Brasil: os transgênicos Bt: o caminho para a catástrofe

Enviado em Artigos, Transgênicos de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 14:12

Qual é o preço para se plantar transgenicos Bt nos Estados Unidos? Esta é a questão mais debatida agora pela imprensa livre e independente dos Estados Unidos. O Christian Science Monitor, jornal mais respeitado naquele país, publicou na semana passada um artigo alertando quanto aos danos causados pelo plantio dos transgenicos Bt

Calcula-se que, por causa do plantio dos transgenicos bt, 50% a 90% das abelhas, que se alimentam do pólen de sua florada, tenham desaparecido nos Estados Unidos, só no ano passado.

Como conseqüência deste fato, houve a perda de mais de dois terços da produção nacional americana de mel. Trata-se de uma quantia avaliada por nada menos de 14 bilhões dólares anualmente!

As abelhas estão acabando, desaparecendo! Estamos com as colméias vazias!” Reclamam os agricultores americanos em todos os estados agrícolas do país; são 24 estados onde se concentram atividades agrícolas e se plantam as culturas transgênicas Bt.

A inserção desta toxina, por meios moleculares às culturas americanas, aumentou nos últimos anos e incluiu várias culturas horticultrurais e de campo, estendendo a culturas como as do algodão, até mesmo à da mostarda.

Uma grande parte dessas culturas são plantas alógamas, que dependem da polinização por insetos para formar seus frutos.

Os insetos polinizadores mais ativos são as abelhas. Há ainda outros insetos que pertencem a outras famílias, mas todos estão unidos pelo perigo de serem contaminados pela toxina Bt, durante suas visitas às flores de plantas Bt.

Quando as colméias começaram a ficar desabitadas, foram notadas pelos agricultores americanos, que perceberam algo perigoso pairando no ar. Logo os seus medos ficaram ainda maiores, quando o desaparecimento das abelhas aumentou a cada ano, atingindo, no ano passado, um nível de 90% das colméias em alguns estados, como a Flórida.

Os cientistas chamaram o caso de Colapso Desordenado de Colméias (CDC), atribuído principalmente pela intoxicação oriunda da toxina de plantas Bt.

Inicialmente o CDC foi notado na Flórida e logo confirmado em todos os estados agrícolas plantadores de culturas Bt, particularmente o algodão e a mostarda Bt.

Os agricultores produtores de mel relataram perda na produção do mel de nada menos que 50%, chegando a alguns estados a 90%. Esse índice não tem antecedência em toda a história da produção agrícola nos Estados Unidos.

Há uma grande preocupação entre os economistas e analistas agrícolas americanos que a catástrofe pode ser ainda maior e afetar significativamente a produção e o consumo alimentício em todos os Estados Unidos.

Somente neste ano a perda é calculada em torno de 1/3 de toda a produção alimentícia americana.

Levo essas informações àqueles que querem liberar o milho bt e defenderam a liberação do algodão bt no Brasil.

Adiciono, ainda, que o Brasil é o maior produtor de mel em toda a América Latina. Além disso, o mais importante é que nós somos o maior produtor mundial de culturas alimentícias, que dependem de polinização por insetos, como a laranja e outras plantas cítricas.

Estamos destruindo o nosso meio ambiente e ecossistemas, e andando cegos a uma catástrofe que não tem fim, ao ceder à pressão das multinacionais produtoras de transgenicos Bt.

Nagib Nassar
Professor Titular, Genetica, UnB
www.geneconserve.pro.br

Fonte: Biodiversidad en América Latina

Estudo: vapor da maconha é eficaz em uso medicinal

Enviado em Notícias, Cannabis de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 12:56

Terra

Vaporizar folhas da cannabis ao invés de queimá-las pode liberar os ingredientes eficazes da droga de forma mais efetiva, mostrou um estudo piloto realizado na Universidade da Califórnia. Segundo o trabalho, essa forma de consumo evita as toxinas prejudiciais da maconha inaladas por meio do fumo. O resultado pode beneficiar o uso medicinal da droga.

Segundo a revista Nature, o pesquisador Donald Abrams e sua equipe decidiram investigar os benefícios do “Vulcão”, um vaporizador comercialmente disponível nos EUA. O aparelho esquenta as folhas de maconha a uma temperatura que fica entre 180ºC e 200ºC sem que aconteça combustão. Esse processo libera o THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da maconha, em forma de óleo na superfície das folhas.

Estudos anteriores mostraram que as toxinas maléficas liberadas quando a maconha é queimada, como o monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, não são produzidas por esses aparelhos. O estudo de Abrams foi o primeiro a comparar em humanos os efeitos do ato de fumar e de vaporizar a cannabis. “A vaporização é capaz de entregar de forma mais rápida o THC no fluxo sanguíneo”, disse.

A maconha é utilizada principalmente para aliviar as dores de pacientes de esclerose múltipla e no tratamento do glaucoma, além de estimular o apetite em pacientes com aids e diminuir as náuseas para pessoas em processo quimioterápico. No entanto, segundo os médicos, fumar não é um bom método de fornecimento da droga por causa dos seus efeitos maléficos - ela pode causar câncer de pulmão e doenças do coração.

Fonte: Jornal de Itupeva Online

CTNBio aprova plantio e comercialização de milho transgênico

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 09:33

Da FolhaNews

16/05/2007
19h13 - A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) aprovou a liberação comercial da primeira variedade de milho transgênico. A aprovação ocorreu por 17 votos a quatro. A variedade, denominada Libertlink, é desenvolvida pela multinacional Bayer e resistente ao herbicida glufozinato de amônio, utilizado na pulverização para combater ervas daninhas.

É o terceiro vegetal geneticamente modificado liberado para plantio e comercialização no Brasil, depois da soja RR (Roundup Ready), resistente ao herbicida à base de glifosato, e do algodão resistente a insetos.

Além disso, trata-se da primeira aprovação de um organismo geneticamente modificado desde que a Lei de Biossegurança entrou em vigor, em 2005.

De acordo com a CTNBio, o plantio do milho transgênico será acompanhado de um plano de monitoramento. Segundo o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e membro da Comissão, Paulo Barroso, a Bayer desenvolveu pesquisas nos Estados Unidos e testes de campo no Brasil, inclusive de biossegurança.

Essa não é a primeira vez que o pedido de liberação para essa variedade entra na pauta de votação. No fim de março, em uma suposta manobra para barrar a liberação comercial da primeira variedade de milho transgênico no país, dois representantes da ONG ambientalista Greenpeace tumultuaram a reunião da CTNBio que discutia o tema.

Depois de um bate-boca e da presença de policiais, a reunião foi suspensa, e a decisão, adiada por um mês. Aliás, a aprovação só ocorreu por conta de uma mudança aprovada em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na legislação.

Na ocasião, o presidente sancionou uma mudança aprovada pelo Congresso que reduziu de 18 para 14 o número de votos necessários na CTNBio para a liberação comercial de organismos geneticamente modificados. A aprovação atual contou com 17 votos. O pedido de liberação comercial dessa variedade corria na CTNBio desde 1998.

CTNBio

A CTNBio é um colegiado multidisciplinar criada com a finalidade de prestar apoio técnico consultivo e de assessoramento ao governo federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM (Organismos Geneticamente Modificados).

O órgão estabelece normas técnicas de segurança e pareceres técnicos conclusivos referentes à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a construção, experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento, liberação e descarte de OGM e derivados.

Fonte: Correio Web

O surpreendente mundo das plantas

Enviado em Artigos de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 08:49

As plantas fazem parte do nosso dia a dia de forma tão indispensável e constante que frequentemente nem damos por elas. A verdade é que se nos debruçarmos por momentos sobre o seu mundo faremos descobertas surpreendentes e fascinantes.

Maria Carlos Reis

Por mais insólito que nos possa parecer, podemos dizer que as plantas podem ver, comunicar entre si, têm a capacidade de reagir ao mais pequeno toque e, ainda, que conseguem calcular o tempo com uma precisão surpreendente.

Dito assim, poderá parecer que se trata de uma confusão, porque é aos animais que normalmente poderemos atribuir tais faculdades. Ou então tratar-se-ão de afirmações extraordinárias, que roçam os domínios da fantasia. Destas duas, vamos enveredar pela primeira parte da segunda opção. É que embora algumas destas capacidades só recentemente tenham sido identificadas pelos botânicos, as provas das outras são conhecidas por todas as pessoas minimamente sensíveis ao mundo natural e, em particular, ao extraordinário “Mundo das Plantas”.

Poderemos então relatar alguns fenómenos relativamente comuns. Por exemplo, se um rebento for mantido numa caixa fechada, onde somente exista uma fresta por onde entre a luz do sol, facilmente se verifica que ele rastejará em direcção a ela. Esta pode ser uma das evidências que servem de base à afirmação de que “as plantas podem ver”. Os girassóis, durante o pôr do sol, estão virados para Oeste, mas viram-se para Este durante a noite, para que possam apanhar os raios solares da alvorada. Eles continuarão a executar estes movimentos, durante vários dias, mesmo que sejam mantidos sob a mais completa escuridão, o que nos permite dizer que as plantas conseguem calcular o tempo, pois possuem um ritmo circadiano (diário) intrínseco. Existe, ainda, o exemplo de algumas plantas carnívoras, como a dioneia, que fecham as suas sedas sensíveis quando são tocadas não uma, mas duas vezes. Isto significa que, para além de serem sensíveis ao toque, conseguem contar!

As plantas também precisam de viajar. Para seres que se movem rapidamente como nós, elas são encaradas como seres de vida sedentária, pois estão enraizadas e raízes são sinónimo de imobilidade. Mas esta é, apenas, a visão mais simplista. Se pensarmos que, tal como todos os seres vivos, também a vida das plantas culmina com a produção de mais indivíduos, que tentarão reivindicar espaço para si e, dessa forma, alargar a área de distribuição da sua espécie, rapidamente concluimos que, para o fazerem, elas terão de viajar numa determinada fase do seu ciclo de vida - enquanto semente, ou mesmo na fase adulta. Deste último caso, poderá ser salientado o exemplo das “plantas imperialistas”, como as silvas, que alargam os seus domínios através de caules exploratórios e que progridem de uma forma agressiva, através de espinhos que se agarram ao solo e que destroem a vegetação que encontram no caminho. Vão, assim, consolidando a sua ocupação.

Mas as estratégias de propagação das sementes são, igualmente, diversas e espantosas. Veja-se o caso das giestas, que literalmente lançam as suas sementes a grandes distâncias. Quando as vagens aquecem durante o dia, o lado virado para o sol seca mais depressa do que o que está à sombra, o que cria uma tensão dentro da vagem, que acaba por dividi-la nas suas duas metades, catapultando as suas pequenas sementes em todas as direcções.

Mas para que as plantas consigam sobreviver, na maior parte das situações elas necessitam de estabelecer relações com outros seres vivos, pois vivem em comunidade. Apesar de muitas destas relações resultarem no prejuízo de uma das espécies intervenientes, existem muitas outras em que os benefícios são mútuos ou que, pelo menos, delas não decorre prejuízo para nenhuma das espécies envolvidas. É o caso dos animais que vivem no interior de plantas, de que são exemplos comuns as formigas. Elas são inquilinos de uma grande variedade de plantas, de que se destaca a acácia-chifre-de-búfalo, da América do Sul. Ela desenvolve espinhos de protecção, que são escavados pelas formigas rainhas, já acasaladas, que aí se instalam e fazem as posturas. Depois de nascerem, as jovens operárias patrulham a planta e qualquer insecto que nela pouse para se alimentar das suas folhas é imediatamente comido, o que serve os interesses da acácia.

Todas estas capacidades resultaram da adaptação evolutiva das diferentes espécies, a meios com características e requisitos distintos. Ao longo do tempo, elas tiveram, tal como os animais, de enfrentar inúmeros problemas, tais como evitar os inimigos, competir com as plantas vizinhas quando os recursos escasseiam, utilizando-os da forma mais eficiente e garantindo, simultaneamente, a replicação da espécie.

Todos estes conflitos e dificuldades são comuns à maioria das plantas, e decorrem mesmo ao nosso lado, no canteiro da frente da nossa casa ou no jardim onde levamos o “Bobby” a passear. No entanto, a consciência que temos destes fenómenos não é grande e talvez seja devida ao facto da maioria das plantas viver numa escala temporal muito diferente da nossa. Hoje em dia, porém, os avanços da tecnologia, nomeadamente em relação ao filme e ao video, não param, o que nos permite modificar e acelerar o movimento. Desta forma, as acções das plantas deixam de ser imperceptíveis e temos a possibilidade de apreciar fenómenos como o estrangulamento das árvores hospedeiras pelas raízes trepadoras da figueira-estranguladora ou a floração repentina das espécies herbáceas durante o curto verão do Ártico.

De tudo aquilo que se sabe, poderá ser afirmado que as plantas são organismos com maior êxito do que os animais. Foram elas as primeiras a colonizar o meio terrestre e só após este processo é que foram criadas as condições para que os animais o invadissem. Para além disso, elas são a base de todas as cadeias alimentares.

No mundo das plantas vamos encontrar as mais variadas adaptações, que lhes permitem sobreviver nos locais mais inóspitos, onde nenhum animal conseguiria prosperar. Simples, ou mais complexas, elas colonizaram quase toda a superfície do nosso planeta, desde as neves do pólos, às luxuriantes florestas húmidas do equador. Para elas só são essenciais quatro factores: água, luz, calor e sais minerais. Parece uma lista pouco exigente, mas é ainda mais espectacular se pensarmos em como são módicas as quantidades de que algumas delas precisam. Qualquer local que possa fornecer um mero vestígio de sais minerais, água, calor e luz, ainda que por um período limitado de tempo no ano, é certamente colonizado por algum tipo de plantas.

Existe apenas uma única situação a que não conseguem sobreviver: as acções violentas da humanidade. Exploramo-las de uma forma pouco consciente desde que surgimos no planeta como espécie, mas hoje em dia fazêmo-lo a uma escala sem precedentes. Colocamo-nos em risco ao esquecermos de que dependemos fortemente das plantas, pois é infindável a lista de utilizações que diariamente fazemos delas.

Raras são as vezes em que nos ocorre, quando bebemos mais um copo de vinho, lemos o nosso livro de cabeceira ou lavamos a nossa camisola de algodão, que somos actores em histórias escritas, não por nós, mas por elas, histórias que não são mais do que estratégias extremamente bem sucedidas nas suas campanhas de reivindicação, para as suas espécies, dos recursos a que têm direito na sua vida na Terra.

Fonte: NaturLink

Compactação do solo traz perdas para agricultores

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 08:45

Fenômeno provoca o surgimento de uma camada superficial mais dura

A compactação do solo é, para alguns pesquisadores, um dos principais motivos da degradação de áreas agrícolas no país. Ela provoca prejuízos aos agricultores, que enfrentarão queda expressiva de produtividade e terão maiores gastos para levar a cultura adiante. De quebra, o terreno fica mais vulnerável às erosões.

Em linhas gerais, tal fenômeno é conceituado como o surgimento de uma camada superficial mais dura, normalmente de 5 cm a 20 cm, que dificulta o desenvolvimento das raízes e, conseqüentemente, das plantas. Isso porque haverá menor absorção de água e nutrientes e menos trocas gasosas.

De acordo com João Tavares Filho, professor do departamento de agronomia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná, o problema surge a partir da “aplicação de pressão sobre o solo em condições inadequadas de umidade”.

De maneira simplificada, trata-se da ocorrência de pressão em áreas bem úmidas. Os fatores são diversos: tráfego de máquinas agrícolas, equipamentos ou animais e até mesmo o impacto de gotas de chuva sobre um terreno descoberto, desprovido de vegetação.

Não há, segundo Tavares Filho, um cultivo que provoque maior compactação.

“O que existe, na verdade, é o manejo em condições inadequadas de umidade e excesso de pressão sobre o solo”, diz. Ele avalia que sistemas agrícolas com uso intenso do solo e com muito maquinário registram problemas ainda maiores.

Para evitar a compactação, várias são as medidas cabíveis, entre elas a diminuição da movimentação de máquinas e equipamentos pesados, sobretudo quando houver muita umidade no local, e adoção da rotação de culturas com plantas de diferentes sistemas de raízes.

Caso a propriedade rural seja atingida, recomenda-se a descompactação através de subsoladores ou escarificadores, que são implementos agrícolas para deixar o solo mais rugoso ou poroso.

Operação impõe investimentos maiores
Em um solo compactado, o agricultor terá gastos muito maiores para desenvolver as culturas. Uma das razões é o aumento da potência dos tratores, algo que, inevitavelmente, leva a um maior consumo de combustível.

Depois, caso surjam erosões, o produtor terá de investir elevados recursos financeiros para promover a correção do terreno.

Ao notar o amarelecimento das plantas e o seu crescimento desigual, pode-se estar diante do fenômeno da compactação.

Uma forma de o agricultor identificar se ela está em nível prejudicial é perceber se as raízes apresentam desvios laterais e concentram-se na superfície.

Outro indício é o acúmulo de água nos sulcos, um sinal de que a terra está com dificuldade para absorvê-la.

É possível fazer a avaliação técnica do problema por meio de penetrômetros – hastes com pontas cônicas que indicam a pressão.

Para João Tavares Filho, é muito mais vantajoso para o produtor rural evitar a compactação, pois as técnicas de descompactação são bastante custosas. O valor dependerá das características de cada local atingido.

Para finalizar, o professor da UEL enfatiza que a compactação dos solos é um fenômeno sempre presente nas lavouras. “O problema é quando ela é excessiva”, afirma Tavares Filho.

Fonte: BOM DIA Rio Preto

Paraná interessa à portuguesa Quifel Energy

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 08:44

Representantes da empresa portuguesa de energia Quifel estarão esta sexta-feira em Curitiba para analisarem oportunidades de negócio no fabrico de biodiesel.

Da Redação

Mamona é uma das plantas com potencial para o biodiesel.

Curitiba - Uma comitiva de empresários portugueses da Quifel Energy estará amanhã em Curitiba para ter uma reunião com o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Governo do Paraná, Valter Bianchini e com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A empresa portuguesa manifestou interesse em firmar parcerias com agricultores familiares e cooperativas, para a produção de biodiesel no Paraná.

O encontro será na manhã desta sexta-feira, no auditório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os técnicos farão a apresentação das políticas públicas para o fomento à produção de biodiesel no Estado e das ações que estão sendo realizadas.

O programa paranaense de biodiesel está centralizado no desenvolvimento tecnológico. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está pesquisando plantas oleaginosas com potencial para produção de biodiesel, como canola, girassol, amendoim, mamona, nabo forrageiro, pinhão-manso, tungue e crambe. Também pesquisa tecnologia de processamento para extração de óleo através de mini prensas e extrusoras.

Já o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) está finalizando a instalação de uma mini-usina de biodiesel na Cidade Industrial, em Curitiba, com tecnologia própria, segundo informou a Agência Estadual de Notícias do Governo do Paraná.

Após esta visita da Quifel Energy, o Paraná voltará a estar no centro das atenções dos investidores portugueses no próximo mês. Para 20 e 21 de junho está marcada uma missão empresarial lusa a Curitiba, onde decorrerá o I Encontro Luso-Brasileiro de Negócios em Biocombustíveis, que resulta de uma parceria entre a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira de Portugal e a WYS Negócios Internacionais.

“Com um formato de missão empresarial de negócios e tendo por pano de fundo o potencial energético brasileiro, pretende-se viabilizar o contacto e a troca de experiências entre investidores, empresas e indústrias, governos e instituições européias e brasileiras com interesse em oportunidades de negócio e transferência de tecnologia na área de bioenergias”, anunciou já a CCILB.

Fonte: Portugal Digital

Nutrição foliar contribui para o desenvolvimento e para a rentabilidade do milho

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 17 de Maio de 2007 @ 08:42

Dr. Valter Casarin
MSc. Fernanda Forli
Departamento de Suporte Técnico
Produquímica Indústria e Comércio Ltda.

A boa produtividade das grandes culturas, como de milho, depende da sucessão de etapas bem executadas no campo. Desde a escolha das sementes, passando pelo correto plantio até a colheita e o armazenamento, tudo deve ser planejado e bem feito. Nesse longo processo, um dos pontos cruciais é a adubação equilibrada, fornecendo os nutrientes essenciais para a planta (N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cl, Co, Cu, Fe, Mn, Zn, Mo, Ni), em função da dinâmica no solo e da demanda pela cultura.

A agricultura moderna dispõe de técnicas eficientes para corrigir eventuais deficiências de nutrientes do solo, mesmo considerando os desafios, como condições de clima e do ambiente. Por exemplo: nem sempre, a adubação convencional executada no plantio é suficiente para fornecer à planta todos os nutrientes requeridos. Além disso, é comum ocorrer deficiências de certos nutrientes, em função de uma série de fatores naturais.

Assim, para evitar carências e, conseqüentemente perdas de produtividade e de rentabilidade, é fundamental que o engenheiro agrônomo disponha de ferramentas adequadas para fazer a recomendação da adubação. O principal instrumento para uma correta recomendação de adubação é a análise de solo. A análise foliar é uma ferramenta complementar, que serve para verificar o estado nutricional da planta. Dispondo das informações necessárias, pode-se fazer o planejamento da adubação, reduzindo, com isso, a probabilidade de ocorrência de deficiências minerais ao longo do ciclo da cultura.

Contudo, caso alguma deficiência seja detectada, a nutrição foliar pode ser utilizada com o objetivo de correção. A técnica da adubação foliar consiste em pulverizar nutrientes em formas 100% solúveis em água diretamente na parte aérea das plantas. É um método especialmente eficiente para o fornecimento de micronutrientes (B, Cl, Co, Cu, Fe, Mn, Zn, Mo e Ni) às plantas. Com a adubação foliar, a absorção desses elementos é muito mais rápida e eficiente que as tradicionais aplicações via solo.

O sucesso da adubação foliar esta relacionado a vários fatores relativos à própria planta. Neste caso, deve-se considerar a idade da folha, o estádio fenológico do vegetal e a permeabilidade da cutícula foliar. Há outros fatores que também influenciam a eficiência da adubação foliar, tais como a fonte do nutriente (sulfato, cloreto e nitrato), o pH da solução e a composição e a concentração da solução. É importante ressaltar que o sucesso da adubação foliar também depende da utilização de equipamentos adequados, que permitam a cobertura ou o molhamento uniforme das folhas, evitando as perdas de nutrientes. Além disso, deve ser dada atenção especial à umidade relativa do ar, à temperatura local e à intensidade dos ventos.

Na maioria dos casos, a adubação foliar pode ser realizada conjuntamente com a aplicação de defensivos agrícolas, o que proporciona uma vantagem adicional: a racionalização do número de operações, com conseqüente redução de custos para o agricultor. Porém, é preciso ficar atento à compatibilidade destes insumos, para evitar reações químicas que prejudiquem a eficiência dos produtos aplicados.

Ao equilibrar o fornecimento de nutrientes, garante-se o bom desenvolvimento das culturas de grãos. Mas é preciso seguir algumas recomendações. No milho, por exemplo, zinco, boro, manganês e cobre devem ser fornecidos obrigatoriamente no programa regular de adubação foliar. Em função da grande demanda da cultura do milho pelo zinco, a adubação foliar representa a vantagem de complementar a nutrição da planta em quantidade e qualidade em relação ao que o solo fornece.

Assim como a deficiência, o excesso de nutrientes também é prejudicial às plantações, podendo acarretar problemas de toxidez e prejudicar a produtividade. Além da nutrição foliar, cuidados fitossanitários – como controle de pragas, doenças e plantas daninhas – devem ser tomados, pois podem limitar o desempenho das lavouras.

Em resumo, para que altas produtividades de milho sejam obtidas, o produtor, com auxílio do engenheiro agrônomo, deve planejar e executar um programa de adubação que propicie equilíbrio nutricional. A adubação foliar é um método altamente eficiente para o fornecimento de micronutrientes, que contribui para a obtenção de uma produção rentável de milho.

Texto Assessoria de Comunicações (telefone 11 3037-7288)
Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291)

Fonte: Agora MS