Aromáticas

Enviado em Cultivo, Notícias de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 13:12

Produção de salsa, manjericão, orégano e sálvia pode ser fonte de renda para famílias rurais

Pequenos produtores poderão gerar renda com cultivo de aromáticas e transformá-las, com tecnologia básica, em aromáticas desidratadas para comercialização. A alternativa chega através de um processo que vem sendo testado por docentes e alunos da disciplina de Plantas Medicinais e Aromáticas, do departamento de Produção Vegetal (LPV), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico para produção de aromáticas destinada aos produtores rurais, atualmente, os pesquisadores da Esalq realizam experimentos no setor de horticultura e no laboratório de clínica de plantas com a salsa, porém eles destacam que esse mesmo processo pode ser utilizado em outras aromáticas como manjericão, orégano, tomilho e sálvia.

O que mais chama atenção nesses produtos é o fato das aromáticas serem importadas para o Brasil. A produção dessas espécies desidratadas pode ser uma atividade para o pequeno produtor brasileiro desenvolver junto à sua família, já que a maioria das regiões do estado de São Paulo e de Minas Gerais possui clima favorável para esse tipo de cultura.

Para cultivar plantas aromáticas é necessário somente um ou dois hectares de terra, onde é possível repetir seis a sete vezes o plantio no mesmo local ao longo do ano.

O processo consiste em colher a salsa, colocá-la numa câmara frigorífica por um ou dois dias e na seqüência fazer a cura, ou seja, deixá-la na sombra para descansar. Após esses procedimentos a salsa passa pelo processo de secagem em estufa a 45°C. Para finalizar é necessário fragmentar manualmente o material seco numa peneira de arroz ou feijão. O produto final deve ser comercializado em seis meses.

Utilizando-se desse processo, a salsa desidratada desenvolvida na Esalq, se comparada às desidratadas originárias de matéria prima importada, atinge uma qualidade superior, pois apresenta uma coloração mais viva e natural, sem esquecer do aroma original da planta.

Esse trabalho será apresentado na Agrifam 2007, a maior feira do agronegócio familiar no Brasil, de 2 a 5 de agosto, em Agudos (SP). Lá, os pesquisadores além de informar sobre o processo aos pequenos produtores, deverão orientá-los para que cada um deles plante uma aromática diferente e juntos tentem formar uma associação que possa comercializar seus produtos. O mais importante disso tudo é que todos poderão trabalhar com um número menor de câmaras ou estufas para baratear o investimento.

Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]

Campanha da Araucária promoveu surgimento de quase 500 mil novas árvores

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 13:11

1184760867 - Cartaz da Campanha de Repovoamento da Araucária
A Campanha de Repovoamento da Araucária chega a sua 6ª etapa.

Anualmente a Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e a Rio Grande Energia (RGE) promovem lançamentos regionais da Campanha, atingindo municípios diferentes, em área de ocorrência natural da espécie.

No dia 18 ocorre a solenidade de lançamento em Guaporé, às 10 horas, no Clube União Guaporense (Av. Silvio Sanson, 1085, centro). No dia 19, o evento será em Marau, às 10 horas, no Salão Paroquial Frei Gentil (Rua Lauro Ricieri Bortolon, centro).

A proposta da campanha é promover o aumento das florestas com araucária, também conhecida como pinheiro brasileiro, e levar à sociedade o conhecimento sobre a importância ecológica e econômica dessa espécie nativa que, no Rio Grande do Sul, aparece no Planalto, Serra e regiões com altitudes superiores a 500 metros.

A araucária teve uma exploração indiscriminada ao longo dos anos, especialmente a partir da década de 1960, porque sua madeira de boa qualidade pode ser utilizada para diversos fins. Isso acabou colocando o pinheiro brasileiro na Lista das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção.

Atualmente, as únicas áreas contínuas da espécie estão em unidades de conservação do Estado (parques e reservas biológicas). Com o intuito de preservar as árvores nativas, a secretaria e a RGE estimulam o plantio de novas árvores, que poderão ser abatidas futuramente, com a devida licença do órgão ambiental.

Além do aproveitamento da madeira, a araucária forma belas paisagens por ser uma árvore alta com copa em formato de taça. Também produz o pinhão (semente) que é bastante aproveitado na culinária gaúcha. A cutia (mamífero-roedor) e a gralha-azul (ave) são fortes apreciadores do pinhão e, muitas vezes, o enterram para comer depois. Dessa prática nascem novas árvores e por isso esses dois bichinhos são grandes responsáveis pela disseminação do pinheiro brasileiro.

BALANÇO

A secretaria e a RGE estimam que do total de 35 toneladas de pinhões distribuídos nos cinco primeiros anos da Campanha, tenham surgido 490 mil novas árvores.Neste ano, mais uma tonelada de sementes e 5 mil mudas estarão à disposição dos interessados.

Confira os números da Campanha, incluindo a etapa deste ano:

Sementes (pinhão): 36 toneladas
Mudas de araucária: 10.000
Cartazes: 7.000 unidades
Folders: 80.000 unidades

FONTE

Agência de Notícias do Rio Grande do Sul
Telefone: (51) 3210-4100

disponível online em: [ Agrosoft ]

Mais de 2.300 plantas são doadas ao Orquidário de Santos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 13:08

Por: Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Santos

Muita gente não sabe, mas conservar espécies nativas é uma das principais tarefas do Orquidário, que nos últimos dois meses recebeu 2.323 plantas, entre elas 1.026 orquídeas, doadas por uma empresa particular. Com um projeto de construção na área do porto, a empresa obteve a autorização do Ibama para o desmatamento da floresta nativa desde que realizasse compensações, como salvar as plantas.

Samambaias, bromélias e cactos também fazem parte das doações. Classificado como um trabalho de médio a longo prazo, o ecólogo e responsável pela Botânica do parque, Jonas Canno, explica que a reintrodução das plantas envolve algumas etapas até chegar ao paisagismo do Orquidário.

“Elas estão sendo colocadas nos vasos em ritmo acelerado para que não morram”, comentou Canno. As plantas também são registradas e recebem uma placa de identificação para que os técnicos consigam localizá-las e acompanhar seu desenvolvimento.

Depois de adaptadas, parte das orquídeas e outras plantas epífitas (aéreas) serão afixadas nas árvores ao redor do lago, onde o ambiente destaca a vegetação de restinga. As terrestres serão utilizadas no paisagismo do Mostruário de Plantas e jardins do parque. As demais serão cultivadas em vasos. Quando florirem, serão expostas, temporariamente, no mostruário para a apreciação pelo público. As primeiras flores das orquídeas deverão aparecer no fim do ano nas espécies Cattleya intermedia e a Oncidium flexuosum.

Fonte: [ Click Litoral ]

Brasil detém nova tecnologia de soja

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 13:07

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007 10:01
[GUSTAVO BERNARDES/COSTA RICA NEWS – CRN]

Após 10 anos de testes em laboratórios e em lavouras no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram desenvolver a primeira soja transgênica brasileira tolerante a um herbicida. A semente é resistente ao imazapyr, produto químico usado para combater ervas daninhas em lavouras.

A tecnologia já é considerada a segunda no mundo, com características semelhantes à da soja Roundup Ready, desenvolvida pela multinacional norte-americana Monsanto. O clone da enzima que é combatida pelo herbicida usado na pesquisa pertence à empresa alemã Basf, mas foi inserida em plantas de soja pelos pesquisadores brasileiros. Mais de US$ 6 milhões já foram investidos nos estudos da nova cultivar.

- Isso oferece alternativas no mercado e condições para redução dos custos de produção e para beneficiar o ambiente a partir da rotação de culturas - explicou Elíbio Rech, coordenador da pesquisa da Embrapa Recursos Genéticos.

Antes de ingressar comercialmente no mercado, a tecnologia precisa de ajustes jurídicos, detalhamento de regulamentações e do aval do governo federal. Ainda não há previsão de quando o produto começará a ser vendido aos agricultores. O herbicida é utilizado em todo o Brasil, especialmente na cultura do arroz, mas antes da soja transgênica era largamente usado em áreas com a oleaginosa.

No Rio Grande do Sul, o anúncio de uma nova opção foi considerado positivo por especialistas. O gerente-técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, Dirceu Gassen, diz que o produto será uma excelente alternativa para impedir o avanço de plantas daninhas de difícil controle, como a trapoeraba e a bulva.

- É muito positivo que se tenha uma nova opção para a solução de problemas, para a rotação de herbicidas - avaliou Gassen.

Conforme o técnico, ao longo do tempo, determinadas plantas daninhas passaram a apresentar resistência ou tolerância natural ao glifosato, fato comum em uso continuado. Em princípio, a troca pode ser feita sem prejuízos à produção, mas somente na fase de testes será possível verificar a adaptação da variedade e seu rendimento regional.

Fonte: [ Costa Rica News ]

Embrapa combate murcha em Roraima

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 10:29

Doença prejudica produtores familiares, informa o pesquisador Bernardo Halfeld, doutor em fitopatologia.

SIGLIA SOUZA(*)

murcha - murcha
BOA VISTA (RR) — Uma pesquisa da Embrapa Roraima, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, está buscando combater a murcha-do-esclerócio, uma doença de plantas causada pelo fungo de solo Sclerotium rolfsii, cuja ação limita o cultivo comercial de hortaliças em todo o Brasil. A pesquisa está sendo feita para selecionar rizobactérias (bactérias que colonizam raízes) capazes de combater a ação destrutiva do fungo na planta. Esse processo é uma forma de controle biológico, pois utiliza microorganismos de ocorrência natural no solo em vez de defensivos químicos.

O controle biológico é um componente do manejo integrado de plantas. Uma de suas principais vantagens é reduzir o impacto da agricultura ao meio ambiente, evitando o uso de agrotóxicos.

A doença, murcha-do-esclerócio, ocorre amplamente em Roraima, informa o pesquisador da Embrapa Roraima, Bernardo Halfeld, doutor em fitopatologia (doenças de plantas) e líder do projeto. Em Boa Vista, o cultivo de hortaliças é uma atividade que envolve principalmente agricultores familiares que participam do Projeto Estufa, da Prefeitura Municipal. Na cidade, existem cerca de 240 estufas para cultivo de hortaliças. A doença já vem causando prejuízo em alguns cultivos de pimentão e tomate, reduzindo a produtividade com a morte de plantas.

Halfeld explica que, em muitos casos, o fungo encontra-se disseminado no solo, inviabilizando o plantio de outras espécies e a prática de rotação de culturas em estufas. Existe apenas um defensivo químico registrado para combater essa doença, mas a eficiência do produto nem sempre é satisfatória.

Agrotóxicos

Segundo explica Bernardo, o combate é difícil porque o fungo Sclerotium rolfsii tem vários hospedeiros e assim ataca várias plantas. Um dos cuidados que se deve ter, quando ocorrer essa doença, é evitar o plantio por um período mínimo de seis meses a um ano e evitar a movimentação de solo, para não espalhar o fungo.

Com os extensionistas da Secretaria Municipal de Agricultura, os pesquisadores da área de fitopatologia da Embrapa Roraima vem percebendo que, muitas vezes, há o uso inadequado de agrotóxicos na tentativa do controle de doenças. A expectativa dos pesquisadores é que sendo desenvolvidas alternativas de controle biológico, isso poderá contribuir para reduzir os riscos de contaminação ambiental e intoxicação dos trabalhadores pelo mau uso de agrotóxicos, bem como melhorar a qualidade das hortaliças produzidas, com menores níveis de resíduos. Também há perspectivas do produtor ter uma melhoria de renda, já que poderá oferecer ao mercado um produto diferenciado, atingindo um novo nicho de consumidores.

Parceria

A Embrapa Roraima mantém parceria com a Prefeitura Municipal de Boa Vista, no Projeto Estufa que visa apoiar agricultores familiares na produção de hortaliças em cultivo protegido e no Projeto Vale do Rio Branco de produção de hortaliças e frutíferas. Algumas ações de pesquisa já foram realizadas nesse contexto, principalmente na identificação de híbridos (resultantes de cruzamentos de espécies diferentes) de pimentão com menores perdas diante da incidência de outras doenças e pragas.

Também participam das pesquisas de controle os pesquisadores da Embrapa Roraima, Kátia Nechet e Jerri Zilli, respectivamente, doutores em fitopatologia e microbiologia do solo, e o pesquisador Jean Luiz Araújo, doutor em genética e biologia molecular, pesquisador da Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ).

*Assessoria da Embrapa Roraima

Fonte: [ Agência Amazônia ]

Sorriso promove curso de identificação e uso de plantas medicinais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 10:25

Redação 24HorasNews

Nesta segunda-feira (16) começará o curso de identificação e uso de plantas medicinais em Sorriso. O cruso será ministrado pelo Centro de Múltiplo Uso do bairro São José e terá duração de 40 horas. O encerramento está marcado para o dia 21.

Durante o curso, as 15 participantes aprenderão a cultivar as ervas que podem curar e descobrirão que muitas soluções podem ser mais baratas que remédios e muito eficazes. As participantes aprenderão sobre a importância de se fazer o uso correto desse recurso para obter os efeitos esperados.

As plantas dão a origem a muitos medicamentos. Devido à evolução da indústria farmacêutica nos anos 50, diminuiu o uso das plantas medicinais, que foram substituídas pelos medicamentos sintéticos. Na década de 80, o interesse pelos recursos fitoterápicos voltou a crescer, desta vez com investimentos para a pesquisa nessa área.

O evento será realizado pela Secretaria Municipal de Ação Social de Sorriso, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e o Sindicato Rural.

Fonte: [ 24Horas News ]

Cientistas Espanhóis descobrem como funciona “hormônio do perigo” nas plantas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Julho de 2007 @ 10:24

Cientistas espanhóis, dirigidos pelo biólogo Roberto Solano, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), descobriram como as plantas se defendem contra suas ameaças externas, após decifrar o mecanismo de ação do jasmonato, um hormônio que é utilizado como sinal de perigo.

A missão desta pequena molécula é atuar de sentinela e avisar sobre uma ameaça exterior, em forma de animal herbívoro, fungo ou bactéria, explicam os cientistas em artigo publicado no último número da revista “Nature”.

Solano destaca a relevância que esta descoberta pode chegar a ter no desenvolvimento de soluções agronômicas e ambientais frente às ameaças da mudança climática para as atuais condições de vida na Terra.

Além disso, “a compreensão do mecanismo de ação deste hormônio nas plantas poderia ter também importantes repercussões na pesquisa e tratamento do câncer”, explica Solano.

Recentemente, lembra, a atividade antitumoral do jasmonato foi descrita em células animais em cultivo, sem que se conheça por enquanto o mecanismo molecular que está por trás desta atividade.

Os cientistas, do Centro Nacional de Biotecnologia (CSIC) em Madri, e da Universidade Miguel Hernández de Elche, desenvolveram seus experimentos na Arabidopsis thaliana.

Trata-se de uma crucífera, parente próxima do rabanete, da couve, e da mostarda, e universalmente usada como planta modelo para a pesquisa vegetal.

Desde seu descobrimento há 45 anos no aroma do jasmim (ao que deve seu nome, do inglês jasmine), existem várias evidências que o jasmonato seja fundamental para a sobrevivência das plantas na natureza.

O jasmonato regula sua resposta a muitas situações de estresse, como o ataque de patógenos ou insetos, a seca ou as variações extremas da temperatura ambiental.

Segundo Solano, “uma das primeiras respostas da planta perante a infecção por um patógeno ou a aparição de uma ferida, como a causada pela mordida de um herbívoro, é a síntese de jasmonato”.

Este hormônio inicia uma bateria de genes de defesa, mediante um processo de transmissão que, até agora, não era conhecido em detalhe.

A pesquisa identificou uma família de proteínas repressoras, batizadas pelos pesquisadores como JAZ (abreviatura de jasmonate zim-domain proteins), que representavam o elo perdido na cadeia de transmissão do sinal do jasmonato.

O estudo confirma que, à revelia do hormônio, as JAZ se unem aos fatores de transcrição e lhes impedem de atuar.

Por outro lado, quando aparece um perigo, a planta produz jasmonato, como sinal de alarme, que se une a um receptor e induz a eliminação das JAZ.

Este processo de degradação das proteínas libera os fatores de transcrição, ativa seus genes de ataque e desencadeia a resposta de defesa; na ausência de perigo, esta bateria de genes de defesa permanece, por outro lado, inativa.

EFE

Fonte: [ IParaíba ]