Planta poderá ligar para dono pedindo água

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 27 de Julho de 2007 @ 14:53

Sistema feito nos EUA dá voz e identidades diferentes para cada planta.
Sensores de umidade conectados a uma central acionam e agradecem usuário.

Da Reuters

Imagine atender o celular e receber um recado de uma das suas plantas, dizendo, com sotaque escocês, que ela precisa beber alguma coisa. Esse cenário não está longe de se concretizar. Um grupo de alunos de pós-graduação da Universidade de Nova York está desenvolvendo uma maneira de viabilizar que as plantas que sofrem com escassez ou excesso de água liguem para os seus proprietários em busca de ajuda.

O projeto Botanicalls usa sensores de umidade colocados na terra capazes de enviar sinais via rede sem fio a uma central, que telefona para o proprietário se for necessário.

Vozes gravadas foram designadas para cada planta, de acordo com suas características biológicas, como forma de ajudar a tornar os recados mais divertidos e criar uma personalidade diferenciada para cada uma delas.

Rebecca Bray, estudante de comunicação interativa que desenvolveu o conceito em parceria com três colegas, disse que a tecnologia utilizada não é nova, mas a maneira de comunicação, por voz, e a personalidade das plantas representam um diferencial.

“Elas vão ligar para informar que estão muito sedentas e precisam de muita água. Mas serão muito educadas”, afirmou. “Queríamos garantir que os proprietários não recebessem ligações só quando suas plantas precisam de alguma coisa, porque isso as faria parecer carentes. Por isso, as plantas também telefonam para agradecer depois que foram regadas.”

No caso de uma planta como o musgo escocês, por exemplo, eles escolheram um falso sotaque da Escócia porque, apesar do nome, a planta não vem de lá. “Queríamos oferecer um sistema que permitisse às plantas sobreviver por meio da comunicação com as pessoas”, disse Bray, que desenvolveu o projeto com Rob Faludi, Kati London e Kate Hartman.

Ela declarou ter ficado surpresa com o número de pessoas que a procuraram com interesse de adquirir o sistema para suas casas e escritórios, mas não espera que ele esteja disponível comercialmente por pelo menos mais seis meses. “Esperamos que o sistema ajude as pessoas a aprender como cuidar melhor de suas plantas com o tempo, o que talvez torne os telefonemas desnecessários”, afirmou Bray.

Fonte: [ G1 ]

Biocombustível ganha apoio da opinião pública européia

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 27 de Julho de 2007 @ 14:48

Os biocombustíveis começam a ganhar o apoio da opinião pública européia, que até poucos anos sequer conhecia a possibilidade de ter seus carros movidos a etanol. Sondagem feita nos 27 países da União Européia (UE) mostra que, de cada três europeus, um quer os fabricantes de veículos sendo obrigados a implementar motores adequados aos biocombustíveis. Mais de um terço dos entrevistados ainda defende incentivos fiscais para que o etanol seja barateado e, assim, difundido no bloco.

A Comissão Européia estipulou o objetivo de ter 5,75% de seus carros movidos a biocombustível até 2010 e 10% até 2020. Alguns países já vêm adotando políticas para o setor, como a França que pretende contar com 500 postos que ofereçam etanol aos consumidores.

Na Suécia, o país tem a maior frota de carros movidos a biocombustível da região e prega o fim das barreiras de importação para baratear o combustível. Na Suíça, caminhões de lixo e outros veículos do governo estão sendo adaptados para usar etanol.

O problema é que se o atual ritmo de implementação do etanol no mercado europeu continuar como está, o bloco não conseguirá atingir as metas estipulados. Além do uso obrigatório de motores, outra opção que ganha adeptos é a de dar incentivos para que o etanol, ainda caro, seja mais barato para o consumidor. Segundo a sondagem, 36% das pessoas entrevistadas acreditam que isso seria o maior incentivo que os biocombustíveis poderiam ter na Europa.

Os cidadãos mais conscientes da importância no etanol seriam os finlandeses. 54% deles acham que a redução do preço do biocombustível por meio de incentivos fiscais é o que irá dar um impulso ao etanol na Europa. Já os espanhóis são os mais pessimistas em relação a essa idéia. Apenas 20% defendem isso. Para portugueses, ingleses, alemães e italianos, a obrigação das montadoras de produzir motores que aceitem o etanol é a opção mais defendida para que o etanol passe a ser usado. As taxas de apoio a essa medida chegam a 43% em Portugal e 40% no Reino Unido.

Fonte: Agencia Estado - Jamil Chade

disponível online em: [ Diário da Manhã ]