Fundo da ONU apóia produção de plantas medicinais em SC
Geral - 19/03 - 00h04min
Brasília - O Programa Plantas Medicinais do Mercosul (PlamSur). ligado às Nações Unidas, já contratou dez projetos da região Sul do Brasil para a produção de plantas medicinais. De acordo com a coordenadora regional do PlamSur, Fátima Brandalise, os projetos já estão recebendo recursos para iniciar atividades de produção. “Estão sendo discutidas todas as coisas que possam favorecer o desenvolvimento da cadeia produtiva das plantas medicinais”, diz ela.
A Associação Estadual de Cooperação Agrícola é um dos projetos contratados do programa. A entidade reúne assentados da reforma agrária de Santa Catarina e mantém projetos pilotos com plantas medicinais. Por enquanto, o PlamSur está restrito ao Sul do Brasil, como piloto.
Brandalise diz que houve aumento no uso de plantas medicinais no país, nos últimos anos. Ela cita como exemplo a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde. “Todos os municípios deverão disponibilizar para os usuários do Sistema Único de Saúde, é um mercado que está se expandindo no Brasil”, diz.
O comitê brasileiro do PlamSur discutiu na última quinta-feira (15) o desenvolvimento do programa e o acompanhamento dos projetos que já foram contratados. De acordo com Maria da Conceição, as experiências do Brasil e de outros países vão ajudar a consolidar a o programa de plantas medicinais no país.
O Plamsur é um programa do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), organismo que integra o sistema ONU. Seu objetivo é melhorar a renda dos agricultores familiares por meio da diversificação da produção com cultivo de plantas medicinais e sua inserção em cadeias de produção de fitoterápicos, formando redes de troca de experiências para promover a articulação entre os diversos atores da cadeia produtiva.
(Luziane Ximenes - Agência Brasil)
Fonte: Rádio Criciúma
Professor da Unipar estuda benefícios de plantas medicinais
Assessoria de Imprensa
Desde o ano passado o professor doutor Orlando Takemura do curso de Farmácia da Universidade Paranaense – UNIPAR, Campus de Umuarama, desenvolve pesquisa para avaliação de atividade antioxidante e antiinflamatória de extratos vegetais.
As plantas selecionadas para a pesquisa são cultivadas no Horto de Plantas Medicinais, projeto de Extensão Universitária do curso de Farmácia. Para a pesquisa o professor utiliza o urucum e a espinheira-santa.
A realização dos ensaios visa buscar esclarecimentos de possível relação da atividade antioxidante com a atividade antiinflamatória dos extratos vegetais das plantas medicinais. “Este trabalho pode contribuir para a descoberta de novas moléculas bioativas, assim como justificar o uso de plantas medicinais pela população”, destaca Takemura.
Ele destaca ainda que produtos naturais têm sido reconhecidos como importantes fontes de novos medicamentos terapeuticamente efetivos. “De 520 novas drogas aprovadas entre 1983 a 1994, cerca de 39% foram produtos naturais ou algum derivado de fontes naturais”, informa.
Por isso, a busca de novas moléculas com propriedades antioxidantes é uma tarefa muito importante, defende o pesquisador, já que a sociedade precisa de fármacos novos e mais eficientes. “Nosso trabalho é importante porque pode abrir caminho para a segunda fase de investigação no processo de desenvolvimento de novos fármacos”, ratifica Takemura.
Os ensaios são realizados nos laboratórios de farmacologia, de botânica, de toxicologia e de biologia molecular da UNIPAR. Os testes biológicos serão feitos com ratos Wistar, no biotério da Universidade.
Participam dos estudos quatro acadêmicos do curso de Farmácia. “Três egressos, que fizeram parte do projeto no ano passado, hoje fazem mestrado na USP (Universidade de São Paulo), UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá)”, salienta Takemura, ao justificar o quanto é importante para os estudantes participarem de projetos de pesquisa.
Fonte: Jornal Umuarama
Recuperação da Lagoa Maringá, na Serra, termina nesta semana
20/03/2007 14:46:02 - Redação Gazeta Rádios e Internet
Uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente (Semma) da Prefeitura Municipal da Serra está terminando a retirada das gigogas da Lagoa Maringá. As atividades de recuperação começaram em novembro de 2006 e devem ser finalizadas nesta semana.
Com o rápido crescimento urbano do município, a Lagoa Maringá acabou sofrendo com os impactos da ação humana sobre o meio ambiente. A poluição por esgoto doméstico gerou o crescimento desenfreado de plantas aquáticas, conhecidas como gigogas (Pistia stratiodes), que cobriram todo o espelho d’água, dando um aspecto pantanoso à lagoa. As gigogas são plantas aquáticas que proliferam, com rapidez, em águas poluídas por esgoto.
A Lagoa Maringá é artificial originada do represamento parcial do córrego Maringá, decorrente da implantação da rodovia ES-010 e está localizada próximo ao Posto Policial Rodoviário, em Manguinhos. Os próximos locais a serem beneficiados pela limpeza serão a Lagoa de Barcelona e a Lagoa Tobogã, esta última localizada entre os bairros Serra Dourada II e Porto Canoa.
Fonte: Gazeta Online
Governo é favorável à federalização da lei do “vazio sanitário”
Segunda-feira, dia 19 de Março de 2007 às 16:10hs
O governo estadual, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), defende a posição da Embrapa Soja quanto à publicação de uma lei nacional para o combate da Ferrugem Asiática da Soja, a exemplo da lei estadual n.° 3.333, de 22 de dezembro de 2006. A publicação, que dispõe sobre medidas para prevenção, controle e erradicação da doença, estabeleceu o prazo de 90 dias de vazio sanitário em todo o Estado como sendo uma das formas de combater a ferrugem.
Conforme o Superintende de Agricultura e Pecuária da Seprotur, João Carlos Krug, baseado na lei existente, Mato Grosso do Sul deve fazer sugestões junto ao governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no sentido de se criar uma lei de abrangência nacional para atender a todos os estados produtores de soja.
Ainda segundo Krug, este intervalo de safras foi executado pelos estados da região Centro-Oeste ano passado, e devido a esse vazio, a aparição dos primeiros focos foram mais tardios que no ano anterior. “Houve um retardamento de aproximadamente 30 dias e os focos que foram registrados apresentaram uma pressão (número de esporos do fungo causador da doença Phakopsora pachyrhizi) menor que na safra 2005/2006. Isso nos permite prever que hoje o produtor tem um controle satisfatório da doença”, ressalta ele, prevendo uma boa safra da cultura. Embora já somem 613 os foco de ferrugem em todo o Estado, conforme monitoramento do Sistema de Alerta da Embrapa Soja. O vazio sanitário sozinho não contém a enfermidade, como explica Krug, mas faz-se necessário. O fungo da ferrugem não sobrevive em sementes nem em restos de cultura, mais sim em plantas vivas. “Essa ausência de plantas reduz drasticamente a população do fungo o que traz tranqüilidade para o agricultor que acaba tendo uma redução de custos e um aumento na produtividade”, frisa o superintendente.
MONITORAMENTO
O órgão responsável pelo monitoramento da doença nas lavouras do Estado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), já deu início às notificações nas regiões produtoras e deve fiscalizar cerca de 800 mil hectares até o final de julho, quando se inicia o período de vazio sanitário, que acontece de 1° de julho a 30 de setembro.Dessa forma, a semeadura do grão só deve começar a partir de 1º de outubro, obedecendo ao que está previsto no zoneamento agrícola de MS. O desrespeito à restrição é considerado infração gravíssima e a multa, aplicada pela Iagro, pode chegar a mil Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul), o que equivale hoje a R$ 12 mil.
O controle das plantas voluntárias (germinadas de grãos de soja abandonados ou perdidos durante a colheita) deve ser feito até 30 dias depois do fim da colheita através de processo químico ou mecânico. “Essas plantas remanescentes ficam propagando o fungo que provavelmente atingirá a próxima safra”, como explica o gerente de Defesa Sanitária Vegetal da Iagro, Félix Rebouças Castro.
Fonte: Aquidauana News
Queimadas em foco
Paulo Brack escreve:
Retrocessos Ambientais no Rio Grande do Sul
Queimadas e Corte Raso viram soluções “Mágicas” para a Crise no Campo
13/06/2002
A exploração dos recursos naturais no Rio Grande do Sul tem sido, na maior parte dos casos, exercida de forma predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico. Soluções “Mágicas”, reducionistas e imediatistas, ainda são hegemônicas. O Estado não conseguiu superar as visões convencionais, insustentáveis, apesar de esforços em agroecologia. A monocultura ainda é um modelo dominante, cada vez mais absurdo e excludente. A pecuária permanece em níveis de produção em cerca de dez vezes menor do que em países onde não se pratica a queimada.
A ausência de pesquisa e estímulo tem levado à perda do conhecimento sobre técnicas de manejo e dos benefícios potenciais dos recursos do campo. Ainda não existe no país, e no Rio Grande do Sul, uma política séria voltada ao manejo sustentável dos recursos naturais e dos agrossistemas.
Os campos nativos do Rio Grande do Sul são talvez os mais ricos do Brasil. São mais de 3.000 espécies de ervas e arbustos nativos, muitas já ameaçadas e ainda desconhecidas em seus potenciais econômicos e ecológicos. Há muitos anos, os estrangeiros vem realizando biopirataria em nossos campos sulinos, levando plantas ou sementes (em especial petúnias, cactos, goiabeira-do-campo e plantas medicinais) e animais (particularmente anfíbios e répteis). São milhões de dólares envolvidos e que dão lucro, somente lá fora.
Os defensores das queimadas argumentam que não existe outra forma menos onerosa de livrar-se da “palha-seca” do campo, renovando pastagens e campos abandonados. Crêem insuficiente, ou inviável, o investimento em roçadeiras mecânicas. Nem falar em usar algum instrumento manual. Ademais o campo está vazio de mão de obra. Por que o campo estaria tão vazio de força de trabalho? Entre as respostas, uma delas não estaria ligada, justamente, ao esgotamento do campo e do modelo agrícola. Alguém já pensou no quanto as queimadas contribuíram a este esgotamento?
Por que”não às queimadas”?
- Porque diminuem a matéria orgânica e a fertilidade do solo. Sob altas temperaturas o Nitrogênio do solo se volatiliza para a atmosfera. É então necessário a utilização de adubo químico.
- Porque diminuem a infiltração de água no solo pois, sem matéria orgânica, torna o mesmo mais compactado, escoando rapidamente as águas da chuva, aumentando o pico das enchentes devido a falta do poder de amortecimento da vegetação, comprometendo também o lençol freático dos mananciais. A água, assim, é menos armazenada tornando-se mais escassa.
- Porque aumentam a erosão do solo, pois sem a camada vegetal e o húmus, o solo torna-se nu, sem vida, desestruturado e tremendamente sujeito à erosão.
- Porque ameaçam as plântulas de Araucaria angustifolia que crescem, predominantemente, nos campos do Planalto, contradizendo a recente campanha de plantio da Araucária no Rio Grande do Sul. É bom lembrar que o pinhão é alimento oriundo de árvores, muitas das quais cresceram em campos onde não ocorrem queimadas.
- Porque destróem com dezenas de espécies vegetais alimentícias, com conteúdos nutricionais importantes, descobertas recentemente, que vivem nos campos, ainda não aproveitadas pois as indústrias de agrotóxicos (herbicidas) as rotularam de “daninhas”. Neste caso estão o almeirão-do-campo, a serralha, a beldroega, a língua-de-vaca, o mastruço, o caruru, a urtiga, o picão, o dente de leão, a tanchagem, o nabo-silvetre, os trevos, etc.
- Porque destróem com a fauna, em especial os animais do campo como as perdizes, o tico-tico, o furão, o tatu, a ema, sapos (predadores de insetos), cobras (predadoras de ratos granívoros), etc., aumentando o risco de desequilíbrio ecológico.
- Porque aumentam o problema do efeito estufa na Terra. O século 20 apresentou aumento em cerca de 30% de CO2 na atmosfera, devido às mais variadas tipos de gases ou fumaças de origem humana, com risco ao clima da Terra, inclusive, já apresentando valores de cerca de um ou dois graus centígrados acima das médias anuais.
- Porque comprometem o turismo ecológico, criando cenários cinzentos e sem vida, queimando as flores do campo, as palhas e capins ornamentais (barba-de-bode, rabo-de-burro, cevadilha, azevém, briza, etc.) que poderiam ser utilizados economicamente.
- Porque matam as plantas produtoras de néctar e pólen, de interesse na apicultura.
Porque destróem as plantas medicinais dos campos como a carqueja, a douradinha, a sete-sangrias, a centela-asiática, a marcela, a pfáfia, a cavalinha, e outras tantas que poderiam ser melhor aproveitadas contribuindo à renda e à saúde familiar do agricultor.
As queimadas são uma “solução” convencional e imediatista, infelizmente fazendo parte das receitas da agropecuária insustentável (ecológica e socialmente), tornado depauperados muitos dos campos do Rio Grande do Sul. Com relação a questões ambientais não existem soluções mágicas, ou soluções imediatistas.
As queimadas promovem uma ilusão, beneficiando políticos de visão curta. Obviamente, em um primeiro momento as queimadas até podem trazer uma maior produtividade, entretanto ao longo dos anos esta vai caindo drasticamente, desencadeando múltiplos problemas ecológicos e econômicos.
(Prof. Paulo Brack Dep. de Botânica -UFRGS (pbrack@orion.ufrgs.br)






