Descoberto mecanismo que faz com que as plantas floresçam
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A agricultura mundial tem batido recordes de produção por área graças a diversas técnicas: irrigação, defensivos agrícolas, fertilizantes, rotações de cultura, entre outras, são responsáveis pelo aumento crescente da produtividade agrícola ao longo da história do homem.
Biocombustíveis versus alimentos
Mas a natureza tem seus limites, e mesmo as várias safras colhidas em um mesmo ano não são suficientes para eliminar uma preocupação que ganha corpo à medida em que avança o processo de produção de biocombustíveis: será que o avanço da agricultura voltada à substituição de combustíveis fósseis não representaria um risco para a produção de alimentos?
Agora, cientistas ingleses fizeram uma descoberta que poderá ajudar a minimizar esse risco. Concluindo uma busca científica que já dura mais de 70 anos, a equipe do Dr. Philip Wigge descobriu o sinal que dispara o processo que faz com que as plantas floresçam.
A descoberta revela a operação de um mecanismo vital do funcionamento das plantas, demonstrando como o sinal que controla o nascimento das flores é enviado para a ponta dos galhos.
Produtividade agrícola
Muito além de ser um conhecimento típico da ciência básica, o entendimento desse mecanismo abre a possibilidade de que se manipule a quantidade de vezes que um planta produz flores. O resultado deverá ser um impacto positivo sobre a produtividade das plantações que é até difícil de se calcular.
“A floração produz as frutas, assim como as sementes, que são o ingrediente básico para todos os alimentos à base de cereais,” diz o Dr. Wigge. “Controlar a floração significa que nós temos o entendimento básico necessário para aumentar a produtividade do arroz, do milho, do trigo ou de qualquer outra planta, aumentando o número ciclos de floração em um ano.”
O oposto também é verdadeiro. Quando o objetivo de uma plantação for a produção de biomassa, seja para a produção de biocombustíveis, seja para a geração de massa verde para alimentação humana e animal, bastará inibir a floração.
O próximo passo do trabalho é aprender a manipular a proteína FT (Flowering Locus T), responsável por disparar o sinal que faz surgirem as flores, de forma que o conhecimento agora adquirido possa se transformar em uma tecnologia prática e fácil de ser aplicada em qualquer plantação.
Bibliografia:
FT Protein Acts as a Long-Range Signal in Arabidopsis
Katja E. Jaeger, Philip A. Wigge
Current Biology
31 May 2007
DOI: 10.1016/j.cub.2007.05.008
Fonte: [ Inovação Tecnológica ]
Exigência tecnológica ainda é entrave para a expansão da produção de orgânicos no Brasil
Rio de Janeiro - Dificuldades técnicas entre os produtores familiares estão entre os fatores que inibem a expansão da produção de alimentos orgânicos no Brasil, avalia o coordenador de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar(SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA), Arnoldo Campos.
Ele explica que a atividade demanda alta tecnologia, além de controles biológicos e de adubos com processos diferenciados de produção. “Essas tecnologias não estão disponíveis de forma massiva em todas as regiões do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde agricultores têm pouco acesso à tecnologia”.
Campos destaca, também, a demora para que o produtor seja certificado, já que se exige uma descontaminação do solo, processo que, muitas vezes, leva um a dois anos. A queda de renda durante o período de transição do sistema convencional para o sistema de orgânicos acaba desestimulando o produtor.
Atualmente, 20 mil famílias de agricultores familiares, reunidas em cooperativas e associações, produzem alimentos orgânicos no país com certificação, principalmente no Sul e Sudeste, embora já existam alguns pequenos grupos nas demais regiões iniciando essa plantação. As agroindústrias se encarregam da processamento e da comercialização. Outras famílias trabalham com sistemas de produção ecológicos que ainda não são certificados.
O coordenador afirma que o número ainda é pequeno. “Para você ter uma idéia, nós temos quatro milhões de famílias de agricultores no meio rural brasileiro, e pouco mais de 20 mil estão certificadas como produtores orgânicos”.
Campos considera a produção de orgânicos uma atividade promissora para a agricultura familiar, porque ela envolve menor possibilidade de mecanização e demanda mais mão-de-obra em pequenas áreas. “Para nós, essa é uma atividade que dialoga com várias questões que a sociedade e o mercado colocam. Do lado do mercado, é um dos segmentos que mais crescem”, aponta.
A taxa de crescimento apurada pelo MDA varia entre 15% a 20% por ano no comércio de produtos orgânicos no Brasil. Daí Arnoldo Campos considerar que essa é uma “excelente oportunidade” de geração de renda e de valorização dos produtos da agricultura familiar. Ele ressalta que há, de outro lado, uma cobrança cada vez maior da sociedade para que se produzam alimentos saudáveis. Campos destaca, ainda, que o sistema de produção de orgânicos contribui para a sustentabilidade ambiental.
por Alana Gandra
Fonte: [ Midiacon ]
Anvisa regulamenta fitoterápicos
Por Amanda Mont’Alvão
Desde quando o homem sentiu a primeira dor, ele procura na natureza maneiras de atenuar ou mesmo combater a má sensação. O alívio, que começou com um chá, evoluiu para medicamentos feitos à base de caules, folhas, flores e extratos de plantas.
O uso de ervas para o tratamento de doenças ainda é visto com receio, mas uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) pode tornar os medicamentos baseados em plantas, os fitoterápicos, reconhecidos pela Medicina como recursos terapêuticos. “Basicamente, todos os medicamentos existentes hoje ou são originários de plantas ou tiveram suas estruturas químicas sintetizadas com base numa estrutura química identificada em uma planta”, esclarece Elizabeth Uber Bucek, farmacêutica industrial.
Os fitoterápicos, assim como todo medicamento sintético, devem atender à regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução de 2004 da Anvisa descreve 34 plantas cuja ação farmacológica é reconhecida pelo Ministério da Saúde. “A resolução apresenta uma lista com as plantas, as partes utilizadas, a indicação terapêutica, a forma de uso (posologia) e a freqüência com que o medicamento deve ser administrado”, descreve Elizabeth.
A eficácia do fitoterápico é garantida desde que acompanhada e utilizada de forma padronizada. “Quando eu faço o tratamento com um produto padronizado, elaborado sob a responsabilidade do farmacêutico, tenho uma resposta clínica comprovada. É a diferença do chá. Muitas vezes, o chá não tem uma resposta garantida, porque as plantas têm efeito farmacológico diversificado, de acordo com a sua composição química, que varia”.
Segundo a farmacêutica, a desconfiança dos fitoterápicos deriva do uso feito como um remédio, e não como um medicamento. “Eu acredito que esse descrédito existe porque muitas vezes a planta medicinal é utilizada no tratamento na forma de remédio, que é algo que todos podem fabricar. Já um medicamento é um produto que foi tecnicamente elaborado de forma padronizada e que tem eficácia, segurança e qualidade”, explica. “Muitas vezes, o próprio médico não acredita no fitoterápico porque a resposta que ele tem do paciente que usa o medicamento não é a mesma daquele que usa a planta em um chá. O desafio da fitoterapia é a padronização da resposta farmacológica. É por isso que o trabalho deve ser feito por profissionais da área da saúde, e não apenas com base no controle químico do fitoterápico”.
Fonte: [ Jornal da Manhã ]
Uma coexistência impossível
Pesquisa inglesa demonstra que a contaminação de culturas naturais pelo pólen de transgênicos pode ocorrer a taxas e distâncias muito maiores do que se pensava. É inevitável.
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Porto Alegre, RS - Novas pesquisas desenvolvidas pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, demonstram que os campos experimentais conduzidos para determinar as distâncias mínimas que devem separar lavouras transgênicas de não transgênicas a fim de evitar a contaminação genética têm levado a resultados subestimados.
O estudo foi financiado pelo Conselho de Pesquisa em Ambiente Natural (NERC, em inglês) e publicado na revista Ecological Applications (1).
Os pesquisadores usaram dados sobre a velocidade e a direção dos ventos obtidos em estações climáticas em diferentes pontos da Europa para prever o movimento do pólen no ar. A análise dos dados monstrou que o pólen poderia contaminar campos vizinhos em taxas duas a três vezes maiores do que se pensava originalmente.
Os estudos mostraram que a polinização pelo vento em milho, canola, beterraba açucareira e arroz varia enormemente de acordo com a orientação relativa entre as lavouras transgênicas e não transgênicas, ou seja, em função de a lavoura transgênica estar localizada “vento acima” ou “vento abaixo” da lavoura não transgênica, considerando a direção predominante do vento no período de florescimento da cultura.
Além disso, para os mesmos locais e orientação relativa, as taxas de polinização cruzada podem variar significativamente de um ano para o outro.
Consequentemente, mesmo campos experimentais replicados podem estimar níveis de polinização de forma imprecisa e assim distorcer a percepção sobre as distâncias de separação necessárias para alcançar um determinado limite de contaminação por transgênicos.
O pólen vai muito longe
O estudo ainda revela pesquisas que já demonstraram que o pólen transgênico pode fertilizar lavouras convencionais num raio de mais de 16 km. O governo inglês atualmente planeja determinar a distância mínima de 110 metros para separar milho transgênico de não transgênico.
Mas as pesquisas demonstram que esta distância deveria ser sete ou oito vezes maior para manter a contaminação no limite de 0,9% (contaminação máxima permitida na Europa para produtos não transgênicos).
Segundo Martin Hoyle, pesquisador chefe do estudo, “uma vez que existam lavouras transgênicas crescendo, a contaminação de outras lavouras ocorrerá nevitavelmente”.
Contaminação no transporte e armazenamento
É preciso ainda dizer que a dispersão do pólen pelo vento é apenas um dos fatores que provocam a contaminação genética. Agricultores convencionais e orgânicos em vários países estão sofrendo os efeitos da contaminação que acontece no transporte e no armazenamento da produção, além da própria contaminação das sementes.
Outra fonte recorrente de contaminação são as plantas transgênicas que persistem e crescem em campos não transgênicos onde, em ciclos anteriores, existiram lavouras transgênicas.
Ou seja, a cada dia aparecem novas evidências mostrando que a questão da contaminação genética é muito mais complexa do que qualquer norma de coexistência existente no mundo pôde até hoje prever.
Podemos também citar inúmeros relatos de agricultores brasileiros que estão tendo suas produções de soja não transgênica certificada ou orgânica inviabilizadas devido à contaminação. É evidente que no caso do milho, que ao contrário da soja, é uma planta de polinização predominantemente aberta e feita pelo vento, o problema será muito maior, incontrolável.
CTNBio ignora evidências
Infelizmente, todas estas evidências científicas e empíricas têm sido solenemente desconsideradas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), que acaba de autorizar o plantio comercial de uma variedade de milho transgênico e já planeja autorizar uma lista de várias outras.
Estas autorizações estão sendo feitas dispensando-se a realização de estudos para a avaliação de riscos à saúde e ao meio ambiente e sem dar a mínima importância para o problema da contaminação.
No caso da liberação do milho da Bayer, órgãos como Ibama e Anvisa podem contestar a liberação e apresentar recursos ao CNBS - Conselho Nacional de Biossegurança, que reúne 11 ministros e é presidido pela Casa Civil.
Outra opção é que este conselho chame para si a decisão final. Não está garantido que isso acontecerá. Mais do que nunca, a pressão da sociedade civil sobre os ministros é fundamental, exigindo uma postura responsável para com a sociedade e o meio ambiente no Brasil.
(1) Ecological Applications - Volume 17, Issue 4 (June 2007)
Article: pp. 1234-1243
The Effect of Wind Direction on Cross-Pollination in Wind-Pollinated GM Crops
Martin Hoyle and James E. Cresswell
School of Biosciences, University of Exeter, Exeter EX4, 4PS UK
Mais informações sobre o estudo da Universidade de Exeter:
University of Exeter Press Release:
http://www.exeter.ac.uk/news/newscrop.shtml
The Daily Mail, UK:
http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/news.html?in_article_id=459067&in_page_id=1770
Da redação da EcoAgência, com informações da ASPTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa.
E-mail: livredetransgenicos@aspta.org.br
Ilustração: Greenpeace
Fonte: [ EcoAgência ]
AGRONEGÓCIO: Lei sobre orgânicos deve ser concluída este ano
SÃO PAULO, 7 de junho de 2007 - A regulamentação da lei brasileira sobre produtos orgânicos deve estar concluída ainda este ano, na avaliação do coordenador geral de Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Agricultura, Rogério Dias.
A medida abrange desde produtos in natura até produtos processados de origem animal e vegetal, passando por roupas, medicamentos, cosméticos. O texto saiu da área técnica e depende agora de exame da questão jurídica no âmbito da Casa Civil da Presidência da República e dos ministérios envolvidos, entre os quais os Ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente. ‘Esperamos que seja o mais rápido possível e que até o final do ano estejamos com tudo em funcionamento’, estimou Dias.
A legislação brasileira considera como sistema orgânico de produção aquele que adota técnicas específicas de uso racional dos recursos naturais.Trata-se de garantir a ‘oferta de produtos saudáveis, isentos de contaminantes intencionais’, como expressa a Lei 10.831, de 2003. O problema é que a lei é genérica e precisa da regulamentação para atender exigências internacionais que permitam ampliar as exportações brasileiras, por exemplo.
As informações são da Agência Brasil. (Redação - InvestNews)
Fonte: [ Gazeta Mercantil ]
Nutrição Mineral de Plantas
O III Ciclo de Palestras sobre Nutrição Mineral de Plantas acontece na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), nos dias 11 e 12 de junho. Realizado pelo grupo de extensão Gelq 2008 e pelo grupo de estágio Nutrição Mineral de Plantas, o evento terá como tema “Manejo Nutricional: Aspectos da Qualidade de Produção”.
Coordenado pelo professor Francisco Monteiro, do departamento de Ciência do Solo, e voltado para estudantes dos cursos de graduação da Escola, profissionais da área e demais interessados, o ciclo vai abordar os aspectos do manejo nutricional de plantas na qualidade de produção.
As vagas se limitam aos 120 primeiros inscritos e toda a programação vai acontecer das 19h às 23h30 nos dois dias. Totalizando uma carga horária de 7 horas.
As inscrições podem ser feitas até 10 de junho ao custo de R$ 13, após essa data os valores passam para R$ 15.
Informações na Secretaria da Nutrição Mineral de Plantas e GELQ 2008 pelos telefones (19) 3417 2152, ou com Edilaine Cova Gaitarossa (gaitaros@esalq.usp.br) e Daniel Manfredini (dmanfre@esalq.usp.br)
Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]
Tudo por dinheiro
Em espaço de 150 hectares foram destruídas 217 árvores nativas centenárias; no local será plantada cana-de-açúcar
José Carlos Moreira/Agência BOM DIA
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| Em primeiro plano, homem observa árvore nativa arrancada em propriedade na região de Rio Preto; ao fundo, outras espécies que tiveram o mesmo destino |
A Polícia Ambiental de Rio Preto flagrou ontem a destruição de árvores nativas centenárias em uma fazenda em Macaúbas, distrito de Mirassolândia.
As 217 árvores foram arrancadas por tratores para dar lugar ao plantio de cana-de-açúcar.
O desmatamento foi descoberto pela Polícia Ambiental depois de denúncia anônima.
Mas a polícia afirma que o crime vinha sendo praticado havia uma semana.
A fazenda pertence ao filho de um juiz da região. O nome dele não foi divulgado pela polícia.
A preparação do solo para o cultivo da cana atingiu também área de preservação permanente de uma nascente.
No local, existiam árvores de espécies como ipê, óleo de copaíba, barbatimão, faveiro, amendoim bravo e tamboril. Cada uma tinha entre 40 a 50 metros de altura.
De acordo com o tenente Luís Antônio Vaserino, comandante da 1ª Companhia da Polícia Ambiental, para arrancar as árvores, o proprietário precisa ter autorização do DEPRN (Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais), o que não existia.
Ainda segundo o tenente, o dono teria afirmado que tentou obter o licenciamento, mas não conseguiu por problemas burocráticos.
“As pessoas não têm paciência de esperar pela documentação porque visam lucro a curto prazo”.
Vaserino diz que a área desmatada ficará sem resfriamento da terra, podendo até atingir o efeito estufa.
As árvores serão apreendidas. Caso o dono tenha interesse em aproveitar a madeira, ele terá de regularizar a situação com o DEPRN, além de cumprir medidas compensatórias para reparar os danos causados ao meio ambiente.
O proprietário será autuado administrativamente pela Polícia Ambiental.
O caso também será encaminhado ao Ministério Público.
A pena para este tipo de crime varia de multa a plantio de novas árvores.
Para cada espécie arrancada, outras 20 deverão ser plantadas.
De acordo com a Polícia Ambiental, no mês passado foram identificados cinco desmatamentos em propriedades rurais nas proximidades do município de Mirassolândia.
Todos os proprietários das áreas flagradas pela Polícia Ambiental foram autuados por crime ambiental e serão processados.
Fonte: [ Jornal BOM DIA ]









