Ong das multinacionais defende transgênicos

Enviado em Artigos, Transgênicos, Biotecnologia de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 09:24

Todas as notícias e informações favoráveis aos organismos geneticamente modificados são divulgados no Brasil pela ONG Conselho de Informações sobre Biotecnologia, patrocinada pelas empresas multinacionais e grandes empresas brasileiras do agronegócio.

Defendendo permanentemente os interesses das empresas produtoras de sementes transgênicas, a entidade exerce um poder absoluto junto a grande mídia nacional, distribuindo releases e “pesquisas” pró-transgênicos.

Periodicamente, a “Ong” CIB convida - pagando todas as despesas - jornalistas para encontros e reuniões para difundir material em defesa das multinacionais de sementes.

Muitos destes jornalistas retribuem os favores elegendo o CIB como fonte definitiva para suas matérias sobre organismos geneticamente modificados.

Os principais patrocinadores do CIB são:

  • Arborgen Ltda
  • Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
  • Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov)
  • Associação Brasileira de Produtores de Semente (Abrasem)
  • BASF
  • Bayercropsciences
  • Cargill Agrícola
  • Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural ( IFSC - USP)
  • Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec)
  • Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira
  • Di Blasi, Parente, Soerensen Garcia & Associados S/C
  • Dow Agrosciences
  • DuPont do Brasil
  • Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL)
  • Koury Lopes Advogados (KLA)
  • Monsanto do Brasil
  • Nestlé Brasil Ltda
  • Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
  • Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • Syngenta Seeds

Fonte: [ AEN ]

França torna-se território livre de transgênicos

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 08:59

Pesquisas mostram que as plantas transgênicas são
geneticamente instáveis

Milho transgenico

Franceses baniram de seu território variedade de milho da Monsanto que foi liberada no Brasil pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Porto Alegre, RS - O Conselho de Estado da França reafirmou quarta-feira última (19/03) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no território francês. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com a decisão a França se torna livre de transgênicos.

Esta mesma variedade foi liberada no Brasil pela CTNBio e posteriormente contestada pela Anvisa e pelo Ibama dada a ausência de dados que possam confirmar sua segurança. A divergência foi resolvida politicamente pelo Conselho Nacional de Biossegurança, que optou pela liberação.

Um dos pontos questionados pelo Ministério do Meio Ambiente foi que a empresa não forneceu informações cruciais do ponto de vista da biossegurança, como a seqüência de DNA inserida e o nível da toxina produzida por diferentes partes da planta de milho. É muito comum que os testes apresentados pelas empresas sejam feitos com a proteína nativa, como encontrada na bactéria, e não com a proteína transgênica produzida pela planta.

A CTNBio se baseou nesse tipo de dado, que do ponto de vista da biossegurança não esclarece muita coisa, já que as duas proteínas são diferentes. Isso na verdade equivale dizer que o milho transgênico que será cultivado não foi avaliado.

Para agravar a situação, há pesquisas que indicam que as plantas transgênicas, entre elas o milho MON 810, são geneticamente instáveis. Esses fatos já haviam sido apontados por pesquisadores espanhóis em 2003 [1] e foram confirmados recentemente na Índia [2].

Os pesquisadores indianos mostraram inclusive a presença do gene marcador de resistência ao antibiótico neomicina no milho, fato que é negado pela Monsanto e pela CTNBio. Em outras palavras: a empresa apresenta uma coisa, a CTNBio aprova outra e o agricultor planta e colhe outra ainda. Assim, não se sabe o que chega à mesa do consumidor.

Texto do boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos, com informações da Agência Reuters.

[1] Hernández M, Pla M, Esteve T, Prat S Puigdomènech P and Ferrando A. A specific real-time quantitative PCR detection system for event MON810 in maize YieldGard based on the 3’-transgene integration sequence. Transgenic Research 2003, 170-89.

[2] Singh CK, Ojka A, Kamle S and Kachru DN. Assessment of cry1Ab transgene cassette in commercial Bt corn MON810: gene, event, construct & GMO specific concurrent characterization. Nature Protocols 2007, DOI: 10.1038/nprot.2007.440, http://www.natureprotocols.com/2007/10/23/assessment_of_cry1ab_transgene.php

Fonte: [ EcoAgência ]

Cientista do Governo britânico pede atraso na adoção de biocombustíveis

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 08:50

O assessor do Governo britânico em assuntos ambientais, Robert Watson, defendeu hoje o atraso na adoção de combustíveis biológicos nos postos de gasolina do país, até que os estudos sobre seus riscos para o meio ambiente sejam concluídos.

O Executivo do primeiro-ministro, Gordon Brown, previa que entrasse em vigor no dia 1º de abril a chamada Obrigação de Combustível Renovável de Transporte (RTFO, na sigla em inglês), um sistema que, entre outras coisas, exige que 2,5% do combustível disponível nos postos de gasolina sejam de origem biológica.

Em declarações à Radio 4 da cadeia pública “BBC”, Watson reconheceu que existe inquietação porque a medida, destinada a reduzir as emissões globais de gases poluentes, poderia ter o efeito contrário.

O professor ressaltou que é preciso comprovar que, como sustentam os defensores, os biocombustíveis são sustentáveis do ponto de vista do meio ambiente, já que seria uma “loucura” impulsionar uma política para reduzir o efeito estufa que, no entanto, acabasse tendo o efeito inverso.

Alguns combustíveis biológicos - como o etanol e o diesel derivados de plantas - são apresentados como alternativa aos combustíveis convencionais para reduzir as emissões na atmosfera de dióxido de carbono, mas cada vez mais cientistas argumentam que seu cultivo é mais prejudicial que vantajoso para a natureza.

Perguntado sobre a RTFO, Watson recomendou “esperar até que se completem os estudos”.

Sua declaração coincidiu com a difusão de uma carta das principais organizações ambientalistas e de cooperação do país para a ministra de Transportes, Ruth Kelly, na qual advertem os perigos do combustível biológico.

Segundo algumas ONGs, entre elas Oxfam, Greenpeace ou Friends of the Earth, é muito arriscado obrigar os motoristas a colocar gasolina biológica em seus carros quando ainda se desconhecem os efeitos destes combustíveis, cujo cultivo está causando estragos em alguns países produtores.

“Esses objetivos devem ser anulados. Insistir nisso a todo custo sem levar em conta as conseqüências para o clima seria incrivelmente perigoso”, afirmou o assessor científico do Greenpeace, Doug Parr.

A diretora de política agrária da Associação Protetora das Aves, Abigail Bunker, disse que as plantações para produzir esses combustíveis ameaçam o habitat de muitos tipos de aves silvestres no mundo, além de contribuir para a destruição de florestas tropicais e para a emissão de grande quantidade de carbono armazenado nas árvores e no subsolo.

Na opinião do conselheiro de políticas da Oxfam, Robert Bailey, os objetivos do Governo trabalhista sobre uso de biocombustíveis só devem ser propostos quando “puder se garantir que nem piorarão a mudança climática, nem prejudicarão o ambiente nem a subsistência dos habitantes dos países em desenvolvimento”, onde se concentram as plantações.

A medida do Ministério dos Transportes responde às diretrizes da União Européia (UE) que pedem que, para 2010, 5% do combustível para o transporte seja biológico, a fim de cumprir os objetivos de redução de emissões de carbono.

Fonte: [ ClickBrasilia ]