Floratlântica atrai produtores internacionais
Uma série de palestras sobre a atividade serão proferidas por especialistas; também estão programados cursos sobre arranjos
As perspectivas do mercado brasileiro e mundial de flores e folhagens tropicais, a expansão da floricultura no Sul da Bahia e técnicas de produção são os principais temas do I Seminário e Exposição Técnica de Flores Tropicais da Mata Atlântica (Floratlântica). Despontando como pólo regional de flores tropicais, Ilhéus sediará a primeira edição do evento, que começa no dia 23 de novembro, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães. A programação do Floratlântica acaba de ser divulgada. Inclui palestras, oficinas e uma feira de flores tropicais.
O evento será aberto no dia 23, às 19 horas, seguido de palestra sobre as perspectiva do mercado brasileiro para flores e folhagens tropicais, proferida por Renato Opitz. O segundo dia da feira estará reservado a discussões de mercado e, também, técnicas de produção. A primeira palestra será um exame do mercado de flores de Salvador, seguido de orientações sobre procedimentos para a exportação de flores e conservação pós-colheita de flores tropicais, encerrando-se com a apresentação do programa Flores da Bahia.
Os participantes do evento terão, no sábado (25), palestras sobre produção de arranjos, programa brasileiro de qualidade e certificação de flores e plantas ornamentais, produção e comercialização de abacaxi ornamental e o cooperativismo e a comercialização de flores. Ainda no sábado, haverá oficina de arranjos florais e palestras sobre as perspectivas do mercado mundial e paisagismo com flores tropicais.
O Floratlântica será encerrado dia 26 com minicurso sobre comercialização nacional e internacional de flores tropicais, produção de arranjos e casos de sucesso na exportação de flores tropicais.
Mercado
O I Seminário e Exposição de Técnicas de Flores Tropicais da Mata Atlântica (Floratlântica) reunirá floricultores, empresários e instituições federais, estaduais e municipais no Centro de Convenções. Realizado pela Associação de Floricultores do Sul da Bahia (Florassulba), o evento tem o apoio da Prefeitura de Ilhéus, Sebrae, Banco do Nordeste (BN) e Grupo Predial. O prefeito Valderico Reis disse que a Feira é uma oportunidade para fazer deslanchar a floricultura no Sul da Bahia.
Ilhéus é o principal produtor de flores tropicais da região. A programação foi elaborada para fornecer suporte técnico e informações sobre o mercado interno e externo. A feira terá participação de produtores, agroindustriais, cooperativas e empresas de produção e comércio de insumos e implementos agrícolas, sindicatos. Também estão inscritos agentes financeiros e empresas de telecomunicações e informática. A feira também abrirá espaço a ONGs, instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa, bares, restaurantes e o Sebrae, que terão estandes no local.
Fonte: Agora Online
Embrapa apresenta hoje melancias de polpa amarela
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apresentará à sociedade o trabalho desenvolvido com as novas variedades de melancia de polpa amarela que serão lançadas em 2007. O evento será realizado hoje no Campo Experimental da Embrapa Rondônia em Ouro Preto d`Oeste a partir das 15 horas.
Com objetivo de criar alternativas para os consumidores, a Embrapa Rondônia, em parceria com a Embrapa Semi-Árido, desenvolveu duas variedades de melancia de polpa tenra, A BRS Soleil e a BRS Kuarah, levemente crocante, com alto teor de açúcares e de coloração amarelo canário, característica que revela a presença de Beta-caroteno.
O pigmento, que comumente é encontrado em outros vegetais de coloração amarela e laranja, como as abóboras e a cenoura, é precursor da vitamina A e desempenha importantes funções no organismo humano, sobretudo com relação à visão e à imunidade.
Para o consumidor, as futuras variedades serão mais práticas, pois, além de apresentarem excelente sabor, os frutos são pequenos variando em média de dois a quatro quilos, o que representa menor preço por unidade, maior facilidade de transporte e rapidez no consumo, mesmo em famílias pequenas, evitando a armazenagem no refrigerador.
A idéia, salienta o pesquisador da Embrapa responsável pelo trabalho, Flávio de França Souza, é proporcionar ao consumidor novas alternativas de consumo. “Na realidade a melancia amarela já existe na natureza, o que a Embrapa fez foi desenvolver um trabalho para tornar o seu cultivo economicamente viável”, diz o pesquisador.
Para os produtores, a precocidade de BRS Soleil e BRS Kuarah possibilitarão retorno mais rápido, economia no uso de insumos e mão-de-obra e melhor aproveitamento da área de cultivo, além de contribuir para redução dos riscos de perda da lavoura pela ocorrência de veranicos ou enxurradas. As plantas são mais compactas, possibilitando uma maior densidade e, portanto alto potencial produtivo.
A melancia é uma fruta saborosa, refrescante e de baixo valor calórico, sendo, portanto, adequada aos mais variados tipos de dietas.
Em Rondônia, essas variedades foram testadas nos municípios de Porto Velho, inho d´Oeste, Presidente Médici e Ouro Preto d´Oeste, com produtividade média de 31 t/ha e ciclo de 65 a 70 dias. Essas variedades serão mostradas na Amazontech, Feira de Tecnologias do Norte que será realizada de 22 a 26 de novembro em Belém (PA).
Fonte : Dourados News
Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa
O projeto, lançado por uma ganhadora do Nobel da Paz, pede que os participantes usem um website especial, criado pela ONU, para registrar as árvores plantadas
AP
NAIRÓBI - A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, convocou cidadãos de todo o mundo para plantar 1 bilhão de árvores ao longo de 2007, a fim de combater o aquecimento global. “Isto é algo que qualquer um pode fazer”, disse Maathai, durante a conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, que levou delegados de mais de 100 países ao Quênia.
Maathai, que em 2004 tornou-se a primeira negra africana a ganhar um Nobel, disse que o objetivo da campanha é inspirar o cidadão comum a fazer algo pelo ambiente. Mas ela ressaltou que é importante garantir que as árvores prosperem depois de plantadas.
“Uma coisa é plantar uma árvore, outra é fazê-la sobreviver”, disse Maathai, que fundou o Partido Verde do Quênia em 1987. “Se você sabe que não vai cuidar da árvore, nem se incomode”.
Cientistas atribuem a elevação média da temperatura global ao longo do século 20, de 0,6º C, à acumulação de dióxido de carbono e de outros gases que prendem o calor na atmosfera. Boa parte do aumento da concentração desses gases é atribuída à atividade humana, principalmente indústrias e automóveis.
A África, que já corre diversos riscos de desequilíbrio ambiental, é o continente que mais deverá sofrer com o deslocamento das zonas climáticas e secas.
A destruição de árvores, com a queima da madeira, contribui com o aquecimento global, liberando cerca de 370 milhões de toneladas de gases do efeito estufa a cada ano - cerca de 5% do total global - dizem cientistas. Plantar árvores pode compensar parte do dano ambiental, porque as plantas absorvem gás carbônico.
O projeto de plantio de árvores, organizado pelo Programa das Ações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mostra que a “ação (contra a mudança climática) não precisa ficar confinada aos corredores das salas de negociação”, afirma Achem Steiner, diretor-executivo do Pnuma.
O projeto pede que os participantes entrem no website do Pnuma e registrem as árvores plantadas.
Fonte: Estadão






