Como publicar as informações de espécies do portal TSP ?

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 28 de Fevereiro de 2008 @ 20:08

Olá pessoal,

Estamos colocando a disposição serviços de publicação de conteúdo para websites.

Os novos “webservices” permitem que você, que possui uma página na Internet, possa colocar no seu website:

1 - Planta do Dia.

Informações obtidas de forma online, real-time, sobre as últimas espécies atualizadas no portal Tudo Sobre Plantas;

2 - Busca por espécies no seu website, com os resultados apresentados também nele, e acesso à ficha da espécie consultada, com formatação livre - você pode colocar a listagem e apresentação das informações no formato adotado em seu design;

As vantagens são inúmeras. Você instala facilmente estes serviços no seu website, com instruções e apoio técnico para usufruir destas ferramentas. Solicite uma demonstração.

Mais informações, enviar email para sosverde@tudosobreplantas.com.br , com o assunto “webservice

Att.

Anderson Porto
jardineiro do Portal Tudo Sobre Plantas
http://www.tudosobreplantas.com.br

Noruega inaugura ‘Arca de Noé’ de sementes de plantas

Enviado em Notícias, Transgênicos, Eventos, Biopirataria de Anderson Porto | 28 de Fevereiro de 2008 @ 17:20

Reuters

Em Longyearbyen, no Ártico, a Noruega inaugura a ‘Arca de Noé’ do reino vegetal, que protegerá sementes do mundo inteiro de um desastre natural ou dos perigos representados pelo aquecimento global - Reuters

Arca de Sementes

LONGYEARBYEN, Noruega - A Noruega inaugurou nesta terça-feira, sob uma montanha na região ártica, uma instalação destinada a proteger sementes de alimentos, um dos recursos mais preciosos da Humanidade, contra possíveis desastres naturais.

Escavada em uma montanha gelada a mil quilômetros do Pólo Norte, essa “arca de Noé” tem câmaras que permaneceriam congeladas por 200 anos mesmo que aquecimento global atinja o pior cenário previsto e se houver defeito no sistema artificial de refrigeração, segundo os responsáveis.

O primeiro-ministro noruguês, Jens Stoltenberg, disse que a instalação preserva “os tijolos fundamentais da civilização humana”, ameaçados por fatores como o aquecimento global, que põe em risco “a diversidade da vida que sustenta nosso planeta”.

A caverna, numa ilha do arquipélago de Svalbard, no extremo-norte norueguês, serve de “backup” para sementes armazenadas em bancos genéticos de todo o mundo.

Inicialmente, 100 milhões de sementes de mais de cem países foram enviadas para serem mantidas no local, que custou US$ 10 milhões e armazena 268 mil amostras diferentes, cada uma de um campo ou fazenda.

Há desde amostras de alimentos importantes da África e da Ásia, como arroz, milho, trigo e sorgo, até variedades européias e sul-americanas de berinjela, alface, cevada e batata.

- Teremos uma grande coleção (de sementes) aqui, uma das maiores do mundo, desde o dia da inauguração - disse Cary Fowler, diretor do Fundo Global da Diversidade Agrícola, que financia as operações.

” As condições aqui embaixo na gruta são perfeitas ”

Stoltenberg e a ambientalista queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004, colocaram a primeira caixa com sementes de arroz na câmara, durante a cerimônia de inauguração da qual participou o presidente da Comissão Européia (Poder Executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso.

- As condições aqui embaixo na gruta são perfeitas - disse Fowler dentro do túnel ligeiramente inclinado que leva até as três câmaras, onde podem ser armazenadas até 4,5 milhões de amostras, com um total aproximado de 2 bilhões de sementes.

As sementes ali depositadas continuam sendo propriedade dos depositários, entre os quais há grandes bancos genéticos de países em desenvolvimento.

Durante uma visita ao local na segunda-feira, o ruidoso equipamento de refrigeração tornava ainda mais gelada a primeira câmara a ser aberta. As sementes serão mantidas numa faixa de -18ºC a -20ºC.

Nessas condições, segundo os realizadores, a cevada consegue sobreviver durante 2.000 anos, o trigo sobrevive por 1.700, e o sorgo poderia atravessar quase 20 milênios.

Fonte: [ O Globo Online ]

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Gene pode gerar plantas à prova de seca

Enviado em Notícias, Transgênicos, Biotecnologia de Anderson Porto | 28 de Fevereiro de 2008 @ 16:49

28 de Fevereiro de 2008

Cientistas na Finlândia e nos Estados Unidos anunciaram ter descoberto um gene vegetal cuja manipulação pode, no futuro, produzir plantações resistentes à seca. Em artigo publicado na edição desta quinta-feira da revista científica Nature, os pesquisadores explicam terem identificado o gene que controla, ao mesmo tempo, a quantidade de gás carbônico (CO2) absorvida pelas plantas, e a porção de vapor d’água que elas liberam na atmosfera.

Trata-se, segundo eles, de uma informação importantíssima para a agricultura e a ecologia. Explica-se: para realizar a fotossíntese, em que absorvem gás carbônico do ar e transformam-no em oxigênio, os vegetais possuem em suas folhas pequenos poros chamados estômatos. São eles que absorvem o gás carbônico do ar, impedindo que a atmosfera seja “dominada” pelo CO2. Eles também que eliminam água em forma de vapor. Pelos estômatos, as plantas podem perder até 95% de sua água em períodos de seca extrema.

Há anos a ciência vêm tentando encontrar o gene que regula o funcionamento dos estômatos. É esse gene que os pesquisadores disseram ter encontrado: o que regula quando o poro abre e quando fecha. A descoberta, de acordo com eles, pode levar ao desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas, como estômatos reguláveis.

Seca e efeito estufa – Na prática, isso significa que o homem seria capaz de criar estômatos – e portanto um vegetal – que continue a absorver gás carbônico da atmosfera, sem, entretanto, perder uma quantidade muito alta de água ao fazê-lo. Primeira vantagem: plantas que se mantêm hidratadas durante a seca. Segunda: se for possível aumentar a quantidade de CO2 absorvido pelos vegetais, terá sido criada mais uma forma de combater o efeito estufa.

Tudo isso, segundo os pesquisadores, ainda é muito incerto. “Abrimos uma avenida, mas ainda estamos muito distantes” de realizar as idéias acima, reconheceu o professor Jakko Kangasjarvi, da Universidade de Helsinki. “Mas, antes deste estudo, não sabíamos onde mexer, que alvo modificar. Agora sabemos”, explicou.

Fonte: [ VEJA Online ]

Óleos vegetais e combustíveis

Enviado em Artigos, Biocombustíveis, Opinião de Anderson Porto | 28 de Fevereiro de 2008 @ 13:54

Artigo de Thomas Renatus Fendel, em 15/02/2008.

Os biocombustíveis “naturais” evitam a emissão de gases nocivos ao meio ambiente e transformam a graciosa energia solar em energia mecânica e elétrica, acrescidos de energia térmica residual útil.

Embora o ciclo do carbono das bioenergias seja considerado neutro, para mim isso é um equívoco, é ignorar o potencial completo da fotossíntese dos maravilhosos vegetais, que para crescerem, comem sujeira do ar, comem CO2.

Portanto em qualquer veículo movido a bioenergia, sempre se libera menos CO2 pelo escapamento, do que o CO2 captado do ar, pelos vegetais correspondentes em seu crescimento.

Disso resulta que, utilizando intensamente os biocombustíveis, podemos reverter o aquecimento global, promovido pelo uso de 200 anos de porcotróleo, apenas utilizando álcool, biogás, óleos vegetais, e resíduos orgânicos promovemos o efeito refrigerador, o contrário do atual efeito estufa.

O carbono do farelo tem de ser creditado às vacas, e não ao óleo vegetal.

É possível promover o desenvolvimento local por meio da economia descentralizada dos óleos vegetais, com o real crescimento da agricultura familiar de maneira orgânica e sustentável.

Ao invés de tirar dinheiro de nosso bolso e financiar uma série de maluquices estatais, podemos encher de grana a nossa própria carteira.
De quebra reduzimos mensalões, impostos imorais e demais escorchantes e pelegas falcatruas.

Resulta ainda a considerável vantagem de preço em relação a combustíveis fósseis, preços fósseis que não param de subir, devido ao elevado crescimento do consumo, pela falta da descoberta de novas jazidas vultosas de porcotróleo, e devido ao esgotamento das reservas existentes.

Na Alemanha, que permite o uso direto de óleo vegetal como combustível, e que possue mais de 100.000 veículos rodando a óleo de canola, cresce exponencialmente o número de usinas de óleo vegetal descentralizadas. Aumenta também o número de empresas que convertem motores e veículos para serem movidos a óleo vegetal.

Cresce igualmente a oferta e a produtividade das plantas e dos óleos vegetais das mais diversas origens.

Numerosas tentativas mostram que no cultivo consorciado de policulturas se formam sinergias notáveis, com aumento de produtividade.

Pode e deve-se utilizar também os resíduos da prensagem, a chamada torta, seu uso como ração, ou até como substrato em instalações de biogás levam nossa legislação brasileira, benevolente a ricos e poderosos, a ser mais coerente, onde por exemplo, deveria-se poder vender o excedente de energia elétrica produzida em pequena escala distribuída, para as concessionárias, promovendo um ganho adicional a todos os envolvidos, evitando-se a absurda negociata de carbono virtual, onde recebemos míseras gorjetas que postergam a substituição dos sujos combustíveis fósseis pela limpa bioenergia.

A cultura orgânica das bioenergias, também promove o ciclo fechado dos nutrientes nas redondezas do cultivo, pois o que se retira (por exemplo, óleo vegetal) é constituído essencialmente de moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio, cujos átomos foram retirados da água e do ar, tornando desnecessário agregar fertilizantes químicos e agrotóxicos a seu cultivo orgânico.

Desde maio de 2000 vigora na Alemanha, o “Padrão de Qualidade RK 05/2000 Weihenstephan”, para óleo de canola como combustível.
Esse padrão define índices mínimos e máximos para as propriedades dos óleos.

Ainda que tenhamos um óleo vegetal normatizado, os motores atuais não estão adequados para funcionarem com óleo vegetal.
Rudolf Diesel utilizou óleo de amendoim em seu motor de auto-ignição em1912.

A idéia de Rudolf foi retomada por Ludwig Elsbett, que nos anos 70 e 80 desenvolveu um motor apropriado para óleo vegetal [o motor Elko] que inclusive naquela época, deveria ter sido produzido em escala industrial aqui no Brasil.

Essa idéia genial não foi acolhida pela indústria de motores, e muito menos pela máfia do porcotróleo. Passou-se então a converter motores tradicionais para que “se virem” com óleo vegetal.

São múltiplas as propostas de como realizar isso.

Vão desde aditivos químicos ao óleo, a um sistema de eliminação de seus gases com ultra-som, passando por diferentes propostas para reduzir a viscosidade no sistema de combustão, mediante aquecimento (do tanque à bomba injetora) ou por alterações nas peças, e modificações do controle eletrônico.

Outros, recomendam misturar o óleo vegetal qualificado diretamente ao diesel.

Para o usuário final o leque de opções é muito variável.

Por meio de uma tabela foi arrolada uma série de medidas para adaptar motores diesel ao óleo vegetal. O ponto de vista norteador é que a aplicação de óleo vegetal em motores tradicionais sempre vem acompanhada de um risco. A questão é como esse risco pode ser mantido o mais baixo possível.

Risco decrescente e custo crescente:
- Não fazer nada
- Misturar diesel ao óleo vegetal
- Aquecer o combustível
- Bomba (de pressão) adicional
- Aquecimento e modificação do filtro
- Sistema de dois tanques
- Aquecimento do motor
- Aquecimento dos bicos injetores
- Alteração da geometria dos bicos e do ângulo de injeção
- Modificação de pistões
- Alterações na bomba injetora
- Motores exclusivos a óleo vegetal, como por exemplo o motor Elko

Na Alemanha o governo acompanhou durante 3 anos, o comportamento de 100 tratores modificados para óleo vegetal. Destes 100 tratores, 57 continuam funcionando sem maiores problemas, o que demonstra a viabilidade dos motores, com certos kits e com certos óleos vegetais.

O governo austríaco está atualmente incentivando e custeando 30% dos custos para um programa de 1600 tratores a óleo vegetal, metade para tratores convertidos e metade em tratores originais, com misturas de óleo vegetal no Diesel fóssil, com variações de 15 a 50% baseados em experimentos de sucesso anteriores.

Aqui no Brasil, deveríamos copiar e aperfeiçoar o que foi feito no exterior, e não fazer como fazem os fabricantes vassalos de tratores nacionais, que simplesmente despejam óleo vegetal no tanque, e divulgam as fotos dos estragos.

Certamente a tecnologia dos motores a óleos vegetais combustíveis tem muito a ser aperfeiçoada, como ocorreu com os primórdios dos motores a álcool, que aliás continuam boicotados aqui no Brasil.

Não existem mais motores exclusivos a álcool, que seriam mais econômicos que os atuais flex.

Também urge a necessidade de acabar com a míope legislação mensalista brasileira, que proíbe ao pequeno agricultor produzir e vender álcool e óleo vegetal combustível.

A bioenergia é a verdadeira revolução para o desenvolvimento da agricultura familiar, em substituição ao doentio cultivo de fumo.

As energias descentralizadas trarão novos horizontes de desenvolvimento racional e sustentável a todos os setores da economia, revertendo o atual modo de vida suicida da humanidade.

Mais detalhes em www.fendel.com.br

Sobre o autor:
Eng. Mecânico e autor do livro “Até Quando Brasil?”

Fonte: [ Instituto Federalista ]