Livro identifica mais de 2 mil plantas raras do Brasil
O livro Plantas Raras do Brasil, que será lançado nesta quinta-feira, identifica 2.291 espécies de plantas que são encontradas exclusivamente no território nacional.
O trabalho, fruto de uma parceria entre a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e a ONG Conservação Internacional, é resultado de dois anos de pesquisas que reuniram 175 cientistas de 55 instituições brasileiras e internacionais.
Nas pesquisas, os cientistas também identificaram 752 áreas de relevância biológica para a conservação da flora brasileira e verificaram que 50% dessas áreas estão degradadas.
Segundo os organizadores da obra, a publicação poderá reacender uma polêmica entre cientistas e o Ministério do Meio Ambiente.
Cirque du Soleil: Quando a arte esquece a vida
Artigo publicado no blog Plante Árvores:
”Em Pernambuco, a recente montagem do Cirque du Soleil, tem causado uma certa polêmica, que só não foi maior, porque parece que as pessoas ainda não se importam (será que um dia se importarão?) com a questão delicada da preservação do nosso meio ambiente.O local oferecido pela EMPETUR (Empresa Pernambucana de Turismo) para a realização do espetáculo em nosso estado, foi o Parque Metropolitano de Salgadinho, também conhecido como Parque Memorial Arco Verde. O local possui uma imensa área, sendo boa parte dela ocupada por vegetação arbórea.
Segundo matéria citada no anexo 2 (matéria do Diario de Pernambuco disponível no link do rodapé, abaixo). O projeto do parque é do paisagista Roberto Burle Marx e está inserido em uma área de tombamento geral de 10,8 quilômetros quadrados.
A polêmica surgiu porque a organização do espetáculo propôs inicialmente que fossem derrubadas aproximadamente 40 árvores, para que o mundialmente aclamado circo pudesse se instalar naquele local (ver anexo 1: matéria do Jornal do Commercio disponível no link do rodapé, abaixo).
Exposição de ilustrações revela diversidade vegetal brasileira

A mostra é formada por 14 pranchas em formato de pôsteres com reproduções de ilustrações da obra enciclopédica organizada pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e informações sobre a sua viagem pelo Brasil.
Os painéis, cedidos pela FAPESP, fazem parte da exposição Flora Brasiliensis On-line, produzida pela Fundação quando da disponibilização da obra de Martius na internet.
Aberta para visitação gratuita aos visitantes do parque, a exposição é uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Instituto Unibanco e Instituto Samuel Murgel Branco (ISMB), responsável pela gestão do Espaço Vida do Parque Villa-Lobos.
Na Flora Brasiliensis original estão descritas 22.767 espécies, que representam o conjunto das plantas conhecidas até meados do século 19. Na obra também estão 3.811 ilustrações de plantas, flores, frutos e sementes.
Forum de alimentação orgânica começa no próximo dia 30 no Rio
Rio Orgânico 2009 reúne degustações, palestras e debates em torno da alimentação

O evento é organizado pelo Senac-Rio e pelo portal Planeta Orgânico e acontece das 9h30 às 18h30, no Centro de Gastronomia do Senac Rio, na Barra da Tijuca.
Tanto o ciclo de conferências como o espaço destinado à mostra de produtos e degustações são abertos ao público. Nesta edição do evento, haverá dez balcões, onde as 25 empresas certificadas da rede –que comercializa desde verduras, alimentos à base de soja orgânica, pães, sucos, mel, biscoitos, até cosméticos e insumos agrícolas.
Entre os destaques da programação está a mesa redonda sobre a regulamentação do setor orgânico no Brasil, que acontece às 10h30, e a palestra da chef de cozinha Tiana Rodrigues, do restaurante Universo Orgânico (RJ).
As inscrições para as palestras e oficinas de gastronomia serão feitas 30 minutos antes de cada atividade. Informações sobre a programação podem ser obtidas no site: www.rioorganico.com.br
Fonte: [ Folha Online ]
Prefeitura realizou Roda de Estudo de Plantas em Pindamonhangaba
A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio do CPIC (Centro de Práticas Integrativas e Complementares), realizou na última segunda-feira (27) o 23º encontro da Rep (Roda de Estudo de Plantas).

O encontro acontece toda 4ª segunda-feira do mês e traz como tema o estudo de uma planta diferente a cada reunião. Na última reunião a planta da vez foi a Calêndula.
Esalq expõe plantas medicinais e aromáticas
Evento mostrará aspectos morfo-botânicos e incentivará o resgate do conhecimento tradicional de uso de plantas
Os aspectos morfo-botânicos das plantas medicinais e aromáticas, bem como a percepção dos aromas e gostos, diversidade na forma e cores, serão apresentados, diferenciados e depois sentidos pelo público que participar da exposição “Plantas medicinais e aromáticas – Uma viagem de conhecimento botânico e interativo”, evento didático cultural que será realizado no período de 30 de março a 30 de abril, no Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes “Luiz de Queiroz”, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ).
A exposição, que conta com dois momentos distintos, o de contemplação e o de interação, certamente despertará o interesse dos aficcionados no tema. Com apoio do conhecimento científico, o público conhecerá as maneiras de identificar e reconhecer a importância das plantas e de órgãos vegetais para utilizá-las, além de noções da toxidade de algumas delas. Por outro lado, o público em geral será estimulado a respeitar as plantas e a natureza e, ainda, incentivado quanto ao resgate do conhecimento tradicional de uso de plantas aromáticas e medicinais.
O horário para visitação é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.
A realização é da Seção de Atividades Culturais (SCAC) da ESALQ.
Informações pelos telefones (19) 3429-4410, (19) 3429-4320 ou pelo e-mail scac@esalq.usp.br .
Fonte: [ Cosmo ]
Porto Seguro patrocina concurso de fotografia
III Concurso de Fotografia Árvores de São Paulo busca revelar diferentes facetas da arborização na cidade
A Porto Seguro é a patrocinadora do “III Concurso de Fotografia Árvores de São Paulo”.
O concurso é promovido desde 2006 pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e pelo Senac, e tem como objetivo despertar nos paulistanos um olhar diferente sobre as árvores da capital.
Nesta edição, o candidato poderá enviar até quatro fotos para concorrer aos prêmios, sendo duas fotos na categoria Beleza e duas na categoria Relevância.
A primeira avaliará a estética da imagem produzida, como composição, cores e mensagem transmitida.
Já a segunda levará em consideração os aspectos da composição da vegetação.
As árvores retratadas deverão estar localizadas na cidade de São Paulo.
Cada categoria premiará três fotos e terá cursos livres do Senac, livros de fotografia e câmeras digitais compactas entre os prêmios.
As inscrições estão abertas até o dia 31 de julho e podem ser feitas gratuitamente pelo site da prefeitura de São Paulo por amadores ou profissionais, maiores de 18 anos.
A ficha de inscrição, juntamente com as fotos (impressas ou em CD) e uma cópia do documento de identidade, deve ser encaminhada para a Assessoria de Comunicação da Secretaria.
Serviço:
III Concurso de Fotografias “Árvores de São Paulo”
Inscrições: www.prefeitura.sp.gov.br/concursofotografia
Enviar fotos para: Secretaria do Verde e do Meio Ambiente - Assessoria de Comunicação.
Endereço: Rua do Paraíso 387, 9º andar - Paraíso / CEP 04103-000 - São Paulo - SP.
Dúvidas: arvoresdesaopaulo@prefeitura.sp.gov.br
Jardim Botânico do Rio faz 200 anos
WANDERLEY PREITE
Colaboração para a Folha Online
No ano em que o Brasil lembra os 200 anos da chegada da família real portuguesa, o Rio de Janeiro comemora uma das principais heranças deixadas por Dom João 6º: o Jardim Botânico, que no dia 13 de junho deste ano também comemora seu bicentenário.
Como todo jardim do gênero, o carioca cultiva e conserva plantas das mais variadas espécies para fins de pesquisa. “Mas suas particularidades o colocam entre os 10 principais jardins botânicos do mundo”, afirma Liszt Vieira, presidente do Jardim Botânico.

De seus 137 hectares, 55 deles são cultivados. São mais de 8 mil espécies de plantas no arboreto e 7 mil nas estufas. Só no Herbário (uma coleção de plantas mortas para documentação) há 450 mil amostras.
Uma de suas curiosidades é o Jardim Sensorial. O local foi planejado para que os visitantes com deficiência visual pudessem tocar a vegetação. “Há plantas aromáticas e de texturas diferentes. O deficiente toca as plantas, exercita o olfato e confere as informações em um placa em braile”, explica Vieira.
Também há outros jardins temáticos, como o Bíblico, só com plantas citadas nas Escrituras, e outro com plantas medicinais.
Biblioteca
O centro de pesquisa abriga a mais importante biblioteca botânica do Brasil, com cerca de 109 mil volumes. Em 2005, foi inaugurado o Espaço Tom Jobim Cultura e Meio Ambiente, onde está a obra completa e digitalizada do compositor.
Se tudo isso não bastasse, quem visita o Jardim Botânico se depara com um importante patrimônio arquitetônico, como a sede do Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, o prédio mais antigo da zona Sul do Rio, erguido em 1596.
São por razões como estas que o Jardim foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional já em 1937 e considerado “Reserva da Biosfera” pela Unesco em 1991. “Encontramos espécies da mata atlântica, amazônica e internacionais”, enumera o presidente.
História
Foi no mesmo ano em que a família real portuguesa desembarcou no Brasil que Dom João 6º publicou um Decreto criando o então Jardim de Aclimação. O espaço teria como principal função preservar algumas especiarias vindas das Índias, como canela e noz-moscada. O nome só durou até outubro de 1808, quando o local passou a se chamar Real Horto.
A independência do Brasil, em 1922, trouxe novas mudanças: o espaço foi rebatizado, agora como Real Jardim Botânico, e foi aberto à visitação pública. Foi nesse período que a vegetação foi toda catalogada.
Mas somente com a Proclamação da República, em 1890, o local ganhou reconhecimento internacional e seu nome mais popular: Jardim Botânico. Por lá, passaram personalidades como Albert Einstein e a Raínha Elizabeth 2ª do Reino Unido, o que colocou o Jardim na rota dos pontos turísticos do Rio.
Em 1998, o espaço foi rebatizado como Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, em 2002, tornou-se uma autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente.
Para o freqüentador do Jardim Botânico Conrado Vivacqua, 20 anos, trata-se de um ponto turístico especial porque se confunde com a história do Rio e do Brasil. “Mas ele bem que poderia ser de graça, como outros parques da cidade”. É que para entrar no local, é preciso desembolsar R$ 4.
Mesmo assim, é ele o ponto turístico da vez no Rio, que em seu bicentenário deve receber mais do que seus 600 mil visitantes anuais. Para comemorar, será inaugurado, no segundo semestre, o primeiro museu brasileiro do Meio Ambiente. “Teremos informações sobre o bioma nacional, dilemas urbanos e mudanças climáticas”, diz Vieira.
O orçamento do Jardim será de R$ 9 milhões neste ano, valor bem acima dos R$ 6,5 milhões disponíveis no ano passado. O dinheiro extra deve ajudar na reforma do complexo iniciada já no ano passado para as festividades.
“No dia 13 de junho, o aniversário será comemorado com um concerto de música clássica e o lançamento de um livro sobre os 200 anos do ponto turístico”, afirma o presidente. Também está prevista a presença de ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: [ Folha Online ]
Noruega inaugura ‘Arca de Noé’ de sementes de plantas
Reuters
Em Longyearbyen, no Ártico, a Noruega inaugura a ‘Arca de Noé’ do reino vegetal, que protegerá sementes do mundo inteiro de um desastre natural ou dos perigos representados pelo aquecimento global - Reuters

LONGYEARBYEN, Noruega - A Noruega inaugurou nesta terça-feira, sob uma montanha na região ártica, uma instalação destinada a proteger sementes de alimentos, um dos recursos mais preciosos da Humanidade, contra possíveis desastres naturais.
Escavada em uma montanha gelada a mil quilômetros do Pólo Norte, essa “arca de Noé” tem câmaras que permaneceriam congeladas por 200 anos mesmo que aquecimento global atinja o pior cenário previsto e se houver defeito no sistema artificial de refrigeração, segundo os responsáveis.
O primeiro-ministro noruguês, Jens Stoltenberg, disse que a instalação preserva “os tijolos fundamentais da civilização humana”, ameaçados por fatores como o aquecimento global, que põe em risco “a diversidade da vida que sustenta nosso planeta”.
A caverna, numa ilha do arquipélago de Svalbard, no extremo-norte norueguês, serve de “backup” para sementes armazenadas em bancos genéticos de todo o mundo.
Inicialmente, 100 milhões de sementes de mais de cem países foram enviadas para serem mantidas no local, que custou US$ 10 milhões e armazena 268 mil amostras diferentes, cada uma de um campo ou fazenda.
Há desde amostras de alimentos importantes da África e da Ásia, como arroz, milho, trigo e sorgo, até variedades européias e sul-americanas de berinjela, alface, cevada e batata.
- Teremos uma grande coleção (de sementes) aqui, uma das maiores do mundo, desde o dia da inauguração - disse Cary Fowler, diretor do Fundo Global da Diversidade Agrícola, que financia as operações.
” As condições aqui embaixo na gruta são perfeitas ”
Stoltenberg e a ambientalista queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004, colocaram a primeira caixa com sementes de arroz na câmara, durante a cerimônia de inauguração da qual participou o presidente da Comissão Européia (Poder Executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso.
- As condições aqui embaixo na gruta são perfeitas - disse Fowler dentro do túnel ligeiramente inclinado que leva até as três câmaras, onde podem ser armazenadas até 4,5 milhões de amostras, com um total aproximado de 2 bilhões de sementes.
As sementes ali depositadas continuam sendo propriedade dos depositários, entre os quais há grandes bancos genéticos de países em desenvolvimento.
Durante uma visita ao local na segunda-feira, o ruidoso equipamento de refrigeração tornava ainda mais gelada a primeira câmara a ser aberta. As sementes serão mantidas numa faixa de -18ºC a -20ºC.
Nessas condições, segundo os realizadores, a cevada consegue sobreviver durante 2.000 anos, o trigo sobrevive por 1.700, e o sorgo poderia atravessar quase 20 milênios.
Fonte: [ O Globo Online ]
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