Página Verde - As mais belas
O defensor da fauna e flora brasileira, Dalgas Fr isch, lança novo livro
“Os Doze Cantos do Brasil” é o título do novo livro do pesquisador Johan Dalgas Frisch e seu filho Christian. Defensor da fauna e flora brasileira, Dalgas Frisch afirma que ao publicarem o livro dedicado a uma dúzia das mais expressivas aves brasileiras - acompanhado por um adendo sonoro contendo suas inconfundíveis vozes, o propósito deles é chamar a atenção do leitor e ouvinte para o fato de que a sobrevivência dessas criaturas, depende dele. ” O chamado dolente do Jaó e a mágica melodia do Uirapuru são um apelo à consciência de cada um de nós, amantes da Natureza, para que lutemos pela preservação do meio ambiente da nossa pátria, cuidado esse indispensável à sobrevivência dos habitantes silvestres” - afirmam.
A obra trata das características do curió, quero-quero, bem-te-vi, tucano, jaó, curiango, sabiá-laranjeira, pintassilgo, galo-da-campina, udu-coroado, uirapuru e corrupião. Os textos de John, em português e inglês, são ilustrados pelas fotos de Christian. Na capa, a foto de galo-da campina, “a alegria do nordeste” O nome científico - paroaria dominicana, do tupi paroara, é uma alusão às roupas usadas pelos frades dominicanos.
Segundo John, os machos fazem jus à denominação “galo” porque, na época do acasalamento, de setembro a dezembro - brigam entre si, utilizando as unhas e o bico, e se maltratam até que o mais fraco se der por vencido e fuja. O vencedor sobe num galho alto, levanta a crista e entoa o seu hino.
O prefácio do livro - “O Tucado e o Imperador”, faz referência ao traje solene de D. Pedro II. De acordo com o texto, os papos de tucanos eram utilizados como adereços dos mantos dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, nos grandes cerimoniais da corte.
O manto com murça de penas de papo de tucano foi idealizado pelo espírito nacionalista dos líderes da independência brasileira, ressalta Dalgas.
“O manto de D. Pedro I foi feito às pressas, entre as datas do brado da independência, registrado em São Paulo, em 7 de setembro de 1822, e sua subseqüente sagração como imperador do Brasil, em 1 de dezembro do mesmo ano. Obedeceu-se à concepção tipicamente nativista, que rejeitava as cores verde e vermelha, característica da nação portuguesa. Adotou-se o verde e amarelo, da natureza do país recém-nascido” - esclarece.
Cultive a vida
“Somos pequenos, mas juntos seremos grandes para salvar o Planeta - Cultive a vida, plante árvores”. Com esse lema, um grupo de moradores dos Bairros Água Seca e Morumbi, realizou no sábado (6) o plantio de 67 mudas de árvores nativas de diferentes espécies, doadas pela Secretaria do Meio Ambiente de Piracicaba (Sedema).
O local do plantio é uma área do bairro, próxima à avenida Antonio Pizzinato Sturion, que, até então, servia de local de despejo de lixo e entulho. Além do plantio, que teve direito à banda musical, foram soltos balões de gás, contendo sementes de árvores, que germinarão nos locais onde caírem. A atividade foi patrocinada por diversas empresas: Carlinhos Multimarcas, F Martini, Bevi, Endovip Center, Sedema e Condomínio Água Seca.
Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]
Prefeitura combate ervas parasitas que podem matar as árvores
Inimigo número 1 das tipuanas que embelezam a avenida é a erva de passarinho
SMCS - Lapa
Poucos sabem, mas as árvores da Avenida Dr. Manoel Pedro, um dos principais cartões postais da cidade, estão em constante ameaça. O inimigo número 1 das tipuanas que embelezam a avenida é a erva de passarinho, um parasita vegetal que instala suas raízes no caule das hospedeiras, absorvendo elementos vitais destas, podendo, se não extraídas a tempo, levar à morte da árvore.
Para preservar essas árvores, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura da Lapa está realizando a retirada das ervas de passarinho em vários pontos da cidade como na praça General Carneiro, na rua Barão do Rio Branco e na Alameda David Carneiro, em frente à Câmara dos Vereadores. A ação gerou 12 empregos temporários.
“Se a extração da erva de passarinho não for realizada periodicamente, o embelezamento da cidade pode ser comprometido com a morte de árvores. Além de danificar a árvore na qual está alojada, esta erva pode ser transportada para outros locais por pássaros que se alimentam delas e depois as depositam em outras árvores por meio de suas fezes.” Explica o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Prof. José Luiz de Castro, que também solicita que a população comunique a Prefeitura sobre a existência do parasita em árvores de suas propriedades, para que se possa tomar providências e evitar a disseminação da erva.
Fonte: [ Bem Paraná ]
Produtores de flores de Miguel Pereira recebem capacitação
Miguel Pereira - Na ultima sexta 05/10, segunda 08/10 e terça-feira 09/10, os técnicos da Emater e do grupo executivo do Programa Florescer, da secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, com o apoio da prefeitura de Miguel Pereira, no Centro Sul fluminense, estarão capacitando floricultores do município em tecnologia de produção de flores de clima temperado.
Durante o treinamento, que acontecerá na comunidade de Catete, os produtores terão um panorama da floricultura no estado e no país, aprenderão técnicas de manejo de produção, de pós colheita e de comercialização. A comunidade do Catete, localizada a uma altitude de 800 metros, oferece condições propícias para o plantio de diversas espécies.
O objetivo deste trabalho é capacitar os produtores para uma atividade que está em expansão na região e no Estado. No município de Miguel Pereira 15 agricultores familiares já desempenham a atividade, com o cultivo de folhagens e de flores de corte, com destaque para Tango e Gypsophila. Numa primeira etapa do treinamento, os produtores fizeram excursões técnicas visitando o distrito de Vargem Alta, em Nova Friburgo, principal zona de produção de flores de corte de clima temperado no Estado.
De acordo com a coordenadora do Programa Florescer, Nazaré Dias, além do incentivo a produção de flores de clima temperado, o programa vai financiar também na região projeto para produção de bromélias.
O programa Florescer oferece financiamento com juros de 2% ao ano, limitado a 50 mil por produtor, com prazo de pagamento de até cinco anos.
fonte: www.imprensa.rj.go.br - disponível onlienem: [ Diário Online ]
Biocombustíveis : Energia renovável é tema de congresso
A Expo Biocom 2007 – Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso Internacional de Energia Renovável – que será realizada de 24 à 26 de outubro em Foz do Iguaçu, Paraná, vai debater o futuro das matrizes energéticas no Brasil e no mundo apresentando alternativas viáveis e sustentáveis.
O evento vai promover uma discussão importante sobre o futuro da humanidade e os efeitos da utilização dos biocombustíveis diante dos apelos ambientais “A descoberta de novas fontes energéticas sempre possibilitou o desenvolvimento da humanidade, mas nem sempre com consciência dos desdobramentos. O avanço da tecnologia deve preocupar-se não só com o presente, mas principalmente com o futuro. As utilidades que damos hoje às inovações devem ser bem pensadas para que não tenhamos surpresas com as conseqüências que elas possam trazer” afirma Nivaldo Trama – Presidente do Congresso Internacional de Energia Renovável.
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[ Biocombustíveis : Energia renovável é tema de congresso ]
Estiagem é a pior dos últimos sete anos
A chuva acumulada em agosto e setembro foi de apenas três milímetros, índice bem abaixo do mesmo período desde 2001
Tisa Moraes
Todos os dias, o agricultor aposentado Filomeno Antônio de Castro, 93 anos, atravessa a rua e vai cuidar das árvores e plantas que cultiva há mais de 15 anos em uma praça em frente à sua casa, na Vila Independência. Com a estiagem dos últimos dois meses, ele seleciona as plantas mais sensíveis para receber um revigorante jato d’água. “Não dá para regar todas porque é preciso economizar água. Com isso, as folhas das árvores ficam murchas e alguns galhos secam”, observa ele entre os ipês, jaqueiras, mangueiras, amoreiras e goiabeiras que plantou.
A seca dos meses de agosto e setembro, sentida não somente pelas plantas, mas por todos os bauruenses, foi a pior registrada no mesmo período nos últimos sete anos pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), desde que o órgão passou a processar os dados climatológicos mês a mês para disponibilizá-los ao público.
A precipitação acumulada nos últimos dois meses foi de apenas 3mm, índice bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 78mm. Estiagem semelhante a que ocorreu neste ano só foi registrada em 2004, com média de 4,1mm de chuvas entre agosto e setembro, índice ainda superior em relação à mesma época do ano de 2007.
De acordo com o meteorologista Mateus da Silva Teixeira, do IPMet, ainda não há estudos que expliquem as causas da diminuição das chuvas na região, que vem sendo acompanhada de baixa umidade e altas temperaturas. “O inverno e início da primavera são caracterizados pela falta de chuva e altas temperaturas na região Sudeste. Temos a presença de uma intensa massa de ar seco na região que impede a passagem das frentes frias e as desvia para o oceano”, explica. No entanto, de acordo com o meteorologista, uma das causas que poderiam justificar esta mudança seriam fenômenos como El Ninõ e La Ninã que, habitualmente, nunca foram apontados com responsáveis diretos por efeitos climáticos específicos da região.
Perspectivas
As perspectivas, segundo o IPMet, não são animadoras para a região. Os radares do instituto não indicam possibilidade de chuvas nos próximos três dias e, de acordo com dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec), a previsão para o País é de que a primavera tenha menos chuvas e temperaturas mais altas em relação a anos anteriores.
Segundo Teixeira, a perspectiva é que somente a partir de novembro o quadro comece a mudar. “Deve começar a haver alternações entre tempo seco e períodos de chuva. Em meados de novembro, deve aumentar a freqüência de chuva na região, com ápice nos meses de janeiro e fevereiro”, acredita.
Enquanto a estação chuvosa não chega, a população se vira como pode. Além do tempo quente, o bauruense precisa enfrentar a baixa umidade relativa do ar. Ontem, depois da garoa que caiu sobre algumas regiões da cidade, a média registrada alcançou os 28%, segundo o IPMet. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a umidade é inferior a 20%, o estado é de alerta e o indicado é suprimir atividades físicas em ambientes ao ar livre entre 10h e 18h.
Agropecuária
A falta de chuvas também está incidindo sobre a economia da região, principalmente em setores como a agricultura e a pecuária, que dependem das precipitações pluviométricas para se desenvolver. A leve chuva de anteontem foi irrisória para resolver as dificuldades dos setores, que precisariam de uma chuva de mais de 50mm para começar a se recuperar, segundo informou Maurício Lima Verde, presidente do Sindicato Rural de Bauru. “Esta seca veio associada a altíssimas temperaturas e pouca umidade, o que gerou um grande dano às plantações. As chuvas estão atrasadas e as perspectivas não são boas”, destaca.
A seca que se estende está atrasando o plantio de alguns tipos de grãos, como milho, algodão e soja, que deveria ter sido iniciado em meados de setembro. Já culturas semi-perenes, como café, cana-de-açúcar e laranja, já estão comprometidas e a previsão é que o prejuízo chegue a 35% da safra.
O setor mais prejudicado com a falta de chuvas, no entanto, é o da pecuária, segundo Lima Verde. Com as pastagens secas, o gado não pode ser devidamente alimentado e tanto a pecuária de corte quanto a leiteira foram prejudicadas. “Começou a faltar boi para os frigoríficos e houve elevação no preço da carne. Do mesmo modo, a produção de leite também foi afetada e, no último mês, o consumidor chegou a pagar 25% mais caro pelo produto”, observa.
Fonte: [ Jornal da Cidade de Bauru ]
Falta padronização em bulas do fitoterápico ginseng
Um dos mais populares fitoterápicos, os medicamentos à base de ginseng podem apresentar rótulos e bulas com informações imprecisas e incompletas sobre os efeitos adversos, as doses diárias recomendadas e as indicações de uso do produto. Foi o que descobriu um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que avaliou amostras de fitoterápicos à base de ginseng, comparando-as as informações contidas nas bulas com dados da literatura científica sobre o produto.
O ginseng é reconhecido na chamada medicina popular como estimulador imunológico, protetor do coração e suas funções, aliviador de estresse e estimulador da libido, entre outras aplicações. A pesquisa, que acaba de ser publicada na edição de outubro dos Cadernos de Saúde Pública, periódico científico da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz, recolheu oito amostras de sete diferentes fabricantes de ginseng vendidos num mercado da cidade de São Paulo.
No quesito reações adversas, as bulas avaliadas não apresentaram padronização quanto a possíveis efeitos colaterais do ginseng. Reações como insônia, hipertensão arterial, dor de cabeça, sangramento vaginal, nervosismo e palpitações, descritas na literatura médica, não estavam indicadas em todas as bulas. No caso da dor de cabeça, apenas uma das oito amostras continha advertência. E entre as oito amostras, somente uma bula trazia menção a outro possível efeito colateral, o sangramento vaginal.
Segundo a equipe do Adolfo Lutz, nenhuma das bulas analisadas continha recomendação para que o usuário informasse ao médico o uso do ginseng caso algum medicamento lhe fosse prescrito simultaneamente ao fitoterápico. Também não foram encontrados alertas quanto à restrição de uso do ginseng por idosos, crianças e gestantes. Neste caso, como assinalaram os pesquisadores no artigo, a literatura médica relata a possibilidade de androgenização (masculinização) do recém-nascido de mãe usuária de ginseng. “As bulas para fitoterápicos devem apresentar informações que priorizem os alertas, visando à diminuição do risco associado à sua utilização”, advertem os autores do estudo, Mariangela Auricchio, Mônica Arcon e Maria Aparecida Nicoletti.
As doses indicadas também não apresentaram padronização. As quantidades diárias a serem administradas indicadas na embalagem dos produtos pesquisados eram diferentes, sem qualquer relação entre si quanto à dosagem. Um produto sugeria uma cápsula três vezes ao dia, outro uma ou duas cápsulas três vezes ao dia e um terceiro apenas uma cápsula diária. Os pesquisadores chegaram a notar uma variação nas bulas cerca de 13 vezes entre o maior e menor valor da dose a ser ingerida. Outro fator que chamou a atenção foi que as bulas reuniam grande quantidade de informações sobre a ação farmacológica dos produtos em animais, e não a partir de testes clínicos com humanos e com dados estatísticos significativos.
Houve, da mesma forma, pouca homegeneidade nas informações quanto às aplicações do ginseng. Entre as oito amostras, apenas um produto indicou ação hepatoprotetora, outro fez menção ao tratamento de desordens gastrointestinais e um terceiro ressaltou a atividade imunológica. Três ressaltaram efeitos contra a disfunção erétil. As bulas das oito amostras só concordaram num ponto entre as dez indicações descritas na literatura médica: os efeitos regeneradores do ginseng. “Observa-se a descrição de uma variedade de efeitos assinalados diferentemente em cada uma delas (bulas), mostrando que não há, por parte da autoridade reguladora, exigência de harmonização nas informações ao pacientes por meio de bulas”, sustentam os autores do artigo.
Os pesquisadores do Adolfo Lutz sugerem que as bulas e rotulagens para medicamentos fitoterápicos sejam mais específicas e levem em conta as particularidades desses produtos, fornecendo o máximo de informações sobre indicações, reações adversas e interações medicamentosas decorrentes do seu consumo.
(Agência Fiocruz de Notícias)
Fonte: [ Bonde News ]






