Prefeitura abre concorrência para Horto do Guabirotuba
Obras estão orçadas em R$ 4 milhões
A Prefeitura de Curitiba abriu concorrência pública para contratação de obras de engenharia para revitalização do Horto Municipal do Guabirotuba. O aviso de concorrência foi publicado nesta terça-feira (25) em jornal local e no Diário Oficial do Estado - Atos do Município.
Orçadas em R$ 4 milhões, as obras incluem construção e reforma de salas, guarita, gradil, calçadas e ruas internas, copa, sanitários, área de serviço, auditório, hall de entrada, depósito e estruturas para semeadura, germinação, repicagem (produção de estoque). Ainda neste ano, a Prefeitura licitará, na modalidade pregão, a compra de novos equipamentos para o Horto, com um custo previsto em R$ 1 milhão.
Empresas interessadas em participar da concorrência têm até as 9 horas do dia 29 de outubro para protocolar os documentos de habilitação e proposta de preços no Serviço de Protocolo da Secretaria Municipal de Obras Públicas, na rua Emílio de Menezes, 450, bairro São Francisco.
Os envelopes com os documentos de habilitação serão abertos no mesmo dia 29 de outubro, em sessão pública, com início às 10 horas. O Edital está à venda na gerência de Licitações e Cadastramento, na Secretaria de Obras Públicas, por R$ 70,00.
A revitalização do Horto faz parte do projeto de compensação ambiental pela construção da Linha Verde no trecho urbano da antiga BR 116. O Horto passará a ter espaço de estudos e educação ambiental. A produção anual de mudas aumentará em 25%, passando de 2 milhões para 2,5 milhões de unidades.
Esta é a maior reforma feita nas últimas décadas no Horto do Guabirotuba, que tem 59 mil metros quadrados. O Horto, afirma o prefeito Beto Richa, é referência da cidade na produção de plantas ornamentais e um dos fatores que influenciaram o hábito curitibano de cultivar plantas e implantar jardins em suas casas, o que contribui com a beleza da cidade.
As plantas ornamentais produzidas no Horto são destinadas aos parques, praças e logradouros da cidade, onde são admiradas pela população local e pelo grande número de turistas que visitam Curitiba.
Linha Verde - O projeto da Linha Verde, que na etapa atual vai ligar os bairros Pinheirinho e Jardim Botânico, inclui a implantação de uma área verde que será ligada ao Horto na Estação PUC, facilitando o acesso dos participantes das atividades de educação ambiental. No Horto, serão plantadas 2.600 árvores de 28 espécies nativas. São árvores iguais as 2.600 que serão plantadas na Linha Verde, o que permitirá eventual reposição e ampliação do acervo do horto.
A Linha Verde - um investimento de R$ 121 milhões feito pela Prefeitura de Curitiba com financiamento parcial do Banco Interamericano de Desenvolvimento -abrigará o sexto corredor da Rede Integrada de Transporte. Terá oito estações de embarque e desembarque, 5,9 quilômetros de ciclovia, parque com 21 mil metros quadrados, novas linhas de ônibus, faixas de estacionamento e pistas de tráfego para acesso aos bairros e comércio local.
Serviço:
Concorrência Pública para obras no Horto do Guabirotuba
- Entrega de documentação e propostas: até 9h do dia 29/10/07
- Abertura documentação:10h do dia 29/10/07
- Edital e anexos: R$ 70,00.
- Venda de Edital: de segunda a sexta-feira, em horário comercial, na rua Emílio de Menezes, 450, bairro São Francisco
Fonte: [ Bem Paraná ]
Estudo comprova eficiência de plantas no controle de inseto que ataca plantações de citros na região
26 de setembro de 2007.
AMAZÔNIA - Um estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) revelou que a manipueira de mandioca - líquido que sai da prensa, no processo de fabricação da farinha de mandioca, apresenta forte odor e, se fervido durante cinco horas vira tucupi - e a erva-de-rato -Palicoure Marcgravii, também conhecido como cafezinho ou vick - são eficientes inseticidas no combate ao pulgão preto de citros, inseto que ataca as lavouras de tangerina, laranja e limão.
A pesquisa foi desenvolvida no Programa Integrado de Pós-Graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais (Mestrado em Agricultura do Trópico Úmido), pela pesquisadora Adriana Dantas Gonzaga, com bolsa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
O pulgão preto ataca principalmente os brotos das plantas cítricas, sugando-lhes a seiva, o que provoca o encarquilhamento e atrofiamento das folhas e brotos. Além disso, ele libera uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de um fungo negro conhecido como fumagina. O inseto também transmite o vírus da tristeza dos citros em plantas sadias.
De acordo com a pesquisadora, a citricultura do Estado do Amazonas apresenta grande incidência do pulgão preto dos citros. “São insetos que geram anualmente grandes perdas econômicas aos citricultores da região, através dos danos diretos e indiretos”.
Pesquisa
O estudo avaliou o grau de mortalidade dos dois extratos feitos à base dessas plantas e constatou que ambos foram eficientes, com uma diferença estatística insignificante do segundo: o extrato da manipueira conseguiu eliminar metade dos insetos utilizados nos testes de laboratório em 33 horas e 42 minutos; a erva-de-rato fez o mesmo efeito em 33 horas e 40 minutos.
A pesquisa pode contribuir para reduzir os custos de produção de cítricos na região, com o uso de inseticida natural e preço mais acessível. A erva-de-rato, por exemplo, é uma planta encontrada nas bordas das matas, nas capoeiras e em pastos recém-formados. Já a manipueira de mandioca é retirada da massa para a obtenção da fécula ou farinha de mandioca. A maior parte desse produto é inutilizada pelos produtores de farinha de mandioca na região.
A pesquisadora afirma, no entanto, que a eficiência dos extratos de manipueira de mandioca e de erva-de-rato no controle do pulgão preto de citros, verificada em condições de laboratório, precisa ser testada em ensaio de campo, assim como precisam ser investigados o efeito residual e o tempo de carência desses extratos vegetais e os impactos sobre os inimigos naturais (outras espécies de insetos).
Fonte: INPA - A.L - disponível online em: [ Portal Amazônia ]
Insumos orgânicos: à espera da lei
26/09 - 11:57 - Agência Estado
À espera da aprovação do decreto que regulamenta a Lei 10.831/2003 - a “Lei dos Orgânicos”, há quase dois anos em análise no Ministério da Agricultura e na Casa Civil -, fabricantes de insumos naturais também aguardam modificações na legislação no que diz respeito ao registro desses produtos.
Segundo o pesquisador Marcelo Augusto Boechat Morandi, da Embrapa Meio Ambiente, a dificuldade e o custo para obter o registro tornam inviável a produção de extratos vegetais, caldas, fertilizantes e condicionadores de solo, organismos vivos e material propagativo.
“Quem produz deve ter registro no Ministério da Agricultura, mas o processo é lento e caro, pois não há na lei diferenciação para insumos orgânicos”, diz. Isso significa que o registro de uma calda natural segue os mesmos critérios de um defensivo químico. “O custo é alto por causa dos testes toxicológicos, nem sempre apropriados”, diz. “Se houver uma lei que regule o setor, o processo ficará mais simples e ágil.”
Respaldo legal
Para o presidente da Associação das Indústrias de Substratos, Fertilizantes Orgânicos e Condicionadores de Solo (Abisolo), Carlos Augusto Mendes, falta respaldo legal para a produção desses insumos. Ele, assim como a Associação dos Produtores de Agricultura Natural (Apan), acredita que, com a aprovação da lei dos orgânicos, serão definidos critérios de produção, comércio e fiscalização. “Isso padronizará o setor e representará um ganho imenso em qualidade.” A cadeia produtiva reuniu-se semana passada, em Jaguariúna (SP), e o próximo passo, diz Morandi, é promover, em dezembro, um encontro em Brasília (DF), com a participação de representantes dos Ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente.
Fonte: [ Último Segundo ]






