Menino que plantou 3 mil árvores lança livro
O adolescente Nélio Fernando da Fonseca, de 18 anos, lança neste sábado o livro O leão do norte, onde conta a sua experiência com o plantio de três mil mudas de árvores em Pernambuco. A obra traz poesias ecológicas e o lançamento está marcado para as 19h, na Academia Pernambucana de Letras.
Estudante do 2º ano do Ensino Médio, Nélio Fernando da Fonseca também se preocupa com a devastação do meio ambiente para a confecção do papel em que o livro está impresso. Ele promete que, para cada exemplar vendido, uma muda de árvore será plantada em uma área de quatro hectares cedida por parentes na Zona da Mata de Pernambuco. Trezentos exemplares foram impressos. Durante o lançamento, 350 mudas de árvores serão distribuídas. O leão do norte estará à venda na Livraria Jaqueira.
O menino começou a plantar árvores com apenas três anos. Pela iniciativa, ele já recebeu homenagem da CPRH no prêmio Vasconcelos Sobrinho e um voto de aplauso da Assembléia Legislativa de Pernambuco.
Fonte: [ Da Redação do PERNAMBUCO.COM ]
Saiba como evitar os perigos de plantas de jardim
“Cuidado com as plantas de três folhas”: você com certeza já ouviu esse aviso sobre a erva daninha, uma planta que a cada ano causa mais de 350 mil casos reportados de dermatite, e possivelmente mais muitos milhares de casos que não chegam ao conhecimento dos serviços médicos.
Histórias ouvidas em consultórios médicos indicam que este ano aparentemente será bastante favorável á ação da erva daninha, ou Toxicodendron radicans, e os indícios sugerem que a concentração reforçada de dióxido de carbono na atmosfera contribuiu para safras recorde da planta, armada nesta temporada com uma toxina ainda mais potente. Mas o risco crescente de bolhas e queimaduras incômodas causadas por erva daninha é apenas uma das mudanças recentes em termos de exposição humana a plantas tóxicas ou prejudiciais.
Muitas casas e jardins abrigam número crescente de plantas perigosas, e o maior risco é para as crianças. Em 2003, de acordo com um livro sobre o tema, os centros nacionais de controle de venenos dos Estados Unidos receberam mais de 57 mil chamados relativos à exposição a plantas potencialmente perigosas, e 85% deles envolviam crianças de menos de seis anos. Mas a maioria dos incidentes consistia de simples exposição, no entanto, sem ingestão de toxinas ou com ingestão pequena demais para causar danos.
O livro, Handbook of Poisonous and Injurious Plants manual das plantas venenosas e daninhas, escrito pelo Dr. Lewis Nelson, pelo Dr. Richard Shih e por Michael Balick, foi produzido sob os auspícios do Jardim Botânico de Nova York, no qual Balick dirige o Instituto de Botânica Econômica. Embora a missão primária da publicação seja ajudar os profissionais da saúde a identificar e tratar problemas causados por plantas, o livro, ilustrado suntuosamente, pode servir como um guia muito útil para as pessoas comuns.
Ele identifica centenas de plantas problemáticas, oferecendo fotos e descrições por escrito, nomes comuns, informações sobre a distribuição geográfica, aponta para as porções tóxicas das plantas e nomeia as toxinas que produzem, relata os efeitos sobre o corpo e provê informações sobre como administrar a questão em termos médicos.
Fiquei chocada ao descobrir quantas dessas plantas potencialmente perigosas existem em minha casa e jardim, entre as quais babosa, manto-real, dedaleira, filodendro, rododendro e crisântemo. Fico contente por meus filhos e netos nunca terem tentado mastigar qualquer uma delas.
É claro que os venenos de base vegetal tem papel importante a desempenhar, especialmente no que tange a desencorajar predadores. E, ao longo do tempo e até hoje, muitos deles serviram como origem a medicamentos. A vinca, por exemplo, foi a fonte original do vincristine, um remédio contra o câncer, e a dedaleira é a origem do digitalis, um estimulante cardíaco muito utilizado. Os cervos, que se tornaram um incômodo terrível para a horticultura na região nordeste dos Estados Unidos, de alguma maneira sabem que não devem comer algumas das plantas mais tóxicas, o que permite que os jardineiros as empreguem como defesa natural em áreas sem proteção de cercas. Pena que nossas crianças não disponham dos mesmos instintos.
Nelson, da Escola de Medicina na Universidade de Nova York e do Centro Municipal de Controle de Venenos de Nova York, diz que o problema muitas vezes começa pelo fato de que muitas das plantas tóxicas são belas e coloridas, o que leva as pessoas a escolhê-las como enfeites para suas casas e jardins. Mas são os seus atrativos mesmos que ajudam a torná-las perigosas para as crianças pequenas, que podem se sentir tentadas a provar frutas, flores ou folhas tóxicas.
Um segundo risco se relaciona a adultos, que acreditam estar colhendo plantas que consideram comestíveis ou medicinais mas na verdade estão selecionando uma planta tóxica de aparência assemelhada. Em incidente recente mencionado por Nelson, algumas pessoas colheram plantas que acreditavam ser alho-poró, e as cozinharam e comeram. Mas na verdade estavam consumindo helleborus viridis, uma toxina cardíaca. Por sorte, sobreviveram à perturbação de seu ritmo cardíaco que a planta causou.
Outros casos envolvem pessoas que colheram dedaleira antes que esta florescesse, acreditando que fosse uma erva benéfica que poderia ser usada para chás medicinais. E, ocasionalmente, chás de ervas que deveriam ser seguros causam problemas porque as plantas foram contaminadas por vegetais tóxicos. Assim, o melhor é optar pelas marcas comerciais conhecidas que estão à venda nos Estados Unidos.
Embora os venenos de plantas ingeridos sejam o risco mais comum no caso de crianças pequenas, para os adultos e crianças mais velhas as fontes habituais de dificuldades são plantas que criam problemas devido ao contato físico, como a erva daninha. Perguntei a Nelson o que as pessoas fazem de errado depois que entram em contato com erva daninha, e sua resposta foi simples: “Não lavam as mãos de forma tão rápida e completa quanto deveriam. Se você lavar a toxina com água e sabão em prazo de 10 a 15 minutos do contato, é improvável que ela cause reação”.
Isso pode representar problema para os entusiastas do esporte praticado na natureza, para os trabalhadores no ramo de jardinagem e outras pessoas que trabalham ao ar livre e não percebem que fizeram contato com a planta, ou não têm como lavar a toxina, conhecida como urushiol, rapidamente. Mesmo os que se lavam podem esquecer de limpar as unhas para remover o urushiol acumulado, e isso pode fazer com que a toxina se espalhe para outras partes do corpo. Ao contrário do que as pessoas acreditam, as reações de pele causadas pela toxina não se espalham; as pessoas é que causam novas lesões ao se coçarem, ou por meio de roupas contaminadas. O tratamento tipicamente envolve o uso de loções para a pele e anti-histamínicos, ou, em casos mais sérios, córtico-esteróides.
NYT
Fonte: [ IParaíba ]






