MST lucra com venda de arroz para americanos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 28 de Junho de 2007 @ 09:03

São Paulo, 27 - O socialismo do Movimento dos Sem-Terra (MST) acaba de ganhar um empurrão do capitalismo americano. Pequenos grupos de assentados da reforma agrária no Rio Grande do Sul, que trabalham a terra de forma coletiva, estão começando a exportar arroz ecológico para os Estados Unidos.

O primeiro carregamento, de 40 toneladas, foi despachado para Chicago, Illinois, onde funciona uma central de distribuição dos chamados orgânicos. De lá, o arroz é redistribuído para supermercados, que registram um crescimento acelerado na venda de alimentos produzidos com respeito ambiental.

O arroz dos assentados gaúchos sai dos banhados ao redor de Porto Alegre sem nenhum agrotóxico. “O controle das pragas é feito com o manejo da água nos quadros de arroz e a adubação é totalmente orgânica”, explica Carlos Alberto de Souza, de 38 anos, diretor da Cooperativa de Produtos Agropecuários de Nova Santa Rita.

A produtividade é menor que nas plantações com herbicidas e adubos químicos: enquanto os sem-terra obtêm a média de 85 sacas por hectare, os vizinhos chegam a 120 sacas. Mas, segundo Souza, vale a pena: “Não despejamos produtos químicos nos rios, preservamos a saúde dos agricultores, que não ficam expostos aos venenos, e os custos são menores.”

Numa área experimental, os sem-terra também cultivam o arroz com a ajuda de carpas. Soltos nos quadros com água , os peixes comem as ervas daninhas e revolvem a terra. “Elas fazem o trabalho de máquinas”, explica Souza.

A cooperativa funciona no Assentamento Capela. Em 1993, quando ele foi criado, 70 das 100 famílias levadas para lá optaram por cultivar a terra de modo individual. Outras 30, estimuladas pelo MST, optaram pela propriedade coletiva da terra e criaram a cooperativa.

Experiências semelhantes ocorreram em outros cinco assentamentos na região metropolitana de Porto Alegre. São quase 130 famílias que uniram forças para obter escala na produção de arroz. Na safra atual, elas totalizaram 55 toneladas.

Até agora os assentados vendiam para o governo, que utiliza o arroz na merenda escolar, restaurantes e no Mercado Municipal de Porto Alegre. A venda para os EUA foi articulada por uma exportadora especializada em orgânicos.

O carregamento saiu do assentamento de Tapes, que foi visitado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, em 2005. Na ocasião, ele atacou os EUA, dizendo que já nasceram com “ânsia imperialista”. Os sem-terra fizeram uma encenação, na qual o Tio Sam sufocava pequenos agricultores. As informações são do O Estado de S. Paulo

Fonte: [ Estadão ]

Agricultura orgânica espera Lei 10.831

Enviado em Notícias, Orgânicos de Anderson Porto | 28 de Junho de 2007 @ 09:02

O setor de orgânicos começou esta semana a contar, literalmente, os dias para a aprovação do decreto que regulamenta a Lei 10.831, “a lei dos orgânicos”, há um ano e meio em análise no Ministério da Agricultura (Mapa) e na Casa Civil.
A campanha é uma iniciativa do Portal Orgânico (www.portalorganico.com.br), que exibe uma tarja preta com a contagem dos dias e tem apoio das principais entidades e empresas do setor.

O decreto que regulamenta a lei foi encaminhado para aprovação em dezembro de 2005 e até agora não foi aprovado. Preocupado, o setor resolveu se mobilizar para pressionar as autoridades. Em maio, representantes da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica reuniram-se com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que prometeu verificar o motivo da demora na aprovação. Mas até agora não houve resposta.

A Assessoria de Imprensa do Mapa informou apenas que o decreto está sendo analisado pelos departamentos jurídicos do ministério e também da Casa Civil e que não há previsão para a aprovação.

RECONHECIMENTO

O Brasil é o segundo maior produtor de orgânicos do mundo, com 6,5 milhões de hectares cultivados. Só perde para a Austrália, onde a área cultivada é de 11,3 milhões de hectares. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, de agosto de 2006 até janeiro de 2007, o Brasil exportou 9,5 mil toneladas de orgânicos, volume que corresponde a US$ 5,5 milhões. Mas as exportações brasileiras de orgânicos podem representar mais que o dobro destes valores, admitem os especialistas do setor.

“Muitas empresas exportam produtos orgânicos que saem do Brasil como convencionais. Precisamos garantir reconhecimento internacionalmente”, defende o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Processadores de Alimentos Orgânicos (Brasil Bio), José Alexandre Ribeiro. “A lei vai facilitar o intercâmbio comercial entre o Brasil e os outros países.” Além de definir a agricultura orgânica e os princípios da atividade, a lei 10.831/03 prevê a criação de uma comissão nacional e comissões estaduais de produção orgânica e atribui ao Inmetro a acreditação das especificações da certificação orgânica. “Hoje não temos um órgão oficial responsável pela fiscalização das certificações”, explica Ribeiro.

Fonte: [ Último Segundo ]

Opep está apreensiva com avanço dos biocombustíveis

Enviado em Notícias, Biocombustíveis de Anderson Porto | 28 de Junho de 2007 @ 09:00

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revelou em Viena que o aumento dos biocombustíveis e do gás natural, bem como o incremento do número de produtores que não integram a organização, vão afetar a procura de petróleo.

No relatório “Perspectiva mundial do petróleo 2007″, citado pela agência de notícias portuguesa Lusa, a Opep calcula que produzirá 30,2 milhões de barris por dia (bpd) em 2010, ou seja, um volume menor do que os 31,1 milhões de bpd que produzía em 2005. A Opep se mostrou ainda preocupada com fontes de energia denominadas “não convencionais”.

Aparentemente insegura quanto ao futuro da sua quota de mercado, a organização criticou sobretudo os biocombustíveis, que colocam em risco a sustentabilidade ecológica e social. Para os membros da Opep, a utilização generalizada dos biocombustíveis terá efeitos na qualidade do ar em ambientes urbanos, o que ainda não foi devidamente estudado.

As informações são do jornal português Diário Econômico.

Fonte: [ JB Online ]

Secretaria de Infra-Estrutura tenta salvar árvores envenenadas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 28 de Junho de 2007 @ 08:57

Cerca de 80 exemplares de árvores das espécies fícus e mangueiras foram envenenadas, numa praça ao longo da Avenida Miguel Sutil, próxima ao viaduto da rodoviária. O secretário de Infra-Estrutura, Euclides Santos, elogiou a intervenção do Departamento de Parques e Jardins, sob a direção de Ronaldo da Costa Marques, e adiantou que já solicitou ao seu colega Éden Capistrano, Secretário de Meio Ambiente, a abertura dos procedimentos para a investigação.

O local, semelhante a um canteiro, é usado como parada de caminhões e caminhonetes em busca de trabalhos de frete, como acontecia antes, na Praça Rachid Jaudy, hoje ponto de orientação aos turistas. Mas alguém, com a intenção de abrir a vista comercial da área paralela – já no bairro Araés - perfurou todas as árvores e colocou um tipo de herbicida para matar as árvores.

Segundo Ronaldo Costa Marques, a equipe da secretaria de Infra-Estrutura agiu rapidamente fazendo a lavagem das árvores para tirar o resíduo e desde então elas estão sendo irrigadas diariamente. “Eram 12 exemplares de fícus e mangueiras que hoje oferecem sombra e embelezam o visual para quem passa na avenida, uma pena uma iniciativa criminosa como esta ameaçar o patrimônio natural da cidade e dos cidadãos cuiabanos”.

As Investigações iniciais apontam que quem patrocinou esse crime ambiental estaria pilotando uma Hillux preta. Esta pessoa teria comprado lanches no supermercado em frente à praça, como parte do acerto com andarilhos daquelas proximidades que executaram o serviço.

Fonte: [ Redação 24HorasNews ]

Bauru soma 100 árvores tombadas

Enviado em Notícias, Árvores de Anderson Porto | 28 de Junho de 2007 @ 08:55

Mangueira remanescente na avenida Comendador José da Silva Martha é uma das três novas espécies protegidas

Lígia Ligabue

O patrimônio histórico de uma cidade não é formado apenas por monumentos e prédios. Em Bauru é possível também tombar árvores como patrimônio ambiental. São cerca de 100 delas tombadas na cidade. E com decreto publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município, mais três entraram para a lista das árvores protegidas por lei, inclusive uma mangueira na avenida Comendador José da Silva Martha, via que no passado já foi chamada de “Avenida das Mangueiras” por causa da quantidade de exemplares desta espécie.

Ao serem declaradas tombadas, as árvores se tornam imunes ao corte. Quem for pego arrancando, cortando ou danificando uma árvore dessas, responde por crime de três meses a um ano de detenção.

Pelo Diário Oficial de ontem, foram tombadas, além da mangueira da Comendador Martha, um jatobá existente na quadra 4 da rua Gérson França, no Centro, e um guapuruvu localidado numa área pública no Jardim da Grama.

Transformar uma árvore parte do patrimônio de uma cidade se tornou possível em 1965, com a lei federal que criou o Código Florestal. A lei municipal de arborização urbana adequa a proteção dessas árvores em Bauru. De acordo com o titular da Secretaria Municipal do meio Ambiente (Semma), Rodrigo Agostinho, o tombamento de árvores em Bauru começou efetivamente em 1993 e atualmente a cidade já conta com cerca de cem exemplares declarados patrimônio ambiental.

Para melhor identificá-las, as árvores tombadas receberão sinalização e placas informativas.“São árvores que, se não forem protegidas, acabam sendo cortadas”, avalia Agostinho. Ele ressalta que a lista divulgada pelo Diário Oficial ontem poderia ser maior. Uma figueira que seria tombada junto com as outras três árvores relacionadas foi cortada antes que o decreto fosse publicado.

Em uma carta publicada no final de maio na Tribuna do Leitor do JC, Fábio Pallotta lamentava o corte da figueira. “A figueira fora ao chão e os tratores do empreendimento começavam a rolar o seu tronco enorme para o fundo do vale como para esconder as provas do crime, que na verdade não aconteceu, pois nos dias de hoje não se corta uma árvore sequer sem autorização dos órgãos competentes”.

O corte teria sido autorizado pelo Estado, já que a figueira estaria em área particular. Para que uma árvore seja considerada patrimônio ambiental da cidade, ela precisa ser indicada por moradores. Depois a Semma avalia alguns quesitos, como valor histórico e beleza, que comprovem a necessidade da imunidade ao corte. Esse pedido é encaminhado ao Conselho Municipal do Meio Ambiente, que aprova ou não o tombamento. Agostinho adianta que a Semma pretende criar uma campanha para incentivar os moradores a indicarem árvores de seu bairro. “Sabemos que a maioria das árvores antigas de Bauru já foi tombada, mas queremos que os moradores se envolvam para a preservação”, diz o secretário.

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Plano Diretor

Para aumentar a arborização, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) está desenvolvendo um Plano Diretor para coordenar o plantio de árvores em Bauru. O primeiro passo, informa o titular da pasta, Rodrigo Agostinho, foi aumentar de cinco para 50 o número de espécies permitidas para plantio em via pública. Em seguida, foi enviado à Câmara Municipal um projeto de lei para a arborização da cidade.

“Com essa nova lei, poderemos planejar o plantio bairro por bairro, ver o que tem que ser substituído”, avalia o secretário. Enquanto isso, uma equipe da secretaria faz um levantamento das autorizações de corte e das mudas recentemente plantadas em Bauru. Com esse diagnóstico pronto, será proposta uma ação para cada bairro, partindo do Centro.

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Custeio

Estimular o plantio de árvores em calçadas com custo zero para a prefeitura. Pensando nisso, foi realizado processo de licitação que permite a exploração de publicidade em protetores de mudas.

A medida é comum em cidades maiores que Bauru e é simples: a empresa arca com o custo de plantio e pode explorar anúncios no gradil que protegerá a árvore. A proposta mínima é para cinco mil mudas. Ainda nesta semana deve ser anunciada a empresa que plantará as mudas na cidade.

Fonte: [ Jornal da Cidade de Bauru ]

Brasil dobra o consumo de maconha e haxixe no Brasil, revela ONU

Enviado em Notícias, Cannabis de Anderson Porto | 27 de Junho de 2007 @ 13:30

Agência Brasil

BRASÍLIA - No Brasil, o uso de maconha e haxixe (cannabis erva e resina) pela população com idade entre 15 e 64 anos aumentou de 1% em 2001 para 2,6%, em 2005. Essas drogas são as mais traficadas e consumidas no mundo. O dado consta do Relatório Mundial de Drogas 2007, que foi divulgado nesta terça-feira pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc).

Segundo o documento, o resultado do Brasil e da América do Sul, contrariam as estatísticas do resto do mundo, que pela primeira vez em décadas, não apresentou aumento de produção e consumo dessas drogas.

O documento da Unodc diz que as estimativas oficiais entregues para formar o relatório sugerem que o México e Canadá são os maiores produtores de maconha do mundo. No caso da América do Sul, Paraguai é o primeiro, seguido pela produção em menor escala da Colômbia, do Brasil e do Caribe. O relatório revela ainda que o Brasil, por não ser auto-suficiente na produção de maconha, é abastecido pelo Paraguai.

Do total de aproximadamente 200 milhões de consumidores de todos os tipos de drogas no mundo, o que representa 4,8% da população com idade entre 15 e 64 anos, 158,8 milhões consumem cannabis, 24,9 milhões usam as sintéticas, como anfetaminas e ecstasy, 15,6 milhões consomem opiáceos e 14,3 milhões, cocaína.

Fonte: [ JB Online ]

Paraná concentra maior número de produtores orgânicos do País

Enviado em Notícias, Orgânicos de Anderson Porto | 27 de Junho de 2007 @ 13:28

AE Notícias [26/06/2007]

O Paraná tem o maior número de produtores que praticam a agricultura orgânica do País. O levantamento da safra 2005/06 apontou a existência de 6.520 agricultores orgânicos, que corresponde a 28,5% do total do Brasil. São agricultores essencialmente familiares, com uma área média de terra de 2,2 hectares e cultivam principalmente as folhosas.

Este é mais um destaque na agricultura do Paraná, que já aparece no cenário nacional como grande produtor de alimentos, especialmente de grãos como soja, milho, feijão e outros, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo ele, o crescimento desse setor é impulsionado pela agricultura familiar e pela diversificação da propriedade.

No Paraná, os agricultores de orgânicos são essencialmente familiares, o que caracteriza o aspecto social da atividade, destacou Bianchini. Esses produtores estão localizados em diversas regiões do Estado como a Região Metropolitana de Curitiba, Cascavel, Francisco Beltrão, Toledo, Paranavaí, Umuarama, Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa e União da Vitória.

Em segundo lugar no ranking nacional, está o Estado do Rio Grande do Sul com seis mil agricultores, seguido do Maranhão, com 2,1 mil agricultores e Santa Catarina, com dois mil agricultores orgânicos. O Estado de São Paulo, líder na produção nacional de orgânicos, tem apenas 1.000 agricultores. Mas os paulistas são maiores em volume de produção por causa do rendimento da cana-de-açúcar, onde o Estado se destaca como maior produtor. Nos demais Estados, o número desses agricultores somam 5.258, num total de 22.898 agricultores.

Empregos Diretos

Segundo o coordenador estadual de Olericultura e Agricultura Orgânica da Emater-PR, Iniberto Hamerschimidt, a produção de alimentos orgânicos gera 10 mil empregos diretos no campo.

Na safra 05/06, a produção paranaense cresceu 21% em relação a safra anterior, atingindo um volume total de 94.448 toneladas. Em volume, o cultivo de hortaliças orgânicas é o setor que mais cresceu, com uma produção de 19.625 toneladas, que corresponde a mais de 20% do volume total de orgânicos produzidos no Paraná.

O crescimento desse setor deve-se ao aumento da procura do consumidor por alimentos que concentram vitaminas e minerais. O produtor de orgânicos se organizou para atender essa demanda, que tem possibilitado um bom retorno financeiro em curto espaço de tempo, devido ao ciclo curto de produção de hortaliças, explicou Hamerschmid.

Fonte: [ Paraná-Online ]

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