IMA: novo herbário vai abrigar 50 mil amostras botânicas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 22 de Agosto de 2007 @ 13:27

As obras do novo Herbário MAC do Instituto do Meio Ambiente (IMA) serão iniciadas até o início do mês outubro. Nesta semana, a empreiteira contratada para a execução do serviço esteve na sede do IMA para fazer o levantamento da área onde o herbário será construído. As instalações deverão abrigar cerca de 50 mil amostras botânicas, as quais, servirão de banco de dados da flora alagoana e nordestina.

De acordo com Afrânio Farias de Menezes, coordenador de cooperação técnica com a Petrobras, foram disponibilizados R$ 400 mil para a execução das obras; uma construção que deverá ser finalizada no prazo máximo de oito meses. Pelo acordo, a Petrobrás fica responsável pela contratação da empreiteira, enquanto o IMA fará a fiscalização e gerenciamento da obra.

Para a curadora do Herbário MAC do IMA, Rosângela Lemos, a obra dará mais agilidade às pesquisas e segurança ao acervo, que possui hoje 30.350 espécies. “Existe uma metodologia internacional de manutenção das coleções, que deve ser seguida. A temperatura do acervo deve ser constante, além de ser feito um choque térmico e o armazenamento em estufa, entre outras exigências. No novo espaço, haverá uma sala de consultas, uma sala de exposição de frutos e sementes e outras salas de apoio”, explica.

Para ela, o Herbário MAC terá o objetivo de proporcionar pesquisas com maior conforto, além de ser um registro fundamental para o banco de dados de nomes científicos das plantas do Nordeste e do Brasil. Os dados serão todos informatizados, observa. O acervo botânico poderá ser utilizado em pesquisas acadêmicas, além de ser referência para trabalhos de reflorestamento, apresentando as plantas mais indicadas para cada região do Estado, levando-se em consideração as condições climáticas, do solo e a interação com os insetos de cada área onde se pretende fazer o reflorestamento.

O Museu de História Natural do Estado possui um outro acervo de amostras botânicas com duas mil espécies registradas. Em relação ao Nordeste, proporcionalmente, o acervo do Herbário MAC do IMA, é um dos maiores, não podendo ser comparado em números absolutos com os de Pernambuco e Bahia, devido a extensão e variedade de plantas, dos dois estados. No referente à área pesquisada, há mais amostras coletadas em Alagoas que na Bahia.

Convênios

Além da ampliação do herbário, o IMA e a Petrobras possuem mais dois acordos de cooperação técnica, firmados em 2007. O primeiro diz respeito ao Inventário de Remanescentes Florestais de Alagoas, iniciado em maio deste ano e deve ser concluído, até maio de 2010. O trabalho reúne o levantamento de todas as áreas de mata fechada do Estado.

Nesse acordo, a Petrobras liberou recursos da ordem de R$ 544 mil e a contratação de consultoria, e o IMA ofereceu os técnicos para levantamento de campo. No total, são oito funcionários do Instituto, seis consultores, além do pessoal de apoio.

O segundo acordo com a Petrobras, é referente ao Desenvolvimento Institucional do órgão, com capacitação de pessoal e investimento em tecnologia de informação. De acordo com Afrânio Farias, gerente de Convênios do IMA, o projeto foi iniciado em julho de 2007 e tem duração de dois anos, utilizando recursos na ordem de R$ 761 mil, liberados pela Petrobras. Participam dos projetos, três técnicos do IMA e 12 consultores contratados pela empresa estatal.

Fonte: Agência Alagoas - online em: [ Alagoas 24 Horas ]

Petrobras patrocina exposição em homenagem a Burle Marx

Enviado em Notícias, Paisagismo de Anderson Porto | 22 de Agosto de 2007 @ 11:14

Quadro de Burle Marx

A Petrobras é patrocinadora exclusiva da mostra “Arquitetos da Paisagem”, que exibe os belos jardins de Roberto Burle Marx, feitos com o apoio do botânico Henrique Lahmeyer de Mello Barreto, na Casa do Baile, próxima a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. A exposição vai até o dia 30 de setembro.

“Para a Petrobras, é extremamente importante participar do resgate cultural de pessoas como Burle Marx e Barreto”, afirmou o gerente de engenharia da Regap, Eduardo Mota, representando o gerente geral, na abertura da mostra. “De nada adiantaria o crescimento econômico, se não houver o desenvolvimento cultural da nossa região”, completou.

A mostra, que divulga a obra de Roberto Burle Marx e seu parceiro Henrique Barreto, tem como uma das principais peças um quadro de Burle Marx denominado “O Esporte”, de 1942, que está disponível pela primeira vez ao grande público, após 50 anos.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Maria Antonieta Antunes Cunha, a exposição é parte da comemoração do centenário de Oscar Niemeyer. “Ao ressaltar a participação de Burle Marx e Henrique Barreto, pretendemos mostrar que as grandes obras não são solitárias, mas solidárias”, afirma a presidente.

O curador da mostra, Ricardo Lana, enfatizou a parceria entre o paisagismo e a botância. “Burle Marx inova muito pela vegetação utilizada e nesse trabalho a participação de Henrique Barreto é muito importante”.

Burle Marx e Henrique Barreto são responsáveis pelo projeto paisagístico que compõem o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, como os jardins da Casa do Baile, do Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino), da Igreja São Francisco de Assis, da Casa Kubitschek, do Iate Golfe Clube e da praça do Aeroporto da Pampulha.

Fonte: Comunicação Institucional (21/08/07)

Seminário discute mercado futuro de biocombustíveis

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 22 de Agosto de 2007 @ 11:05

Ministra Dilma Rousseff
Foi realizado na segunda-feira passada (13/8), no Hotel Copacabana Palace, no Rio, o seminário “Biocombustíveis: A nova fronteira da energia”, reunindo autoridades como a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o diretor geral da ANP, Haroldo Lima; e o gerente executivo de Marketing e Comercialização do Abastecimento da Petrobras, Nilo Carvalho, representando o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Em pauta, o crescente interesse mundial pelos biocombustíveis, os mercados potenciais, suas perspectivas para os próximos anos e a liderança do País nesta tecnologia.

Na abertura do seminário, Nilo Carvalho leu uma mensagem do diretor Paulo Roberto, que destacou a importância deste tipo de debate. “O Brasil, mais uma vez, mostra ao mundo um exemplo de negócio do século XXI: planejar, produzir e comercializar biocombustíveis de forma sustentável, propiciando inclusão social e aproveitamento de áreas cultiváveis sem concorrer com a produção de alimentos”.

Ele lembrou ainda, que “a Petrobras não está fazendo nada sozinha e, sim, firmando parcerias em diferentes setores da sociedade, para que possamos atender, primeiramente, o mercado interno, e depois pensar em exportação. Esta logística visa atender as necessidades de todos os envolvidos nas etapas de produção, deste o plantio até a comercialização. Os biocombustíveis mostram a oportunidade de negócios sustentáveis em todos os aspectos”.

O gerente de comercialização de Álcool e Oxigenados, Sillas Oliva Filho, ministrou a palestra “Etanol, Commodity do futuro”. Ele destacou as perspectivas de demanda mundial de energia até 2030, estimada em 125 quatrilhões de BTUs (Unidade de Equivalência Térmica), com destaque para o setor de transporte, que crescerá, segundo ele, cerca de 40%, e a necessidade de diversificação da matriz energética de vários países. “Os biocombustíveis surgem como resposta para o equilíbrio dos preços e desta demanda. A União Européia, EUA, China, América Latina e Japão, por exemplo, já incluíram o etanol em sua matriz”.objects\images\2007-08\2636.jpg

Durante sua palestra, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, anunciou que o Governo vai investir R$ 1 bilhão em projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor de biocombustíveis. Segundo ela, este investimento será feito a partir de 2009. “O Brasil tem todas as condições de assumir a liderança mundial do setor. Temos matriz energética renovável, baixo custo de produção e capacidade de ampliar a área de plantio”.

Com relação a distorção que tem sido criada no mundo todo com a dicotomia entre produção alimentar e a de energia, Dilma Rouseff disse que atualmente, apenas 1% da área agricultável no País está ocupada com a produção de oleaginosas. Este dado, de acordo com a ministra, mostra que não haverá conflito com o cultivo de alimentos. “Para nós, a produção de alimento não é conflitante com a de energia. Pensamos em produção de alimento e produção de energia, e não produção de alimento versus produção de energia”, enfatizou Dilma Rouseff.

Fonte: Comunicação PETROBRAS