UFMG: Começa hoje na Reitoria exposição de ilustração científica
Cerca de 100 trabalhos, produzidos por alunos dos quatro cursos de ilustração científica oferecidos este semestre no Instituto de Ciências Biológicas, estão expostos no saguão da Reitoria, no campus Pampulha, até 11 de novembro.
Trata-se de trabalhos em grafite, nanquim e lápis de cor, que reproduzem partes do corpo humano, insetos e plantas, nos cursos de Ilustração botânica, de Ilustração médica e Ilustração de insetos (entomologia).
O diferencial das ilustrações frente às inovações tecnológicas na produção de imagens é a possibilidade de focar todos os detalhes do objeto. “No desenho, o ilustrador mostra tudo o que deseja, ao contrário da fotografia, que focaliza apenas certas partes”, afirma Rosa Alves, professora dos cursos e organizadora da exposição.
Leia mais: www.ufmg.br/boletim/bol1554/sexta.shtml
E nos dias 17 e 18 de novembro, o Centro Cultural UFMG sedia o I Encontro Nacional sobre Ilustração Cientifica, promovido pelo Instituto de Ciências Biológicas e pela organização Ilustradores Científicos do Brasil.
O evento, que já conta com inscritos de todo o país e da Argentina, será composto por oficinas, palestras, debates e exposição. Inscrições e mais informações pelo telefone (31) 3499-2533 e na página eletrônica do Centro Cultural UFMG (www.ufmg.br/centrocultural) .
Fonte: UFMG
Espécies invasoras representam perigo à biodiversidade
As espécies exóticas invasoras estão presentes em pelo menos 103 unidades de conservação do Brasil, espalhadas por 17 Estados e pelo Distrito Federal.São consideradas como a segunda causa de redução da biodiversidade no mundo, atrás apenas da perda de habitats por intervenção humana.Apropriam-se do espaço, da água e dos alimentos das espécies nativas, numa competição pérfida, silenciosa e sem fronteiras.
As espécies exóticas invasoras são organismos (fungos, plantas e animais, assim como seres vivos microscópicos) que se encontram fora da sua área natural de distribuição, por dispersão acidental ou intencional.
Por meio do processo denominado contaminação biológica, elas se naturalizam e passam a alterar o funcionamento dos ecossistemas nativos. Historicamente, o maior responsável por seu aparecimento é a colonização européia nos demais continentes.
As campeãs de invasões, são as plantas coníferas do gênero Pinus, introduzidas no Brasil para produção de madeira de reflorestamento. Identificadas em 35 UCs - Unidades de Conservação das regiões Sul e Sudeste, são espécies que podem alterar a acidez dos solos e inviabilizar a sobrevivência de animais, entre outros impactos.
As outras líderes do ranking de invasões são o capim braquiária e o cachorro (15 UCs), o capim gordura e o eucalipto (13 UCs), o lírio-do-brejo (10 UCs), a jaca (8 UCs) e a uva-do-japão (8 UCs). Também figuram na lista animais como búfalo (6 UCs), caramujo-gigante-africano (5 UCS) e javali (4 UCs).
No caso do javali, principal ancestral do porco doméstico, a invasão foi pela fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul com o Uruguai, para onde ele foi levado por europeus. Uma hipótese é que a introdução tenha ocorrido em 1989, após estiagem que baixou muito o leito do rio Jaguarão, que delimita a fronteira.Entre os principais prejuízos causados pelo javali estão danos a culturas agrícolas, ataque a animais de criação e transmissão de doenças (leptospirose, febre aftosa).
O caramujo-gigante-africano, molusco terrestre do nordeste da África, entrou ilegalmente no Brasil na década de 1980, como alternativa à criação de escargot e se transformou numa praga.Ele destrói plantações e também pode transmitir moléstias, como a angiostrongilíase (infecção causada por parasita e que pode levar crianças à morte).
A marinha esta elaborando uma Norma de Autoridade Marítima (Normam), determinando que todos os navios que se destinarem aos portos brasileiros troquem a água de lastro, ao menos, a 200 milhas da costa e 200 metros de profundidade, para proteger o País das espécies aquáticas invasoras. Mas, para entrar em vigor a convenção precisa da adesão de 30 países, o que pode demorar até 20 anos.
Estima-se que pelo menos 7 mil espécies aquáticas são transportadas, diariamente, entre diferentes regiões do mundo por meio de água de lastro dos navios. O plano de ação visa dar continuidade ao trabalho desenvolvido há seis anos pelo Programa Globallast, executado pela IMO, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente. A primeira fase do Globallast termina em 31 de dezembro deste ano e a segunda fase só deverá iniciar no fim de 2006.
Por outro lado, a equipe do Laboratório de Tubarões e Raias da UERJ, identificou duas novas espécies de raias-manteiga no litoral brasileiro. A primeira raia foi denominada Dasyatis colarensis, em homenagem á região onde foi encontrada, o município de Colares, em Belém do Pará. Ela representa uma espécie totalmente desconhecida pela ciência. A outra raia, batizada Dasyatis hypostigma, já era conhecida dos pesquisadores, mas se acreditava que só poderia ser encontrada no Atlântico Norte.
A preocupação com as espécies invasoras levaram a Organização das Nações Unidas a criar o Programa Global de Espécies Invasoras( GISP), em 1997, com participação de mais de 100 países, inclusive do Brasil. Durante a Rio-92, quando foi aprovada a Convenção da Diversidade Biológica, foi também feito um alerta sobre o perigo que elas representam para o equilíbrio ecológico.
O desinteresse em relação ao problema e a demora nas ações de combate, permitiram que as espécies invasoras prosperassem até no exterior.Um sapo comum no Brasil está aterrorizando os habitantes da cidade de Darwin, no norte da Austrália.
O sapo-da-cana, como é conhecido lá , foi introduzido no país em 1935, para combater duas espécies de besouros que eram uma praga para a indústria do açúcar. Infelizmente, ele falhou em sua missão, e ao invés de ser controlador de pragas, se transformou num perigo incontrolável, pois ficou venenoso.
O maior e mais feroz dos marsupiais carnívoros corre o risco de desaparecer da Austrália, por causa de um misterioso câncer facial.Desde 1997, metade da população dos diabos da tasmânia, cerca de 75 mil bichos, morreu por causa do problema, cuja causa não foi elucidada. Segundo Alistair Cotter, chefe de uma força-tarefa designada pelo governo para enfrentar o problema, a competição com raposas, uma espécie invasora que chegou á ilha da Tasmânia há quatro anos, pode agravar o problema e decretar o fim da espécie. Supõe-se que os animais transmitam a doença quando se mordem disputando a comida.
O Brasil deveria ter o maior interesse em elaborar uma legislação nacional sobre o assunto , pois é considerado o mais rico país em diversidade de espécies animais e um dos mais importantes bancos de biodiversidade do planeta.A fauna e a flora tem importância vital para a manutenção da biosfera e conseqüentemente para o ser humano, vamos salvá-la enquanto ainda é tempo.
Fonte: Vininha F. Carvalho
Fundação MT realiza evento sobre cuidados com a lavoura
De 20 a 24 de novembro e de 04 a 08 de dezembro, pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso e de outras instituições parceiras, percorrerão 20 cidades para levar informações pertinentes ao momento da safra agrícola: hora de cuidar da lavoura.
Assim como nos outros anos, a Fundação MT difundirá os cuidados que o produtor e equipe tem de ter com a lavoura. Os palestrantes do Fundação MT em Campo: É Hora de Cuidar informarão sobre os problemas que tem acometido a sojicultura e quais os procedimentos para não ter perda de produção por causa destes problemas.
Da parte de proteção de plantas, será passado aos participantes do evento dados atuais de focos de ferrugem; formas de controles eficientes e as falhas mais comuns; produtos, doses e aplicações para controle da ferrugem. Dúvidas como “Qual o comportamento da ferrugem nesta safra após a implantação do Vazio Sanitário” será respondida pela equipe técnica. Os erros e acertos sobre tecnologia de aplicação também será tema de palestra do Fundação MT em Campo: É Hora de Cuidar.
O avanço dos percevejos sugadores, inimigos da lavoura e que tem dado dor de cabeça aos produtores será abordado no evento. Especialistas no assunto falarão sobre procedimento e importância do monitoramento; mostrarão porque a integração e rotação de culturas são excelentes ferramentas para controle de pragas. “Todas as informações serão apresentadas aos participantes de maneira pontual e prática”, destaca Silvia Camacho, gestora de marketing da Fundação MT.
Clima e colheita também nortearão uma das palestras do Fundação MT em Campo: É Hora de Cuidar. Pesquisadores falarão aos produtores sobre a importância do clima para próxima safra já que a janela entre plantio e colheita foi encolhida.
Fonte: Redação 24HorasNews
Área plantada com milho em 2007 deverá ser a maior em 60 anos
Chicago, 6 - A forte demanda pelo milho nos Estados Unidos, por parte da indústria local do etanol e dos países importadores, deve elevar a área plantada a níveis não vistos desde a segunda guerra mundial. A estimativa, divulgada hoje, foi feita na Universidade de Purdue, no Estado de Indiana.
“Não há dúvida de que vamos precisar de um grande aumento no plantio de milho em 2007″, afirma Chris Hurt, economista agrícola ligado à instituição. Para ele, a expansão é impulsionada principalmente pela indústria do etanol, mas também pela forte demanda externa.
Em 2006, cerca de 2,1 bilhões de bushels serão usados para a produção de álcool nas 106 destilarias em funcionamento nos Estados Unidos. Até o final do ano que vem, um volume adicional de 1,4 bilhão de bushels será demandado para atender a 53 plantas novas ou expandidas, afirma Hurt, citando números da Associação dos Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos.
“Em termos de área, podemos ter um aumento superior a 4 milhões de hectares, para 35 milhões ou 36 milhões de hectares”, afirma Hurt. Se a estimativa for confirmada, será a maior área plantada com milho desde 1946. “Estamos diante de um fenômeno de 60 anos”, acredita o economista.
Durante e logo após a 2ª Guerra, os produtores dos Estados Unidos plantaram uma grande quantidade de milho a fim de exportar para os aliados europeus, recorda o especialista. Nos anos seguintes, o desenvolvimento de híbridos de alta produtividade e outros avanços técnicos tornaram possível um crescimento da produção sem expansão significativa de área.
Este ano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção de 10,91 bilhões de bushels - a terceira maior da história, embora aquém do volume alcançado no ano passado, de 11,11 bilhões.
Com a demanda pelo milho americano em alta em 2007 e o potencial de produção ainda desconhecido, os preços da commodity devem “ir além do teto”, na opinião do economista, “especialmente se ocorrerem contratempos que afetem a produção”. Hurt estima o preço médio da commodity em US$ 3,40/bushel em 2007. Para este ano, o USDA projetava uma cotação média de US$ 2,60/bushel.
Caso os agricultores dos Estados Unidos sigam os preços e aumentem fortemente o cultivo de milho, o plantio de outras commodities será sacrificado. As áreas de algodão, no Sul do país, e de trigo de primavera, nas Grandes Planícies, podem ser reduzidas.
Hurt pondera, contudo, que o declínio nessas culturas deve ser “marginal”, de 800 mil hectares no máximo. “A maior parte dos 4 milhões de hectares adicionais para o milho terão de vir do Meio-Oeste, ou seja, de áreas hoje dedicadas à soja”, afirma. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado
Doutor pela UNESP recebe prêmio nacional em horticultura
O professor de agronomia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, e doutor pela UNESP/Botucatu José Abramo Marchese recebeu o prêmio ABH 2006, concedido pela Associação Brasileira de Horticultura, na categoria “Plantas Medicinais e Aromáticas”, em cerimônia realizada durante o 46º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado em Goiânia/GO.
O prêmio refere-se ao trabalho desenvolvido pelo Professor, denominado “Carbon isotope composition as a tool to control the quality of herbs and medicinal plants”, publicado pela revista Photosynthetica volume 44 , number 01, Março de 2006. O artigo, segundo o júri do prêmio, representa uma grande contribuição científica para a Horticultura Brasileira. Seus co-autores são Lin Chau Ming, Carlos Ducatti, Fernando Broetto, Evandro Tadeu da Silva e Marcelo Leonardo.
A ABH é a Associação Brasileira de Horticultura, uma entidade com reconhecimento de Utilidade Pública pelo Ministério da Justiça, ao qual anualmente presta relatório das atividades realizadas, cumprindo dispositivo legal. Foi fundada em Viçosa, MG, em 1961, com objetivo de congregar todas as pessoas e entidades que têm interesses voltados à Olericultura.
O Professor José Abramo desenvolveu sua tese de doutorado junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia - Horticultura durante o período de 2002 a 2005, orientado pelo Prof. Dr. Fernando Broetto, do Depto.de Quimica e Bioquímica do Instituto de Biociências da UNESP/Botucatu e co-orientado pela Doutora Rita Maria Moraes da Universidade do Mississipi, EUA. Além de docente junto à UTFPR, o professor é coordenador do recém aprovado Programa de Pós-graduação em Agronomia da mesma.
Fonte: UNESP
Show de orquídeas em Itatiaia
ITATIAIA - Supõe-se que a história da cultura das orquídeas tenha começado no Extremo Oriente, sobretudo no Japão e na China, há cerca de quatro mil anos. A palavra chinesa para orquídea (lan) já aparece no herbário chinês desde então. Entretanto, não se sabe ao certo quando ela passou a ser cultivada pelo homem nem se esse cultivo foi motivado por razões estéticas ou apenas medicinais.
Em 1906, foi publicado o volume III da Flora Brasiliensis, a primeira grande obra dedicada exclusivamente às orquídeas brasileiras e inclui descrição das plantas e apresentação de desenhos. Hoje, no Brasil, várias associações reúnem orquidófilos que realizam exposições mensalmente, não só com o objetivo de divulgar como buscar novidades da espécie.
Em Itatiaia estão sendo finalizados os preparativos para a 6ª exposição de orquídeas e o primeiro foto show, que acontece no final de semana, de sexta-feira a domingo, no ginásio Jarbas José dos Santos, no Centro da cidade.
De acordo com Sérgio Knoch, um dos coordenadores da exposição, dez expositores já confirmaram participação no evento que segundo ele promete ser sucesso. “A cada edição estamos trazendo novidades e nesta incluímos a exposição de fotos e artesanatos natalinos. Vai realmente ser um show, com mais de 300 espécies de flores oriundas do Brasil e do exterior”, revela Sérgio. Um curso gratuito de como cultivar orquídeas também será uma das atrações do evento. O curso será oferecido todos os dias, às 10 e às 15 horas.
Foto show
A primeira apresentação da Foto Show de Orquídeas reunirá 100 fotos de flores feitas pelo guia de montanha e fotógrafo da natureza Paulo Zikan. Entre as imagens estão as de flores expostas na primeira exposição de orquídeas, que aconteceu este ano na festa de aniversário da cidade. “Como eu fotografo de tudo da natureza, compareci para apreciar as flores e rever mais uma vez a equipe de expositores. Conversando com o Sérgio, então surgiu a idéia de apresentar numa próxima exposição uma coleção de fotos das mais belas flores ali existentes. As fotos ficaram tão excelentes que a partir daí passei os meses seguintes fotografando orquídeas minhas, de parentes e amigos por toda a cidade, principalmente as do orquidário do próprio Sérgio”, relata Zikan.
“O interessante é que você aprecia através das fotos as orquídeas que florescem em outras épocas do ano”, destaca Paulo Zikan.
Artesanato natalino
Para enriquecer ainda mais o evento, bem como entrar no clima natalino, haverá também uma exposição de artesanato natalino da artesã Ednamara Gouveia Keller, que há 11 anos se dedica a fabricar esse tipo de material. Entre seus trabalhos estão guirlandas, árvores de pinhas e castiçais feitos de materiais encontrados na natureza. “Vou levar cerca de 90 peças para a exposição, é a primeira vez que apresento meu trabalho num evento desse porte. Já exponho em Penedo e uma loja de lá vende há alguns anos meus produtos”, conta Ednamara.
A sexta exposição é uma realização da prefeitura através da Secretaria de Obras, em parceria com a Cia das Orquídeas.
Fonte: A Voz da Cidade






