Coco é usado para conter erosão de areia em Fortaleza

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Dezembro de 2006 @ 16:50

Brasília - Os moradores do bairro de Serviluz, em Fortaleza (CE), sofrem com a invasão da areia das dunas.

O problema aumenta no fim do ano, quando o vento está mais forte: a areia entra nas casas e, em alguns casos, encobre salas, cozinha e até quartos.

Para tentar solucionar a questão, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um projeto de reaproveitamento de cascas do coco verde, que são moídas e separadas em pó e fibra.

Segundo o pesquisador João Alencar, a fibra se transforma em manta que, colocada próxima às residências, impede que a areia se espalhe.

“Essa manta vamos usar tanto para fazer a cerca em pé como para cobrir o solo”, explica. “O pó é usado para compor substrato de plantas e para fazer vasos, entre outras coisas”.

Uma cooperativa criada no bairro de Jangurussu desenvolve o projeto. Lá os cocos são triturados e separados. A presidente da associação, Kelcilene da Silva, conta que, além das mantas e do adubo, o coco também vira artesanato. “Também estamos fazendo embalagens para presente, cortinas e tapetes”.

Os trabalhos já começaram e a previsão é que as mantas sejam entregues em janeiro.

Fonte: Agência Brasil

Museu Goeldi discute espécies aromáticas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Dezembro de 2006 @ 16:49

A crescente procura pelas espécies vegetais aromáticas da Amazônia tem colocado algumas delas em risco de extinção. O alerta foi feito pela pedagoga Helena Quadros, uma das coordenadoras do Workshop sobre a educação para conservação das espécies aromáticas da Amazônia, que o Museu paraense Emílio Goeldi estará realizando até quinta-feira desta semana como parte do curso da importância do Parque Zoobotânico da instituição nos diversos níveis de ensino.

No workshop, aberto nesta segunda-feira, estão sendo realizadas palestras com temas relacionados à educação ambiental e sobre as espécies aromáticas da Amazônia, além de diversas oficinas e do lançamento de cartilhas e do DVD do projeto de Educação para conservação das espécies aromáticas.

As espécies aromáticas da Amazônia, entre as quais se destacam, por exemplo, o cupuaçu, o pau-rosa e o cumaru, são conhecidas por produzirem um aroma forte e característico. Elas são utilizadas em diversas atividades econômicas, como alimentação, perfumaria, decoração e medicina.

Segundo a assessoria do Museu, o Projeto “Educação para conservação de espécies aromáticas da Amazônia” foi premiado este ano pelo Investing in Nature – Brasil, que é um programa promovido pelo Botanic Gardens Conservation International (BGCI), pelo Banco HSBC e pela ong internacional WWF. O programa incentiva a participação de jardins botânicos em educação ambiental, conservação de plantas e desenvolvimento sustentável. A iniciativa do Museu Goeldi foi uma das três premiadas em todo o Brasil.

Os primeiros resultados foram apresentados na XV Reunião Brasileira de Jardins Botânicos em Lajeado (RS), no dia 14 de novembro deste ano, sendo na ocasião lançado o DVD do projeto e a cartilha “como visitar o parque Zoobotânico do Museu Goeldi”.

Para os próximos meses, o projeto pretende viabilizar o plantio de espécies aromáticas da Amazônia no Parque Zoobotânico do Museu, na Escola Bosque, na Escola Estadual Ulysses Guimarães e Fundação Pestalozzi. O Museu Emílio Goeldi considera que a realização do workshop vem suprir a lacuna neste tipo de evento, mostrando que é possível incluir atividades de preservação ambiental, entre estudantes de escolas estaduais e municipais.

Fonte: Kaxiana

Amazônicos usam ervas de outras regiões

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Dezembro de 2006 @ 16:32

PASTORAL SAÚDE/RS

ANA MARIA MEJIA

BRASÍLIA – Em Buritis, a 330 quilômetros de Porto Velho, a capital de Rondônia, a população cura seus males com ervas naturais – não com aquelas tipicamente da Amazônia, mas com outras vindas de outras regiões e até de outros países. Este é o resultado da pesquisa Aspectos Etnobotânicos da Medicina Popular no Município de Buritis,que ouviu 41 mulheres conhecidas na comunidade como detentoras do conhecimento de cura com ervas medicinais.

Coordenada pelo pesquisador da Embrapa/RO, Maurício Reginaldo Alves dos Santos, em parceria com a Faculdade São Lucas, o trabalho pretende resgatar e promover o estudo taxonômico dessas espécies, inclusive para melhor aproveitamento do saber popular em futuros estudos. O trabalho também está sendo desenvolvido em outros municípios.

A pesquisa indicou o uso de 62 espécies, distribuídas entre 36 famílias botânicas. As plantas mais citadas foram: hortelã (Mentha sp.) boldo (Plectranthus barbatus), capim cidreira (Cimbopogon citratus), erva-cidreira (Lippia alba ), poejo (Mantha pulegium), arruda (Ruta graveolens), erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides), carqueja (Baccharis trimera), hortelã-pimenta (Plectrantus amboinicus), algodão (Gossypium hirsutum), alfavaca (Ocimun selloi) e tansagem (Plantago major).

“Este é o ponto inicial destes estudos que visa resgatar informações sobre as relações existentes entre uma população e a flora que a cerca”, disse Santos. Em artigo publicado na Revista Fitos, a dupla de pesquisadores concluiu que não há padrões sobre a quantidade de vegetal a ser usado no preparo de remédios, com predominância de uso das folhas – e variadas formas de preparação: melado, infusão, cocção, sumo, flambado, batido macerado e sob a forma de cataplasma.

As ervas combatem verminose, gripe, mal do estômago, cólica, constipação, pressão alta, dor de barriga, dor, malária, asma, problemas no fígado, dores de cabeça, de ouvido, infecção de rins, pneumonia, bronquite, sarampo, úlcera, tosse, colesterol, infecção nos rins, machucado, frieira, enfim os males que afligem o homem.

Conhecimentos tradicionais

Em 2007 serão realizados seminários regionais para debater o registro de conhecimentos tradicionais, para que as políticas de Governo sejam interligadas com o que desejam os povos que habitam diversas regiões do País e que conhecem flora, fauna e o entorno onde vivem, dele se apropriando para sobreviver, inclusive produzindo medicamentos.

O povo da Amazônia, por exemplo, transmite seus conhecimentos através de gerações e na avaliação de pesquisadores podem dar uma grande contribuição às pesquisas da indústria farmacêutica. No Acre, o biólogo Leonardo Calderon resume a questão: “O que seria da Amazônia sem a medicina da floresta?”

O conhecimento da biodiversidade brasileira – o Brasil tem entre 350 e 550 mil espécies vegetais, das quais 55 mil estão catalogadas – esbarra na carência de profissionais na área de botânica, na desvalorização do conhecimento tradicional e no descaso com que é tratada a pesquisa ecológica e de recursos naturais no orçamento público.

Mais grave é a redução drástica de espécies nativas provocada pela extração direta nos ecossistemas tropicais. “Daí a importância da pesquisa etnobotânica que faz a inter-relação entre povos e plantas e revela o manejo de conservação dos recursos naturais para conhecimento da diversidade de plantas economicamente importantes em seus respectivos ecossistemas”, afirma Santos.

Fonte: Agência Amazônia

A Marijuana é a cultura mais lucrativa nos Estados Unidos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Dezembro de 2006 @ 16:31
Revela um estudo publicado segunda-feira por uma organização que defende a despenalização desta droga

As culturas de marijuana são as que rendem mais dinheiro nos Estados Unidos, segundo um estudo publicado segunda-feira por uma organização que defende a despenalização desta droga.

Apesar de uma estimativa em baixa do preço de venda da marijuana, o Marijuana Policy Project (MPP) avalia os números de negócio desta cultura em 35,8 mil milhões de dólares para 2006, muito mais do que rendeu a cultura do milho (23,3 mil milhões de dólares) ou do trigo (7,45 mil milhões).

As campanhas de erradicação, que conduzem à apreensão de 103 milhões de plantas de marijuana e à destruição de 36.000 culturas por ano, não impediram que a colheita total de marijuana nos Estados Unidos tenha disparado entre 1981 e 20 06 de 1.000 para 10.000 toneladas, indicou o MPP.

“As nossas leis actuais oferecem aos criminosos e aos bandidos a nossa principal produção agrícola, fazendo gastar milhões de dólares e contribuindo para a sobrelotação prisional”, lamentou o director de comunicações do MPP, Bruce Mirken.

“Devemos submeter a marijuana a um sistema de regulação viável, como aconteceu para o álcool”, acrescentou.

Lusa

Fonte: DNotícias.Pt

Banco genético é ’seguro’ para a agricultura, afirma pesquisador

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 19 de Dezembro de 2006 @ 16:27
Brasil tem o sétimo maior depósito de sementes do mundo em uma lista encabeçada pelos EUA

O Banco de Germoplasma de Sementes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é um verdadeiro “seguro” para a preservação de muitas espécies vegetais que fazem parte da mesa dos brasileiros e da maior parte da população mundial.

A avaliação é de Leonel Gonçalves Pereira Neto, engenheiro agrônomo e pesquisador, responsável pelo Laboratório de Sementes da autarquia, em Brasília, onde fica o banco.

O local possui depositadas mais de 100 mil amostras de sementes de plantas, entre as quais, muitas que integram o cardápio cotidiano das pessoas, como arroz, feijão, trigo, soja e milho. É a sétima coleção mundial, empatada com a do Canadá. Os Estados Unidos têm a maior, com 466 mil. Na seqüência, vêm China, Alemanha, Japão, Índia e Coréia do Sul.

O objetivo maior do projeto é possibilitar a existência de uma base de melhoramento genético e também de conservação de espécies vegetais ameaçadas de extinção.

Por isso, o pesquisador o vê como garantia de preservação da agricultura.

Composto por cinco câmaras frias mantidas com temperatura de 20C negativos, o banco abriga as amostras por pelo menos cem anos. Institutos de pesquisa do país e do exterior têm acesso à coleção e podem solicitar material para desenvolver seus estudos.

Amostra custa US$ 1 ao ano
Leonel Gonçalves Pereira Neto disse que o custo anual estimado para guardar uma amostra é de aproximadamente US$ 1.

Cada uma tem cerca de 3 mil sementes, quantidade recomendada por convenção internacional. “Mas algumas são menores”, disse.

Quando o material chega ao banco é verificado se a germinação é viável. Em caso positivo, passa por processo de secagem. A umidade da semente cai de 10% a 12% para algo entre 3% e 6%. Depois, a amostra é colocada em envelope aluminizado e lacrada. Assim, vai para uma câmara fria.

O banco da Embrapa tem 32 anos e conta com 100 mil amostras de 691 espécies.

O banco de sementes

* Como a coleção é formada
Basicamente, de três formas:
- Outras unidades da Embrapa enviam material pesquisado para ser guardado também no banco genético
- Pesquisadores de outros centros enviam amostras de espécies ameaçadas de extinção
- Institutos de outros países, com os quais há contratos de cooperação, trocam material com o Brasil

* Sementes ortodoxas
O banco só tem sementes ortodoxas, que podem ser secas e congeladas, pois o embrião não morre. São exemplos as de arroz, trigo e soja, entre outras

* Capacidade dobrada
No último dia 7, a capacidade do banco foi duplicada e agora pode comportar 240 mil amostras

Fonte: Leonel G. P. Neto/Embrapa

disponível online em: BOM DIA