Plásticos poderão ser feitos a partir das plantas
Da redação
22/06/2007
Plásticos não dão em árvores? Talvez não, mas as árvores podem ser um bom começo. Ainda não será tão fácil quanto colher uma fruta, mas cientistas descobriram uma forma que transformar a glucose - o tipo de açúcar mais abundante na natureza e presente em todas as plantas - em HFM, um composto químico que pode ser quebrado em componentes para fabricação de produtos que hoje só podem ser feitos a partir do petróleo.

Plásticos a partir de plantas
Substituir o petróleo como fonte dos plásticos tem sido um objetivo longamente perseguido por uma legião de químicos no mundo todo. A descoberta coube à equipe do Dr. Conrad Zhang, dos Laboratórios Pacific Northwest, Estados Unidos.
“O que nós fizemos que ninguém havia sido capaz de fazer foi converter a glucose diretamente e com alto rendimento em um composto primário para a produção de combustível e poliésteres,” diz Zhang.
Esse composto primário é o HMF, a sigla para HidroxiMetilFurfural. Trata-se de um derivado dos carboidratos, como a glucose e a frutose, visto como um substituto promissor para compostos químicos à base de petróleo. Só que, até agora, sua conversão apresentava baixa produtividade e gerava vários subprodutos indesejáveis, exigindo custosas etapas de purificação e tornando o produto final sem condições de competir com os plásticos à base de petróleo.
Biorrefinaria
Com a nova técnica, os pesquisadores conseguiram obter rendimentos de até 70 por cento quando trabalhando com a glucose e de até 90 por cento quando partindo da frutose, restando apenas traços de ácido como impurezas.
O processo de conversão utiliza um sistema catalítico não-ácido contendo catalisadores de cloreto metálico em um solvente capaz de dissolver a celulose. O solvente - um líquido iônico - permite que os cloretos metálicos convertam os açúcares para HMF. Os líquidos iônicos oferecem um benefício adicional: eles são reutilizáveis, o que significa que o processo não gera água poluída, como acontece com processos similares.
Os cloretos metálicos pertencem a uma classe de materiais iônico-líquido-solúveis chamados halóides. Eles são bons em gerar HMF a partir da frutose, mas não da glucose. Os cientistas então descobriram que o cloreto de cromo consegue fazer a conversão a partir da glucose a baixa temperatura (100º C) e gerando pouquíssimas impurezas.
Bibliografia:
Metal Chlorides in Ionic Liquid Solvents Convert Sugars to 5-Hydroxymethylfurfural
Haibo Zhao, Johnathan E. Holladay, Heather Brown, Z. Conrad Zhang
Science
15 June 2007
Vol.: Vol. 316. no. 5831, pp. 1597 - 1600
DOI: 10.1126/science.1141199
Fonte: [ Inovação Tecnológica ]
Sebrae Minas promove consultorias sobre produção e avaliação econômica e financeira de projetos do setor
Belo Horizonte, 28 de junho de 2007 - Empresários, empreendedores, produtores rurais e pesquisadores participantes do 4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, que será realizado em Varginha entre os dias 03 e 07 de julho, poderão participar gratuitamente da Clínica Tecnológica do Sebrae Minas. Serão oferecidas consultorias sobre oito temas, possibilitando aos participantes solucionar dúvidas técnicas, trocar experiências, obter informações e estratégias para negócios.
A Clínica Tecnológica é um serviço de consultoria especializada oferecido para grupos de até 10 pessoas. Os atendimentos têm duração de duas horas e serão promovidos entre os dias 04 e 06 de julho, em horários diversificados. Os interessados devem se inscrever no estande do Sebrae no congresso.
Temas da Clínica Tecnológica
- Produção de Soja para Biodiesel
- Avaliação e Qualidade de Biodiesel
- Uso de Biodiesel em Motores
- Produção de Biodiesel
- Produção de Pinhão Manso
- Qualidade de Óleos para Produção de Biodiesel
- Extração de Óleos e Gorduras
- Avaliação Econômica e Financeira de Projetos de Biodiesel
O Congresso
Promovido pela Universidade Federal de Lavras – Ufla, Sest Senat e Prefeitura de Varginha, o evento vai receber palestristas, pesquisadores, extensionistas e agricultores de todo o país, para discutir a produção e utilização de plantas oleaginosas e biodiesel, dentro de uma concepção técnica, científica, econômica, social e política.
Durante os cinco dias de congresso, serão apresentados os progressos e avanços tecnológicos relacionados a produção agrícola, industrialização, logística, comercialização de biodiesel, além do cuidado com o meio ambiente. O biodiesel, no entanto, terá uma atenção especial no evento, sendo discutidos projetos, estudos e pesquisas relacionados ao combustível ecológico.
Ao longo do evento, os participantes poderão conhecer o desenvolvimento oleaginoso, com uma exposição de equipamentos, serviços e produtos tecnológicos. Também serão realizados simpósios e mesas-redondas com renomados pesquisadores e palestristas e análises de trabalhos científicos. “Varginha é pioneira na produção e utilização de biodiesel, por isso é tão importante um evento deste porte aqui”, explica o organizador do congresso, Prof. Pedro Castro Neto.
Serviço:
4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel
03 a 07/07
SEST/SENAT – av. Professor Carvalho, 313 – bairro Semionato – Varginha (MG)
Informações e inscrições: http://oleo.ufla.br/.
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas
Fonte: Assessoria de Imprensa do Congresso (35) 8406-0342 - Raquel
Fonte: [ SEBRAE-MG ]
Combustíveis “verdes” na Inglaterra
Texto: José Luiz Vieira
(02-07-07) - Os combustíveis “verdes”, ou biocombustíveis, estão na moda no mundo inteiro – e estão sendo propostos a partir de uma gama sempre maior de plantas. No Reino Unido, eles não apenas reduzem as emissões de carbono, mas o próprio fato de plantar e cuidar dessas plantas cria novos, inesperados e imensos mercados para os donos de terra.
Quase um quarto de todas as emissões de carbono na Inglaterra vem dos meios de transporte terrestre – bicicletas motorizadas, motos, automóveis, caminhões, ônibus, trens e outros veículos motorizados. Comparados aos combustíveis fósseis, os de origem biológica reduzem as emissões totais em cerca de 70%. A queima desses combustíveis também libera dióxido de carbono, mas o cultivo das plantas absorve praticamente a mesma quantidade de gás que está na atmosfera.
A Ford é a montadora que fez o primeiro carro europeu a bioetanol, o Focus Flexi Fuel, FFV. A Somerset Biofuels, de Somerset, no sudoeste da Inglaterra, comprou 40 Focus FFV para funcionar 85% em bioetanol, gerado a partir de grãos processados na primeira fábrica de biocombustíveis do país. Junto com eles estão a Green Spirit Fuels, o conselho do condado de Somerset, a polícia de Avon e Somerset, a agência ambiental local e a supridora de água de Wessex.
Inicialmente, os FFV estão queimando etanol importado da Espanha, mas assim que a fábrica local estiver pronta, passarão a queimar o produto próprio. A planta, que deverá entrar em produção no outono (nosso) de 2008, converterá 340 mil toneladas de grãos por ano em 131 milhões de litros de bioetanol. Uma segunda planta já está planejada para Grimsby, no leste da ilha, utilizará 650 mil toneladas de trigo por ano para gerar 200 mil toneladas de etanol.
O Reino Unido precisará de 10 plantas de produção deste tipo para atender às exigências do governo, que em 2010 espera que pelo menos 5% de todos os combustíveis vendidos no país sejam oriundos de fontes renováveis. Isso significará uma redução de um milhão de toneladas de carbono por ano – o equivalente a tirar das ruas um milhão de automóveis.
Em Norfolk, leste da Inglaterra, onde são produzidos os ótimos Lotus, a British Sugar breve estará produzindo 70 milhões de litros de bioetanol por ano numa fábrica em construção em Wissington. O executivo-chefe da empresa, Mark Carr, garante: “Nossa fábrica de bioetanol será um passo significativo no desenvolvimento de combustíveis renováveis no Reino Unido. Esses combustíveis são uma parte essencial de nosso futuro e do futuro de nossos filhos, que contribuirão com significativos benefícios ao ambiente.”
Já a produção de biodiesel poderá usar semente de colza, que é cultivada em um sem-número de fazendas inglesas. A primeira grande fábrica de biodiesel, a Argent Energy, perto de Motherwell, na Escócia, está produzindo 50 milhões de litros por ano, misturados a 5% no diesel mineral. A empresa faz o biodiesel a partir de sebo e de óleo de cozinha usado – ambos hoje sub-produtos de outras indústrias, e que têm pouquíssimos usos alternativos. A fábrica da Argent pode utilizar também uma variedade de outras matérias primas, tipo óleos virgens de colza.
Jim Walker, vice-chairman da Argent Energy, diz: “À medida que o fluxo de biodiesel continua a crescer, pessoas comuns podem contribuir para a luta contra a mudança climática simplesmente através da escolha que elas fazem no posto de combustível.”
Muitos supermercados britânicos estão liderando a distribuição de biodiesel com seus próprios postos de reabastecimento. A cadeia Tesco, por exemplo, já vende biodiesel em mais de 200 de seus postos – e recentemente passou a abastecer sua frota de caminhões com uma mistura B50.
Com Rob Richley, London Press Service
Fonte: [ WebMotors ]






