Bahia vence pior doença do cacau
Agência Estado
Em 2006, a Fazenda Nova Esperança, em Gandu (BA), recebeu mais de 700 visitantes para conhecer um método que está revolucionando o controle da vassoura-de-bruxa. A doença, causada por um fungo, quase dizimou as lavouras de cacau do sul da Bahia nos anos 90 e levou muitos produtores à falência.
Uma das estratégias utilizadas para combater a doença foi o roletamento, descoberto pelo dono da fazenda, Edvaldo Sampaio. “Consegui recuperar as lavouras, aumentar a produtividade e controlar a doença”, comemora.
A partir das observações no campo, ele verificou que na produção temporã, no primeiro semestre, as plantas de cacau quase não eram atacadas. “Percebi também que as árvores utilizadas como sombra durante o almoço dos funcionários não eram atacadas”, conta. Segundo o produtor, eles batiam com o facão nos caules, as plantas floresciam primeiro e aumentavam a produção temporã. Comprou 300 serrotes e ordenou que os empregados fizessem um risco ao redor das copas das plantas. Também antecipou a poda, para aumentar a produção do temporão.
Depois de verificar que quando jogava a uréia, em março, no começo das chuvas, as plantas tornavam-se mais saudáveis, pôs os trabalhadores para jogar a lanço uma mão do nutriente em cada pé de cacau, ao lado da raiz. “Assim, conseguiu enganar o fungo, que, ao perceber boa quantidade de nutriente, mudava de fase, pois entendia que a planta estava morrendo”, explica o professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, do Instituto de Biologia da Unicamp, que chefia uma equipe que em 2005 descobriu o seqüenciamento genético parcial do fungo causador da vassoura-de-bruxa, o Crinipellis perniciosa.
Validação Segundo o professor, após vários estudos, sua equipe não conseguiu propor medidas para controlar o fungo. “Sem saber, Sampaio validou o trabalho científico desenvolvido em laboratório”, diz Pereira, que considera o método, já usado por vários produtores, a salvação da cacauicultura. “A propriedade de Sampaio transformou-se em uma espécie de universidade e produz acima de uma tonelada por hectare.” A média, na região, é 150 quilos/ hectare.
Em 2005, a equipe da Unicamp começou a buscar métodos para quebrar a sintonia entre o fungo e a vida da planta. Tentaram, por exemplo, induzir o florescimento. O cacau tem dois períodos de produção: o temporão e a safra, mais abundante no segundo semestre, quando o fundo com mais intensidade. “A idéia era jogar o florescimento maior para o primeiro período”, explica.
“Por meio de uma lista de discussão, em 2005, recebi mensagem do produtor Edvaldo Sampaio junto com foto da planta carregada”, conta. “Ele fez o que a gente estava tentando, induziu o florescimento por meio do anelamento.” Pegou um avião e foi para a fazenda de Sampaio. “Parecia um campo experimental.” Segundo o pesquisador, o governo já tinha dado a cacauicultura como atividade morta no País, mas esses resultados o levou a buscar alternativas para revitalizar a cacauicultura e integrá-la como atividade principal na região cacaueira.
Fonte: Último Segundo
Viveiro de plantas de Vila Velha oferece mudas de árvores para a população
Redação Gazeta Rádios e Internet
A preservação do meio ambiente tem sido bastante discutida na sociedade, com a possibilidade do aumento da temperatura do planeta. Se você quiser colaborar com o plantio de árvores, pode adquirir mudas para reflorestamento no viveiro municipal de Vila Velha, localizado no Morro da Manteigueira, na Glória.
O horário de funcionamento é de 9h às 15h, de segunda a sexta-feira. De acordo com a prefeitura, cada pessoa tem direito a escolher cinco mudas entre as 15 espécies de plantas disponibilizadas. Entre elas, Ipê-rosa, Anjico, Aroeira e Pata-de-vaca.
Além de receberem as plantas, o biólogo e coordenador do viveiro, Manoel Alves de Araújo Neto, salienta que os interessados recebem noções de como elas devem ser irrigadas e podadas. Mais informações pelo telefone 3339-8119.
Fonte: Gazeta Online
Espécies nativas do cerrado serão plantadas no Parque Nacional
Maria Carolina Lopes
Do CorreioWeb
Assim como aconteceu na área urbana de Brasília, o Parque Nacional se prepara para substituir a vegetação por plantas nativas do cerrado. O chefe do parque, Darlan Alcântara de Pádua, explica que a área está repleta de espécies – conhecidas como árvores exóticas - que não fazem parte do bioma do cerrado. “Elas vêm sendo plantadas desde que a reserva foi criada, em 1961. Com a substituição, nós queremos retomar a área nativa, deixar o parque mais natural”, explica Pádua.
O chefe do parque ainda não sabe informar quantas árvores exóticas serão derrubadas. No entanto, adianta que 8 mil mudas de plantas nativas estão sendo preparadas para o plantio, que deve começar no próximo dia 20. São espécies como o ipê, jequitibá, barbatimão e jatobá que vão substituir as árvores que não fazem parte do bioma do Cerrado.
Entre as exóticas que mais se alastram na área do parque estão espécies africanas, como a braqueara e o capim gordura. Outro problema é com os eucaliptos, uma árvore australiana com características bem diferentes da vegetação de cerrado. “Essas plantas descaracterizam completamente o parque, além de atrair pássaros que não fazem parte deste bioma”, explica Pádua.
De toda a área de 43 mil hectares do Parque Nacional, apenas 1% é aberta ao público. O restante é uma região acessível apenas para pesquisadores e funcionários do Instituto do Meio Ambiente (Ibama). “Neste primeiro momento, faremos o remanejo apenas nos locais abertos à visitação. Depois, pode ser que seja expandido para outros locais”, esclarece Pádua.
Dentro do Parque funciona o clube Água Mineral, que recebe visitantes nos finais de semana. “Geralmente, os freqüentadores reclamam quando vêem uma planta sendo arrancada. Nós sempre tentamos explicar o motivo”, explica Pádua.
O projeto de remanejo será exposto a pesquisadores e para a imprensa no próximo dia 20 de março. Na ocasião, profissionais da Universidade de Brasília, membros da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e outros parceiros do parque vão fazer uma demonstração do replantio.
Outros casos
Projetos semelhantes já foram executados no Parque da Cidade e nas áreas urbanas de Brasília. No ano passado, técnicos da Novacap substituíram 250 pinheiros do parque, localizado na Asa Sul por 100 árvores nativas. Neste caso, os pinheiros corriam o risco de desabar.
Outras 200 árvores também foram substituídas nas entrequadras de Brasília. Neste caso, o principal problema era com as mongubas. A espécie é originária da Mata Atlântica e foi plantada durante a construção de Brasília. As plantas, no entanto, não se adaptaram ao solo da Capital e ficaram doentes. Uma espécie de besouro fica na raiz da planta e provoca a queda.
A situação piorou quando uma monguba caiu sobre quatro carros estacionados na 305 Sul. A partir de então, a Novacap, que já pretendia substituir a espécie, começou uma remoção mais intensificada das árvores. Estima-se que hoje ainda existam 200 plantas “doentes” da espécie na capital.
Fonte: CorreioWeb
Produto surge para acabar com a calvície
Babosa, amor-crescido, corame. A combinação dessas e de outras sete ervas e plantas da Amazônia, em que os nomes são mantidos em segredo, está revolucionando o mercado de cosméticos e devolvendo a alegria aos calvos. A invenção, chamada de Shampoo Esperança, é do ex-seringueiro de Tarauacá, no Acre, Carlos Pinto, de 51 anos. Ele criou a fórmula com plantas amazônicas que faz nascer cabelos em carecas.
O shampoo também pode ser usado contra seborréia, queda de cabelo e outros problemas dermatológicos do couro cabeludo. Os interessados podem encontrar o produto em Francisco Beltrão, na Kalahary Cosméticos.
Com o sucesso da fórmula, Carlos decidiu profissionalizar o negócio. Então, buscou ajuda do Sebrae e do governo do Acre para construir uma pequena fábrica do produto. Hoje, ele emprega nove pessoas e produz cinco mil frascos por mês. Os pedidos são tantos que ele pretende dobrar a produção para 10 mil frascos.
Segundo Carlos, o shampoo age de maneira diferente em cada pessoa. Os resultados começam a aparecer a partir da segunda ou terceira semana de uso. Mas, para acabar com a calvície, ele sugere o uso do shampoo por até oito meses seguidos.
O Shampoo Esperança já está sendo comercializado para o Japão, Portugal, Estados Unidos e Israel.
Fonte: Jornal de Beltrão






