Teruel defende estudo sobre plantas no combate contra dengue

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 11 de Abril de 2007 @ 10:10

O deputado estadual Pedro Teruel – PT, presidente da Comissão de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos e propositor da CPI da Dengue, defendeu hoje a realização de estudos sobre a utilização de plantas medicinais no tratamento da doença e no combate ao mosquito Aedes aegypti.

“Há algumas espécies de plantas com características de amenizar o sofrimento de quem está com dengue. E o tratamento homeopático tem sido mais barato que os remédios tradicionais. Se houver no próximo ano uma nova epidemia como a atual, estaremos preparados para o tratamento de pessoas com sintomas do vírus da dengue com baixo orçamento, priorizando recursos para a prevenção de focos de reprodução e proliferação do mosquito”, descreve Teruel.

O deputado cita um tratamento que começou a ser praticado há um mês em São José do Rio Preto - a 440 quilômetros de São Paulo. A iniciativa que já foi aplicada durante epidemia no ano passado em Cuba consiste no uso de um medicamento homeopático

Que alivia os sintomas da dengue desenvolvido pelo Ambulatório de Homeopatia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Famerp, associando três substâncias.

Foram gastos R$ 500 para produzir 50 frascos com gotas suficientes para atender 50 mil pacientes.

O objetivo do medicamento é reduzir a febre e dores pelo corpo dos pacientes durante o tratamento. As pessoas que não contraíram o dengue também podem administrar a dosagem para que a intensidade da doença diminua em caso de contaminação. Não há efeitos colaterais e nem contra-indicações e uma dose equivale a duas gotas.

“É preciso utilizar todos os meios de tratamento e de combate à doença. A utilização de homeopatia no tratamento das pessoas com o vírus da dengue é equivalente à utilização de aeronaves no trabalho de prevenção. São ações que devem ser analisadas cuidadosamente pelos técnicos e profissionais de cada setor para que Mato Grosso do Sul não tenha mais casos, contribuindo negativamente para que o Estado tenha metade dos casos de dengue no Brasil”, descreve Teruel.

O parlamentar também ressalta que medidas urgentes foram tomadas pelo Poder Público em outras regiões do Brasil com índice de casos inferior ao de Mato Grosso do Sul. São José do Rio Preto, por exemplo, priorizou as atividades de combate e novas técnicas de tratamento com 0,94% da população com dengue. Cuba decretou epidemia quando 1% da população sofria efeitos da doença. Mato Grosso do Sul a dengue atingiu 2,5% dos habitantes nos últimos dias. Já são mais de 60 mil casos registrados.

Fonte: MS Notícias

Sobre a revitalização do S. Francisco

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 11 de Abril de 2007 @ 10:08

E uso de plantas nativas medicinais.

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) está desenvolvendo três projetos de pesquisa nas áreas de biotecnologia e Ecologia, durante dois anos, por intermédio curso de Mestrado em Ciências Biológicas. Dois desses estudos estão relacionados à revitalização da Bacia do Rio São Francisco e o outro sobre utilização de plantas nativas na fabricação de medicamentos.

Os recursos (R$ 1,43 milhão) serão disponibilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Financiadora Nacional de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Os recursos financeiros já começaram a ser liberados, e serão aplicados, também, na estruturação de novos laboratórios, instalados recentemente pela universidade.

Rio São Francisco

Um dos projetos tem o título de “Ecologia, conservação e uso sustentado em áreas da transição entre os biomas caatinga e cerrado no médio São Francisco”, e será desenvolvido em parceria com as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e Viçosa (UFV). O objetivo é a investigação das características e funções das matas ciliares do médio São Francisco, além da avaliação da qualidade e do uso sustentado dos recursos hídricos.

Será realizado um diagnóstico voltado para implementação das ações para a conservação e recuperação dos recursos naturais, como parte do “Programa de Revitalização do Rio São Francisco”.

Outro estudo a ser desenvolvido na Unimontes (aprovado pelo CNPq e pela Finep/Ministério da Ciência e Tecnologia), está relacionado à preservação do rio São Francisco, inserido na “Seleção de Propostas de ações para intervenção em Zonas Úmidas Brasileiras”. Os levantamentos serão realizados na bacia do Rio Pandeiros, no município de Januária (Norte de Minas), que abriga o único pântano do Estado e funciona como “berçário” das diversas espécies de peixes da bacia do São Francisco.

Medicamentos

O terceiro projeto, denominado “Estruturação da Rede Mineira de Biotecnologia - Bioensaios e Biotério (Rede Bio)”, tem como meta a realização de pesquisas em espécies animais e vegetais, objetivando a fabricação de medicamentos. Essa rede de investigação científica envolve diversas instituições, incluindo as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Ouro Preto (UFOP), de Lavras (UFLA) e de Juiz de Fora (UFJF). A pesquisa visa, principalmente, relacionar o uso de plantas nativas na produção de medicamentos.

Fonte: Minas Vestibular