ANVISA abre consulta pública sobre transgênicos

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 26 de Julho de 2007 @ 13:19

Agencia Estado

A pressão de setores do governo contra a atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deixou os gabinetes e se transformou em confronto aberto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública uma resolução que normatiza a avaliação da segurança de alimentos que contenham organismos geneticamente modificados (OGMs) - uma atividade que, pela Lei de Biossegurança, é da CTNBio. “Estão se aproveitando do vazio político nessa área para ganhar terreno”, reagiu o presidente da CTNBio, Walter Colli.

A consulta pública da Anvisa propõe 119 questões que teriam de ser respondidas por empresas interessadas na liberação comercial de seus produtos. De posse das respostas, a Vigilância Sanitária faria seu parecer e o encaminharia ao Ministério da Saúde - que, por sua vez, levaria o assunto à CTNBio.

Oficialmente, a Anvisa afirma que a proposta é uma resposta à demanda social pela garantia de qualidade nos alimentos. Mas, entre cientistas, a iniciativa já foi apelidada como uma ação para criar uma espécie de “CTNBio do B”, um novo braço de ala do governo interessada em dificultar o trabalho da comissão de biossegurança.

Colli afirma que não foi consultado sobre a criação de tal resolução. Nem mesmo informado. “Isso representa uma superposição de atribuições”, diz. Para ele, a iniciativa da Anvisa é uma reação a duas vitórias conquistadas nos últimos meses por setores que não têm resistência prévia contra organismos geneticamente modificados - a redução do quórum para liberação comercial de transgênicos e a aprovação de um milho resistente a herbicidas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Fonte: [ A Tarde Online ]

Horto da Univali produzirá plantas fitoterápicas em Biguaçu

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais de Anderson Porto | 26 de Julho de 2007 @ 09:10

Uma prática de ensino, pesquisa e extensão integra moradores de Biguaçu e acadêmicos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Chamado de Bio-Verde, o projeto, desenvolvido pelo curso de Enfermagem do Campus da Univali em Biguaçu, incentiva o desenvolvimento e resgate do uso de plantas medicinais.

A socialização do projeto com agentes comunitários de saúde, comunidade e acadêmicos foi concluída e, agora, tem inicio a parte prática, com desenvolvimento do horto que terá metas de auto-sustentabilidade.

O horto terá duzentos metros quadrados onde serão plantadas as espécies com fins fitoterápicos. Os grupos da terceira idade de Biguaçu auxiliam no projeto socializando seus conhecimentos no uso das plantas.

O uso de ervas medicinais foi, por muito tempo, o principal auxílio terapêutico. A substituição por medicamentos sintéticos aconteceu, principalmente, após a segunda guerra mundial.

Segundo Maria Lígia dos Reis Bellaguarda, coordenadora do curso de enfermagem da Univali em Biguaçu, com esse projeto, a Univali proporciona integração propondo novos caminhos no ensino superior por meio da integração entre os saberes científico e popular, universalizando o uso das plantas medicinais.

Fonte: [ Universia Brasil ]

Projeto da Uerj alerta para perigos em plantas medicinais

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais de Anderson Porto | 26 de Julho de 2007 @ 09:02

Fluminense

Orientar as pessoas para que não façam uso indiscriminado de plantas medicinais, o que pode causar mais prejuízos à saúde do que a cura pretendida, é a essência do projeto ‘Plantas Medicinais e Tóxicas no Rio de Janeiro: Promovendo a Educação e a Saúde da Comunidade’, coordenado por Maria Cristina Ferreira Santos e Marcelo Guerra Santos, professores da Faculdade de Formação de Professores (FFP) e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp), unidades acadêmicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e realizado em parceria com o Departamento de Biologia Geral, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Atuante em comunidades de diferentes municípios, como Rio, São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, o projeto tem como atividades básicas palestras em escolas e instituições de longa permanência de idosos, ministradas por alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FFP. A preocupação é alertar os usuários para perigos ocultos em plantas medicinais. As informações são da Secretaria estadual de Comunicação Social.

Com a urbanização e a evolução da ciência, os remédios naturais, usados desde o início da Humanidade na cura de doenças, tinham perdido espaço, em especial nas grandes metrópoles, para medicamentos de resultados mais rápidos. Contudo, os efeitos colaterais indesejáveis dessas drogas acabaram provocando a volta do uso de ervas medicinais.

Uso que merece cuidados considerando as propriedades tóxicas de algumas espécies de plantas. A dosagem, em certos casos, tem de ser adequada. É o caso do confrei (Symphytum officinale L.), planta que apresenta substância considerada cancerígena e hepatotóxica. O uso por via oral é proibido em vários países, embora a utilização local como cicatrizante seja permitida e estimulada, segundo Maria Cristina Ferreira Santos.

Plantas medicinais são vendidas livremente, como mostra pesquisa realizada no município de São Gonçalo. A pessoa pode encontrá-las em bancas de jornais, floriculturas, lojas de produtos naturais e com ambulantes. Metade delas é vendida com nomes populares diferentes, sem a denominação científica, ou apresenta nomenclatura errada na embalagem, o que pode levar a usos equivocados e provocar graves riscos à saúde.

O maior problema é a falta de orientação à população. Certas plantas comercializadas, como abajeru, cainca, catuaba e pinhão-roxo, ainda não têm eficácia terapêutica comprovada.

– Elas são utilizadas apenas com base nas informações oferecidas pela medicina popular e sem qualquer referência científica – alerta a professora.

Algumas são citadas como causadoras de intoxicações: comigo-ninguém-pode, pinhão, trombeta, pó-de-mico, buchinha-do-norte e mamona. Os sintomas mais comuns são náuseas, vômito, diarréia, irritação de mucosa, edema e alucinações. Em casos mais graves, o uso incorreto pode levar à morte. Segundo Maria Cristina, as crianças com idade inferior a 12 anos formam o maior grupo de risco, representando 73% dos casos por intoxicação relatados.

Fonte: [ Diário Online ]

Plantas perderão capacidade de absorver CO2 até 2100, diz estudo

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Julho de 2007 @ 09:01

Londres, 25 jul (EFE).- Os níveis de ozônio superficial, que se acumula na camada mais baixa da atmosfera, aumentarão até 2100, dificultando o crescimento das plantas e reduzindo sua capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2).
Esta é a conclusão de um relatório publicado esta semana na revista científica britânica “Nature”. O estudo foi elaborado por pesquisadores que trabalham em diversas instituições científicas do Reino Unido, como a Universidade de Exeter, no sul da Inglaterra.

O documento adverte que a concentração do ozônio superficial, também chamado troposférico, disparou nas últimas décadas e, por enquanto, não apresenta sinais de que vai parar de aumentar.

Este ozônio troposférico é diferente do que forma a camada de ozônio que preserva a Terra das radiações ultravioletas, segundo os pesquisadores. Os estudiosos afirmam que o aumento em sua quantidade é causado, em parte, pelas emissões poluentes da indústria e pelo aumento do uso de veículos.

Os pesquisadores acreditam, ainda, que a situação não melhorará, já que o excesso de CO2 na atmosfera obstrui os poros das plantas que absorvem o ozônio troposférico, em um círculo vicioso.

De acordo com os cientistas, as emissões associadas às queimadas de florestas e à queima de combustíveis fósseis, que liberam CO2 para a atmosfera, “aproximadamente dobrou a concentração de ozônio troposférico”, que deve aumentar ainda mais nos próximos anos.

O quadro tem conseqüências sobre o processo de aquecimento global.

O fato de as plantas não serem capazes de absorver nem o ozônio, nem o CO2 da atmosfera - um dos responsáveis pela intensificação do efeito estufa e, conseqüentemente, pela elevação das temperaturas -, será muito mais determinante para o aquecimento da Terra que a maior concentração desses gases, afirmam os pesquisadores.

Neste sentido, a evolução do clima do planeta durante o século XXI dependerá, em grande parte, do ritmo com que as plantas forem capazes de absorver o CO2, concluem os cientistas. EFE lj-mcs is/ma

Fonte: [ Último Segundo ]