Maior laboratório de educação ambiental do país está em Aracaju

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Dezembro de 2006 @ 15:27

O projeto “Cheirinho de Mato”, o maior laboratório de educação ambiental no Brasil está funcionando a um ano dentro do colégio Arquidiocesano. A área com quase 4000 m² tem espaços de horta, minhocário, borboletário, farmácia viva, curral, galinheiro, e outros componentes para ensino. O projeto pedagógico da iniciativa tem como base as noções de multi e interdisciplinaridade, fazendo com que a consciência ecológica desperte uma nova compreensão de realidade nas crianças.

O professor e biólogo José Bezerra, idealizador do projeto, explica que nos dias de hoje o convívio prazeroso com o meio-ambiente pode mudar o comportamento das crianças. “As crianças estão começando a absorver a cultura de que tudo já vem pronto e é descartável. Não conhecem mais as etapas, não sabem que tudo tem seu tempo. Lá no projeto eles têm um convívio prazeroso com o meio ambiente. Eles estão se incorporando ao meio”, esclarece Bezerra.

Partindo da perspectiva interdisciplinar o projeto aborda os assuntos dados em sala de aula dentro da visão ambiental, seja ele de física ou matemática. “É uma sedimentação do conhecimento. Na prática a criança aprende com mais clareza que na teoria”, comenta Bezerra.

A partir dos seis meses de idade e com o acompanhamento das mães, as crianças começam a ter contato com a natureza, visitando as hortas e identificando visualmente as plantas. Já com quatro anos, elas começam a plantar e regar as mudas da horta. O vínculo que as crianças criam é um comportamento interessante, ressalta Bezerra. Ao plantar uma semente e vê-la se tornar planta na horta, as crianças se sentem responsáveis e se prontificam a regar e cuidar.

No minhocário, as crianças aprendem o processo de surgimento dos fertilizantes. Utilizando minhocas vermelhas da Califórnia, o projeto ensina que esses animais transformam o esterco em húmus. Além desse tipo de fertilizante, o talo e outras partes de plantas, que eram jogadas fora, são usadas como adubo.

Durante a semana as turmas se revezam na ordenha da vaca ‘Pretinha’, que fica no curral do projeto. O galinheiro ‘Ovo Feliz’ também é visitado pela manhã, onde sempre são recolhidos novos ovos. Todos os alimentos de origem animal e vegetal são usados na alimentação da escola, que funciona em período integral.

Além das atividades internas o projeto inclui visitas ao ambiente rural, numa parceria com o projeto ‘Aprendendo na Fazenda’ do EcoParque Boa Luz. Também são feitas ações de intervenção ambiental com os alunos de ensino médio e fundamental, como o reflorestamento da avenida Gasoduto, e a limpeza das praias. “Todas as ações são feitas de acordo com a realidade global, e com preparação teórica dos alunos. Eles não vão sem saber o que estão fazendo”, fala Bezerra.

As mudanças de comportamento das crianças já podem ser sentidas em sala de aula e em casa. Bezerra comenta que algumas crianças já opinam nas compras mensais dos pais, sobre quais embalagens são melhores para o meio-ambiente. Os hábitos alimentares também melhoraram pelo contato direto com a produção de verduras.

Até agora, duas mil mudas já foram plantadas pelos alunos e os planos são de expansão do projeto. Outras escolas da cidade já se interessaram em implantar o mesmo plano nas educações básica e fundamental. “A gente tem uma resposta imediata do aluno, mas uma mudança de consciência na sociedade leva alguns anos. Nós estamos formando multiplicadores”, conclui José Bezerra.

Fonte: Infonet

Senai lançará curso inédito no Brasil

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Dezembro de 2006 @ 15:22

Redação, com colaboradores [22-12-2006]

O Senai Paraná vai lançar em março de 2007 um curso técnico inédito e inovador no País. Aprovado em novembro passado pela Secretaria de Estado da Educação, o curso técnico em Bioprocessos Industriais e Biotecnologia será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Centro de Tecnologia em Saneamento e Meio Ambiente (Cetsam), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a partir do 2.º semestre de 2007. Com dois anos de duração, será o primeiro curso voltado exclusivamente para a formação de técnicos destinados às atividades produtivas da bioindústria nacional.

De acordo com o coordenador de Alianças Estratégicas e Projetos Especiais do Senai, Amílcar Badotti Garcia, foram três os fatores que levaram a instituição a investir no desenvolvimento de um novo curso técnico nesta importante área do conhecimento. “Primeiro a vocação bioindustrial do Paraná, onde a agroindústria tem um peso bastante preponderante e há uma necessidade grande de se agregar valor às matérias-primas agrícolas como forma de gerar novos empregos e renda.

O segundo fator é a orientação estratégica do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que tem nos seus quatro eixos de atuação, dois que apontam para o desenvolvimento industrial sustentável e ao apoio constante às pequenas e médias empresas. Ações que possibilitem potencializar o crescimento e o desenvolvimento da bioindústria parananense estão diretamente vinculados à criação de novas empresas e negócios, nas quais novas tecnologias possuem papel irradiador em todos os demais setores produtivos.

E o terceiro fator é que essas informações foram confirmadas pelo estudo Setores Portadores do Futuro, que foi um levantamento conduzido pelo Senai, através do Observatório, e que apontou a biotecnologia como uma das vocações industriais do Paraná nas próximas décadas”, justificou Garcia.

Para o professor Carlos Ricardo Soccol, coordenador do curso de Mestrado e Doutorado em Processos Biotecnológicos Industriais da UFPR e responsável pela elaboração da grade curricular do curso técnico do Senai, o desenvolvimento tecnológico no Brasil caminhará sem dúvida alguma para um melhor aproveitamento das matérias-primas e recursos naturais do País.

“Os bioprocessos industrias são tecnologias que permitem tranformar o carbono orgânico acumulado nas plantas e/ou produtos agrícolas, em dezenas ou mesmo centenas de biomoléculas destinadas aos mais diversos segmentos produtivos, tais como indústrias de alimentos, química fina, farmacêutica, veterinária, agricultura, meio ambiente, cosmetologia, bioenergia, entre outras”, considerou o professor.

Segundo ele, o técnico formado no curso em Bioprocessos Industriais e Biotecnologia estará preparado para atuar em qualquer planta bioindustrial. “Ou seja, ele poderá trabalhar em fábricas de vinagre, cervejas, iogurtes, vacinas, inoculantes, bioinseticidas, hormônios, enzimas, biocombustíveis (destilarias de álcool e Biodiesel), ou mesmo bio-fábricas de órgãos produzidos pelo cultivo de células tronco (daqui a alguns anos), entre outras. Ele estará preparado para atuar em todos os segmentos, desde o controle da matéria-prima, o processamento e o controle do produto acabado”, explicou o Professor Soccol.

O coordenador de Alianças Estratégicas e Projetos Especiais do Senai confirma que há demanda na indústria paranaense por profissionais com esse perfil. “Tem uma demanda bastante grande por um perfil técnico em bioprocessos industriais, confirmada nas visitas que promovemos em diversas indústrias do Paraná”, afirmou Garcia. O curso técnico será desenvolvido no Senai CIC/Cetsam, onde estão sendo montados os laboratórios que irão apoiar as ações didáticas do novo curso técnico em Bioprocessos Industriais e Biotecnologia.

Fonte: Paranashop

O assunto é ressaca

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Dezembro de 2006 @ 15:16

Autoria: Da Redação

Dezembro é sempre um mês de muitas festas, aqueles avessos aos drinks, vinhos e bebidas destiladas, nessa época acabam caindo em tentação e, entre um quitute e outro, bebem além da conta.

No dia seguinte a cabeça parece que vai explodir, o estômago fica embrulhado, o álcool vai direto para o fígado, por isso a sensação da boca seca e um gosto desagradável, além dos enjôos. Esses são alguns dos sintomas da tão famosa ressaca, é a indicação de que o organismo está intoxicado. Para ajudá-lo a se recuperar uma boa opção é recorrer ao velho e conhecido boldo.

Ele tem outras ações como antiespasmódica, diminuindo as cólicas, má digestão, gases, prisão de ventre e intolerância à gordura, aumentando e favorecendo o fluxo biliar. Estudos científicos comprovaram que a boldina, a principal substância ativa da planta, é uma das responsáveis pela eficácia das propriedades hepatoprotetoras e coleréticas do boldo, ou seja, faz bem ao fígado.

O gosto do boldo não é nada agradável. “Atualmente há opções no mercado de medicamentos fitoterápicos em cápsulas e que exercem os mesmo benefícios para o fígado e para o aparelho digestivo”, destaca a gerente de Marketing do Herbarium, Célia Regina von Linsingen.

Existem vários tipos de Boldo: o Boldo (Peumus boldus) é raríssimo no Brasil; o boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus), mais facilmente encontrado, e o boldo-baiano (Vernonia condensata) também conhecido como falso-boldo, malva-santa e erva-de-pinguço.

Portanto aquele arbusto frondoso, pequeno e elegante, que muitas pessoas têm em casa pertence à família das Monimiáceas. “A confusão deve-se ao fato de que outras plantas também são chamadas de boldo”, explica Célia. Menos comum ainda são o boldo-português ou boldo miúdo, e o boldo chinês. “Estas plantas apresentam efeitos colaterais e diferentes indicações. Confundi-las pode resultar em danos à saúde”, alerta a farmacêutica.

Fonte: Líder Multimídia

Embalagem biodegradável para mudas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Dezembro de 2006 @ 15:02

Por Eliza Caetano, da Agência Sebrae

A Viveiros Flora Brasil, do Triângulo Mineiro, é uma das contempladas pelo edital Finep/Sebrae e terá recursos de R$ 420 mil para desenvolver o produto.

Belo Horizonte - O plástico, material que utiliza o petróleo em sua composição e gera resíduos de longa duração, ainda é o mais utilizado para acondicionar as mudas de plantas frutíferas na zona rural. Agora, a Viveiros Flora Brasil, empresa da cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro, irá dedicar os próximos dois anos ao desenvolvimento de uma alternativa biodegradável para o produto. É que ela é uma das contempladas pelo edital Finep/Sebrae e receberá R$ 420 mil para desenvolver o produto.

“Além dos problemas ambientais, temos o problema do custo. Como a embalagem é cara, precisamos que o produtor a devolva, o que gera gastos e dor de cabeça”, explica José Rafael da Silva, engenheiro agrônomo e proprietário da empresa. Ele dedica-se há 24 anos à produção de sementes e mudas de plantas frutíferas geneticamente melhoradas. Há dez, ele abriu a empresa e percebeu no problema das embalagens uma oportunidade de mercado.

Na hora de plantar, em vez de retirar a embalagem e depois ter de devolvê-la, o produtor coloca a muda na terra com o tubete. “Temos redução de doenças, principalmente as das raízes, e a planta se estabelece com mais rapidez”, explica o agrônomo. O tubete biodegradável, como é chamado o produto, será feito de fibras vegetais como restos de cana-de-açúcar das usinas da região.

Caso não seja reutilizada, a embalagem plástica significa cerca de 25% do custo da muda. Com a reutilização, ele pode cair até 5%. “O biodegradável estimamos que seja 4% do valor da muda, sem reutilização”, afirma Rafael. Além do problema do retorno, a reutilização das embalagens pode causar problemas de contaminação por pragas do local de produção das mudas.

Arranjo Produtivo

Com o apoio do Sebrae em Minas Gerais, as 18 empresas do setor de biotecnologia das cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari e Patos de Minas têm conseguido fortalecer a atividade. Atividades de capacitação de empresários, boas práticas de fabricação e acesso a mercado têm proporcionado desenvolvimento da atividade. O trabalho também contribui para que as empresas encontrem formas alternativas de financiamento, já que a atividade de base tecnológica muitas vezes exige investimento alto com retorno de médio a longo prazo.

“Temos mostrado aos empresários a oportunidade dos editais que, hoje, freqüentemente são dirigidos a empresas inseridas em APL”, explica a técnica do Sebrae responsável pela iniciativa, Luisa Vidigal. Das empresas que participam do grupo, oito já utilizam recursos de editais em suas atividades.

Fonte: Envolverde/Agência Sebrae

Orquidário do Mangal das Garças já nasce como referência no Brasil

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 26 de Dezembro de 2006 @ 14:58

Da Redação

Orquidario 005 - Orquidario 005
O espaço de 450 metros quadrados já
abriga 360 espécimes de diferentes cores
e formatos

Um espaço dedicado à contemplação e pesquisa sobre as plantas que produzem as mais belas flores da flora brasileira. Assim pode ser definido o orquidário que a Secretaria Executiva de Cultura (Secult) abriu à visitação pública, desde a manhã desta segunda-feira (26), no Parque Naturalístico Mangal das Garças. O espaço de 450 metros quadrados já abriga 360 espécimes de diferentes cores e formatos, que já estão sendo visitadas pelos turistas e moradores de Belém.

Entre as pessoas que fizeram questão de acordar cedo para conhecer o espaço estava Maria Helena Klautau. Aos 91 anos e mesmo com dificuldade para caminhar, ela disse que não poderia perder a oportunidade de ver essas flores de perto e revela a paixão de infância. “Achei tudo muito lindo. Quando elas estiverem completamente adaptadas ao local ficarão ainda mais belas. Sempre gostei de orquídeas e aqui encontrei algumas espécies que não conhecia” comentou.

O secretário executivo de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, que participou da abertura do orquidário, ressaltou que o espaço tem tudo para se transformar em referência para o cultivo e pesquisa sobre orquídeas da região amazônica. “Belém estava sem um orquidário público e, além disso, com esse espaço coroamos os limites do nosso Mangal, não só com as espécies da região, mas do Brasil inteiro. As novas gerações que virão aqui poderão aprender sobre essas plantas e torcemos para que sejam ampliadas as variedades aqui representadas, para que, quem nos visita possa conhecer este rico filão da natureza”.

Para a criação do orquidário, a Secult contou com o apoio financeiro da Caixa Econômica Federal. A reprodução das espécies foi garantida por meio de um convênio com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Associação Paraense de Orquidófilos. O espaço, assim como o borboletário e o viveiro de pássaros que fazem parte do Mangal, terá o acompanhamento de monitores, devidamente treinados, para fornecer as informações que os visitantes precisarem.

João Batista Fernandes, orquidófilo que deu consultoria para montagem do espaço, acredita que no futuro o orquidário do Mangal poderá se transformar em fonte de conhecimento e estudo sobre as plantas. “Não podemos deixar de provocar o conhecimento sobre as orquídeas, cujo cultivo é considerado o maior hobby do mundo. Só no Brasil, temos mais de 50 associações de orquidófilos. As flores e plantas são comercializadas no mundo inteiro e quanto mais raro for, maior valor alcançará no mercado”.

Orquídeas - A família das orquídeas possui mais de 20 mil espécies distribuídas em quase todas as partes do planeta, porém a maioria é encontrada nas áreas tropicais. O Brasil é um dos países mais ricos em orquídeas, comparável somente à Colômbia e ao Equador. Estudos recentes registram cerca de 2,3 mil espécies para o território brasileiro.

As orquídeas são consideradas a família mais evoluída do reino vegetal. Isto se deve a modificações em suas extraordinárias flores, que podem apresentar formas inusitadas. O tamanho das plantas e flores é também muito variável, algumas tão pequenas que, por isso, são conhecidas por microorquídeas, enquanto outras podem atingir vários metros de comprimento. Existem flores pouco maiores do que a cabeça de um alfinete, e outras cujo diâmetro alcança quinze centímetros.

Serviço
Orquidário do Mangal das Garças, aberto de terça a domingo, das 10h às 22h. O Mangal das Garças fica localizado na Passagem Carneiro da Rocha s/n, ao lado do 4º Distrito Naval. Fone: 3242-5052

Texto: Marly Quadros - Assessoria de Comunicação da Secult
Fotos Elza Lima

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Fonte: Agência Pará