Nenhum homem é uma ilha
por Rubens Fava
O grande filósofo Teilhard de Chardin criou uma célebre frase; “no men is an island”, ou seja, “nenhum homem é uma ilha”. Isto significa que o homem não consegue viver isoladamente e precisa um dos outros para a sua sobrevivência.
A natureza nos ensina que esta é uma lei que vale para todos. As plantas, por exemplo, precisam da ajuda de alguns animais para poder dispersar seu pólen ou suas sementes para assegurar a sobrevivência da espécie.
Para conquistar esta parceria muitas delas precisam atrair a atenção dos seus polinizadores ou dispersores, ou em uma linguagem mais administrativa, de seus parceiros.
Para isso normalmente atuam, primeiro atraindo a atenção desses colaboradores em potencial e depois oferecendo o néctar que recompense o serviço prestado por estes parceiros.
Esta atração não é tarefa fácil, pois mesmo na natureza a competição é grande, muitas plantas também usam estratégias diferenciadas, tais como a utilização de cores fortes que se sobressaem ao verde das florestas, ou ainda utilizam uma outra estratégia bastante eficiente que é o cheiro.
Se observarmos, iremos concluir que o problema é que estes mesmos artifícios também são utilizados por inúmeras outras plantas, senão, pela maioria delas. Neste caso, a questão é; “como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo?”
Talvez a resposta esteja na qualidade do néctar e principalmente na maneira como ele é oferecido ao parceiro em potencial.
Se tivesse que dar um conselho a uma plantinha, poderíamos orientá-la de que deve adicionar um pouquinho mais de açúcar a seu néctar para que ele tenha um sabor agradável, com isso cria a fidelidade de seu parceiro que voltará sempre.
É bom lembrá-la de que a localização é muito importante, pois se estiver em um local muito exposta ao sol isto fará com que a evaporização da água torne seu néctar muito doce o que certamente não agradaria seu parceiro, por outro lado, se estiver em um local muito fechado, impedirá a entrada de água da chuva, neste caso o efeito seria o contrário, seu néctar poderia se diluir de forma excessiva e tornar menos doce.
Outro cuidado é não deixar seu néctar muito exposto, uma vez que com a facilidade em obtê-lo, seu possível parceiro se beneficiará dele sem oferecer, em contrapartida, o serviço de transporte de seu pólen e ai sua sobrevivência ficará comprometida.
A estratégia, então, é deixar seu néctar na parte mais profunda da flor, onde obrigatoriamente ele terá que tocar no pólen para chegar até o produto de seu interesse que é o néctar.
Teilhard de Chardin está certo não há nenhuma possibilidade de sobrevivência se não houver parceria.
No mundo dos negócios não é diferente. Vivemos hoje numa sociedade cuja evolução tecnológica da era pós-industrial representa a transformação da riqueza física, baseada na terra e nos bens de produção, em ativos intangíveis.
Neste sentido, ganhou significado patrimonial não só a marca, mas também os domínios, os bancos de dados, os softwares, as tecnologias, as licenças e outros.
Neste cenário, uma série de mudanças comportamentais e de postura ocorreu.
O ambiente de negócios se transformou, principalmente com a inversão da cadeia de produção, com um modelo de logística reversa, sem estoques, com terceirização de pessoas, processos e até operações.
O marketing passou a olhar de fato para o cliente, criando interfaces de contatos, seja ele qual for; e.mail, comércio eletrônico, home page, etc.
Hoje as empresas precisam da ajuda do cliente para poder divulgar sua marca ou sua imagem, pois ambas constituem a alma da empresa e asseguram a sua sobrevivência.
Muitas precisam atrair a atenção de seus clientes, criando o que podemos denominar de “clientes apóstolos”, ou seja, aqueles clientes formadores de opinião, que assim como as plantas, precisam atrair a atenção e depois oferecer algum benefício, algum néctar, que recompense a preferência deste por seu produto, seu serviço ou sua marca.
Como na natureza, no mundo dos negócios esta também não é uma tarefa fácil. A competição é enorme e a maioria das estratégias utilizadas para atrair o cliente em geral, são similares entre todas as empresas. Neste caso a questão é a mesma feita anteriormente em relação à natureza; “como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo?”
A resposta também não é diferente, talvez esteja na qualidade do produto (néctar) e principalmente na forma como ele será oferecido.
Para começar o produto e/ou serviço deve atender ao máximo possível as necessidades do cliente para que ele volte sempre, uma vez que sabemos que o cliente não compra produto, compra benefício.
Por outro lado, a localização também é importante, pois ela possibilita o adequado posicionamento do produto no mercado e conseqüentemente o valor percebido do cliente, ou até para impedir que o cliente forme uma imagem que leve em consideração apenas o produto, diluindo o valor dos serviços adicionais, desvalorizando assim o valor do produto.
Enfim, a natureza pode ser uma grande mestra, gritando alto em seu silêncio de sabedoria, na complexidade de seu conjunto de coisas tão simples, como deveria ser na empresa.
Ela espalha suas lições em cada folha, em cada árvore, na água, no mar, no colorido das flores, dos animais e dos pássaros.
Nos ensina que a sobrevivência das espécies passa pela cooperação de uma com as outras.
São ensinamentos que sem uma percepção apurada não se consegue captar.
Assim como na natureza, nos negócios também é necessário procurar enxergar o que não está visível somente assim a empresa poderá sobreviver neste ambiente complexo e competitivo
Fonte: Administradores
Plantas nativas de MT e impactos do clima são temas de exposição da Embrapa em Brasília
Embrapa
A região centro-oeste abriga uma enorme riqueza de espécies vegetais nativas. Ao longo de seus 1.606.370 km², divididos entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, encontram-se três biomas: o cerrado, o pantanal e parte da Floresta Amazônica, conferindo uma diversidade expressiva de plantas, pouco estudadas – apenas cerca de 1% dessa variabilidade foi pesquisada – e com potencial para contribuir no desafio das mudanças climáticas e da produção de combustíveis alternativos.
Algumas plantas nativas do cerrado, como o pequi e o jatobá, têm vida útil que ultrapassa 100 anos contribuindo, nesse período, para a manutenção da biodiversidade, a fixação de carbono, a geração de renda e a fixação do homem no campo. É possível preservar as áreas de vegetação nativa e ao mesmo tempo valorizar as aplicações econômicas dessas espécies, através do beneficiamento e consumo de produtos e subprodutos. “O aproveitamento das espécies nativas do Cerrado depende da estruturação das cadeias produtivas, o que se dará pela exploração racional e agregação de valor aos produtos”, ressalta José Orlando Madalena, técnico da Embrapa Cerrados.
Outro fator importante para o estudo do potencial de cada planta é a atividade de coleta de germoplasma, feita pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O material integra o acervo do Herbário da Unidade, que conta com cerca de 70 mil espécimes, representando 50% das plantas de uso econômico, incluindo gramíneas e leguminosas forrageiras, mandioca, amendoim, abacaxi, inhame, oleaginosas, medicinais e parentes silvestres de plantas cultivadas.
Parte do material coletado em todos os biomas brasileiros, vai para o Banco Genético. São câmaras frias – 20°C negativos – que atingiu, no final do ano passado, a marca de 100 mil amostras conservadas, tornando-se o 7º maior banco dessa categoria do planeta. Outra atividade designada à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia foi a coordenação do projeto “Plantas do Futuro”. O primeiro levantamento realizado pela Unidade e pelas instituições parceiras indicou 149 espécies vegetais no Centro-Oeste, já estudadas sob diversos aspectos técnicos-científicos, inclusive sobre o seu uso atual e potencial.
Os cientistas prevêem alterações climáticas com o aumento da temperatura, chuvas torrenciais e ventos fora do comum em algumas regiões. A pesquisa já está se preparando para mais estas demandas. “Os recursos genéticos são a base para fazer frente a esses novos desafios. Por exemplo, para aumentar a absorção de gás carbônico da atmosfera, uma solução é pesquisar espécies nativas com um potencial maior de absorção de carbono por unidade de área.”, avalia José Manuel Cabral, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
Diferentes espécies de plantas nativas do Cerrado e produtos de aproveitamento alimentar dessas espécies, como geléias, doces, licores e óleos produzidos com araticum, mangaba, cagaita, cajá e pequi, além de barras de cereal de baru, serão mostrados na Feira Botânica do Casa Park, nos dias 24 e 25 de março, pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Cerrados, duas das 40 Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Fonte: 24h News
Orquidário cultiva 500 mil plantas em Rio Preto
Do total produzido, 5 mil mudas são exportadas para os EUA e Japão
Sidnei Costa/Agência BOM DIA
Genésio e Deolanda Rodrigues trabalhando no orquidário Rio Preto
Com 10 mil metros quadrados de área construída (estufas cobertas e abertas) o Orquidário Rio Preto cultiva 500 mil plantas, entre mudas e orquídeas prontas para a comercialização. Deste total, 5 mil plantas são exportadas por ano para o Japão e para os Estados Unidos.
O orquidário decidiu não continuar diretamente com exportações, hoje as orquídeas são vendidas para os exportadores.
O forte do orquidário é o mercado nacional. “Vendemos para todas as regiões do Brasil”, afirma o orquidófilo Genésio Rodrigues de Freitas, 59 anos, que junto com a mulher, Deolanda Paes Garcia Rodrigues, 44 anos, e os três filhos administram o orquidário.
A família tem seis funcionários contratados e quando aumenta o trabalho contrata diaristas para ajudar no que for necessário: plantio, irrigação, embalagem e vendas das plantas.
Das 35 mil espécies de orquídeas e 150 mil híbridos registrados, o orquidário cultiva 250 espécies, das quais 29 são raras. São orquídeas de todas as cores, mas as mais vendidas são as brancas, amarelas e lilases.
Uma delas, a Cattlya Luddemannia “cuerulea”, uma orquídea branca, originária da Colômbia, foi premiada na exposição do aniversário de Rio Preto, no dia 19 deste mês, na qual participaram expositores de vários estados brasileiros.
Genésio Rodrigues de Freitas veio com a família de Tocantins há 10 anos. Há oito anos começou o cultivo de 80 mil mudas em um sítio de 20 mil metros quadrados, na estrada vicinal que liga Rio Preto à Vila Azul, zona rural. Os preços das mudas variam de R$ 10 e R$ 15.
21/3/2007 Helena Tannus Bichara
Fonte: Jornal BOM DIA






