para o SUS e não é isso que está acontecendo. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais (Alfob) diz que 60% da capacidade dos 18 laboratórios está ociosa”, disse.

A inexistência de uma política nacional para o setor, conforme Raimundo Gomes de Matos, é preocupante, já que, cada vez mais esses laboratórios, que são responsáveis pela formação de recursos humanos, pesquisas e tecnologias para a produção de medicamentos, não estão recebendo os investimentos que deveriam para se desenvolver.

“Trata-se de um setor estratégico da economia brasileira. A produtividade desses laboratórios significa o barateamento dos medicamentos para a população e diminuição dos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, considera.

O deputado federal aponta, ainda, que grande parte das recomendações da CPI dos Medicamentos não foi seguida pelo Governo Federal. “A audiência, com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, além do BNDES e Alfob, vai esclarecer os fatos”, disse.

Regulação do mercado

Os laboratórios oficiais têm grande importância para o setor produtivo. Conforme o vice-diretor da Farmácia Escola da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sócrates Gondim, os laboratórios oficiais exercem o papel de regulação do mercado, evitando uma alta indiscriminada nos preços dos medicamentos.

Ele explica que o País tem um potencial grande que precisa ser aproveitado, uma vez que pesquisas já constataram que 45% do consumo de medicamentos é de genéricos. No entanto, aponta que cerca de 80% a 90% dos fármacos - componentes químicos para fabricação dos medicamentos - são importados.

“Precisamos de mais pesquisas para desenvolver a produção nacional”, disse. Conforme ele, um novo medicamento leva cerca de 12 anos para ficar pronto e requer gastos em torno de R$ 2,4 bilhões.

FIQUE POR DENTRO
CPI dos Medicamentos abordou a questão

A ociosidade dos laboratórios oficiais foi abordada durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, instaurada pela Câmara Federal em 2000.

A CPI dos Medicamentos estudou vários aspectos da política de medicamentos e da assistência farmacêutica vigente, identificando e caracterizando os problemas, vícios, direta ou indiretamente ligados a preço, qualidade e segurança de medicamentos e também à assistência farmacêutica.

No relatório da comissão, os laboratórios oficiais constavam como elementos importantes no contexto de políticas de produção, regulação e controle de preços de medicamentos e de assistência farmacêutica. Na época, os parlamentares que faziam parte da comissão chegaram a visitar várias unidades dos laboratórios oficiais, entre elas, a Farmácia Escola, e também de pesquisas, como a Unidade de Farmacologia Clínica da UFC, constatando a necessidade de mais investimentos e suporte governamental para o desenvolvimento do potencial do setor no Estado.

Entre as recomendações constavam necessidade de fortalecimento das políticas e ações específicas pelo Poder Executivo e financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico para que os laboratórios oficiais produzissem a baixo custo para a saúde pública.

PAOLA VASCONCELOS
Repórter

Fonte: [ Diário do Nordeste ]

Estudo: ingredientes da maconha podem combater bactérias

Enviado em Notícias, Cannabis, Plantas Medicinais, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 11 de Setembro de 2008 @ 19:42

Pesquisadores na Itália e no Reino Unido constataram que o principal princípio ativo da maconha, o tetraidrocanabinol, ou THC, bem como compostos a ele relacionados, demonstram resultados promissores como agentes antibacterianos, especialmente contra variantes de micróbios que já se provaram resistentes a diversas outras variedades de medicamentos.

Sabe-se há décadas que a Cannabis sativa tem propriedades antibacterianas. Experiências conduzidas nos anos 50 testaram diversos preparados de maconha contra infecções de pele e outras, mas os pesquisadores não dispunham, à época, de compreensão aprofundada sobre a composição química da maconha.

As atuais pesquisas, comandadas por Giovanni Apendino, da Universidade de Leste do Piemonte, e colegas, publicadas pelo Journal of Natural Products , avaliaram as propriedades antibacterianas dos cinco canabinóides mais comuns.

Todos eles se provaram efetivos contra diversas variantes de bactérias resistentes a múltiplos tratamentos, ainda que, talvez compreensivelmente, os pesquisadores tenham ressalvado que canabinóides desprovidos de efeitos psicotrópicos poderiam se provar mais promissores para futuro uso prático.

Os pesquisadores afirmam não ter determinado até o momento de que maneira os canabinóides trabalham ou se eles seriam efetivos, já que antibióticos sistêmicos requereriam muito mais pesquisa e testes. Mas os compostos podem vir a se provar úteis mais cedo do que o previsto, como agente tópico para o tratamento do Staphylococcus aureus, ou MRSA, um vírus resistente a meticilina, com o objetivo de prevenir a colonização da pele por micróbios.

(The New York Times)

Fonte: [ Terra Online ]

Investigadores portugueses comprovam efeitos terapêuticos em plantas medicinais de São Tomé

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 23 de Junho de 2008 @ 20:00

Lisboa, 23 Jun (Lusa) - Uma equipa científica portuguesa comprovou efeitos anti-bacterianos e anti-fúngicos em 75 por cento de um conjunto de 50 plantas medicinais usadas por terapeutas tradicionais para combater infecções em São Tomé e Príncipe.

Estes dados constam do livro “Estudo Etnofarmacológico de Plantas Medicinais de S. Tomé e Príncipe”, que será apresentado terça-feira no jardim Botânico Tropical, em Lisboa, pela coordenadora da equipa, Prof. Maria do Céu Madureira, do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

“Os resultados do estudo comprovam a veracidade da utilização empírica e o potencial farmacêutico dessas plantas”, disse a investigadora à agência Lusa.

Entre as plantas em causa, cujas características químicas e farmacológicas estudou, Maria do Céu Madureira destacou a Tithonia diversifolia, chamada localmente girassol (”parecida com o girassol mas muito mais pequena”), com comprovada actividade anti-malárica.

Foram também encontradas espécies com actividade anti-viral comprovada “in vitro” na replicação do VIH (vírus da imunodeficiência humana) e contra os vírus herpes simplex e da hepatite B, nestes casos “in vivo” - salientou.

Este trabalho insere-se no Projecto Pagué (”Papagaio” em português e o nome de um distrito da ilha de Príncipe), que consiste na recolha e investigação etnofarmacológica de plantas medicinais por farmacêuticos e botânicos portugueses com a colaboração do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe.

As receitas do livro revertem na totalidade para a melhoria das condições de vida e de trabalho de três terapeutas tradicionais santomenses (Sum Pontes, Sum gino e Sum Costa), que trabalharam mais directamente com os investigadores, facultando os seus conhecimentos, sendo por isso seus co-autores.

“Os terapeutas tradicionais são pessoas com muita experiência, alguns com mais de 80 anos, que dedicam as suas vidas a cuidar de outras pessoas, muitas vezes sem receberem nada em troca, e vivendo em condições muito precárias”, disse a investigadora.

O livro, que já foi lançado em S. Tomé e Príncipe a 21 de Março, com a presença do ministro da Saúde santomense, Martinho do Nascimento, regista informações recolhidas junto de alguns dos mais conceituados terapeutas tradicionais em exercício nas duas ilhas, e que são muito procurados para acudir a vários tipos de doenças, principalmente a malária e outras doenças infecciosas, nomeadamente infecções das vias respiratórias, dermatológicas e do tracto urinário e gastrointestinal, entre muitas outras.

“As preparações tradicionais consistem em infusões, decocções ou macerações aquosas de cascas ou raízes deixadas numa garrafa de um dia para o outro”, referiu. “Podem também fazer macerações com bebidas alcoólicas, como aguardente ou vinho de palma, e há casos de misturas complexas em que chegam a juntar três, quatro ou cinco plantas” - acrescentou.

Os dados recolhidos nesta obra resultaram de um trabalho de três anos iniciado em 2002 por um primeiro grupo de jovens investigadores farmacêuticos (Ana Fernandes, António Gonçalves, Cátia Fernandes, Carlos Catalão, Jaime Atalaia, Jorge Vieira e Verónica Gaspar) e que foi financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, estando um segundo grupo, ainda sem financiamento, a trabalhar desde 2005 no estudo de mais 80 espécies de plantas recolhidas nas ilhas.

Com financiamento da Cooperação Portuguesa, através do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), está na forja a publicação um livro mais centrado na medicina tradicional, que coligirá em cerca de 500 páginas todos os conhecimentos recolhidos ao longo de 15 anos de estudos etnofarmacológicos realizados em São Tomé e Príncipe por Maria do Céu Madureira e os seus colegas Ana Paula Martins e Jorge Paiva.

“Será uma Bíblia da medicina tradicional, isto é, uma verdadeira farmacopeia tradicional”, disse em síntese.

Questionada pela Lusa sobre o eventual interesse farmacêutico na investigação e desenvolvimento de novos medicamentos com base nas plantas estudadas, a cientista considerou que tudo “dependerá do empenho das autoridades e da própria indústria, uma vez que há excelentes exemplos recentes de desenvolvimento de novos medicamentos pelas indústrias portuguesas”.

O objectivo do livro, salientou, é contribuir para a resolução de problemas de Saúde específicos de S. Tomé e Príncipe e de outros países em desenvolvimento, incentivando a criação de riqueza através do aproveitamento racional dos recursos locais em plantas medicinais.

Mas é também “um potencial reservatório de conhecimentos que podem ser utilizados em prol de toda a humanidade, se existirem estudos subsequentes que permitam o desenvolvimento de novos fármacos” - concluiu.

CM

Fonte: [ LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. ]

Repórter obtém receita médica de maconha para ‘ansiedade’ na Califórnia

Enviado em Notícias, Cannabis, Plantas Medicinais, Pesquisas Científicas, Fitoterápicos, Opinião de Anderson Porto | 10 de Junho de 2008 @ 13:41

Com mais de 200 farmácias de maconha medicinal operando legalmente na região, os traficantes de rua ficaram obsoletos.

O consumo de maconha é proibido pelo governo federal nos Estados Unidos, mas a erva pode ser receitada para uso medicinal por pacientes sofrendo de doenças graves no Estado da Califórnia.

Os benefícios da cannabis para doentes com câncer, Aids, artrite, esclerose múltipla e outras condições debilitantes são amplamente documentados. Segundo os usuários, ela torna os sintomas mais suportáveis.

Estima-se que cerca de 250 mil californianos possuam receitas que os autorizam a consumir o que se entende como “maconha medicinal”.

Mas não é preciso sofrer de doenças terminais para conseguir uma receita. Depois de fazer uma busca no site de pesquisas Google digitando as palavras “medicinal marijuana” e “Los Angeles”, obtive uma longa lista de clínicas onde “pacientes qualificados” podem obter uma recomendação médica autorizando-os a usar maconha legalmente.

Uma das clínicas, o 420 Evaluation Centre, localizado em San Fernando Valley, um subúrbio de Los Angeles, oferecia um desconto de US$ 25 para novos pacientes. O termo 420 é uma gíria local para maconha.

Consulta

Marquei uma consulta. Ao chegar, paguei US$ 100 e preenchi um questionário com dados pessoais. Em uma seção do questionário, respondi perguntas sobre minha condição.

De acordo com as regras, o paciente deve estar sofrendo de doenças graves ou sentindo dor crônica para se qualificar. O melhor que pude imaginar foi escrever que sofro de ansiedade. Afinal, sou do tipo ansioso.

O médico, um vietnamita que se apresentou como doutor Do, tomou meu pulso, mediu minha pressão sangüínea e perguntou há quanto tempo eu me sentia ansioso. “Há vários anos”, respondi.

“Você sofre de ataques de pânico?”, perguntou o médico. “Não”. Do escreveu “ataques de pânico” em seu livro de anotações.

Depois de passarmos alguns minutos falando sobre a culinária asiática, Do assinou uma receita para maconha medicinal, válida por um ano.

Caverna de Aladim

Com mais de 200 farmácias de maconha medicinal operando legalmente na região, os traficantes de rua ficaram obsoletos.

O governo do Estado, por sua vez, está satisfeito, já que sua fatia de impostos está garantida.

Ainda assim, com algumas farmácias instalando máquinas automáticas para lidar com pacientes fora do horário comercial, é difícil você não se perguntar se a situação não estaria correndo o risco de virar uma comédia.

A uma distância curta da clínica fica uma das lojas preferidas dos usuários, votada “farmácia do ano” por uma das revistas lidas pela comunidade de maconheiros. A publicação mais famosa intitula-se High Times.

A loja é uma verdadeira Caverna de Aladim dos narcóticos. Sob o balcão de vidro, estavam dezenas de variedades de cannabis em potes de plástico. Ao lado, um arsenal de objetos usados no consumo, entre eles, cachimbos.

Fumar e tragar

As variedades tinham nomes exóticos, como Sonho Azul e Devastação do Super Trem (em tradução livre).

Para sintomas como ansiedade, o atendente recomendou uma variedade conhecida como Travesseiro Púrpura. A receita não estipulava quantidade.

“Quanto devo usar?”, perguntei. Pego de surpresa, o vendedor respondeu: “Acho que você poderia começar tragando duas ou três vezes e ver o que acontece”.

Eu não comprei a maconha e estou pensando em, um dia, colocar minha receita em uma moldura e pendurá-la na parede.

Nesse meio tempo, parafraseando (o ex-presidente americano) Bill Clinton, se eu fumar, certamente não vou tragar.

Fonte: [ O Globo Online / BBC Brasil ]

Gil envia ao Iphan pedido para reconhecer ayahuasca como patrimônio cultural

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais, Biopirataria de Anderson Porto | 2 de Maio de 2008 @ 09:20

da Folha Online

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, vai encaminhar ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) um pedido de reconhecimento do uso do chá ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

A bebida é produzida a partir da fervura de duas plantas nativas da floresta amazônica –um cipó e folhas de um arbusto– que têm efeito alucinógeno.

A solicitação foi entregue ao ministro nesta quarta-feira (30), em Rio Branco (AC), em documento assinado por representantes de três das principais doutrinas ayahuasqueiras –Alto Santo, União do Vegetal e Barquinha.

No encontro, Gil destacou que as religiões que utilizam o chá ayahuasca (também conhecido como vegetal ou hoasca) são traços importantes da cultura religiosa brasileira.

- Neste caso, específico, acrescenta-se o afeto em relação a outra dimensão importantísssima para a vida, que é a natureza”, disse o ministro.

Gil disse que o Iphan, órgão do Ministério da Cultura, vai examinar “com todo zelo, carinho e responsabilidade” a solicitação.

Fonte: [ Folha Online ]

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