Novo biocombustível pode desbancar etanol

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 21 de Junho de 2007 @ 13:17

Químicos americanos dizem ter conseguido um avanço importante na área dos biocombustíveis, transformando um tipo de açúcar de origem vegetal num líquido que tem 40% mais energia se comparado ao mesmo volume de etanol (álcool de cana). Embora o etanol seja o único combustível automotivo produzido em grandes quantidades a partir da biomassa, há outras fontes potencialmente ricas de energia nas plantas.

São as grandes cadeias de átomos chamadas de carboidratos - nas plantas, compostas por seis átomos de carbono e seis de oxigênio. Mas os motores dos carros gostam de versões menos “gordas” dessas moléculas, carregando entre cinco e 15 átomos de carbono e pouco oxigênio. É por isso que o etanol ainda tem níveis relativamente altas de oxigênios, os quais reduzem sua densidade de energia, fazem-no evaporar com facilidade e o tornam vulnerável à contaminação com água, por meio da umidade atmosférica.

Engenheiros da Universidade de Wisconsin em Madison dizem ter conseguido achar um jeito de contornar o problema com um processo que produz o 2,5 dimetilfurano, ou DMF. Quando comparado com o mesmo volume de etanol, ele produz cerca de 40% mais energia, além de não ser solúvel em água e ser mais estável quando armazenado. No processo de produção, relatado na edição desta semana da revista científica “Nature” (www.nature.com), determinadas enzimas (substâncias que aceleram reações químicas orgânicas) reorganizam os carboidratos das plantas numa forma altamente oxigenada de açúcar, a frutose.

Depois, outras substâncias são usadas para “arrancar” os átomos de oxigênio da frutose original, até completar a produção do DMF. Ainda há muito trabalho a ser feito antes que o novo biocombustível seja uma opção comercial viável, mas os pesquisadores dizem acreditar que ele é uma promessa importante para esse tipo de energia no futuro.

Fonte: [ G1 ]

Nim pode eliminar espécies nativas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 21 de Junho de 2007 @ 10:29

Nim - Biólogo alerta: Nim Indiano pode causar prejuízo à biodiversidade por ser uma espécie invasora (Foto: Cid Barbosa)
Biólogo alerta: Nim Indiano pode causar prejuízo à biodiversidade por ser uma espécie invasora (Foto: Cid Barbosa)

O plantio indiscriminado de plantas exóticas, como Nim Indiano, de origem asiática, pode causar a eliminação de plantas nativas. O alerta é do biólogo Marcelo Freire Moro, mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Conforme ele, que estudou a arborização da cidade em monografia acadêmica, o Nim Indiano, muito difundido atualmente por suas inúmeras propriedades, pode causar prejuízo à biodiversidade por ser uma espécie exótica invasora.

Atento às ações do próprio poder público e também de organizações da sociedade civil, que vêm utilizando o Nim Indiano para arborização da cidade, Marcelo Freire Moro destaca que, em alguns casos, esta planta pode acabar eliminando as plantas nativas da região.

“Além de reduzir a biodiversidade, as plantas exóticas invasoras competem com as plantas nativas, podendo causar alterações de estrutura e composição das comunidade vegetais nativas e até mesmo a sua extinção”, explica o biólogo.

As espécies exóticas invasoras, conforme Marcelo Moro, são consideradas a segunda causa de desmatamento, uma vez que conseguem se disseminar rapidamente, eliminando as outras espécies através de uma competição na natureza. “As pessoas continuam usando as plantas exóticas por desconhecimento. Mas a melhor opção para arborização da cidade são plantas nativas, que garantem alimento para a fauna e também ajudam a diversificar as espécies”, disse.

Ele alerta que já existe uma invasão de plantas exóticas no Parque do Cocó e também nas margens do rio, estas últimas plantadas pelo homem. Com relação às propriedades inseticidas do Nim, Marcelo destaca que existem espécies locais, como o Pau Paraíba, que também são consideradas inseticidas naturais. Para arborizar a cidade, ele aconselha espécies como o Juazeiro, Oiticica, Pau Branco e Jucá.

FIQUE POR DENTRO
Espécies locais também são inseticidas naturais

O Nim Indiano (Azadirachta indica) ainda é pouco conhecida no Brasil. É denominada árvore da vida por agrupar propriedades medicinais, inseticidas e ser um defensivo agrícola importante no controle de pragas para o plantio de produtos orgânicos. O biólogo Marcelo Freire Moro aconselha que ela seja substituída pelo Pau-paraíba (Simarouba amara), que também tem propriedades medicinais e inseticidas. A árvore é considerada pequena, atingindo de 4 a 5 metros de altura.

Fonte: [ Diário do Nordeste ]

Agraer pretende implantar um horto de plantas medicinais na Capital

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais de Anderson Porto | 21 de Junho de 2007 @ 10:18

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) pretende implantar a partir do próximo ano, um horto de plantas medicinais, em seu centro de pesquisa e capacitação, em Campo Grande.

O objetivo é cultivar, em uma área de 600 metros quadrados, 150 espécies de plantas medicinais. A proposta, conforme a agrônoma Ana Cristina Ajala, que é responsável pelo projeto, é aprimorar as pesquisas na área, identificar e multiplicar mudas para o uso em estudos farmacológicos e de processamento.

Para atingir a meta de conseguir pelo menos 150 mudas até o final do ano, a Agraer está estabelecendo parcerias com universidades, prefeituras, comunidades rurais e instituições de pesquisa.

Atualmente, a unidade conta com 30 mudas. Entre elas, espécies como a insulida (Cissus sicyoides L.), usada popularmente para combater o diabetes, e a colônia, que tem comprovada ação antihipertensiva e calmante.

Fonte: [ Redação TV Morena/Subsecom ]