Plantas antiestresse

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Maio de 2007 @ 08:55

No Brasil, vegetais como guaraná, mate e catuaba são utilizados em tratamentos para combater cansaço físico e mental

Da Redação

A natureza é inquestionável. Diversas plantas têm mesmo expressivo poder curativo. O cansaço físico e mental, vivido intensamente pela vida contemporânea, pode ser aliviado por esses “milagrosos” vegetais, que são grandes aliados na hora de enfrentar o estresse diário. “A planta mais utilizada no mundo para esta finalidade é o ginseng coreano – nome científico Panax ginseng –, mas que não cresce no Brasil”, afirma Fúlvio Rieli Mendes, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Quem escolher o tratamento à base das verdinhas deve entender que os efeitos fortificantes não aparecem de uma hora para outra. “Nota-se a diferença de ânimo só depois de alguns dias de tratamento”, afirma Fúlvio. Isso porque o princípio ativo das plantas precisa modificar funções fisiológicas, o que não ocorre da noite para o dia. A recomendação é que o uso do fitoterápico se prolongue por três meses. Depois, é preciso dar uma pausa de um mês para eliminar os excessos do corpo e, então, se for indicado, retomar o tratamento.

No Brasil, várias plantas são utilizadas para combater o estresse, resultando em energia e disposição. “Como é o caso do guaraná, fáfia, mate, cacau, catuaba e tantas outras”, explica. A maioria dessas plantas é encontrada para venda em mercados e ervanários, segundo o especialista. “Porém, sem garantia de qualidade e autenticidade”, alerta.

Habitat natural

Na natureza, elas são encontradas no habitat característico e algumas vezes cultivadas em outros biomas. “Por exemplo, o guaraná é típico do Amazonas, o cacau pode ser encontrado tanto nativo na floresta amazônica como cultivado na Bahia e outros Estados. A catuaba está no Cerrado, em toda região Centro-Oeste do Brasil e também em Minas Gerais. O mate, com o qual se prepara o chimarrão e o tereré, é típico do Sul do Brasil”, detalha.

Fúlvio conta que uma pesquisa realizada em livros brasileiros, publicados desde a década de 1930, mostra que o Brasil é rico em plantas usadas para combater o estresse e melhorar o desempenho físico e cognitivo, relativo à memória e à percepção. “Algumas plantas possuem uso regionalizado, mas muitas outras são conhecidas e utilizadas no País todo.” Ele explica ainda que os estudos científicos com estas plantas, potencialmente úteis contra o estresse, ainda são insuficientes. “Mas dados já publicados apontam efeitos animadores para o guaraná, a fáfia, o nó-de-cachorro e a muirapuama.”

Fonte: Diário da Manhã

Descoberto mecanismo que torna possível rega com água salgada

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Maio de 2007 @ 08:54

Vai ser possível a rega de campos de golf com água salgada?

As plantas são capazes de detectar o grau de salinidade do solo e defender-se dele, uma descoberta que poderá, por exemplo, traduzir-se na criação de relva transgénica, que se poderia regar com água salgada. Segundo um trabalho dirigido pelo espanhol Armand Albert, publicado na Revista “Molecular Cell”, as plantas são capazes de desenvolver mecanismos de defesa contra as agressões externas como o excesso de sal, a seca ou a falta de nutrientes no solo.

Armand Albert, investigador do Instituto de Química e Física Rocasolano do Centro Superior de Investigações Científicas, e a sua equipa entendem que a sua descoberta poderá permitir, por exemplo, a utilização água salgada para regar os campos de golfe em zonas com escassez de água doce. As plantas detectam e defendem-se dos estímulos externos mediante um mecanismo celular, no qual actuam as proteínas quinasas e fosfatasas, que se organizam para perceber os estímulos ambientais e transformá-los num sinal químico que desencadeia a resposta.

O excesso de sódio no solo é tóxico para as plantas e desajusta o equilíbrio entre os distintos sais necessários para um crescimento normal e, em situações de stress salino, devem manter baixas as concentrações intracelulares de sódio. Para o obter, a quinasa e a fosfatasa desenvolvem um transportador na membrana celular que bombeia o excesso de sódio para fora da célula, restabelecendo assim o equilíbrio salino da planta.

Esta descoberta radica, basicamente, no conhecimento da estrutura atómica das proteínas e na identificação dos determinantes celulares que afectam o processo. Graças a esta descoberta será mais fácil a procura sistemática de espécies naturais que apresentem alterações nestas proteínas, ou preparar modelos vegetais transgénicos que sejam hiper resistentes ao sal. Segundo o estudo, a investigação foi efectuada com a planta modelo Arabidopsis Thaliana, mas é aplicável a outras plantas, como o arroz ou a soja.

Fonte: Ciência Hoje Pt