Leia entrevista com Gerdt Hatschbach, defensor da floresta

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 11:00

O botânico percorre o PR desde os anos de 1943 preservando e catalogando as espécies

Mesmo antes do “Meio Ambiente” virar moda na mídia, nos discursos de políticos e de ambientalistas, Gerdt Hatschbach, lá pelos meados da década de 60, já andava metido em movimentos em defesa da floresta Atlântica, da Serra do Mar, em especial, o Pico do Marumbi. Nesta entrevista ele fala em biodiversidade, defende as florestas, faz crítica aos “falsos reflorestamentos” da indústria de papel e diz que a biopirataria começou com a chegada dos portugueses.

Autodidata com título de Doutor Honoris Causa em Botânica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), desde 1943 percorre o Paraná, o Brasil e alguns países das Américas para observar as espécies da flora, cuja maioria já está introduzida no mercado de plantas ornamentais e com valores medicinais.

Aos 83 anos, e, mesmo aposentado, ele mantém a rotina diária — de segunda à sexta, acorda às 6 da manhã para se preparar para fazer o que mais gosta — ir para o trabalho. Hoje ele cuida do Museu Botânico de Curitiba que fica no Jardim Botânico. Costuma brincar dizendo que conserva o corpo com mesma técnica usada para conservar as plantas — à base de álcool e naftalina. O Álcool é usado para desidratar as plantas que são embaladas e catalogadas cientificamente e a naftalina para espantar as traças que costumam visitar o museu para “beliscar” as folhas das quais ele cuida como parte de sua família.

Hatschbach é a própria história dos estudos botânicos em Curitiba. Ele já tem algumas espécies por ele descobertas que leva seu nome, por exemplo, a Fúcsia Hatschbachii — que já está sendo plantada em jardins públicos de Paris.

Jornal do Estado — Muito antes dos termos, “Meio Ambiente”, “Biodiversidade”, “Biopirataria” “Preservação Ambiental” entrarem na moda, o senhor já andava envolvido com movimentos em defesa da Serra do Mar. A partir de quando os ambientalistas começaram a se preocupar com isso?

Gertd Hatschbach — A gente nem usava o termo ambientalista. Mas já nos preocupávamos com a preservação porque a gente via, in loco, a devastação desenfreada. Era preciso tomar uma atitude. Então, eu, o Bigarela (João José Bigarella, professor de geologia da UFPR) e outros colegas de áreas afins, nos juntamos com alguns jornalistas da Gazeta do Povo, em 1965. A gente se reunia, toda semana para discutir o assunto e criamos um movimento de preservação da Serra do Mar. E essas discussões viravam artigos publicados no jornal.

JE — E hoje, como o senhor avalia os movimentos, organizações e as legislações preservacionistas?

Hatschbach — Hoje as coisas são bem diferentes. O nível de consciência é outro. As pessoas estão menos egoístas e mais preocupadas com as futuras gerações. O trabalho de preservação é levado a sério. Curitiba tem legislação que oferece descontos nos impostos territoriais para quem possui área preservada. Isso é um avanço.

JE — Como o senhor analisa o reflorestamento da indústria do papel que optaram pelo pinus elliots e eucaliptus que não são nativos de florestas brasileiras?

Hatschbach — Um crime. Essas espécies destroem o meio ambiente porque subtraem excessiva quantidade de nutrientes do solo para poder resistir e se adaptar. Não servem para reflorestar, ao contrário, são predadores ambientais. Espantam até animais e se proliferam com muita rapidez, impedindo o crescimento das espécies nativas.

JE — Que espécies o senhor sugere para o reflorestamento?

Hatschbach — Temos o pau-de-vinho e a guaricica que são espécies que demoram um pouco mais para crescer, mas produzem fibras muito melhores para a produção de celulose. São árvores bonitas e produzem florada que atraem outras espécies de animais. Embaixo do eucalipto não nasce nada. Nem cobra sobrevive à sua sombra.

JE — E a biopirataria? É um fenômeno dos anos 80, 90?

Hatschbach — Claro que não. A biopirataria começou com a chegada dos portugueses ao Brasil.

JE — E como é hoje?

Hatschbach — Do mesmo jeito de sempre. Desde pessoas disfarçadas de turistas, até os “mateiros” que servem muitas vezes, até sem muita consciência, aos grandes laboratórios multinacionais. São pessoas que tem conhecimentos (de pai para filho) das propriedades medicinais de plantas, muitas vezes dominam a técnica de conservação, armazenagem e transporte e mandam ver floresta adentro. A gente sabe que tem mochileiros disfarçados que atuam como piratas da floresta.

JE — A Prefeitura de Curitiba tem um projeto para plantar espécies nativas da floresta Atlântica nos parques da cidade.

Hatschbach — Estamos cultivando no Jardim Botânico trinta espécies da Serra do Mar paranaense — entre elas, xaxim, guapuruvu, quaresmeira, palmito, ipês, cauvi. Algumas espécies, como o guapuruvu, podem chegar a 30 metros de altura. O cauvi, encontrado na Serra da Graciosa, tem uma flor de cor creme com um perfume tão extraordinário que seria a essência perfeita para um perfume de mulher.

JE — E quanto à adaptação dessas espécies ao solo e clima urbano?

Hatschbach — Antes do plantio, foi feito um estudo de distribuição das plantas no terreno para garantir o desenvolvimento da floresta. A transformação do ambiente nesta área do Jardim Botânico será notada dentro três anos, quando as plantas estarão bem formadas. Como são espécies nativas de ambientes úmidos, serão irrigadas diariamente.

Fonte: [ Bem Paraná ]

Homem já ‘come’ quase metade da Terra

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 10:58

No Dia Mundial do Meio Ambiente, ciência revela que há pouco para comemorar.
Modelo de desenvolvimento esgota recursos do planeta e ameaça biodiversidade.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Há pouco para comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente, apesar dos esforços de pesquisa e conscientização que marcaram as últimas décadas. Retórica à parte, o chamado desenvolvimento sustentável continua distante da prática: de fato, as estimativas mais recentes indicam que a humanidade nunca viveu de forma menos sustentável. As mais de 6 bilhões de pessoas monopolizam hoje 45% de toda a matéria viva produzida em terra firme - e nada indica que essa taxa esteja parando de crescer.

O cálculo, feito por pesquisadores como o americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, e Stuart Pimm, da Universidade Duke (ambas nos Estados Unidos), é o mais abrangente possível. Os estudos se baseiam numa medição da produtividade primária - a massa viva produzida pelas plantas a cada ano. As plantas usam a luz solar e o gás carbônico do ar para produzir seu próprio alimento e, assim, construir seu organismo. (É o processo conhecido como fotossíntese.) Todos os animais dependem direta ou indiretamente das plantas para viver; por isso, a produtividade delas dá uma medida clara do funcionamento de um determinado ambiente.

Os cientistas costumam comparar esse processo ao rendimento de juros em um banco: as plantas que estão fazendo fotossíntese já têm sua própria massa (o equivalente ao dinheiro investido) e passam a aumentá-la. Examinando fatores como a área plantada com alimentos no mundo, as fatias de terra destinadas a pastos e as regiões florestais que são exploradas comercialmente ou para subsistência, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a humanidade se apropria de 45% da produtividade primária da Terra. Ou seja, o homem gasta quase metade do “rendimento em juros” das formas de vida terrestres. Números parecidos são encontrados nos rios e mares do planeta.

O número já é impressionante por si só, mas o grande problema é que as enormes demandas por matérias-primas e energia das sociedades modernas podem muito bem fazer com que a humanidade gaste todos os rendimentos da Terra e ainda por cima entre no cheque especial, por assim dizer. Na verdade, isso só não aconteceu ainda porque a maior parte das pessoas não tem o mesmo padrão de consumo que o do cidadão médio dos Estados Unidos, por exemplo. Se, por um passe de mágica, todos os 6 bilhões de seres humanos pudessem consumir bens no mesmo patamar dos americanos, só a produtividade primária de cinco Terras poderia saciá-los.

Serviços essenciais ameaçados

São os chamados serviços ambientais, um conceito relativamente novo, mas que define de forma clara por que a destruição completa de ecossistemas representa um risco para as sociedades humanas.

A parcela mais óbvia dos serviços ambientais é a do consumo humano direto - na forma de madeira florestal ou de frutos do mar, por exemplo, os quais são esmagadoramente oriundos de ambientes selvagens, e não da aqüicultura. Mas os serviços ambientais vão muito além disso. Praticamente nenhum lavoura humana é capaz de sobreviver sem a ação dos insetos polinizadores, como as abelhas (muitas delas de espécies selvagens), sem os quais as plantas não podem produzir fruto.

Todas as florestas também funcionam como sistemas de produção de água, alterando o clima de forma a garantir chuvas constantes (a “transpiração” das próprias árvores garante a umidade e a formação de nuvens em suas vizinhanças) e mantendo os cursos dos rios sem assoreamento. Desastres como enchentes e desabamentos de terra também são muito mais freqüentes em locais que perderam sua vegetação original.

Há indícios de que, quanto maior a diversidade de espécies de um ambiente, melhores e mais robustos são os serviços ambientais que ele presta.

“A biodiversidade não é o embrulho bonitinho dos ecossistemas — ela é um enorme motor de produtividade”, explicou ao G1 o biólogo Stephen R. Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. “Assim como qualquer fazendeiro precisa saber como e por que uma planta cresce depressa, nós precisamos saber como tirar o máximo dos ecossistemas sem destruí-los. Deveríamos ter como regra máxima dar apoio à diversidade natural de um ecossistema — nem que seja pela razão puramente egoísta de querer que ele produza mais para nós.”

É claro que o avanço tecnológico tem permitido sustentar cada vez mais gente de forma cada vez mais eficiente, mas não há o menor sinal de que uma solução tecnológica, sozinha, será capaz de evitar uma catástrofe caso o padrão mundial de consumo continue a crescer no ritmo atual. O correto seria evitar o crescimento dos padrões de consumo.

À primeira vista isso pode parecer absurdo num mundo com tantos milhões de famintos e pobres, mas a voracidade humana, mesmo quando bem-intencionada, pode ser um tiro pela culatra. Quando se usa em excesso a produtividade primária de um ambiente - um pasto com bois além da conta, por exemplo -, a tendência é que surjam fenômenos como a desertificação e o empobrecimento do solo. Mais que isso: os cientistas estão descobrindo que os ecossistemas naturais - como florestas ou savanas, não utilizados para o plantio ou a criação de animais - são prestadores de serviços quase inestimáveis, sem os quais a pobreza extrema ou mesmo desastres são inevitáveis.

A grande vantagem é que ambientes naturais saudáveis produzem serviços de graça - serviços os quais seria extremamente custoso obter por meios humanos. Mas é justamente esse risco que a humanidade está correndo graças a uma iminente onda de extinções a qual, se nada for feito, deve atingir a Terra. A Sexta Extinção, como tem sido chamada (em referência a outros cinco grandes eventos do tipo que varreram o planeta no passado), tem potencial para ser tão severa quanto a que destruiu os dinossauros há 65 milhões de anos, se nada for feito.

Nesse caso, o agravamento do aquecimento global tem tudo para interagir de forma nefasta com a retirada ativa dos ambientes naturais. Assim como o uso desenfreado dos recursos naturais pelo homem, a mudança climática pode interferir em todas as relações complexas entre as espécies que mantêm os ecossistemas funcionando.

Um exemplo disso é o aquecimento das águas marinhas geladas do Ártico e da Antártica. Ao contrário do que se poderia imaginar, a água marinha fria é excelente para a vida, porque ela permite que os nutrientes do fundo do oceano se misturem por igual em todas as profundidades. Com isso, as algas microscópicas proliferam (ou seja, há alta produtividade primária), e todos os outros seres vivos, dos camarões aos elefantes marinhos ou ursos polares, também se multiplicam.

No entanto, quando a água esquenta, as camadas do oceano ficam paradas e não se misturam. O plâncton morre, e sem ele todas as outras formas de vida passam fome e tendem a desaparecer. E é claro que a indústria pesqueira humana também é duramente afetada.

Fonte: [ G1 ]

UNESP São Vicente estuda potencial farmacológico de plantas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 10:54

Tratamento de fadiga, tensões, artrites, reumatismo, inflamações, cólicas, dores pelo corpo, desinterias, doenças renais - essas são algumas das propriedades ativas da planta Ipomoea pes-caprae, objeto de estudo das pesquisadoras Janaína Silva Micheletto e de sua orientadora, Maria Bernadete Gonçalves Martins, docente da UNESP São Vicente.

A planta, também conhecida popularmente como “salsa-da-praia”, “pé-de-cabra” (devido ao formato de sua folha ser similar ao casco de um animal), “batateira-da-praia”, “cipó-da-praia” ou genericamente por bom-dia, é muito utilizada na medicina popular e está presente em todo o litoral brasileiro, ocupando seu espaço em dunas e restingas.

Entre os seus usuários, estão os aborígines australianos, que utilizam as folhas aquecidas em feridas, infecções de pele, escarias e também em locais atingidos por ferroadas de peixes venenosos, como a raia-manta e também por picadas de insetos.

Essas propriedades medicinais das plantas são resultados de sua capacidade em produzir e secretar determinadas substâncias ativas, como agentes analgésicos, através de estruturas conhecidas como “glândulas-secretoras”. Estas glândulas, localizadas nas folhas, são locais de síntese e armazenamento de várias substâncias químicas, de grande importância para melhor compreensão do funcionamento destas secreções, porém são pouco conhecidas e descritas na literatura científica pelos pesquisadores.

Com o objetivo de preencher esta lacuna, essa pesquisa buscou descrever a anatomia das folhas de Ipomoea pes-caprae e também identificar os constituintes químicos presentes no extrato obtido a partir das folhas, visando fornecer subsídios à indústria farmacêutica, tendo em vista a alta potencialidade farmacológica da espécie.

A pesquisa foi realizada utilizando-se o Laboratório do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Microscopia Eletrônica (NAP/MEPA) e do Laboratório de Anatomia Vegetal da ESALQ-USP, onde foram desenvolvidas análises da anatomia foliar. Já as análises dos compostos químicos da planta foram realizadas no Laboratório do Departamento de Química Orgânica, da UNESP Araraquara.

Os resultados dos estudos anatômicos indicaram, entre outras estruturas, a presença de várias glândulas secretoras, identificadas como glândulas secretoras peltadas, distribuídas na superfície foliar, que contém vários componentes químicos, além da presença de laticíferos que são canais que circulam látex.

O látex pode conter carboidratos, ácidos orgânicos, alcalóides e, várias partículas distribuídas, incluindo terpenos, óleos, resinas e borracha. Na identificação dos constituintes químicos do extrato foliar, foi detectada a presença majoritária de flavonóides. Os flavonóides têm várias funções nutricionais que têm sido descritas como modificadores de respostas biológicas, como agentes antioxidantes e com propriedades antiinflamatórias, também, acredita-se, serem capazes de prevenir ou retardar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Estudos com apoio da Fundação para o Desenvolvimento da UNESP - FUNDUNESP, e com maiores detalhes de resultados, vêm sendo desenvolvidos pela professora Bernadete, em busca de melhor compreender o metabolismo dessas espécies, bem como avaliar a presença de substâncias com potencial farmacológico que poderão ser usadas futuramente em benefício humano. (Unesp)

Fonte: [ Universia Brasil ]

Plaenge distribui mudas de plantas ornamentais e ipês

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 10:53

Para marcar a Semana do Meio Ambiente, a Plaenge distribui a partir desta terça-feira, dia 5, mudas de plantas ornamentais e de ipês. A iniciativa busca marcar a Semana do Meio Ambiente e faz parte de uma campanha de conscientização da empresa que pretende chamar a atenção para os cuidados com a natureza e para atitudes simples que podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

De 5 a 9 de junho, durante o horário de comercial de atendimento, quem visitar a Central de Apartamentos Decorados receberá uma muda e orientações de cuidados. A construtora espera distribuir, em parceria com a Reunidas, mais de 300 mudas no período.

De acordo com a gerente de marketing da Plaenge, Thais Baggio a distribuição de mudas foi o caminho escolhido para sensibilizar as pessoas para uma reflexão mais profunda sobre a preservação do meio ambiente. “Economizar água, manter o ambiente limpo, realizar a coleta seletiva do lixo domiciliar e ter uma postura crítica quanto à preservação do meio onde se vive são iniciativas éticas e essenciais para que possamos viver bem, com qualidade de vida e manter a saúde do planeta”, argumenta Thais.

Entre as plantas a serem distribuídas estão as ornamentais que podem ficar em pequenos vasos em apartamentos. De acordo com a arquiteta Carmen Sílvia Almeida as plantas complementam bem qualquer espaço e ainda proporcionam um ar agradável. Elas são, hoje, um componente essencial para dar vida ao interior de um ambiente e recebem destaque cada vez maior em apartamentos.

A cor verde, que tem efeito tranqüilizante sobre as pessoas, ganha espaço em projetos paisagísticos que destacam, por exemplo, pequenos jardins fáceis de manter. As plantas podem também ocupar lugar em salas de estar e cozinhas, só não são adequadas em quartos de dormir.“ Ter um meio ambiente harmônico começa dentro do espaço do lar”, afirma a arquiteta.

Fonte: [ MS Notícias ]

Espécies exóticas do Tanguá são trocadas por plantas nativas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 10:51

CURITIBA - A paisagem do parque Tanguá ficará mais bonita e natural. A Prefeitura de Curitiba, Corpo de Bombeiros e ambientalistas trocaram na sexta-feira (1) as plantas exóticas invasoras do parque por ipês, canelas, aroeiras, araçás e pitangas. Todas as árvores plantadas são nativas da região. Cerca de 60 pessoas trabalham na substituição das espécies exóticas, que será estendida às demais áreas públicas naturais da cidade.

A troca de espécies invasoras por plantas nativas é uma das ações do programa de Biodiversidade Urbana - Biocidade, lançado pela Prefeitura de Curitiba em março de 2007. “O Biocidade é um programa que resgata e valoriza as espécies nativas da flora regional”, diz o prefeito Beto Richa.

O trabalho no parque Tanguá teve apoio do Instituto Horus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), da Mater Natura e do The Nature Conservancy.

O secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, acompanhou as ações no parque Tanguá. “Curitiba está priorizando as espécies nativas para recompor suas áreas verdes e melhorar a qualidade do nosso ambiente”, diz o secretário.

No parque Tanguá, devem ser substituídos cerca de 300 árvores de grande e de médio porte. A maioria das árvores é pinus e eucalipto. As espécies invasoras são consideradas o segundo maior problema de perda de biodiversidade. São plantas que, em geral, foram introduzidas nos ambientes pela ação dos seres-humanos. Quando se adaptam, as espécies invasoras se multiplicam de forma acelerada, tomado espaço das plantas nativas. Além de alterar a paisagem, as plantas invasoras põem em risco a sobrevivência de animais silvestres e a integridade do conjunto de espécies naturais (biodiversidade).

“A iniciativa da Prefeitura de Curitiba é louvável e representa um avanço importante para o difícil desafio da conservação da natureza”, disse o presidente da SPVS, Clóvis Borges. Os voluntários das organizações não-governamentais envolvidas ajudaram a identificar as plantas invasoras, orientando os funcionários da Prefeitura na retirada. Além de pinus e eucalipto, foram retiradas do Tanguá outras plantas invasoras de menor porte, como beijinhos, capim-gordura e nêspera.

Operação - Com ajuda de cordas e outros equipamentos de segurança, o Corpo de Bombeiros retirou as árvores que cresceram na encosta do paredão da cascata do parque. A retirada das árvores deixou a vista do alto do mirante do Tanguá ainda mais bonita.

Os pinus que contornavam a lateral do parque deram lugar a uma fileira de ipês-amarelos. “Esta substituição favorecerá a beleza cênica do parque e também atrairá mais aves e pássaros para a região”, disse o secretário Andreguetto. A Prefeitura fará o levantamento das espécies invasoras que comprometem a biodiversidade de outros parques, para que sejam feitas as trocas das espécies por plantas nativas.

Fonte: [ ABN ]

Evo critica negociação sobre água e patentes entre CAN e UE

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 5 de Junho de 2007 @ 10:50

Apesar das críticas, presidente afirma que não vai impedir as negociações

Efe

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou na segunda-feira, 4, a intenção de alguns países andinos negociarem a água com a União Européia (UE) e aceitarem que os conhecimentos sobre plantas originárias dos povos indígenas sejam patenteados.

A crítica foi realizada poucos dias depois de os países-membros da Comunidade Andina (CAN), Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, não conseguirem chegar a uma posição conjunta para abrir negociações com a UE, devido às recusas bolivianas em certos temas.

“Alguns países da região andina querem negociar a privatização de água, a privatização dos serviços básicos, e essa situação não podemos aceitar. Estamos recuperando a água das empresas transnacionais”, declarou Morales, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI, estatal).

A próxima cúpula presidencial do bloco andino será realizada na cidade boliviana de Tarija, dia 14 de junho.

O presidente participou na segunda-feira da inauguração de obras da Empresa Pública Social de Água e Saneamento. Ela foi criada no início deste ano, após a saída da francesa Suez, que prestava o serviço nas cidades de La Paz e El Alto.

“Nenhum país pode nos obrigar a privatizar a água”, acrescentou.

Ele também revelou que há nações andinas que pretendem aceitar que as plantas nativas sejam patenteadas, o que a Bolívia rejeita.

“É como patentear a vida. Estamos falando aqui de nossas ervas medicinais, de nossas plantas, de nossos animais, que não podem ser propriedade de outros países”, afirmou.

O chefe de Estado anunciou que seu governo tentará convencer os movimentos sociais da América a proclamar o direito à água e a rejeição das patentes. Mas garantiu que não pretende impedir as negociações entre a CAN e a UE.

Fonte: [ Estadão ]