Poda incorreta de árvores preocupa AA

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 8 de Agosto de 2007 @ 13:15

Servidores municipais encarregados do serviço de poda e corte de árvores participam do curso de “Poda e Revitalização Vegetal Urbana”, aberto ontem pelo prefeito Anderson Adauto. Também participam das atividades arquitetos e engenheiros da Prefeitura e funcionários de empresas especializadas na área.

Anderson disse que não adianta o governo fazer o plantio de um milhão de mudas se não cuida bem das árvores existentes, chamando a atenção dos arquitetos da PMU para os projetos desenvolvidos pelo município em que espécies são simplesmente eliminadas. Ele afirmou que o governo tem um norte e sabe onde quer chegar na área ambiental.

Explicou que o Horto Municipal foi transformado em um Centro de Produção de Mudas e que até 2009 a cidade estará revitalizada. Ele observou que esse projeto é para as gerações futuras e que as avenidas e entradas da cidade serão padronizadas por espécies, como Acácias e Ipês. Ele disse ainda que tem constatado pessoalmente a eliminação e poda de árvores ao andar pelas ruas da cidade.

Presente ao encontro, o promotor Emanuel Carapunarla declarou que a poda de árvores tem sido motivo de preocupação para a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. Chamou a atenção para o fato de as espécies vegetais existentes em vias públicas serem um patrimônio de toda coletividade, protegidas pela lei. Aqueles que danificam, destroem e maltratam as plantas podem ser punidos com prisão de três meses a um ano e multa.

Carapunarla ressaltou que o trabalho da Promotoria não é intimidatório, mas, quando o bom senso não resolve, aplica-se a força da lei. Afirmou ainda que os eventuais transtornos que as árvores criam são mínimos em relação aos benefícios que geram.

Já o secretário de Meio Ambiente, Ricardo Lima, disse que cortes e podas de árvores têm sido feitos de forma errada, pedindo à população que denuncie quando constatar esses casos. Os infratores estão sujeitos a multa e ação do Ministério Público. Observou que o trabalho de plantio, poda e conservação requer cuidados e técnicas apropriadas, justificando a realização do curso para funcionários da PMU e empresas da área, para que o serviço seja melhor realizado que atualmente.

Fonte: [ JM Online ]

Fazenda mineira inova na produção de orgânicos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 8 de Agosto de 2007 @ 13:15

Sistema Orgânico de Produção

Café orgânico plantado sob túneis formados por guandu, espécie de arbusto, e galinhas soltas na área de cultivo. Estas soluções fora dos padrões locais foram implantadas na Fazenda Salvaterra, em Juiz de Fora, Minas Gerais, com excelentes resultados. Os arbustos fixam o nitrogênio e protegem o solo e os pés de café, muito sensíveis nos três primeiros anos, da ação do sol. As galinhas garantem a limpeza ciscando o terreno e ainda fertilizam o solo com seu esterco.

“Muitos especialistas apostaram que isso não daria certo. Estavam certos de que as galinhas acabariam por atacar as raízes do café, que são superficiais. Pensando tecnicamente, até concordo com eles”, brinca o engenheiro-agrônomo e consultor da Salvaterra, Frederico Simões de Carvalho. Para viabilizar sua idéia, ele tomou cuidados como projetar galinheiros com 10 m², o dobro do convencional, e instalar piquetes para limitar a área de circulação das galinhas e permitir a rotatividade.

HOMEOPATIA E BANHOS-DE-CHEIRO PARA AS VACAS

Na Salvaterra, as vacas também têm direito a cuidados especiais. Diariamente, elas ingerem homeopatias preventivas que são misturados no cocho com o sal mineral, uma solução eficaz, saudável e que fica 30% abaixo do valor do tratamento convencional.

Para tratar de infestação de carrapatos, elas tomam banho de erva-cidreira, arruda, neem ou citronela. A ‘farmácia’ da fazenda tem outros remédios naturais, como folha de bananeira contra verminose, folhas de goiaba indicadas para bezerros com diarréia e até ignatia, utilizada para vacas com depressão por perda do bezerro ou crotalus horridus, utilizado para tristeza, doença transmitida pelo carrapato, que deixa o bezerro prostrado e inapetente.

A administradora Mônica Velloso assumiu a fazenda sem nunca ter trabalhado com agropecuária. “Minha maior atividade era fazer compras”, brinca. Neste caso, a inexperiência acabou ajudando. “Como não tinha vivência, foi fácil aceitar as regras orgânicas e adotar as sugestões apresentadas”. Entusiasmada com a produção orgânica, ela apostou em uma fábrica de laticínios que produz 5 mil litros/dia e o leite é ensacado em plástico biodegradável.

Com todos estes cuidados, a Salvaterra já acumula o Selo de Inspeção Federal (SIF) e é certificada por uma entidade de Minas Gerais, a Minas Orgânica, e outra internacional, a BCS Öko-Garantie, organização independente acreditada pela União Européia, EUA e Japão.

O próximo passo é lançar novos produtos orgânicos como iogurtes, nos sabores mel, morango e natural, e a manteiga com sal. “Só estamos aguardando a aprovação dos rótulos pelo SIF para colocar no mercado”, explica Vanessa de Paula, técnica responsável pelos laticínios.

Convencer os vizinhos a investir na produção orgânica é um dos grandes desafios e a fábrica de laticínios tem sido uma das ferramentas mais poderosas. Ela ainda está longe de atingir toda a sua capacidade de 10 mil/litros/dia, mas muitos produtores da região têm se adequado para cumprir as exigências deste segmento. Entre outras vantagens, eles recebem uma remuneração bem acima do preço praticado pelo mercado convencional.

“Um grande equívoco é achar que o cultivo orgânico se limita a deixar de usar defensivos agrícolas. A atividade tem que envolver todo o organismo ecológico, porque é preciso preservar a nascente dos rios, evitar a contaminação das águas, respeitar a fauna e a flora locais, proteger a saúde e o bem estar de produtores e consumidores e garantir uma remuneração justa pelo trabalho”, alerta o engenheiro Frederico Simões de Carvalho.

Os planos para o futuro próximo da fazenda também incluem abrir a propriedade para o turismo, já que dos 278 hectares, 60% são de Mata Atlântica intocada. “Acredito que a mudança só acontece a partir do conhecimento. A idéia é permitir que os visitantes não só tenham acesso a essa região belíssima, mas que também possam vivenciar dia a dia da fazenda. Já estamos treinando com os alunos das escolas locais. Eles saem daqui entusiasmados e aposto que ensinam muitas coisas aos pais”, conta a administradora da Salvaterra.

SERVIÇO

Fazenda Salvaterra
Telefones: (32) 9971-1874 - (32) 9962-3307
BR040 - Juiz de Fora - MG
E-mail: salvater@salvaterraorganica.com.br
Web: www.salvaterraorganica.com.br

Fonte: [ Agrosoft Brasil ]

Proposta quer preço mínimo para biocombustível

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 8 de Agosto de 2007 @ 13:12

“Pelo texto, o preço mínimo do biocombustível nunca será inferior ao preço de mercado do combustível de origem fóssil por ele substituído, acrescido de 10%”

SÃO PAULO, 6 de agosto de 2007 - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 592/07, que prevê a criação de um programa de preços mínimos para os biocombustíveis e para as matérias-primas utilizadas na sua produção. O autor da proposta, deputado Uldurico Pinto (PMN-BA), afirma que seu objetivo é incentivar a produção interna de biodiesel e álcool combustível.

Pelo texto, o preço mínimo do biocombustível nunca será inferior ao preço de mercado do combustível de origem fóssil por ele substituído, acrescido de 10%. Já o somatório dos preços mínimos de cada uma das matérias-primas necessárias para a produção de determinado biocombustível será maior ou igual a 70% do preço mínimo do próprio biocombustível. “A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, sob a perspectiva de garantia de renda, deve integrar um conjunto de políticas públicas com vistas a assegurar que vários segmentos da sociedade brasileira sejam beneficiados pela nova era energética, baseada não mais no petróleo, mas na biomassa renovável”, diz o parlamentar.

Os recursos arrecadados com os royalties do petróleo e com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de acordo com o projeto, serão usados para financiar a compra dos biocombustíveis e respectivas matérias-primas.

Ulderico Pinto ressalta que sua proposta vai fortalecer a agricultura familiar, e os pequenos e médios produtores, “democratizando a participação desses segmentos no Programa Nacional de Biocombustíveis”.

As informações são da Agência Câmara.

Fonte: [ JB Online ]