Seu carro a álcool e os cadáveres da cana

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Abril de 2007 @ 13:35

O brasileiro anda por aí achando o caos aéreo uma vergonha nacional.Tem razão. As pessoas estão indignadas com o desprezo do governo. Mandam cartas aos jornais, assinam aquela lista da CPI em pleno saguão dos aeroportos e entram na Justiça clamando por indenizações milionárias.

O Brasil também ficou indignado, todos ficamos, com a cara-de-pau do presidente americano George W. Bush, de vir aqui, conhecer nossa tecnologia para extração do álcool, assinar acordo de cooperação e dizer que não pode fazer nada para derrubar as sobretaxas ao nosso etanol impostas pelo lobby dos produtores de lá sobre os parlamentares.

A violência urbana, devido às mortes terríveis, também comove a sociedade. Muitos saem em defesa da pena de morte e o país caiu num debate sem fim sobre a redução da idade penal, depois do assassinato do menino João Hélio.

No entanto, uma notícia – divulgada dia 31 de março e dia 1º de abril – no jornal O Estado de S. Paulo mostrou como a sociedade brasileira está preocupada com os problemas nacionais desde que esses problemas sejam seus vizinhos.

A notícia dava conta da morte de José Pereira Martins, de 51 anos, cortador de cana-de-açúcar, de enfarte do miocárdio, em plena plantação, depois de um dia de trabalho.

Ele é apenas mais um trabalhador vítima do excesso de trabalho. A reportagem de José Maria Tomazela desenha um quadro assustador do interior de São Paulo.

Aqui vale um parênteses: há dois interiores, um rico, onde a riqueza do agronegócio chega de forma mais democrática ao trabalhador. Outro atrasado e anacrônico. A indústria canavieira, por exemplo, melhorou muito, mais ainda é o Wal-Mart do agronegócio.

A reportagem informa que 260 mil trabalhadores irão cortar cana este ano. Como as espécies transgênicas são mais leves e os trabalhadores ganham por tonelada cortada, precisam cortar de 10 a 20 toneladas POR DIA para manter o mesmo salário. Logo, os mais velhos, com 60, 70 anos são excluídos.

Há preferência pelo porte valorizado pelos senhores de escravo do século 17. A demanda é por mão-de-obra altamente produtiva e de baixo custo. Os imigrantes nordestinos chegam em ônibus clandestinos e trabalham até o corpo não mais suportar.

Foi assim com José. Tombou, depois de um dia de trabalho estafante.

Ele trabalhava há 4 anos e meio nas terras do Grupo Cosan, na região de Ribeirão Preto. O grupo, da família de Rubens Ometto, é um dos maiores produtores de cana e álcool do mundo.

O curioso é a notícia desta morte, no dia seguinte, embrulhar peixe para ser consumido na semana santa.

Não houve suíte (acompanhamento da notícia pelo jornal), cartas aos jornais, processos por meio de grupos organizados, manifestação do governo. Nada. Nenhuma indignação.

Nenhum usuário de carro a álcool quer saber de onde está vindo este combustível? Estão preocupados apenas com o preço? O etanol, pelo menos no Brasil, extraído da cana, é um combustível comprometido com a sustentabilidade mesmo matando trabalhadores?

José é o 18º cadáver da cana desde abril de 2004. Número da Pastoral do Migrante de Guariba. Uma média de uma morte há cada dois meses.

Vale dizer que a maioria dos trabalhadores é legalmente registrada pela CLT. Outra parte é terceirizada. José tinha carteira assinada.

Nestes dias, acompanhei a seção de cartas do Estadão. Nada. Esperei outro domingo para ver o destino do caso. Nenhuma linha. Entrei no site da Cosan. Lá nada encontrei, apenas esta mesmice que, de tão absurda, vale a reprodução:

“Políticas de R.H.

Qualidade de vida para você e a comunidade

O grupo COSAN investe em projetos de desenvolvimento pessoal e profissional aos seus funcionários e em ações sócio-ambientais que beneficiam toda a comunidade. Além disso, a empresa estimula a participação dos funcionários em seus projetos, com o intuito de integrar ainda mais empresa e comunidade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos.

Organização dinâmica e colaborativa

Trabalho em equipe é uma de nossas premissas. Por isso, a COSAN busca profissionais competentes e com capacidade de liderança e trabalho em equipe. Com uma organização dinâmica e colaborativa, o grupo pode replicar experiências de sucesso com agilidade e garantir a máxima eficiência.”

É desta forma que a Cosan busca a tão propagada produtividade.

É assim também que o megaprojeto do etanol pode morrer na praia. Se os nossos usineiros continuarem acreditando que as razões ambientais sustentarão quaisquer abusos e crimes trabalhistas, o país certamente produzirá para o mundo mais uma avalanche de notícias negativas e comprometerá sua imagem neste processo global.

Fonte: Blog do Jofe

UE manda remover do mercado cinco variedades transgênicas

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 9 de Abril de 2007 @ 13:32

Bruxelas, 20 - Os países membros da União Européia concordaram hoje em remover do mercado cinco produtos transgênicos dos 27 países do bloco, informou a Comissão Européia. Serão removidas três variedades de canola produzidas pela Bayer AG (BAY.XE), uma variedade de milho da Syngenta AG (SYNN.VX) e uma variedade de milho da Monsanto Co. (MON).

“Para as cinco lavouras transgênicas afetadas pela decisão de hoje, nenhuma aplicação para renovação é esperada”, disse a comissão em um comunicado, acrescentando que esses produtos “não estão mais sendo usados, e as empresas não tem mais nenhum interesse neles.” A primeira vez que a comissão pediu a remoção dos produtos do mercado do bloco europeu foi em 2004.

Sob as novas regulações da UE para produtos transgênicos, essas variedades terão de ser novamente avaliadas e submetidas à nova aprovação até o dia 18 de abril, para que seus produtores possam continuar comercializando-as para o bloco após esta data.

A Bayer informou, através da sua porta-voz Annette Josten, estar surpresa com a decisão da UE, já que a companhia não produz ou comercializa as variedades vetadas hoje há muitos anos e, por isso, não submeterá o produto a nova aprovação do bloco europeu. Os representantes da Monsanto e da Syngenta não estavam disponíveis para comentar a decisão da comissão. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

Plantas aquáticas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Abril de 2007 @ 13:30

Empresas de Ribeirão descobrem o aquapaisagismo, que leva técnicas de jardinagem para dentro dos aquários

IGOR SAVENHAGO
Gazeta de Ribeirão
igor.savenhago@gazetaderibeirao.com.br

05GR00FOT01 - plantas de aquário em paisagismo

Ribeirão Preto começa a despertar para um mercado ainda pouco explorado no país: o de plantas para aquários. Animados com o surgimento de um novo conceito na atividade - o aquapaisagismo, que consiste na transferência de técnicas de jardinagem para dentro dos aquários -, os produtores modernizam seus modelos de cultivo e partem em busca de novos clientes.

A empresa Grow Aquarim Plants, fundada há menos de um ano, é uma prova de que o negócio vem se expandindo na cidade. Os sócios Rômulo Arantes e João Paulo Lima, apesar de estarem praticamente no início do trabalho, já sonham alto. Querem fornecer cinco mil vasinhos de plantas aquáticas por mês e não só para o mercado interno. Estão de olho, também, no exterior.

Localizada na avenida Maurílio Biagi, ponto de grande movimentação, a Grow tem um leque de 60 variedades de plantas. Arantes, que é formado em engenharia florestal, diz que a empresa foi montada porque o fascínio por aquários é um hobby que conquista, a cada dia, um número maior de adeptos. “As pessoas estão se interessando pelo assunto, principalmente quem tem uma rotina agitada e quer esquecer um pouco a correria do dia-a-dia. O aquário é uma terapia contra o estresse”, acredita.

E quem pensa que aquarismo é sinônimo apenas de peixes se engana. Um grupo de aficcionados pelo assunto no país vem mudando, aos poucos, esta idéia. Já existem aqueles que priorizam a vegetação e montam praticamente um jardim em miniatura no aquário. Os peixes servem, somente, para compor a paisagem. Neste caso, a disposição das plantas e outros elementos, como rochas e pedriscos, é arquitetada, planejada em cada detalhe. Até a iluminação é um fator essencial para deixar o projeto mais bonito.

Periodicamente, as plantas são podadas para que possam crescer com mais vigor. E a manutenção constante, feita semanalmente, é necessária para manter o visual atraente. Esta mudança de foco, que ficou conhecida no exterior como aqua scaping e chegou ao Brasil com a denominação de aquapaisagismo, já é tema até de campeonato. O CBAP (Campeonato Brasileiro de Aquapaisagismo) tem a participação anual de mais de cinco mil competidores.

É nessa realidade que apostam os empresários do ramo de plantas aquáticas. “Em sessenta dias, vamos estar produzindo em larga escala, ajudando a difundir o gosto pelos aquários. Infelizmente, no Brasil, isso ainda é um lazer caro. Para que seu custo diminua, é preciso popularizar. Este é o nosso desafio”, afirma Lima.

Outro produtor de Ribeirão, Vagner Bianchini, também está otimista. Ele produz plantas aquáticas há mais de 30 anos, mas só há seis entrou com força no mercado. “O que antes era uma diversão, virou coisa séria”. Só de espécies para aquários, oferece 350. Em 2001, eram apenas 20. A área de cultivo, de aproximadamente, cinco mil metros quadrados, abriga também variedades para embelezar lagos, mas é no aquarismo que reside a maior aposta para os próximos anos. “A atividade está começando a ficar conhecida. Quando mais gente descobrir, as vendas tendem a crescer ainda mais”.

A produção de Bianchini é comprada por lojas da própria cidade, de outras localidades do interior do Estado e de algumas capitais, inclusive São Paulo. A chácara, onde o cultivo nasceu e progrediu, fica no Bairro das Palmeiras. O filho, Júnior, ajuda a tocar os negócios. “Além de produzir, também orientamos aqueles que desejam montar um aquário, o que não é uma tarefa fácil. É importante saber quais espécies de plantas e peixes podem conviver num mesmo espaço”, alerta Bianchini.

Fonte: Gazeta de Ribeirão

Produtores rurais serão capacitados em Corumbá

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Abril de 2007 @ 13:25

Da Redação

Será aberto na quarta-feira, dia 11 de abril, às 08h00, o curso sobre implantação e manejo básico de horta, que vai atender o pequeno produtor rural de Corumbá. A capacitação será na escola Paiolzinho e é uma realização em parceria da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Executiva de Desenvolvimento Agropecuário; Sindicato Rural de Corumbá, e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

O curso terá carga horária de 24 horas e é destinado a 12 pessoas que, no futuro, serão multiplicadores junto aos pequenos produtores rurais. Tem como principal objetivo, fornecer conhecimento do sistema de produção de hortaliças, utilizando as informações para implantação e manejo de horta. Para participar, o interessado deve ser alfabetizado, ter idade mínima de 16 anos, ser trabalhador na atividade e ter condições físicas e mentais para o exercício da ocupação.

Este será o primeiro de uma série de quatro cursos para o pequeno produtor rural. Os outros três enfocarão cultivo de plantas medicinais e preparo de remédios caseiros, fabricação caseira dos derivados do leite e operação e manutenção de moto-serra.

O curso sobre cultivo de plantas medicinais e preparo de remédios caseiros, previsto para iniciar no dia 17, com uma carga de 40 horas é destinado a 15 participantes. A realização busca aprimorar conhecimentos e aplicar no cultivo de plantas e no preparo de remédios caseiros, participando de atividades teóricas e práticas. A idade mínima exigida também é de 16 anos, além de alfabetizado.

Outro curso, fabricação caseira dos derivados do leite, começa no dia 24 de abril, também com carga de 40 horas e destinado a 15 participantes. Objetiva melhorar conhecimento e aplicação das técnicas adequadas de produção caseira dos derivados do leite. A idade mínima também é 16 anos, além de alfabetizado.

Já o quarto curso, operação e manutenção de moto-serra, começa no dia 2 de maio e terá uma carga de 20 horas. É destinado a 12 participantes que terão oportunidade de construir conhecimentos e aplicar na área de operação e manutenção de moto-serra, de forma racional e com segurança operacional. Para participar, o trabalhador, tem que ter idade mínima de 18 anos, além de alfabetizado.

Segundo o secretário executivo de Desenvolvimento Agropecuário, Marco Antônio Freire de Barros, as inscrições ainda podem ser feitas na própria secretaria, localizada na rua Cuiabá, 1333, no período das 07h00 às 13h00. Lembra que as vagas são limitadas. Caso a procura seja maior que a demanda, a Prefeitura fará o cadastramento dos interessados que serão atendidos posteriormente. As informações são da Subsecretaria de Comunicação Institucional.

Fonte: Corumbá Online

Descubra as plantas medicinais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Abril de 2007 @ 13:24

Marco Polo/DN

O uso de plantas medicinais é antigo, remete aos costumes de família e receitas para curar uma gripe ou mal estar, independente da causa. Após a descoberta da indústria farmacêutica, que passou a utilizar essa matéria-prima na fabricação de remédios, os benefícios da planta voltaram a chamar a atenção das pessoas que prezam a qualidade de vida mesmo com o corre-corre diário.

Pensando em nortear essa redescoberta das plantas medicinais, a coordenadora do Centro de Informação sobre Medicamentos e Plantas Medicinais da Universidade Potiguar (CIMPLAM/UnP), Valdenice Fernandes da Cunha, criou a cartilha ‘‘Plantas Medicinais: orientações básicas’’ com dados importantes sobre o uso desses produtos. O trabalho está em sua segunda edição e toda a pesquisa foi realizada durante um ano, com base em livros científicos e o auxílio da professora Cleonice Fátima de Lima, além da colaboração da aluna do curso de Farmácia, Andréa Carla de Souza. ‘‘A cartilha dá uma orientação de como fazer chás, lambedores, banhos, compressas, além de ensinar sobre as plantas tóxicas ao organismo. Algumas conhecidas, como a Arruda, podem ser perigosas se usadas de forma inadequada’’, diz a coordenadora do CIMPLAM/UnP, Valdenice Fernandes da Cunha.

Durante a pesquisa foram estudadas 12 plantas de uso comum e outras nove plantas consideradas tóxicas. A principal questão é a forma de preparo. ‘‘Todas as plantas têm indicação de benefício ao organismo humano, mas além de ser boa tem que ser usada corretamente’’, diz a coordenadora do CIMPLAM/UnP. O bom estado de conservação, armazenamento e forma de preparo são condições imprescindíveis para se ter um bom produto final. O chá, por exemplo, não deve ser preparado em utensílios de alumínio ou ferro, além de ser preferível bebê-lo ao natural, sem o uso de açúcar.

A cartilha ‘‘Plantas Medicinais: orientações básicas’’ será lançada oficialmente em abril. A comercialização vai acontecer em breve e terá um valor simbólico.

Cuidados

Os remédios comercializados sem orientação, muitas vezes deixando de lado a prescrição médica, podem trazer riscos à saúde. Da mesma maneira, preparar um chá, ou qualquer outro produto, com ervas inadequadas pode ser nocivo, por isso é importante levar em conta a maneira adequada de utilização. ‘‘Ao usar uma planta a pessoa tem que ver se ela está em bom estado de conservação’’, alerta a coordenadora do CIMPLAM/UnP, Valdenice Fernandes da Cunha. Entre os principais riscos estão a alto medicação, dosagens incorretas, uso de plantas que contenham substâncias tóxicas ou que estejam mofadas. O importante é que sejam utilizadas apenas plantas conhecidas e de boa procedência.

Em relação ao chá, o preparo pode ser feito de três maneiras: por infusão, decocção e maceração. A infusão é indicada para folhas, caules finos e flores secas. A decocção também é chamada de cozimento, sendo aplicada, geralmente, em raízes, sementes e cascas. E a maceração é feita colocando-se a planta amassada ou picada de molho em água fria, de 10 a 24 horas, e coar.

A qualidade da planta utilizada é o primeiro passo para que o organismo responda de forma satisfatória ao produto ingerido. Além de proporcionar bem estar e melhorar o funcionamento do sistema gastrointestinal, as ervas são medicamentos naturais que surgem como uma alternativa contra o uso de produtos elaborados quimicamente.

KARINE BRITO
ESPECIAL PARA O POTI

Fonte: Diário de Natal