Hungria: encontradas árvores de 8 milhões de anos

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 2 de Agosto de 2007 @ 16:17

Reuters

1140102389 - Segundo os cientistas, as árvores têm 8 milhões de anos
Cientistas húngaros disseram nesta terça-feira que descobriram um grupo de árvores cipestres de pântano com 8 milhões de anos de idade. Segundo eles, o material pode fornecer pistas sobre o clima dos tempos pré-históricos.

Em vez de petrificar, a madeira das 16 árvores Taxodium foi preservada em uma mina de carvão, permitindo aos cientistas estudarem amostras como se elas fossem pedaços cortados de uma árvore viva.

“A importância do achado é que muitas árvores foram preservadas em suas posições originais em um único lugar”, disse Alfred Dulai, geólogo no Museu de História Natural Húngaro. “Mas a verdadeira raridade sobre estas árvores é que suas madeiras originais foram preservadas, elas não viraram pedra”.

As árvores, que medem de 4 m a 6 m de altura e de 1,5 m a 3 m de diâmetro, foram encontradas quando trabalhadores começavam a remover uma grande camada de areia em uma mina no vilarejo de Bukkabrany, no nordeste do país, para alcançar depósitos de linhita.

As árvores datam do fim do período Mioceno da era terciária, quando a área, onde é a Hungria hoje, era um lago de água doce cercado por pântanos.

Fonte: [ Maracaju News ]

Descoberta molécula da fertilização das plantas

Enviado em Notícias, Pesquisas Científicas de Anderson Porto | 2 de Agosto de 2007 @ 16:14

Uma equipe científica identificou a primeira molécula em plantas que controla a explosão do tubo polínico, o que melhorará o conhecimento da fertilização vegetal, informou hoje o principal autor da pesquisa, o colombiano Juan Miguel Escobar.

“Podemos dizer que o óvulo e o tubo polínico se comunicam por meio de moléculas, e esta comunicação ajuda na fertilização e na formação de sementes”, acrescentou o especialista, cujo trabalho foi publicado no último número da revista “Science”.

O estudo foi realizado por uma entidade científica da Suíça.

Escobar, membro da Universidade de Zurique (Suíça), destacou a relevância da pesquisa para “a humanidade, pois a maior parte da alimentação provém do evento da fertilização em plantas”.

Os cientistas trabalharam com o gene mutante feronia da planta Arabidopsis thaliana. O feronia, que faz referência à deusa etrusca da fertilidade, danifica um gene que codifica uma proteína do tipo receptor.

O mutante foi gerado em laboratório pelos cientistas para identificar genes com relevância na reprodução das plantas, acrescentou.

Escobar afirmou que normalmente, uma vez que o tubo polínico (que carrega as duas células espermáticas) faz contato com o óvulo, este deixa de crescer e explode, descarregando seu conteúdo dentro de uma célula especial do óvulo, um requisito necessário para a fertilização das plantas.

“No mutante feronia o tubo polínico não consegue explodir dentro da célula correspondente do óvulo, onde este continua crescendo, mas sem conseguir fertilizar”, explicou.

O gene feronia se expressa em células complementares, e sua proteína se localiza na membrana plasmática destas, funcionando como um receptor do tubo polínico.

Em outras palavras, “este receptor funciona como uma fechadura; uma vez que esta fechadura entra em contato com uma chave compatível do tubo polínico acende um mecanismo na célula correspondente que induz a explosão do tubo polínico”, segundo o especialista.

“Quando a fechadura é defeituosa, como ocorre no mutante, a interação não ocorre, e por ali o tubo polínico não explode”, explicou Escobar.

Os investigadores também trabalharam com alguns cruzamentos nos quais os tubos polínicos pertencem a uma espécie diferente a dos óvulos e comprovaram que, “quando a chave e a fechadura são de espécies diferentes, a interação não acontece, e por ali a fertilização não ocorre”.

Isso indica que seria possível transferir o gene de uma espécie para outra, e assim fazer com que nestes cruzamentos a recepção do tubo polínico seja compatível.

No momento, as investigações pretendem realizar experimentos deste tipo e “buscar a molécula ou moléculas do tubo polínico que possam interagir com a fechadura feronia”, acrescentou.

Agências Internacionais

Fonte: [ IParaíba ]

Projeto vai repor 100 mil árvores em Palmital

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 2 de Agosto de 2007 @ 16:07

A secretaria de Agricultura de Palmital está executando um projeto que visa plantar mais de 100 mil mudas de árvores. As atividades acontecem em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Promotoria Pública e Associação de Preservação de Rios e Nascentes de Palmital (Aprenarp).

De acordo com o secretário Edmilson Cecura, até o mês de setembro, serão aproximadamente 20 mil mudas plantadas às margens do Rio da Casa, responsável pelo abastecimento de água em Palmital. “A cidade consome hoje 1 milhão e 200 mil litros de água por dia, oriundos deste rio”, justificou a preocupação de recompor a mata ciliar. O plantio acontece em parceria com os ribeirinhos e no final do projeto terá 12 km de extensão replantados.

Através do projeto, a secretaria de Agricultura fornece as mudas, retiradas do viveiro municipal e o Estado fica responsável pela entrega do arame farpado. “O maior programa de plantio de árvores de Palmital será estendido a outros rios, futuramente”, concluiu Cecura.

Fonte: [ Correio do Povo do Paraná ]

Pesquisa aponta os riscos das ervas medicinais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 2 de Agosto de 2007 @ 10:42

Tatiana Clébicar - O Globo Online

RIO - Antes de recorrer a uma planta medicinal à venda em feiras livres e até em bancas de jornal, cuidado. O alerta foi dado numa pesquisa da Uerj em parceria com a UFF. Segundo a professora Maria Cristina Ferreira dos Santos, uma das coordenadoras do projeto de extensão Plantas Medicinais e Tóxicas no Rio de Janeiro, da Uerj, 73% dos relatos de pacientes que chegaram ao Laboratório de Botânica Estrutural e Funcional da UFF com intoxicação eram de crianças abaixo de 12 anos. Os sintomas mais comuns são náusea, vômito, diarréia, irritação de mucosa, edema e alucinações. Mas a pesquisadora avisa: intoxicações graves podem levar à morte.

Muitas plantas medicinais de conhecido uso popular apresentam propriedades tóxicas, que justificam muito cuidado com suas dosagens.

A pesquisa identificou as ervas mais perigosas: comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta Schot), pinhão [-manso - n.e.] (Jatropha curcas L.), trombeta (Brugmansia suaveolens (Willd.) Bercht. J. Presl.), pó-de-mico (Dalechampia filicifolia Lam.), buchinha-do-norte (Luffa operculata Cogn.) e mamona (Ricinus communis L.).

{ N.E.: todas plantas conhecidamente descritas como tóxicas - e não medicinais, excetuando-se a buchinha-do-norte, utilizada para sinusites }

Uso e dosagem corretos - O uso de plantas medicinais é uma prática tão antiga como a própria História do homem, que também nos mostra a ocorrência de efeitos indesejados. Muitas plantas medicinais de conhecido uso popular apresentam propriedades tóxicas, que justificam muito cuidado com suas dosagens. É importante saber se os efeitos são acumulativos ou se a planta é imprópria para uso interno. Por exemplo, o uso do confrei (Symphytum officinale L.), que apresenta alcalóides pirrolizidínicos considerados cancerígenos e hepatotóxicos, por via oral é proibido em vários países. Por outro lado, o uso local, como cicatrizante, não só é permitido como estimulado - diz a médica.

Segundo ela, o cultivo de plantas medicinais exige cuidados especiais e ausência total de agrotóxicos. Na hora de comprá-las, o consumidora também deve ter cuidado. A pesquisa constatou que no município de São Gonçalo, por exemplo, 91 plantas medicinais eram comercializadas com nomes populares diferentes. Mais da metade das amostras não apresentava os nomes científicos ou estava identificadas equivocadamente.

- A denominação incorreta pode causar uso inadequado e graves riscos à saúde. Outro fato relevante é que algumas plantas comercializadas, como o abajeru, a cainca, a catuaba e o pinhão-roxo, ainda não têm eficácia terapêutica comprovada, e são utilizadas com base apenas nas informações disponíveis na medicina popular ou ainda sem qualquer outra referência na bibliografia consultada - observa.

Fonte: [ Globo.com ]