Ipês saúdam chegada do inverno

A florada dos ipês espalha cores, inspira os sorocabanos nas ruas da cidade e o roxo intenso das flores alegra a monotonia da paisagem urbana. O espetáculo da natureza anuncia a chegada do inverno, hoje, às 15h08.
“É impossível não reparar na beleza das árvores. Nem mesmo a correria do dia-a-dia permite que elas passem desapercebibas”, conta a balconista Sueli Fernandes, que, por um minuto, parou ontem para contemplar as árvores no Centro.
Para o gerente Emerson do Amaral, a beleza chama tanto a atenção que ele não se incomoda de precisar recolher diariamente as flores que caem em frente ao local de trabalho, no Jd. Simus. “Vale a pena”, garante.
O balconista Josué Biscaya Silva diz que lança o olhar sobre os ipês, por entre os prédios e descreve, com romantismo, a paisagem que observa ao chegar e sair do trabalho. “De longe, você consegue enxergar, é lindo!”
O que muitos desconhecem é que todos os tipos de ipês florescem apenas no inverno e que essa é mais uma estratégia da natureza para alimentar os insetos, num período em que os alimentos estão escassos. “As flores dos ipês alimentam os insetos, que levam o pólen ao órgão reprodutor feminino, garantindo a evolução da espécie”, explica o engenheiro agrônomo Clebson Ribeiro.
Neste momento a cidade está tomada pelos ipês roxos, que são os primeiros a aparecer. Em seguida será a vez dos ipês amarelos darem o seu colorido. Na seqüência, virão os brancos e os cor-de-rosa, espécie mais exótica que enfeitará a cidade já próximo ao mês de setembro.
Segundo o agrônomo, os ipês são árvores de grande porte, com raízes muitos profundas. “Por isso, não devem ser plantadas em caladas”, orienta.
A opção é a espécie anã, do amarelo ou o branco que demora anos para crescer.
Calor e seca vão continuar
O inverno começa frustrando quem esperava temperaturas amenas e mais umidade. O meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) Franco Villela repetiu ontem ao BOM DIA previsões semelhantes às apresentadas no início do verão e no outono que está se encerrando: os próximos três meses serão os mais quentes e menos chuvosos do período nos últimos anos.
Villela fez outro alerta: a variação térmica será mais acentuada. “Teremos 30º C em um dia e 10º C no seguinte”, comenta. A explicação, segundo ele, é o aumento da freqüência de massas de ar frio.
O especialista afirma não ser possível prever as temperaturas, mas adianta que a média máxima ficará acima dos 24º C e a mínima abaixo dos 12º C, as médias históricas do inverno desde 1961. Ele arrisca dizer que os extremos não devem ficar longe dos 33,4º C, registrados em agosto de 2000, e de 1,2º C, em junho de 1978.
O índice pluviométrico também deverá ser atípico, por causa da variação térmica.
Conheça a estação
* Tempo de hibernar
Inverno vem do latim (hibernu, tempus hibernus)
* Inicia no solstício de inverno
Período em que o sol fica mais distante do Equador
* Termina no equinócio
Em 23 de setembro ocorre o equinócio de primavera
* Noites mais curtas
A partir de hoje, as noites começam a encurtar e os dias voltam a aumentar, gradativamente
* Clima seco
Período é caracterizado pela redução de chuvas na região sudoeste
Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
Notícia apresentada em: [ BOM DIA ]
CTNBio aprova plantio de eucalipto para pesquisa
Agencia Estado
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje o plantio de eucalipto transgênico (Eucalyptus GM) para pesquisa. Segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia, a CTNBio definiu que as áreas experimentais cercadas por plantios comerciais de Eucalyptus não necessitarão de bordaduras, desde que uma zona mínima de amortecimento (100 metros) seja garantida, com ou sem árvores nesta zona. A empresa ou instituição proponente deverá garantir a eliminação das árvores comerciais do entorno conforme procedimentos silviculturais e industriais, não coletando ou armazenando sementes das mesmas.
As organizações que desejarem realizar os experimentos também deverão garantir a distância mínima de hum quilômetro (1 km) em relação a pomares abertos de sementes ou árvores de Eucalyptus sexualmente compatíveis e sem valor comercial. Além disso, deverá ser garantida a distância mínima de três quilômetros em relação a áreas (colméias) de apicultura comercial ou doméstica reconhecidamente preexistentes à época da instalação do experimento.
Fonte: [ A Tarde Online ]
Comissão adia julgamento de pedidos para comercialização de transgênicos
José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) adiou para o próximo encontro, em julho, o julgamento dos dez pedidos de liberação comercial de organismos geneticamente modificados (OGMs) que estavam em pauta na 103ª reunião plenária, encerrada hoje (21).
Desses dez pedidos de liberação comercial, seis tratavam de variedades de milho; três, de algodão; e um, de arroz. Dois pedidos referentes a milho – um da Monsanto do Brasil e outro da Syngenta Seeds – tiveram a decisão adiada após solicitação de vistas dos processos.
De acordo com as normas da Comissão, essa solicitação de vistas só pode ocorrer uma vez e na próxima reunião haverá uma decisão sobre a comercialização do produto, caso não haja medida judicial impeditiva.
Em relação ao algodão, o presidente da CTNBio, Walter Colli, informou que no dia 14 de agosto será realizada audiência pública no Ministério de Ciência e Tecnologia, reunindo a comunidade científica e entidades ambientalistas. “É um passo para discutir a aprovação do algodão transgênico. Poderemos ter até duas audiências para esgotar as preocupações dos envolvidos”, disse Colli.
Fonte: [ Agência Brasil ]
Biocombustível de frutose, uma doce notícia para os críticos do petróleo
Químicos dos Estados Unidos garantem ter feito um importante avanço no campo dos biocombustíveis: a frutose pode se transformar num combustível líquido com 40% mais energia que o etanol e com menos desvantagens que ele, segundo artigo publicado na edição de quinta-feira da revista científica britânica Nature.
O etanol (álcool etílico) é atualmente o único combustível para automóveis produzido em grandes quantidades a partir da biomassa e as iniciativas se multiplicam para que as economias industrializadas possam, enfim, dizer adeus ao sujo e caro petróleo.
As fontes de biomassa, como o milho, a cana-de-açúcar e outras plantas, são ricas em energia potencial.
Muitas das usinas de etanol aproveitam a biologia, usando enzimas para decompor o amido e a celulose em glicose, a qual é então fermentada por uma levedura comum, a Saccharomyces cerevisiae, para produzir etanol e dióxido de carbono.
Mas o processo leva dois dias e o combustível ainda tem níveis relativamente altos de oxigênio, o que reduz sua densidade energética, faz com que se evapore rapidamente e o torna propenso à contaminação do ar ao absorver a umidade atmosférica.
É necessária, então, a destilação para separar o combustível da água, e este processo exige o uso intensivo de energia.
Engenheiros da Universidade do Wisconsin (norte dos Estados Unidos), acreditam ter encontrado a resposta num processo que resulta em 2,5-dimetilfurano (DMF), o qual gera 40% mais energia que o etanol.
Além disso, não se dissolve na água e é estável quando armazenado.
Com este processo, descrito na revista Nature, as enzimas reorganizam os carboidratos da planta num açúcar altamente oxigenado: a frutose.
O passo seguinte é transformar a frutose num elemento químico intermediário, o hidrometilfurfural (HMF), usando um catalisador ácido e um solvente com um ponto de ebulição baixo. Isto expele três átomos de oxigênio.
Nesta fase final, o HMF se transforma em DMF ao expô-lo a um catalisador de cobre-rutênio que expulsa dois átomos mais e transforma o gás num líquido a temperatura mais baixa, facilitando, portanto, seu uso como combustível geral para transporte.
É preciso que haja mais pesquisas antes que esta tecnologia possa ser comercializada, segundo James Dumesic, um professor de engenharia química e biológica e principal autor do estudo.
“Há alguns desafios que temos que atender, mas este trabalho mostra que podemos produzir um combustível líquido para transporte a partir da biomassa, que tem uma densidade de energia comparável ao petróleo”, disse.
Os biocombustíveis são promovidos como uma alternativa “verde” aos combustíveis de transporte derivados do petróleo e do gás.
Tanto os biocombustíveis quanto os combustíveis fósseis emitem dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa ao qual se atribui a mudança climática.
O CO2 emitido pelos combustíveis fósseis é extraído da Terra, onde esteve armazenado por milhões de anos, contribuindo assim para a contaminação da atmosfera.
Mas com os biocombustíveis, as plantas capturam CO2 da atmosfera para crescer e ele retorna quando o combustível é utilizado.
O processo é renovável e mais ecologicamente amigável que o dos combustíveis fósseis, mas não completamente limpo. A energia tem que ser usada para a colheita e o processamento da biomassa, e isto faz com que os biocombustíveis sejam positivos com relação ao carbono, mas não neutros.
Outra preocupação crescente com a biomassa é o impacto ambiental dos cultivos, especialmente na Amazônia. Além disso, o ‘boom’ em torno dos biocombustíveis afeta os preços dos alimentos, já que os campos de milho estão sendo destinados à produção do etanol.
ri/gh/mvv
Fonte: [ Último Segundo ]






