Mangas: novidade à vista na fruteira
Projeto da Embrapa Semi-Árido pesquisa o melhoramento genético da manga mais comercializada no país. Objetivo é obter, dentro de três anos, nova fruta com características vantajosas de diversas variedades
Por Fábio de Castro
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Agência FAPESP – A variedade tommy atkins domina o mercado brasileiro da manga por apresentar uma série de vantagens produtivas e comerciais. Entretanto, ela também apresenta desvantagens e há altos riscos econômicos envolvidos no próprio fato de o cultivo se basear em uma só variedade. Partindo desta constatação, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) têm se dedicado há três meses a um projeto de melhoramento genético da fruta.
O projeto em curso na Embrapa Semi-Árido, em Petrolina (PE), coordenado por Francisco Pinheiro de Lima Neto, pretende preservar as boas características da tommy atkins e incorporar qualidades genéticas de outras variedades da fruta.
A tommy atkins, segundo Neto, é a variedade preferida por ser resistente a doenças como antracnose (doença comum em mangueiras, causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides) e por ter grande tolerância ao transporte e à deterioração nas prateleiras – ao contrário das variedades espada e rosa, extremamente perecíveis.
“Mas, em compensação, ela tem níveis mais baixos de açúcares – prejudicando o sabor – e é suscetível a um distúrbio fisiológico conhecido como malformação floral, que causa colapso da polpa”, disse Neto à Agência FAPESP.
Segundo dados da Embrapa Semi-Árido, no submédio São Francisco são colhidos mais de 90% da manga exportada pelo Brasil. A tommy atkins está em 95% dos 40 mil hectares cultivados.
“Todo cultivo baseado em um só genótipo apresenta riscos inerentes. A variedade fica muito vulnerável, por exemplo, ao aparecimento de pragas. Como quase toda a produção é genéticamente idêntica, uma única doença pode dizimar a lavoura completamente, causando prejuízos incalculáveis”, explicou Neto.
Além da suscetibilidade às pragas, a predominância absoluta de uma variedade causa problemas econômicos. “Como todos cultivam a mesma variedade, na época de safra o valor fica irrisório. Temos verificado, aqui no Vale do São Francisco, um declínio vertiginoso do preço da tommy atkins”, afirmou.
Segundo o pesquisador, o projeto começou em setembro e terá duração de três anos. Foram instalados dois campos experimentais com cerca de 2 mil plantas resultantes de cruzamentos entre a tommy atkins e outras variedades, como kent, palmer, haden e espada. “Queremos tentar desenvolver uma variedade de mangueira que consiga associar as características da tommy atkins, já aceitas e consagradas no mercado, às de outras variedades”, disse Neto
Métodos tradicionais de melhoramento
Francisco Pinheiro de Lima Neto explica que os estudos se baseiam em melhoramento genético por métodos tradicionais: cruzamento, variação dos genótipos e seleção. “Não há transgenia envolvida. Utilizamos técnicas como marcadores moleculares – importantes para detectar porções de DNA associadas a características desejáveis –, mas não transferimos genes de outras espécies”, disse o pesquisador da Embrapa.
Além dos 2 mil híbridos dos campos experimentais, a Embrapa tem em avaliação mais mil em telado (tipo de viveiro), que serão em breve levados ao campo. “Estamos aguardando apenas a aquisição do sistema de irrigação”, contou Neto.
O programa conta com participação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), além de outras três unidades da Embrapa: Cerrados (em Brasília), Meio-Norte (em Teresina) e Mandioca e Fruticultura (em Cruz das Almas, na Bahia). Segundo Neto, há cerca de 40 pesquisadores envolvidos, em áreas como melhoramento genético, fisiologia, pós-colheita, economia e micropropagação.
A produção brasileira de manga está em crescimento, segundo dados da Embrapa Semi-Árido. O país é o nono produtor mundial, responsável por 3,4% da oferta. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil é o segundo exportador, com mais de 67 mil toneladas anuais, atrás apenas do México. O mercado mundial de manga movimenta cerca de US$ 400 milhões por ano.
Fonte: Agência FAPESP
Deserto do Saara fornece “adubo” para Floresta Amazônica
Da redação
03/01/2007
O que têm em comum a Floresta Amazônica, com toda a sua imagem de vida e biodiversidade, e o deserto do Saara, talvez o mais bem acabado retrato terrestre de uma região inóspita e da ausência de vida?
Analisando dados do satélite MODIS, da NASA, os cientistas descobriram que o deserto do Saara é a maior fonte de uma espécie de “adubo” que mantém a Amazônia viva. A areia de uma região específica do Saara, chamada Depressão Bodélé, localizada no Chade, é a grande responsável pelo resuprimento dos nutrientes e minerais no solo de toda a região da floresta amazônica.
“A Bodélé é conhecida como a maior fonte de poeira do mundo, mas até agora ninguém tinha uma idéia de quanta poeira ela emitia e que porção chegava até a Amazônia. Utilizando dados de satélite, nós calculamos que ela fornece uma média de 700 mil toneladas de poeira a cada dia (…). Ela é mais ativa durante o inverno e a primavera, ao contrário da maioria das outras áreas do Saara que emitem poeira. Isto se deve à alteração sazonal nos ventos superficiais do Saara,” explica o Dr. Ilan Koren.
A Depressão Bodélé tem apenas 0,5% da área da Amazônia, mas contribui anualmente com cerca de metade da poeira necessária para reabastecer o solo da floresta com nutrientes. Os nutrientes chegam até o solo principalmente pela ação das chuvas, que dissolvem a poeira trazida pelo vento e liberam os minerais que serão assimilados pelas plantas da floresta.
Fonte: Inovação Tecnológica
Distinguido estudo da UM sobre vinhas e oliveiras
Culturas in vitro de células vegetais obtidas a partir dos frutos como modelo experimental
Pedro Antunes Pereira, José Carmo
Investigadores do grupo de Bioquímica e Fisiologia Molecular de Plantas do Centro de Biologia da Universidade do Minho (UM) receberam o prémio científico “Celestino da Costa/Jean Perrin” pelo projecto “Transporte de fotoassimilados em Vitis vinifera (videira) e Olea europaea (oliveira)”. Um prémio entregue, sobretudo, por todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em parceria com investigadores franceses (ver caixa).
Coordenada por Hernâni Gerós, a investigação assenta, genericamente, no estudo da utilização dos açúcares pelas plantas. “O açúcar simples glucose constitui uma fonte de carbono e energia universal, usada por todas as células vivas, desde bactérias e fungos até aos organismos superiores como as plantas e o homem.
Células especializadas como os neurónios humanos necessitam de uma quantidade apreciável de glucose, ou as células musculares, que necessitam deste açúcar para a actividade contráctil. A glucose está presente no nosso dia-a-dia no açúcar que adicionamos ao café, num cacho de uvas ou no amido da batata, por exemplo”, começa por explicar o docente e investigador da academia minhota.
As plantas possuem tecidos autotróficos, nas folhas verdes, onde o dióxido de carbono atmosférico é reduzido a carbono orgânico, que resulta em açúcares como a glucose e a sacarose. Estes compostos são transportados pelos vasos condutores para os tecidos heterotróficos da planta como as raízes, os caules ou os frutos onde são acumulados ou usados como fontes de energia e de carbono para o crescimento.
Genericamente, os mecanismos bioquímicos envolvidos no metabolismo do açúcar nestes tecidos vegetais são semelhantes aos presentes noutras células heterotróficas como as células animais. “Na nossa linha de investigação, utilizamos abordagens bioquímicas para estudar os mecanismos de incorporação dos açúcares nos tecidos heterotróficos da planta; estudamos a estrutura e organização na membrana celular das proteínas transportadoras, a sua dependência em energia, regulação e especificidade.
Abordagens de biologia molecular permitem ainda identificar e estudar a expressão dos genes que codificam estas proteínas. Genericamente, quando estudamos os mecanismos bioquímicos de incorporação de fotoassimilados, como os açúcares, nas células dos tecidos da uva, no caso da videira, ou da azeitona, no caso da oliveira, contribuímos para a compreensão dos mecanismo de maturação dos frutos que, como se sabe, tem implicações importantes na produtividade das plantas”, adianta Hernâni Gerós
Assim, a qualidade dos frutos ou das sementes que usamos na nossa dieta, bem como a qualidade de subprodutos muito importantes do ponto de vista socioeconómico, como o vinho ou azeite, dependem de mecanismos bioquímicos complexos “no vinho, por exemplo, o conteúdo em álcool depende do conteúdo em açúcar na baga da uva. Outros compostos presentes no vinho como os ácidos ou os compostos fenólicos, que determinam o seu sabor, textura e aroma, dependem do conteúdo em carbono orgânico presente na baga”.
Fonte: Jornal de Notícias
Alimentos funcionais: “Dra. Uva”
Patricia Ritschel
Eng. Agrônoma, Doutora, Pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves, RS
Alimentação e saúde
Estudos confirmando o papel benéfico do consumo de frutas e hortaliças na prevenção de doenças relacionadas com estresse oxidativo têm apoiado a disseminação do conceito de alimentos funcionais. Este conceito originou-se no Japão e mais recentemente vem sendo reconhecido pelo mundo ocidental.
Não existe ainda uma definição universalmente aceita do que seja um alimento funcional. A idéia é que os alimentos e seus componentes tem a capacidade de afetar as funções corporais, podendo auxiliar o bem-estar e a saúde e contribuir para reduzir o risco de algumas doenças.
Dra. Uva
Dentre as frutas consideradas como alimentos funcionais, as uvas e seus derivados aparecem sempre em posição de destaque. O papel benéfico do seu consumo de tem sido bastante associado à atividade antioxidante dos constituintes fenólicos presentes nestes alimentos.
Os compostos fenólicos podem ser pigmentos, que dão a aparência colorida aos alimentos, ou produtos do metabolismo secundário, normalmente derivados de reações de defesa das plantas contra agressões do ambiente, como o ataque de um microrganismo. Esta classe de compostos é abundante na natureza, apresenta uma grande diversidade e é subdividida em ácidos polifenólicos, flavonóides, estilbenos (dentre eles, o resveratrol) e lignanas. Os flavonóides são o grupo mais complexo, incluindo, dentre outras, substâncias como catequinas e antocianinas.
De maneira geral, a ação benéfica dos compostos fenólicos na saúde humana está relacionada com a sua atividade antiinflamatória e com a atividade que impede, não só a aglomeração das plaquetas sanguíneas, mas também a ação de radicais livres no organismo. Protegem moléculas como o DNA, abortando assim alguns processos carcinogênicos.
As uvas são ricas em vários tipos destes compostos fenólicos, como os flavonóides, que apresentam efeito antioxidante e agem sobre a formação de radicais livres e diminuindo os níveis de LDL-colesterol. A catequina encontrada nas uvas e também em outras frutas, apresenta ação relacionada com a estimulação do sistema imunológico, com a redução do risco de doenças cardiovasculares e também com a diminuição da incidência de câncer do intestino. Uvas com bagas coloridas também são ricas em pigmentos denominados de antocianinas, cuja atividade também está relacionada com a prevenção de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Uvas e seus derivados também são uma importante fonte de resveratrol, composto que vem sendo associado a uma função cardiovascular saudável, ajudando a proteger contra doenças do coração. O resveratrol também vem sendo relacionado com a inibição da carcinogênese.
Atenção: Alimentos funcionais e não alimentos mágicos
A qualidade de vida está ligada não somente ao tipo de alimento ingerido, mas também ao estilo de vida, à hereditariedade e ao meio ambiente. Assim, embora o consumo dos alimentos funcionais esteja sendo cada vez mais associado à melhoria da qualidade de vida e com a prevenção de algumas doenças, o consumidor deve estar consciente de que estes produtos não podem ser confundidos com alimentos mágicos e muito menos com medicamentos tradicionais, conforme ressaltado pelo Dr. Anjo, em seu artigo “Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular”, publicado no Jornal Vascular Brasileiro.
Para aqueles que desejam se informar mais sobre as propriedades dos alimentos funcionais recomenda-se a leitura dos textos listados a seguir.
Leitura recomendada
GAZZONI, D. L. Alimentos funcionais. Disponível em: http://www.gazzoni.pop.com.br/alimentos_funcionais.htm. Acesso em: 16 out. 2006.
ANJO, D.F.C. Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular. Jornal Vascular Brasileiro, v. 3, p.145-154, 2004.
SGARBIERI, V. A.; PACHECO, M. T. B. Revisão: Alimentos Funcionais Fisiológicos. Brazlian Journal of Food Technology., v. 2, n. 1,2, p. 7-19, 1999.
SOUZA FILHO, J. M. de; MANFRÓI, V. (Org.). Vinho e saúde: vinho como alimento natural. Bento Gonçalves: IBRAVIN, 2005. 111 p. Trabalhos apresentados no I Simpósio Internacional Vinho e Saúde
Fonte: Viviane Zanella Bello Fialho / SEGS.com.br
Decifrado DNA de bactéria presente na cana-de-açúcar
Depois de cinco anos de pesquisas, os cientistas finalizaram o sequenciamento do código genético da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, uma das bactérias responsáveis pela fixação biológica de nitrogêncio da cana-de-açúcar.
Com os genes decifrados, o potencial de geração de nitrogênio da bactéria poderá ser aumentado, estimulando o seu funcionamento como adubo natural.
Isto implicará numa redução de até 30 % da quantidade de fertilizantes nitrogenados aplicados em toda área de cana-de-açúcar no Brasil. Uma economia que poderá chegar a R$ 59 milhões anuais somente nesta cultura. Além disso, a diminuição de adubos químicos trará benefícios ao meio ambiente.
Denominado Riogene, o projeto foi iniciado em 2001 e contou com a participação da Embrapa Agrobiologia, UFRJ, UERJ, UENF, UFRRJ, PUC-RIO e LNCC. Os recursos que apoiaram o projeto vieram da FAPERJ ( R$ 3.420.000,00) e do MCT/CNPq ( R$ 1.400.000,00).
A Gluconacetobacter diazotrophicus foi isolada pela primeira vez por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia (Seropédica), liderados pela Dra. Johanna Döbereiner, em 1988. Presente em culturas como a cana-de-açúcar, batata-doce, abacaxi e capim elefante, a bactéria é essencial para o crescimento destas espécies vegetais porque é uma das principais responsáveis pelo processo denominado “fixação biológica de nitrogênio” (FBN), em que o elemento é retirado da atmosfera e transferido para as plantas. A bactéria produz ainda hormônios vegetais e aumenta o sistema radicular (raízes), ampliando a absorção de nutrientes do solo.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Agrobiologia José Ivo Baldani, a expectativa é de que dentro de cinco anos tenhamos no mercado um inoculante para cana-de-açúcar feito com esta bactéria. Com o conhecimento do DNA da Gluconacetobacter, a idéia é torná-la ainda mais benéfica, através de alterações especificas no genoma.
Essas bactérias, na forma de inoculante, seriam aplicadas nas mudas micropropagadas (mudas produzidas em laboratório onde se obtém plantas idênticas a “planta mãe”- clonadas) antes delas serem plantadas no solo. Como a bactéria é totalmente dependente da planta para sobreviver, ela não se espalha para o meio ambiente, não havendo assim risco ambiental no processo.
Fonte: ÚltimaHoraNews
Projeto identifica 775 plantas brasileiras com uso comercial
Agrônomos e biólogos identificaram chamadas ´plantas do futuro´, com potencial para desenvolvimento de novos negócios, em várias partes do Brasil
Lígia Formenti
SÃO PAULO - Durante dois anos, agrônomos e biólogos reunidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) se transformaram em “garimpeiros vegetais”. Percorreram o País em busca de plantas que pudessem se transformar em bons negócios, com potencial para seguir o caminho do açaí ou do cupuaçu. Nesta busca, as equipes conseguiram reunir 775 espécies nativas, chamadas pelo projeto de “plantas do futuro”.
Entre elas, uma que já é amplamente usada na Nova Zelândia, mas pouco conhecida no Brasil, é a goiaba serrana. “Naquele país, ela já é usada em biscoitos, geléias, óleo e até espumante”, diz o coordenador da área de recursos genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Lídio Coradim. “Mas aqui, ela é praticamente desconhecida.”
O projeto quer justamente evitar esse tipo de inversão. “Estamos perdendo ótimas oportunidades de negócio, mantemos a velha tradição de achar que só os frutos importados são os melhores, os exóticos”, avalia Coradim.
Para integrar a lista agora concluída, “garimpeiros” observavam alguns critérios: as espécies tinham de ser conhecidas localmente por alguma qualidade especial: um gosto diferente, o uso popular como remédio, beleza ou simplesmente eficiência para produção de mel ou para uso como corante. E o mais importante: não poderiam apresentar nenhuma dificuldade para investimento imediato.
As plantas do futuro estão dividas em 12 grupos. O maior deles é o de plantas ornamentais, com 148 espécies. Outras 70 estão no grupo de espécies alimentícias e frutíferas e 99 apresentam potencial medicinal. Há ainda 9 indicadas para a fabricação de aromas e 31, de óleos.
Negócios e conservação
O trabalho será apresentado nos próximos meses para empresários, em reuniões regionais. Cinco publicações - uma para cada região do País - também serão lançadas. Nelas, haverá informações detalhadas sobre as plantas e seu potencial de uso. “Ambientalistas sempre cobraram de empresários o investimento e uso de plantas nativas. Mas, como resposta, sempre se ouvia que não havia conhecimento suficiente”, diz Coradim. Diante da reação, o MMA decidiu fazer o levantamento, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Agricultura. Foram investidos R$ 1,5 milhão no projeto.
A participação do MMA é justificada por Coradim. “Mostrar a importância das espécies nativas é uma ótima forma de incentivarmos a conservação da biodiversidade. Seja em unidades de conservação, seja em outras áreas.” Ele avalia, ainda, que o País deixa de ganhar milhões de dólares a cada ano sem o uso sustentável dessas espécies. “Temos sabores e aromas característicos, texturas que são só nossas. Por meio do uso sustentável podemos usufruir de tudo isso”, afirma.
Fonte: Estadão







