Saiba como fabricar fertilizantes orgânicos

Enviado em Artigos, Orgânicos de Anderson Porto | 31 de Março de 2008 @ 14:08

A TARDE

Veja como fazer para preparar composto orgânico, fertilizante orgânico líquido e inseticidas caseiros e naturais com receitas testadas pela equipe do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) que ministrou a Oficina de Capacitação em Produção de Mudas Nativas para Reflorestamento nos dias 17 a 19 de março, na Reserva Jequitibá, no município de Elísio Medrado.

Ingredientes: esterco bovino fresco e água não clorada.

Como preparar:

1. Em um recipiente de 500 litros, colocar partes iguais de esterco bovino fresco e água não clorada, deixando um espaço vazio de 15 a 20 cm.

2. Adaptar uma mangueira à tampa do tambor, cuja extremidade externa deverá ser imersa em uma vasilha com água, para que ocorra um processo de fermentação anaeróbico (sem a presença de ar). Deve-se tomar cuidado para a mangueira não ficar imersa no líquido em fermentação ou entupir, pois os gases produzidos pelo processo de fermentação poderão estourar o tambor.

3. Deixar o líquido fermentar por aproximadamente 90 dias, quando estará pronto para ser usado. O armazenamento do produto final não deve exceder a 30 dias depois de pronto, pois com o tempo ele diminui sua eficiência fitossanitária.

Como usar:

1. O produto fermentado pode ser utilizado de várias maneiras, porém o método mais eficiente é em pulverização foliar, que promove um efeito mais rápido. Neste caso, ele deve ser coado antes do uso e diluído em água na proporção de 01 litro de biofertilizante para 100 litros de água, e pulverizado nas plantas, chegando a ponto de escorrimento, para que cubra totalmente suas folhas e ramos.

2. Pode ser usado também no tratamento de sementes, as quais são mergulhadas na solução do biofertilizante puro por um período de 1 a 10 minutos, devendo secá-las á sombra por duas horas e plantá-las em seguida. As sementes tratadas não devem ser armazenadas, pois perdem muito rapidamente sua capacidade germinativa.

3. No caso de estacas, bulbos e tubérculos, pode-se utilizar o mesmo tratamento acima e se fazer o plantio imediato, o que aumenta o enraizamento das plantas.

4. Na produção de mudas, pode ser utilizado na rega de canteiros ou de sacos de plantio, e quando aplicado puro tem um excelente efeito bactericida. A parte sólida resultante da coagem pode ser usada nas covas de plantio, na compostagem, ou ainda na alimentação de peixes e suínos. No caso dos suínos, deve ser devidamente desidratada e adicionada à ração, na proporção máxima de 20%.

Para que serve:

1. Os testes com fertilizante orgânico comprovaram seu efeito na redução de incidência de pragas e doenças, além do aumento da produção e da produtividade das culturas onde foi utilizado.

2. Quando aplicado em pulverizações foliares, em diluições de 10 a 30% tem efeito fertilizante, contribuindo para o aumento da produtividade e dando mais resistência às plantas.

3. Em plantas frutíferas dever ser aplicado mensalmente nos períodos pós-colheita, quando apresentam deficiência ou desequilíbrio nutricional.

4. Para a fixação de flores e frutos deve ser aplicado o produto nas mesmas concentrações do período pós-colheita, prática que contribui para a elevação da produtividade.

5. Em plantas olerícolas (soja, mamona) as pulverizações devem ser semanais.

6. Com o uso do fertilizante orgânico observou-se que as plantas frutíferas têm uma florada mais intensa e uma ramagem mais abundante, ocorrendo um prolongamento do período de colheita.

7. No tratamento de estacas, rizomas e manivas ocorre uma grande emissão de raízes, favorecendo seu pegamento e seu vigor vegetativo.

8. Em plantas ornamentais estimula a emissão de flores fora de época, principalmente em violetas, roseiras e hortênsias.

9. No caso das olerícolas e folhosas, as plantas ficam mais sensíveis à falta de água, havendo a necessidade de maiores cuidados com a irrigação.

10. Em relação ás doenças fúngicas, o fertilizante orgânico reduziu a incidência da antracnose no jiló, da podridão do abacaxi, do mofo verde da laranja, das manchas deprimidas do maracujá, dentre outras.

Fonte: [ A TARDE ]

Ong das multinacionais defende transgênicos

Enviado em Artigos, Transgênicos, Biotecnologia de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 09:24

Todas as notícias e informações favoráveis aos organismos geneticamente modificados são divulgados no Brasil pela ONG Conselho de Informações sobre Biotecnologia, patrocinada pelas empresas multinacionais e grandes empresas brasileiras do agronegócio.

Defendendo permanentemente os interesses das empresas produtoras de sementes transgênicas, a entidade exerce um poder absoluto junto a grande mídia nacional, distribuindo releases e “pesquisas” pró-transgênicos.

Periodicamente, a “Ong” CIB convida - pagando todas as despesas - jornalistas para encontros e reuniões para difundir material em defesa das multinacionais de sementes.

Muitos destes jornalistas retribuem os favores elegendo o CIB como fonte definitiva para suas matérias sobre organismos geneticamente modificados.

Os principais patrocinadores do CIB são:

  • Arborgen Ltda
  • Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
  • Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov)
  • Associação Brasileira de Produtores de Semente (Abrasem)
  • BASF
  • Bayercropsciences
  • Cargill Agrícola
  • Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural ( IFSC - USP)
  • Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec)
  • Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira
  • Di Blasi, Parente, Soerensen Garcia & Associados S/C
  • Dow Agrosciences
  • DuPont do Brasil
  • Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL)
  • Koury Lopes Advogados (KLA)
  • Monsanto do Brasil
  • Nestlé Brasil Ltda
  • Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
  • Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • Syngenta Seeds

Fonte: [ AEN ]

França torna-se território livre de transgênicos

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 08:59

Pesquisas mostram que as plantas transgênicas são
geneticamente instáveis

Milho transgenico

Franceses baniram de seu território variedade de milho da Monsanto que foi liberada no Brasil pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Porto Alegre, RS - O Conselho de Estado da França reafirmou quarta-feira última (19/03) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no território francês. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com a decisão a França se torna livre de transgênicos.

Esta mesma variedade foi liberada no Brasil pela CTNBio e posteriormente contestada pela Anvisa e pelo Ibama dada a ausência de dados que possam confirmar sua segurança. A divergência foi resolvida politicamente pelo Conselho Nacional de Biossegurança, que optou pela liberação.

Um dos pontos questionados pelo Ministério do Meio Ambiente foi que a empresa não forneceu informações cruciais do ponto de vista da biossegurança, como a seqüência de DNA inserida e o nível da toxina produzida por diferentes partes da planta de milho. É muito comum que os testes apresentados pelas empresas sejam feitos com a proteína nativa, como encontrada na bactéria, e não com a proteína transgênica produzida pela planta.

A CTNBio se baseou nesse tipo de dado, que do ponto de vista da biossegurança não esclarece muita coisa, já que as duas proteínas são diferentes. Isso na verdade equivale dizer que o milho transgênico que será cultivado não foi avaliado.

Para agravar a situação, há pesquisas que indicam que as plantas transgênicas, entre elas o milho MON 810, são geneticamente instáveis. Esses fatos já haviam sido apontados por pesquisadores espanhóis em 2003 [1] e foram confirmados recentemente na Índia [2].

Os pesquisadores indianos mostraram inclusive a presença do gene marcador de resistência ao antibiótico neomicina no milho, fato que é negado pela Monsanto e pela CTNBio. Em outras palavras: a empresa apresenta uma coisa, a CTNBio aprova outra e o agricultor planta e colhe outra ainda. Assim, não se sabe o que chega à mesa do consumidor.

Texto do boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos, com informações da Agência Reuters.

[1] Hernández M, Pla M, Esteve T, Prat S Puigdomènech P and Ferrando A. A specific real-time quantitative PCR detection system for event MON810 in maize YieldGard based on the 3’-transgene integration sequence. Transgenic Research 2003, 170-89.

[2] Singh CK, Ojka A, Kamle S and Kachru DN. Assessment of cry1Ab transgene cassette in commercial Bt corn MON810: gene, event, construct & GMO specific concurrent characterization. Nature Protocols 2007, DOI: 10.1038/nprot.2007.440, http://www.natureprotocols.com/2007/10/23/assessment_of_cry1ab_transgene.php

Fonte: [ EcoAgência ]

Cientista do Governo britânico pede atraso na adoção de biocombustíveis

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 25 de Março de 2008 @ 08:50

O assessor do Governo britânico em assuntos ambientais, Robert Watson, defendeu hoje o atraso na adoção de combustíveis biológicos nos postos de gasolina do país, até que os estudos sobre seus riscos para o meio ambiente sejam concluídos.

O Executivo do primeiro-ministro, Gordon Brown, previa que entrasse em vigor no dia 1º de abril a chamada Obrigação de Combustível Renovável de Transporte (RTFO, na sigla em inglês), um sistema que, entre outras coisas, exige que 2,5% do combustível disponível nos postos de gasolina sejam de origem biológica.

Em declarações à Radio 4 da cadeia pública “BBC”, Watson reconheceu que existe inquietação porque a medida, destinada a reduzir as emissões globais de gases poluentes, poderia ter o efeito contrário.

O professor ressaltou que é preciso comprovar que, como sustentam os defensores, os biocombustíveis são sustentáveis do ponto de vista do meio ambiente, já que seria uma “loucura” impulsionar uma política para reduzir o efeito estufa que, no entanto, acabasse tendo o efeito inverso.

Alguns combustíveis biológicos - como o etanol e o diesel derivados de plantas - são apresentados como alternativa aos combustíveis convencionais para reduzir as emissões na atmosfera de dióxido de carbono, mas cada vez mais cientistas argumentam que seu cultivo é mais prejudicial que vantajoso para a natureza.

Perguntado sobre a RTFO, Watson recomendou “esperar até que se completem os estudos”.

Sua declaração coincidiu com a difusão de uma carta das principais organizações ambientalistas e de cooperação do país para a ministra de Transportes, Ruth Kelly, na qual advertem os perigos do combustível biológico.

Segundo algumas ONGs, entre elas Oxfam, Greenpeace ou Friends of the Earth, é muito arriscado obrigar os motoristas a colocar gasolina biológica em seus carros quando ainda se desconhecem os efeitos destes combustíveis, cujo cultivo está causando estragos em alguns países produtores.

“Esses objetivos devem ser anulados. Insistir nisso a todo custo sem levar em conta as conseqüências para o clima seria incrivelmente perigoso”, afirmou o assessor científico do Greenpeace, Doug Parr.

A diretora de política agrária da Associação Protetora das Aves, Abigail Bunker, disse que as plantações para produzir esses combustíveis ameaçam o habitat de muitos tipos de aves silvestres no mundo, além de contribuir para a destruição de florestas tropicais e para a emissão de grande quantidade de carbono armazenado nas árvores e no subsolo.

Na opinião do conselheiro de políticas da Oxfam, Robert Bailey, os objetivos do Governo trabalhista sobre uso de biocombustíveis só devem ser propostos quando “puder se garantir que nem piorarão a mudança climática, nem prejudicarão o ambiente nem a subsistência dos habitantes dos países em desenvolvimento”, onde se concentram as plantações.

A medida do Ministério dos Transportes responde às diretrizes da União Européia (UE) que pedem que, para 2010, 5% do combustível para o transporte seja biológico, a fim de cumprir os objetivos de redução de emissões de carbono.

Fonte: [ ClickBrasilia ]

Pesquisadores americanos descobrem gene que dá forma aos tomates

Enviado em Notícias, Biotecnologia de Anderson Porto | 17 de Março de 2008 @ 13:33

Cientistas americanos identificaram um gene que determina a forma dos tomates, algo que poderá ajudar a entender os mistérios morfológicos das plantas, revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.
O gene, chamado de SUN, é o segundo conhecido ligado ao formato das distintas variedades de tomates.

A descoberta deve permitir uma nova visão sobre como as plantas comestíveis se desenvolvem, disse Esther van der Knaap, diretora do estudo publicado na revista Science.

Os tomates são as plantas comestíveis mais variadas em formas e tamanho, mas pouco se sabia até o momento sobre os princípios genéticos que produziam estas variações.

“Os tomates são um modelo neste emergente campo de estudos da morfologia das frutas”, disse Van der Knaap.

“Estamos tratando de compreender que tipo de gene causa o enorme aumento do tamanho da fruta e a variação de sua forma quando o tomate é plantado”.

js/LR

Fonte: [ Último Segundo ]

Transgênicos: comissão de agricultura rejeita monitoramento

Enviado em Notícias, Transgênicos, Biotecnologia de Anderson Porto | 17 de Março de 2008 @ 13:32

SAFRAS (13) - A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou, na quarta-feira (12), o Projeto de Lei 4809/05, do deputado Edson Duarte (PV-BA). A proposta prevê a obrigatoriedade do monitoramento dos efeitos de organismos geneticamente modificados e de seus derivados na saúde humana e no meio ambiente.
O relator do projeto, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), considera que o assunto já está adequadamente tratado na Lei de Biossegurança (11.105/05).

Sperafico destaca ainda que o PL 4809/05 foi apresentado antes da aprovação das novas regras para o setor. A nova legislação determina que compete à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estabelecer critérios de avaliação e monitoramento de risco de organismos transgênicos.

Segundo o relator, “qualquer determinação legal que venha se chocar com a Lei 11.105/05 tenderá a quebrar o conjunto harmônico de disposições que asseguram o avanço tecnológico com adequada segurança para a sociedade brasileira”.

Tramitação A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.-TRANSGENICOS: GUIA DO CONSUMIDOR DO GREENPEACE INDICA PRODUTOS ISENTOS SAFRAS (13) - A Yakult, que produz uma grande variedade de bebidas, passou a adotar uma política para garantir que seus produtos não contenham transgênicos. Com isso, ela passou da lista vermelha (indústrias que não garantem produtos sem transgênicos) para a verde (empresas que dão garantias de uma produção livre de transgênicos) do Guia do Consumidor, do Greenpeace.

Das 109 empresas que compõem o Guia, 68 estão na lista verde. Além das novas adesões, estão nesta lista gigantes da indústria alimentícia como Nestlé, Parmalat, Unilever, Sadia e Perdigão, entre outras. Já outras gigantes como Bunge, Cargill, Garoto e Vigor continuam na lista vermelha, pois não assumiram o compromisso de levar aos consumidores brasileiros alimentos livres de organismos geneticamente modificados.

A mudança de política de empresas como a Yakult demonstra que a opinião dos consumidores brasileiros vem sendo cada vez mais respeitada pela indústria de alimentos. Das 53 empresas da primeira edição do Guia, 74% estavam na lista vermelha. Agora, essa porcentagem caiu para 38%, declarou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

Além da pressão dos consumidores, muitas companhias já perceberam que a produção e a comercialização de produtos sem transgênicos pode ser uma alternativa econômica vantajosa. É o que mostra o Relatório Brasileiro de Mercado: a Indústria de Alimentos e os Transgênicos, lançado pelo Greenpeace em julho de 2006.

O estudo se baseia no depoimento de dez fabricantes de alimentos (Batavo, Brejeiro, Caramuru, Ferrero, Imcopa, Josapar, Perdigão, Sadia, Sakura e Unilever) e três redes varejistas (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonae), que adotaram uma política não-transgênica.

O relatório mostra também que, apesar de ser difícil mensurar o retorno de marketing ou imagem decorrente da adoção dessa prática, nenhuma das empresas consultadas quis ter seu nome associado aos produtos transgênicos e todas temem a rejeição dos consumidores. As informações partem da Agência CâmaraEstadual de Notícias do Paraná.

(CBL)

Fonte: [ Último Segundo ]

Estudo: maconha desacelera efeitos de Alzheimer

Enviado em Notícias, Cannabis, Plantas Medicinais, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 11 de Março de 2008 @ 21:25

5nov00 - 5nov00
Espanha - Uma equipe de pesquisadores israelenses e espanhóis descobriu recentemente novos efeitos positivos da maconha no tratamento de pacientes com mal de Alzheimer, informa a agência Ansa.

Os resultados, obtidos por meio de experimentos com ratos, mostraram que o cannabidiol (também conhecido como CBD) - uma das substâncias psicoativas da cannabis - pode desacelerar a perda da memória durante o desenvolvimento da doença.

O estudo foi apresentado formalmente em um congresso sobre a cannabis, organizado em Londres pela Royal Pharmaceutical Society of Great Britain.

Tony Moffatt, que liderou a reunião, afirmou que foram alcançados grandes avanços nas pesquisas sobre a maconha nos últimos dez anos. “Há um grande interesse sobre os efeitos benéficos da cannabis e das substâncias ligadas a ela, no que diz respeito a uma série de distúrbios relacionados à artrite, à esclerose múltipla e até à dor”, explicou.

A pesquisa foi acolhida com reservas por outros especialistas que apontam para os efeitos potencialmente opostos do THC, outro princípio ativo da cannabis.

As informações são do Terra

Fonte: [ O Dia Online ]

Próxima Página »