Planta troca polinizadores quando lagartas atacam
HENRY FOUNTAIN
do New York Times
Não é uma situação perfeita o relacionamento entre uma espécie de planta de tabaco e as mariposas da família Sphingidae.
Claro, essa mariposa faz um bom trabalho polinizando a planta, Nicotiana attenuata, que cresce no oeste dos Estados Unidos e floresce à noite. Porém, a mariposa tem o hábito de deixar seus ovos, que se desenvolvem em lagartas que gostam muito de comer a planta.

Pesquisas mostram que plantas reagem aos perigos externos
Sensibilidade ao ambiente inclui sinais químicos de pedido de socorro.
‘Elas reagem a dicas táteis e escutam sinais químicos’, diz pesquisadora.
Do ‘New York Times’
Parei de comer carne de porco há cerca de oito anos. Alguns anos depois, parei de comer qualquer carne de mamíferos. No entanto, ainda como peixe e aves, e derramo gemada em meu café. Minhas decisões alimentares são arbitrárias e inconsistentes.
Quando amigos me perguntam por que estou disposta a abandonar o pato, mas não o carneiro, não tenho uma boa resposta. Escolhas alimentares são muitas vezes assim: difíceis de articular, mas vigorosamente mantidas. Ultimamente, discussões sobre escolhas de alimentos têm reluzido com especial veemência.
Em seu novo livro, “Eating Animals,” o romancista Jonathan Safran Foer descreve sua transformação gradual de onívoro, um distraído preguiçoso que “passeava entre um número de dietas”, para um “vegetariano comprometido”.
As plantas reagem a dicas táteis, reconhecem diferentes comprimentos de onda de luz, escutam sinais químicos, elas podem até mesmo falar através de sinais químicos. “
No mês passado, Gary Steiner, filósofo da Universidade Bucknell, argumentou no “New York Times” que as pessoas deveriam lutar para serem “vegetarianos rigorosamente éticos” como ele próprio, evitando qualquer produto derivado de animais, incluindo lã e seda. Matar animais por comidas e roupas humanas é nada menos que um “absoluto assassinato”, disse ele.
Porém, antes de cedermos toda a cobertura moral a “vegetarianos comprometidos” e “vegetarianos de forte ética”, podemos considerar que as plantas não aspiram ser cozidas numa panela mais do que um porco quer virar comida de Natal. Isto não pretende ser um argumento banal ou uma piadinha. As plantas são seres vivos e planejam continuar dessa forma.
Brasil testa maconha para tratar Parkinson

da Folha de S.Paulo
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina testam o canabidiol - uma das 400 substâncias encontradas na maconha - para tratar males como a doença de Parkinson, fobia social e sintomas psicóticos da esquizofrenia.
Um trabalho publicado em novembro traz resultados promissores para controlar efeitos adversos do tratamento do Parkinson. Seis pacientes receberam cápsulas de canabidiol em associação ao remédio contra a doença durante um mês.
“Os parkinsonianos apresentaram melhora nas alterações de sono e nos sintomas psicóticos e tiveram maior redução dos tremores”, diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da faculdade e um dos pesquisadores.
Biodiesel com óleo de mamona já é realidade

A Petrobras Biocombustível concluiu, dia 15 de novembro, o processo tecnológico que permite à empresa produzir biodiesel com óleo de mamona, dentro das especificações técnicas da ANP – Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) na Usina de Guamaré, no Rio Grande do Norte, em regime de operação contínua e garantiu à Petrobras o domínio completo da tecnologia para a produção de biodiesel a partir da mamona. O biodiesel foi obtido com uma mistura de 30% de óleo de mamona e 70% de óleo de girassol, ambos produzidos pela agricultura familiar nos programas de suprimento de oleaginosas da empresa.
Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira

Há séculos, a erva Hyptis crenata, conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó, vem sendo utilizada na medicina popular no Brasil para tratar desde dores de cabeça e estômago até febre e gripe.
Liderada pela brasileira Graciela Rocha, a equipe da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, fez estudos com ratos e provou que a prática popular tem base científica.
O estudo foi publicado na revista científica Acta Horticulturae.
Graciela Rocha está apresentando seu trabalho no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em Nova Déli, na Índia.
Planta combate poluição de escritório
SÃO PAULO – Se o ar que respiramos na rua não é tão puro quanto deveria, o problema pode ficar ainda maior em ambientes fechados.
Dentro de casa, ou escritório, a qualidade do ar é bastante preocupante. Em algumas áreas, os ambientes fechados possuem até doze vezes mais poluentes que o ar externo.
Tintas, vernizes, adesivos, móveis, roupas, solventes, materiais de construção e até mesmo água encanada contém os chamados compostos orgânicos voláteis – uma lista que inclui benzeno, xileno, tricloroetileno entre outros.
Chamei, e a árvore entrou pela janela
por Marcelo Migliaccio
Hoje, nada de guerra. Melhor falar de vida. De uma impressionante demonstração de amor que recebi de uma árvore. Isso mesmo, de uma árvore que fica em frente à minha casa e que, de tão amada que é por mim, está entrando pela minha janela para que eu possa acariciá-la. Não, leitor, não tomei chá de cogumelo nem LSD.
Na rua em que eu moro há várias árvores da mesma espécie, todas antigas e altas. Num belo dia, comecei a reparar naquela que fica em frente à minha casa. É incrível como não reparamos nas coisas mais lindas à nossa volta. Só temos olhos para canos de descarga, mendigos, buracos; só ouvimos buzinas, maledicências, tiros. Estamos cegos para as flores, o sol, a lua e as estrelas; surdos para o canto dos pássaros, para as lições de vida que nos pode dar qualquer criança.
Faxina vegetal
10/10/2008
Por Thiago Romero

A planta é a Galianthe grandifolia, uma herbácea da família do café. Segundo a autora, ainda não havia sido identificada nenhuma planta nativa no Brasil com poder de absorção de cádmio igual ao encontrado nessa espécie. “Existem poucas plantas hiperacumuladoras desse elemento químico no mundo e, aparentemente, essa é a primeira nativa descrita com tal característica no país”, disse a bióloga à Agência FAPESP.
Mistura de urina humana e cinza serve como fertilizante
Os jardineiros que desejem cultivar com sucesso as suas plantas talvez tenham mais chance de se sair bem caso recorram à ajuda de suas lareiras e vasos sanitários. Uma nova pesquisa demonstra que uma mistura entre urina humana e cinzas geradas pela queima de madeira pode ajudar a produzir safras recorde de tomates.
De muitas maneiras, as duas substâncias servem como complemento natural uma à outra, explicou o diretor científico do estudo, Surenda Pradhan, cientista ambiental na Universidade de Kupio, na Finlândia (que também pesquisa baterias que geram energia alimentadas por urina).
A urina tem alto teor de nitrogênio, enquanto a cinza gerada pela queima de madeira tem elevado teor de nutrientes que não são encontrados na urina, a exemplo de cálcio e magnésio. A urina humana e a cinza vêm sendo usadas separadamente como fertilizantes já há séculos. Mas até agora ninguém havia estudo a possibilidade de aplicar uma combinação entre elas à tarefa.











