Material iridescente poderá obtido a partir do cultivo de algas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 21 de Novembro de 2007 @ 12:00

algas
Os cientistas estão sempre procurando inspiração na natureza, tirando proveito de soluções que consumiram milhões de anos de evolução. É o chamado biomimetismo, que busca o desenvolvimento de produtos artificiais ou sintéticos que imitem os produtos naturais. Contudo, o processo pode ser ainda mais simples se for possível simplesmente duplicar os organismos e “colher” o material de interesse.

Material iridescente

É justamente isso que estão fazendo os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles descobriram como reproduzir em laboratório a alga diatomácea, que apresenta um fenômeno óptico chamado iridescência. Presente também nas asas das borboletas e até em bolhas de sabão, esse fenômeno poderá ser explorado comercialmente em tintas, cosméticos e até em hologramas para a identificação de produtos.

A iridescência da diatomácea, que é um organismo unicelular, vem de sua concha de sílica, que apresenta cores vívidas que se alteram dependendo do ângulo no qual ela é vista. O efeito é causado por uma rede complexa de minúsculos furos na concha, que interferem com as ondas de luz e causam a variação de cores.

Cultivo de diatomáceas

A técnica de cultivo da diatomácea é escalável, podendo ser ampliado para operações em escala industrial. Isso permitirá que as diatomáceas sejam produzidas em massa, colhidas e processadas, podendo ser utilizadas para criar efeitos de alteração de cores em tecidos, cosméticos e tintas. Elas poderão também ser incorporadas em plásticos, formando hologramas.

Já existem produtos assim no mercado, mas eles são feitos por meio de um processo industrial sob alta pressão, que cria minúsculos refletores. O cultivo das diatomáceas deverá ser muito mais barato, já que um único organismo desses gera até 100 milhões de descendentes em um único mês.

Fonte: [ Inovação Tecnológica ]

Casca de magnólia pode combater mau hálito, diz estudo

Enviado em Notícias, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 21 de Novembro de 2007 @ 09:58

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Defensores da magnólia defendem o seu uso contra reumatismo

Extrato de casca de magnólia pode ser usado para combater o mau hálito, de acordo com um estudo da fabricante de chicletes Wrigley Company, publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.

O extrato da planta já é usado no tratamento de diversas doenças e também pode ser eficaz no combate às bactérias que provocam cáries.

Os testes foram aplicados em nove voluntários da Wrigley e, segundo os pesquisadores, a combinação de menta com magnólia matou 20 vezes mais bactérias do que apenas menta.

Ao deixar a pastilha de magnólia e menta agir por meia hora, os estudiosos registraram uma diminuição de 60% no número de bactérias, enquanto com a redução apenas com balas de menta foi de 3,6%.

Cáries

Todos os voluntários eram pessoas saudáveis e tinham acabado de almoçar.

Entre as bactérias reduzidas pela pastilha estavam as responsáveis por problemas de mau hálito, bem como a Streptococcus mutans, que provoca cáries.

“Mau hálito ou halitose é um grande problema social e psicológico que afeta a maioria da população”, de acordo com os pesquisadores.

Os estudiosos escreveram ainda que o extrato de casca de magnólia demonstrou ter “significativa atividade anti-bactericida contra organismos responsáveis pelo mau odor oral”.

A pesquisa conclui que o extrato pode ser incorporado em balas e chicletes para trazer “os benefícios de um maior frescor no hálito”.

Há muitos que defendem o uso de magnólia para aliviar os sintomas de reumatismo e asma, entre outras doenças.

Fonte: [ BBC Brasil ]