Citroën lança C4 movido à combustível vegetal bioetanol
O C4 BioFlex é a primeira proposta da marca no domínio dos veículos que utilizam biocarburantes no mercado europeu. No território francês, as bombas de combustíveis distribuindo o E85 começam a aparecer. Prevê-se que 500 unidades sejam implantadas até o final deste ano.
Equipado com um motor 1.6 litros, que desenvolve 82 kW, o C4 BioFlex é um modelo integrado à gama C4. Esta nova versão do C4 participa da redução do efeito estufa pela diminuição de 5 % de emissões de CO2 em ciclo misto, e dá sua contribuição à redução da dependência energética por meio da utilização de uma energia renovável. Na saída do escapamento do veículo, a redução de emissões se eleva a 40%. O C4 BioFlex, disponível no modelo C4 5 portas, é proposta pelo mesmo preço que as versões a gasolina 1.6i 16V.
O combustível vegetal bioetanol é um álcool produzido pela fermentação de açúcar resultante de plantas (beterraba) ou do amido proveniente de cereais (trigo, milho, cana de açúcar).
O uso do bioetanol apresenta certas vantagens em termos de meio-ambiente:as emissões de gás do efeito estufa ou CO2 (dióxido de carbono) produzidos pela combustão de veículos funcionando com biocombustíveis são em grande parte absorvidas pelo crescimento das plantas que servem para produzir o bioetanol, a utilização deste biocombustível permite igualmente, graças à presença de oxigênio em sua composição, reduzir outros poluentes e os biocombustíveis provêm de fontes renováveis.O motor, importado do Brasil, incorpora modificações já aplicadas aos veículos utilizados localmente: segmentos e sedes de válvulas. As outras modificações foram feitas em tudo aquilo que está ligado à circulação do combustível, desde o reservatório, o módulo que assegura a medição e o bombeamento do combustível, as tubulações e o filtro de combustível.
Cordeirópolis: greening causa retirada de plantas
O greening, doença considerada atualmente a maior praga da citricultura, atingiu o Centro Apta Citros Sylvio Moreira, principal banco genético de plantas do país, localizado em Cordeirópolis. Cerca de 5 mil pés de citrus, entre laranja, tangerina e limão, começaram a ser arrancados nesta segunda-feira (20).
O Apta Citrus, ligado ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é o único centro do Estado de São Paulo a emitir laudos técnicos para o diagnóstico dessa doença. O local também é o principal pólo de pesquisa de citrus no país.
Por causa do greening, as plantas tiveram de ser retiradas. O trabalho foi feito por funcionários do centro. Um trator arranca os pés pela raiz. Esta é a única forma de garantir que a doença não se espalhe para as outras plantas.
O grenning foi detectado em uma espécie de pomar-laboratório, usado como banco genético para reprodução das principais espécies economicamente importantes. Cerca de 500 plantas foram infectadas.
O principal problema do greening é que a doença pode ficar mascarada. Por isso, cerca de 5 mil pés terão de ser retirados do centro em Cordeirópolis.
A doença, descoberta em 2004, já matou mais de 2 milhões de pés em 120 cidades do Estado. A transmissão é feita por meio de uma bactéria, presente em um mosquito.
Segundo o pesquisador José Dagoberto Denegri, a doença terá um impacto em cerca de 20% das plantas do local. No entanto, ele garante que o greening não irá prejudicar as pesquisas genéticas, pois as plantas usadas para este fim estão guardadas em um ambiente controlado, como estufas. “Isso preserva as características genéticas das plantas”, disse.
Atualmente, boa parte das mudas das espécies pesquisadas no laboratório está preservada em estufas. A intenção dos pesquisadores é garantir um espaço maior deste banco genético. Sobre isso, a Secretaria Estadual da Agricultura informou que primeiro vai fazer um estudo do viveiro que precisaria ser construído. Só depois disso será definido o valor da verba e quando ela será liberada.
Fonte: [ Canal Rio Claro ]







