Moratória na Amazônia deve servir de exemplo

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 30 de Julho de 2007 @ 13:37

Postado por Bruno Blecher em 30/7/2007 às 9:37:11 AM

Quem viu, estranhou. Sentados à mesma mesa as grandes indústrias da soja, os agricultores da Amazônia e os ambientalistas. Coisa rara, mas aconteceu na semana passada, em São Paulo, durante a comemoração do primeiro ano da chamada Moratória da Soja. Estavam todos lá: Bunge, Maggi, Cargill, ABIOVE, ANEC, Greenpeace, WWF, The Nature Conservacy, entre outros.

A moratória existe desde julho de 2006, quando a ABIOVE (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) e a ANEC (Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais) se comprometeram a não comercializar soja oriunda de áreas que forem desflorestadas dentro do bioma Amazônia.

Na semana passada, o compromisso foi prorrogado por mais um ano. O grupo de trabalho, que reúne as indústrias e as ONGs, divulgou resultados que apontam para um recuo do desmatamento. Para Carlo Lovatelli, presidente da ABIOVE, existem hoje cerca de 70 milhões de hectares desflorestados na Amazônia, dos quais apenas 1,2 milhão é cultivado com soja. Na Amazônia, apenas 200 propriedades rurais trabalham com soja, o que permite à indústria negociar com cada um destes agricultores para tentar impedir o desmatamento de novas áreas.

Com a Moratória, a indústria brasileira espera conter o barullho dos verdes lá fora. Vira e mexe, estoura uma campanha contra a soja brasileira na Europa, movida por várias entidades ambientalistas e apoiada por redes varejistas. As notícias da expansão da soja na floresta Amazônica afetam o comércio do produto. Pressionados pelos consumidores, redes de supermercados e grandes cadeias de fast-food ameaçam suspender a compra de alimentos produzidos com soja colhida na região amazônica.

A indústria da soja admite que a principal motivação da moratória é comercial, ou seja, garantir sua clientela. Mas diz estar preocupada também com a preservação da floresta e a utilização responsável e sustentável dos recursos naturais. Seja qual for a causa, o importante é que a indústria não compre soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia.

“Só vai haver existir negócio e lucro, se existir o Planeta”, lembra Paulo Audário, do Greenpeace. A aliança entre a indústria da soja, os agricultores e os ambientalistas para proteger a Amazônia é bem-vinda e representa um grande avanço para a formação de uma agricultura sustentável no Brasil.

Mas por que só a Amazônia? O cerrado também não é um bioma importante?

Longe de mim defender uma moratória para o cerrado. Não se trata disto. A região é vital para a agricultura (e para economia) brasileira. Lá se produz hoje 60% da soja brasileira. Mais ainda: no cerrado, o Brasil produz 59% do café, 45% do feijão, 44% do milho, 81% do sorgo, 55% da carne bovina e 10% da cana. O cerrado é o terceiro maior produtor e grãos do país e abriga 40% do rebanho bovino brasileiro.

Mas com uma extraordinária biodiversidade, o cerrado não pode ser encarado apenas como fronteira agrícola. Estamos falando da segunda maior formação vegetal do país, atrás apenas da Floresta Amazônica, que ocupa 2 milhões de km2 ( 23% do território nacional) e se espalha por 10 Estados. Cerca de 60% desse bioma está conservado. Portanto, é possível usar o cerrado para a produção de grãos e ao mesmo tempo preservar a sua natureza exuberante.

Por que não aproveitar o espírito da moratória da soja na Amazônia para criar um programa de agricultura sustentável também no cerrado? Lá vivem 10 mil espécies de plantas diferentes, muitas delas de uso medicinal e alimentício. Cerca de 800 espécies de aves se reproduzem no cerrado, além de 180 espécies de répteis e 195 de mamíferos. Isto sem contar com o surpreendente número de insetos, como cupins, borboletas, abelhas e vespas.

O Greenpeace diz que não trabalha com o cerrado, mas está preocupado com que possa acontecer por lá. “Há risco, sim, de a moratória na Amazônia aumentar a pressão sobre o cerrado”, admite Paulo Audário. Carlo Lovatelli, da ABIOVE, espera que as ferramentas da moratória possam servir para criar uma convivência mais harmoniosa entre a agricultura e a natureza também no cerrado. Tomara. Mas convém ficar de olho. Na Amazônia e no cerrado.

Fonte: [ Observatório da Imprensa ]

Ozono (Ozônio) impede produtividade das plantas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 30 de Julho de 2007 @ 10:42

Um estudo publicado na revista Nature concluiu que o impacto do ozono nas alterações climáticas é superior ao que fora antes previsto pelos cientistas. Segundo os especialistas da Universidade de Exeter no Reino Unido, o excesso de ozono ao nível da solo danifica as plantas, reduzindo a sua capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

A presença de ozono no solo deve-se a uma reacção entre a luz do sol e gases nocivos, produzidos pelo homem, como metano e monóxido de carbono. O ozono entra nas plantas por poros que se encontram nas folhas, os estomas, interferindo nas reacções que possibilitam a fotossíntese. Sem capacidade de produzir os nutrientes de que lhes são vitais através da captação de CO2, as plantas enfraquecem e não reciclam o ar respirável da nossa atmosfera.

“Parece que temos andado a olhar para o lugar errando no que toca ao impacto do ozono”, adverte Peter Cox, um dos autores do estudo. Isto porque os cientistas já sabiam que o excesso de ozono na atmosfera impedia que gases e calor saíssem da Terra, contribuindo para o efeito de estufa. O que não sabiam era que a interacção do ozono com as plantas podia contribuir de forma mais determinante para as alterações climática e para a poluição mundial.

Os investigadores elaboraram ainda um modelo computacional que lhes permite estimar o impacto do ozono na absorção de carbono entre 1900 e 2100. Na pior das perspectivas, o ozono terá reduzido a produtividade das plantas em 23%. Na melhor das hipótese, tê-la-á reduzido em 14%. |

Fonte: [ DN Online ]

Arvorismo - um esporte radicalmente ecológico

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 30 de Julho de 2007 @ 10:41

Uma construção no mínimo estranha chama a atenção especial dos visitantes da Expoacre 2007. São enormes troncos de madeira verticalizados ligados uns aos outros por cordas e cabos de aço a mais de cinco metros de altura, como se o visitante caminhasse por entre as árvores da floresta.

Trata-se de uma pista de Arvorismo, um esporte pouco conhecido dos acreanos, mas que em breve poderá ser um dos grandes atrativos do Seringal Cachoeira localizado no município de Xapuri, segundo o secretario de turismo, esporte e lazer, Cassiano Marques.

Os visitantes também podem fazer em alguns minutos, um passeio pelos principais atrativos das três rotas turísticas contempladas pelo projeto de desenvolvimento das rotas turísticas do Vale do Acre, já imaginou? Para que isso fosse possível, a Secretaria de Turismo em parceria com o Sebrae construiu uma replica desses lugares dentro de um espaço privilegiado no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, a trilha levará visitantes pelos principais atrativos dos Caminhos da Revolução, Chico Mendes e do Pacífico.

Sobre o arvorismo

Arvorismo é a travessia entre plataformas montadas no alto das copas das árvores, onde os praticantes percorrem um percurso suspenso, ultrapassando diferentes tipos de obstáculos como escadas, pontes suspensas, tirolesas e outras atividades que podem ser criadas. Além de árvores, postes também podem servir de base para a prática do esporte.

Para praticar o arvorismo, não é necessário ser atleta, precisa apenas muita disposição e coragem para superar os desafios, ter idade acima de 7 anos e medir mais de 1,40. Com a supervisão de monitores treinados e o kit arvorismo (cadeirinha, cabo de segurança, mosquetão, polia e capacete), os aventureiros estimulam a capacidade individual, exercitando o corpo e a mente, desenvolvendo o equilíbrio interior e aliviando o stress diário através da adrenalina.

Hoje existem mais de 200 percursos na Europa e em outros países como Brasil, Costa Rica e Nova Zelândia. No Brasil o primeiro percurso com estrutura fixa montada foi em Brotas, interior de São Paulo, criado em 2001 e que serviu de inspiração para construção em outras regiões: Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na chapada dos Veadeiros, o primeiro e único percurso construído encontra-se no Portal da Chapada. É um circuito com oito atividades, a 12m de altura, terminando com uma grande tiroleza. O Arvorismo do Portal da Chapada é uma atividade bastante segura, podendo ser praticado por pessoas de todas as faixas etárias a partir de 10 anos de idade

Tipos de arvorismo

Contemplativo

Nascido na Costa Rica nos anos 80, esse percurso tem como principal objetivo a observação da natureza. O praticante caminha por passarelas protegidas por redes, que estão suspensas entre as árvores.

Acrobático

Neste tipo de percurso os praticantes precisam de um pouco mais de equilíbrio, coordenação e ousadia. Sempre presos a um cabo de segurança e utilizando equipamentos adequados, os praticantes caminham sobre cabos, se penduram em redes e deslizam em tirolesas. Essa atividade nasceu na França no fim dos anos 90.

VOCÊ SABIA QUE …

A versão mais correta sobre o surgimento do Arvorismo ou Arborismo diz que a atividade surgiu nos anos 80 na Costa Rica, onde biólogos e naturalistas pesquisavam a fauna e a flora de cima das árvores e, para evitar subidas e descidas constantes, criaram um sistema de passarelas de uma árvore para a outra.

No Brasil, o arvorismo chegou em 2001 através da implantação da primeira pista na cidade de Brotas/ SP.

Arvorismo ou Arborismo? Não importa a forma que você expresse. O Importante é que você saiba o que representa. Algumas tórias dão conta de que cada palavra tem sua raiz vinculada ao tipo de estruturas. Por exemplo: Arvorismo vem de ARVORAR, algo elevado. Sendo assim, não necessariamente as estruturas estão em árvores, mas sim em qualquer forma de estruturas, podendo ser naturais ou não. Já a palavra Arborismo vem de ARBÓREA, ou seja, as estruturas são fixadas em espécies arbóreas, no caso, árvores.

Fonte: [ Página 20 ]

Médicos receberão orientações sobre o Programa Fitoviva

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais de Anderson Porto | 30 de Julho de 2007 @ 10:40

O Programa Fitoviva, da Secretaria de Saúde de Cuiabá, realiza de 22 a 25 de agosto, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP), o curso de atualização médica “Prescrição de Medicamentos Fitoterápicos e Plantas Medicinais” destinado exclusivamente a médicos. O curso conta com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde (MT Farma e ESP) e da Comissão Municipal Práticas Integrativas e Complementares do SUS- Cuiabá.

De acordo com a supervisora do Fitoviva/SMS, Isanete Bieski, o evento ainda conta com apoio do Sebrae, Unimed, Ufmt, CRM e Correios/MT. As inscrições, informa ela, são limitadas e podem ser feitas pelo telefone (65) 3617-1447. Isanete Bieski é consultora em Plantas Medicinais, Aromáticas e Reflorestamento e professora de Botânica e Homeopatia no Curso de Farmácia do Univag.

PROGRAMAÇÃO

22/08

19h00

- Abertura c/ Autoridades e Poesias (Bia)

- Palestra: “Histórico da Fitoterapia no Brasil, Legislação, Políticas e Programas de Governo em PM e Fitoterapia” - Dra. Henriqueta Sacramento

23/08

8-12h

– Palestra: “Abordagem Terapêutica das 20 plantas Medicinais do Fitoviva” - Dra. Henriqueta Sacramento

- Visita Técnica ao Horto Florestal – Fitoviva

13h30min-14h10min

- Palestra: “Programas Fitoviva/Cuiabá; Fitoplama/EMPAER;MT-Farma/SES/MT” - Farm. Isanete Bieski/Otilia M. Teófilo; e Farm. Maria das Graças Leão;

14h10min - 16 h

- Palestra: “Fitoterapia na atenção primária: Aspectos antropológicos, sócio-culturais, epidemiológicos, etnobotânicos e farmacológicos” - Dra. Henriqueta Sacramento

16-18h

- Palestra: Fitoquímica e Farmacologia Aplicada, Conceitos – fitocomplexo, mecanismos de ação diferenciados” - Dr. Domingos Tabajara

- Grupos e subgrupos fitoquímicos e suas características Farmacológicas

- Interação entre Alopáticos e Fitoterápicos

24/08

8-10h

- Palestra: “Noções de Farmacotécnica Aplicada, Noções sobre processos de estabilização das drogas vegetais, Tipos de preparações: formulações industriais, oficinal, magistral e caseira, Noções sobre processos de extração e preparação de formulações magistrais de fitoterápicos, Relação forma farmacêutica x terapêutica” - Dr. Domingos Tabajara.

10-12h

- Palestra: “Conceitos Básicos de Classificação dos vegetais, Nomenclaturas botânicas e farmacêuticas, Principais conceitos aplicados: - Planta medicinal x droga vegetal, Princípios ativos e marcadores, Tipos de extratos, Fitoterápicos e fitoterapia” - Dr. Roberto Leal Boorhem

14-16h

- Palestra: “Técnicas de Formulação e Prescrição, Parâmetros tradicionais e científicos de formulação e prescrição, estratégias de formulação, Receituário em fitoterapia, Precauções e avaliação clínica, Protocolo de observação clínica” - Dr. Roberto Leal Boorhem

16-18h -

- Palestra: Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns - Dr. Roberto Leal Boorhem

25/08

8-11h50min

- Palestra: “Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns” - Dr. Roberto Leal Boorhem

11h50min

- Encerramento

Fonte: [ 24HorasNews ]