Inhame: o legítimo “pão-saúde” brasileiro
A mudança na venda do pão francês levou o brasileiro a perceber o quanto é caro o valor médio de R$ 6 o quilo e sua relativa importância nutricional perante outros alimentos. A farinha de trigo responde por 20% da composição do preço do pão; portanto, qualquer variação de preço para baixo é bem-vinda. Mas, infelizmente, previsões nada otimistas para 2007 já estão presentes para as principais culturas que fornecem farinha para a fabricação de pão: o trigo e o milho. Até a debatida mandioca, cuja obrigatoriedade da adição de 5% a 20% de fécula em toda a farinha de trigo do pão francês não foi aprovada, não promete boa safra para o próximo ano.
Depois do Proálcool e da tentativa do “Pró-mandioca - pão brasileiro”, lanço o “Pró-inhame” que busca a autonomia em relação à principal matriz energética alimentar - a farinha de trigo e milho para pães, macarrão, biscoitos e derivados. É uma incoerência o Brasil importar farinha se tem o inhame, uma matéria-prima que pode substituir com vantagens as demais.
Segundo Chigeru Fukuda, pesquisador da Embrapa-BA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), no caso do pão francês, a adição do amido de mandioca na farinha de trigo até melhora a conservação dos produtos. Testes da farinha de inhame em laboratório no preparo de farinhas mistas panificáveis evidenciaram a possibilidade de seu uso em substituição à de mandioca, com maiores vantagens. A utilização da farinha de inhame, que desde 2001 é submetida a testes com resultados satisfatórios no desenvolvimento de um pão tipo francês, traz as seguintes vantagens:
- Sem glúten: diferentemente do trigo, do centeio, da cevada e da aveia, o amido do inhame não possui glúten (ideal para quem tem alergia);
- Vitaminas: apoiado na idéia patrocinada pelo Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), que lançou o projeto Pão Saúde, aditivado com ferro e vitaminas do complexo B, o pão de inhame terá incorporado (devido às qualidades naturais) proteínas, fósforo, potássio e vitaminas do complexo B;
- Agricultura familiar: as fecularias nacionais extraem 500 mil toneladas/ano do branco e fino amido de mandioca. Esse número poderia ser triplicado com o incremento da cultura do inhame, gerando 300 mil empregos no campo, principalmente entre as mulheres, como ocorre na África.
- Alimento popular: o inhame é um alimento tão consumido no nordeste brasileiro que chega a ser usado como substituto do pão.
Data de Publicação: 10/11/2006 Fonte: Cultivar
Produção de Orgânicos cresce a 30% ao ano
Após atingir papel de destaque no agribusiness, o Brasil demonstra grande potencial para ser, no futuro, referência também na produção de orgânicos. De acordo com a Agência de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), a produção de orgânicos cresce a uma taxa de 30% ao ano no Brasil, acima do que evolui a demanda mundial por estes itens, que é em torno de 25%.
O Siscomex inseriu recentemente uma classificação especial para produtos orgânicos na lista de exportações, pois ficavam no grupo dos agrícolas. A medida é vista como importante contribuição para dimensionar com mais precisão o tamanho do mercado, mapear países destino, quais itens são mais comercializados, ao mesmo tempo em que sinaliza ao mundo a importância do Brasil nesta área.
O potencial de crescimento do nicho já foi identificado antes e existem diversas iniciativas de produtores para fomentar as vendas externas. Há duas semanas, São Paulo sediou a edição latino-americana da feira internacional Biofach, evento que já teve versões na Alemanha, Japão e Estados Unidos. Na soma das três feiras, as empresas brasileiras participantes fecharam negócios de US$ 30 milhões para o período de um ano.
Hoje a agricultura orgânica brasileira representa apenas 1% do mercado mundial deste tipo de produto, estimado em US$ 25 bilhões, apesar de a área de cultivo brasileira ser a sexta maior do mundo. Os principais países compradores de orgânicos brasileiros são Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Japão, Canadá Dinamarca, Itália, Espanha, Áustria, Austrália, Suíça, França, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Portugal, China, Israel, África do Sul, Uganda, Coréia, Taiwan, Uruguai, Bolívia e Argentina.
O Brasil exporta soja, açúcar branco e açúcar mascavo, café, sucos cítricos, mel, arroz, frutas como manga, banana, melão e mamão papaya, óleos essenciais, castanhas, erva mate, cogumelos, óleo de babaçu, óleos vegetais, essências florestais, extratos vegetais, frutas desidratadas, cachaça, doces, algodão e até cosméticos produzidos a partir de matéria-prima orgânica.
Números do Instituto Biodinâmico (IBD) e a da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam), entidades dedicadas a promover os orgânicos, dão conta que existem 19 mil produtores no Brasil, sendo que somente 250 empresas são regularmente constituídas e certificadas, o que é obrigatório para exportar. Se forem considerados pequenos produtores de diferentes regiões, o número de produtores poderia chegar a 50 mil.
A soja é o orgânico mais produzido, respondendo por 31% do volume total. Na seqüência vêm as hortaliças, com 27% e o café, 25%. A produção de frutas orgânicas é a que ocupa a maior área plantada, 26% do total. A cana de açúcar viria na seqüência, com 23% e depois o palmito, com 18%, de acordo com dados da Projeto OrganicsBrasil.
Para o consumidor brasileiro, a informação sobre o desempenho do Brasil na área chega a surpreender. No mercado interno ainda é ínfima a participação destes produtos. Não por falta de desejo ou de reconhecimento do benefício e sim por causa do custo frente aos não orgânicos. O preço pode ser 20% maior ou até o triplo dos similares não orgânicos, o que é comprovadamente o principal entrave à maior propagação do consumo. Calcula-se que 75% da produção é exportada.
Enquanto que em países com importante índice de consumo de orgânicos, como EUA, Alemanha, Itália, Holanda e França, os principais canais de venda é o varejo especializado, no Brasil os produtos são vendidos majoritariamente em supermercados, que por seu lado respondem por uma parcela pequena da venda de hortifrútis em geral.
Este dado corrobora a pequena penetração na população brasileira. Estudos do Latin Panel mostram que apenas 26% dos consumidores compram estes perecíveis em supermercados e outros 26% mesclam as compras com feiras e sacolões. Metade das pessoas ainda opta apenas por estes dois últimos canais.
Data de Publicação: 13/11/2006 Fonte: www.opovo.com.br
Saúde Motiva 72% das Compras de Alimentos Orgânicos
Nem a preocupação com o meio ambiente, nem o sabor. A saúde é o motivo que leva 72% dos consumidores de produtos orgânicos de Curitiba a optar por alimentos livres de agrotóxicos na hora da compra. A constatação faz parte de uma pesquisa da Prefeitura de Curitiba junto a consumidores de produtos orgânicos da capital e produtores rurais da Região Metropolitana.
O diagnóstico da produção e comercialização orgânica, feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, servirá para o planejamento do Mercado Permanente de Produtos Orgânicos de Curitiba, que começará a ser construído até o fim do ano. “Queremos uma base sólida de informações para diminuir ao máximo as chances de erros”, explica o secretário Municipal do Abastecimento, Norberto Ortigara.
A pesquisa, em que foram ouvidos 600 produtores e consumidores, revelou que o potencial de crescimento do mercado está na classe média, que representa apenas 19% dos consumidores orgânicos. Atualmente, a maioria dos consumidores - 71% - é de classe econômica mais favorecida. “O consumidor de renda mais alta já está convencido. Agora é a vez de investir no médio consumidor, que em Curitiba e Região Metropolitana são mais de 1 milhão de pessoas”, diz o diretor de Unidades Comerciais da Secretaria, Luiz Gusi.
A pesquisa também mostra que 64% das pessoas que compram orgânicos são mulheres, 35% têm mais de 50 anos e 68% possuem nível superior. Todo este público demonstrou insatisfação quanto à variedade de produtos existentes no mercado. Carnes, leites e derivados são alimentos ainda em falta quando se trata de orgânicos, de acordo com a pesquisa.
Produtores - A pesquisa revela que legumes - 76% - são os alimentos orgânicos mais produzidos pelos agricultores, que têm nas feiras da capital o principal canal de comercialização - 53%. Entre os pontos de vendas, os supermercados aparecem com 1,8%. O boca-a-boca é a principal estratégia de marketing para 32% dos agricultores. “O produtor precisa dar mais visibilidade ao seu produto”, afirma Luiz Gusi.
Um exemplo de como a estratégia de marketing pode colaborar com a agroindústria parte da empresa catarinense Fazenda & Casa. A partir dos contatos feitos no Cenário Orgânico, evento organizado pela Prefeitura de Curitiba em maio deste ano, a Fazenda & Casa entrou no mercado norte-americano e já engata seu terceiro lote de exportação de produtos orgânicos. “O sucesso foi tanto que já estamos abandonando os produtos convencionais para dar exclusividade aos orgânicos”, comemora o empresário Leandro Dalfovo.
Fonte: Bonde News
Expectativa é vender pelo menos 200 mil árvores neste fim de ano
Agência Estado
Na fazenda Terra Viva, uma das maiores produtoras de tuias de Holambra, a produção de árvores este ano será 15% maior que a do ano passado. “Vendemos tuias o ano todo, mas novembro e dezembro concentram 80% das vendas”, diz Juliana Rodrigues, gerente de produção. Ela esclarece: “O nome certo é tuia, mas essa é a árvore que conhecemos por pinheirinho de Natal.” Ela é da família dos pinheiros, mas é diferente daqueles utilizados no hemisfério Norte.
Em Holambra, cidade conhecida pelas plantações de flores a época de Natal faz com que muitos produtores optem pelo pinheirinho e a partir de outubro já começam a chegar as primeiras encomendas.
Na Ceagesp, em São Paulo, as primeiras tuias para Natal chegaram no fim de outubro e a perspectiva é superar a marca de 200 mil árvores vendidas. “Em 2005 vendemos 137.659 pinheirinhos”, diz o economista da Ceagesp, Flávio Godas. “Este ano, até setembro já vendemos 183.762 tuias, um aumento de 24% em relação ao ano passado. Devemos chegar a 220 mil unidades até o Natal.”
Ele diz que as vendas crescem porque as pessoas estão utilizando mais plantas em suas decorações de Natal e usam árvores naturais para combinar. “A venda de flores para decoração de Natal também cresce 20% ao ano”, diz Godas. “Além disso, a preocupação com o meio ambiente está muito mais forte entre as pessoas, que estão preferindo produtos naturais até na hora de comprar a árvore de Natal.”
O preço de uma tuia varia com o tamanho e se está enraizada ou não. As enraizadas duram mais, por isso são mais caras. “Você encontra pinheirinhos de 30cm a 3 m de altura de R$ 5 a R$ 300″, diz o economista. Mas os mais vendidos são os de 80cm, por ocuparem o mesmo espaço que a maioria das árvores artificiais. “Para que eles durem bastante, além do Natal, é preciso regar todo dia e ter ao menos duas horas de sol indireto”, diz Juliana, da Terra Viva.
Fonte: BemParaná
Workshop de Avaliação e Seleção de Espécies de Plantas do Futuro na Região Norte
Agência FAPESP - O Museu Paraense Emílio Goeldi promoverá, de 20 a 22 de novembro, em Belém, o Workshop de Avaliação e Seleção de Espécies de Plantas do Futuro na Região Norte.
O objetivo é avaliar e selecionar espécies vegetais da região amazônica de interesse econômico e social para comunidades, associações de produtores, empresas e entidades da sociedade civil interessadas em oportunidades de utilização sustentável dos recursos da flora regional.
Entre os grupos de plantas de interesse que serão discutidos estão as alimentícias, medicinais, aromáticas, fibrosas, ornamentais, oleaginosas e tóxicas.
O encontro é organizado em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá e com a Universidade Federal Rural da Amazônia.
Mais informações: ncvale@museu-goeldi.br ou telefones (91) 3217-6091 / 6149
Fonte: Agência FAPESP






