Bulevar Arrudas ganha primeiras mudas
ERNESTO BRAGA
As primeiras mudas de árvores e arbustos do Bulevar Arrudas – estrutura que faz parte da Linha Verde – foram plantadas ontem. Quaresmeiras roxa e rosa, entre outras espécies de plantas, enfeitarão o centro de Belo Horizonte, do complexo de viadutos do bairro Lagoinha à alameda Ezequiel Dias, trecho em que o ribeirão Arrudas está sendo tampado para possibilitar o alargamento de vias.
Ao todo serão plantadas 584 árvores e 11.460 arbustos. Segundo a assessoria de comunicação da Linha Verde, o plantio das mudas começou pelo trecho em frente à praça da Estação e será dividido em três fases.
A primeira remessa de mudas, vindas de São Paulo, chegou anteontem à capital. Na semana que vem a segunda remessa deverá chegar a Belo Horizonte.
Expansão
O Bulevar Arrudas poderá ser expandido da alameda Ezequiel Dias à avenida do Contorno, no bairro Santa Efigênia. A informação foi dada pelo secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Paulo Paiva.
A expansão – um trecho de 600 m – terá um custo de R$ 20 milhões. A assessoria da Linha Verde ressaltou que o projeto original já previa que o bulevar chegasse até a avenida do Contorno, mas o atual trecho foi priorizado.
A Linha Verde é uma via expressa que objetiva melhorar o acesso ao aeroporto de Confins.
Fonte: Jornal O Tempo
Jardim Botânico de Lisboa inaugura estufa de borboletas
O Lagartagis, a primeira estufa ibérica de borboletas vivas, ganhou asas este sábado, no Jardim Botânico de Lisboa, apostada em preservar as espécies portuguesas ameaçadas pela falta de investigação e de legislação que as proteja.
Em 220 metros quadrados de jardim, povoado por medonheiros, arrudas ou algodoeiros-falsos, é possível acompanhar o ciclo de vida de algumas das principais espécies portuguesas como a monarca, a borboleta da couve, da sardinheira ou a cauda-de-andorinha.
«A motivação principal do Lagartagis é mostrar a prata da casa, as espécies autóctones, por oposição às estufas clássicas que exibem apenas espécies exóticas, nomeadamente orientais e sul-americanas», disse à Agência Lusa Ernesti no Maravalhas, um dos membros fundadores do Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, entidade responsável pela criação do Lagartagis.
Com mais de 30 anos dedicados ao estudo das borboletas em Portugal, Ernestino Maravalhas, 46 anos, funcionário de uma empresa de seguros, é autor do primeiro livro sobre espécies diurnas e prepara outro sobre nocturnas.
Responsável pela base de dados do centro Tagis, dedica-se à educação ambiental junto das escolas e defende que o ambiente e a biodiversidade devem ser ensinados às crianças em casa e logo a partir do primeiro ano escolar.
Atraído pelo «colorido» e pelo «voo grácil» das borboletas começou aos 17 anos a recolher material vivo por «interesse contemplativo» associado à «vontade de o estudar».
Hoje, possui uma colecção de «milhares de exemplares devidamente etiquetados e conservados» aos quais se juntam milhares de fotos e centenas de trabalhos científicos, «desde o mais pequeno texto a várias teses de doutoramento».
Fascinado pelas borboletas desde muito cedo destaca as suas qualidades de «bioindicadoras dos ecossistemas terrestres e óptimas polinizadoras de plantas», sem esquecer que «enchem a barriga de biliões de aves insectívoras, mamíferos, répteis e anfíbios».
O especialista denuncia a falta de investigação e de legislação nesta área, o que leva a que pelo menos duas espécies - a borboleta azul das turfeiras (maculinea alcon) e a fritilária do sul (melitaea aetherie) estejam ameaçadas de extinção.
A secagem das turfeiras que lhe servem de habitat reduziu as populações de borboletas azuis a menos de 20, localizadas a norte do rio Douro.
Ainda recentemente, desapareceram duas populações destas borboletas nas serras do Ninheu e do Alvão.
No Algarve, é a construção de hotéis, equipamentos recreativos e campos de golfe que ameaça a fritilária do sul, que regista actualmente cerca de uma dezena de populações.
Em termos legislativos «há um défice de protecção das espécies ameaçadas, pois encontram-se protegidas apenas duas espécies abundantes no nosso território, a fritilária dos lameiros (euphydryas aurinia) e a tigrada das florestas (callimorpha quadripunctaria)», acrescentou.
A consagração da protecção destas espécies na legislação europeia, transposta depois para a legislação portuguesa, baseia-se, segundo o especialista, em estudos de cientistas europeus não tendo sido considerada a realidade da Península Ibérica por falta de estudos nesta área.
Em Portugal existem cerca de 130 espécies de borboletas que voam apenas durante o dia, um número substancialmente abaixo das 2.260 espécies que se movimentam só à noite.
O Lagartagis está aberto ao público diariamente entre as 10:00 e as 18:00 no Museu de Arte Natural, em Lisboa.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Consumo de pequi está estimado em cerca de 500/t ano
O consumo de pequi em Mato Grosso está estimado em cerca de 500 toneladas por ano. A Baixada Cuiabana sozinha, responde por 20% desse total, 100 toneladas.
De acordo com a Sociedade Mato-grossense de Fruticultura, o plantio de pequi ainda é incipiente no Estado.
“Temos poucos produtores, mas a expectativa é de que dentro de poucos anos a nossa produção em série já esteja acontecendo em várias regiões de Mato Grosso”, afirma o presidente da sociedade, professor Duílio Maiolino Filho.
Atualmente, a principal região produtora do Estado é o Araguaia, com destaque para os municípios de Nova Xavantina, Campinópolis, São Félix e Luciara.
“Praticamente toda a produção é oriunda de plantas nativas. O plantio em lavouras não chega a representar 1% do estoque de pequizeiros do Estado”, lembra.
Duílio acredita que dentro de cinco anos Mato Grosso poderá triplicar a sua produção. Atualmente, o Estado se desponta como o segundo do ranking brasileiro em produção de pequi.
“Não temos noção de quantas pessoas esta cultura emprega em nosso Estado. São milhares de empregos gerados, pois nesta época do ano a cadeia produtiva movimenta desde a coleta até à venda final do produto”, contabiliza Duílio.
Ele informou que alguns experimentos já estão sendo realizados em Mato Grosso pela área de pesquisa da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Empaer), que está produzindo também mudas para venda.
O pequi nativo leva em média de oito a nove anos para produzir. O de enxerto demora em torno de cinco anos. (MM)
Fonte: Diário de Cuiabá
Hortaliceiras têm vida transformada
Planalto do Retiro fica a 30 quilômetros de Touros. Lá, um dos princípios da Articulação do Semi-Árido é aplicado há aproximadamente um ano e quatro meses: a inserção feminina no mercado de trabalho. Uma horta formada por sete mulheres mudou a rotina da localidade, que também é um assentamento dos sem- terra. Nenhum tipo de agrotóxico é utilizado e os defensivos das pragas são naturais, criados a partir da nim, uma planta indiana.
A área destinada ao cultivo da horta corresponde a meio hectare. São vários canteiros com cebola, coentro, beterraba, repolho e cenoura.
Francisca Ribeiro Gonzaga, 40, trabalhava antes numa casa de farinha e em roçados de terceiros mas a renda era sempre insatisfatória. A comercialização é feita na própria comunidade e em feiras dos municípios vizinhos. ‘‘Não tínhamos nada e agora podemos planejar uma renda futura’’, diz a agricultora. Em seu primeiro semestre de trabalho, depois de todas as despesas pagas, cada agricultora conseguiu um pequeno lucro de R$ 44,00. No segundo semestre de produção essa quantia saltou para R$ 350,00. ‘‘Só me arrependo de não ter começado esse trabalho antes. Vamos melhorar ainda mais essa área’’, afirmou Francisca Ribeiro.
A defesa das pragas é feita com a planta nim e podem ser obtidos tanto das folhas quanto das sementes e são de fácil preparo. As folhas devem ser secadas à sombra e depois trituradas em uma máquina forrageira, para a obtenção do pó. Este pó é colocado de molho de um dia para o outro, depois coado em um pano, resulta em uma calda que pode ser aplicada contra pragas de plantas e animais.
Uma outra luta das mulheres foi contra o machismo da região. ‘‘Os homens ficavam dizendo que a horta não ia dar certo e muitas mulheres, seguindo os seus maridos, também colocavam dificuldades. Hoje a maioria das pessoas apóia’’, disse Maria Gorete Pereira, agricultora que compõe o grupo.
As hortaliceiras de Planalto do Retiro conseguiram montar o seu espaço para cultivo com o apoio da cooperativa Techné.
Fonte: Diário de Natal






