IBM se inspira na natureza para criar sistema de resfriamento de chips

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:57

Da redação
30/10/2006

Engenheiros da IBM apresentaram uma nova abordagem para resolver o problema do aquecimento dos chips de computador, uma necessidade urgente para indústria de semicondutores, que está vendo a sua capacidade de aumentar a velocidade dos seus microprocessadores sendo limitada pelo calor que eles geram.

IBM se inspira na natureza para criar sistema de resfriamento de chips

A técnica, chamada de “tecnologia de interface de alta condutividade termal,” permite que se dobre a capacidade de retirar calor dos processadores em relação às técnicas atuais, baseadas em um dissipador e um exaustor. O segredo está na interface entre o chip e o sistema de dissipação de calor.

Hoje, utilizam-se pastas especiais para garantir que o chip possa se expandir e contrair ao longo dos ciclos termais de aquecimento e resfriamento. A camada de pasta é mantida tão fina quanto possível, a fim de não se tornar um elemento que impeça o calor de fluir do chip para o dissipador. Mas, se ela for fina demais, o chip perde a capacidade de contração e expansão e micro-rachaduras podem fazer com que ele pare de funcionar.

Utilizando uma sofisticada micro-tecnologia, os engenheiros da IBM desenvolveram uma capa para os chips, dotada de uma rede de canais em sua superfície. O padrão de canais foi projetado de tal forma que, quando submetido a uma pressão, a pasta se espalha de forma muito mais homogênea, e a pressão se mantém constante ao longo de todo o chip.

Os resultados de uma inovação aparentemente tão simples são impressionantes. O sistema de resfriamento precisa de apenas metade da pressão para ser encaixado sobre o processador, enquanto a transferência de calor tem sua eficiência aumentada em 10 vezes.

Esse projeto de microcanais extremamente eficientes foi copiado da natureza. Os microcanais têm o desenho semelhante ao desenho das raízes das plantas ou do sistema circulatório humano. Seu formato permite a transferência de grandes volumes de líquidos com um mínimo de energia, o que é crucial em qualquer organismo vivo maior do que alguns poucos milímetros de tamanho. Sistemas de irrigação da antiguidade também já utilizavam o mesmo desenho.

Fonte: Inovação Tecnológica

Consórcio de culturas gera mais renda e preserva meio ambiente

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:56

Definir qual será a principal é essencial ao cultivo de duas espécies diferentes na mesma área

Cultivar duas espécies de plantas na mesma área é uma boa opção aos produtores rurais. A iniciativa, se adotada com acompanhamento técnico, gera mais renda ao agricultor e ajuda na preservação do meio ambiente.

O engenheiro agrônomo Edvaldo Sagrilo, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), ensina que o primeira passo é estabelecer qual será a cultura “mais importante”.

“O casamento entre eles não deve prejudicar nenhuma delas, sobretudo a principal”, afirma.

Ele dá alguns exemplos clássicos de consórcios bem sucedidos: milho e feijão comum ou gramíneas, mandioca e feijão, entre outros.

O pesquisador comenta que, dessa forma, há um melhor aproveitamento de recursos como água, luz, solo e nutrientes.

Para o sistema de plantio direto, quando a semeadura é feita sem revolver a terra, o cultivo associado de milho com braquiária (espécie de gramínea) provoca produção maior de palha. Isso causa cobertura para o solo, resultando em redução de erosão.

Além disso, proporciona a possibilidade de integração lavoura-pecuária: após a colheita do milho, utiliza-se a área como pasto, agora farto em braquiária.

O consórcio ainda diminui o risco de prejuízos, pois se há perda em uma das culturas, a outra segue firme.

Adubo verde e nitrogênio

Muitas plantas têm raízes profundas, facilitando a retirada de nutrientes do solo. Ao fim do ciclo de vida, morrem e deixam os recursos trazidos para as culturas seguintes. É o adubo verde.

Essas plantas, como o feijão-caupi e a mucuna, são consideradas boas parceiras.

Edvaldo Sagrilo cita ainda que algumas leguminosas associam-se a bactérias que absorvem nitrogênio da atmosfera. Quando se decompõem, ele é liberado para os futuros plantios.

O nitrogênio é a substância mais usada na agricultura e é essencial para proteína.

A uréia, rica nesse elemento, custa por volta de R$ 1,20/kg. Cada hectare de milho consome 300 quilos.

Agricultor insistirá na técnica

O produtor Keller Césio Arantes Gomes fez, no ano passado, experiência com a técnica de consórcio em sua área em Bauru.

Plantou milho com feijão carioca e milho com mamona. No entanto, não teve o sucesso em relação à primeira dupla de plantas.

O resultado ficou abaixo do esperado. Ele avalia que o milho fez sombra sobre o feijão, amarelecendo-o.

Porém, perseverante, retomará a iniciativa. Vai cultivar milho e gramínea. Depois da colheita, terá boa pastagem. ao contrário de 2005, agora tem orientação da Secretaria de Agricultura de Bauru e também do Sistema Agroindustrial Integrado, ligado ao Sebrae.

28/10/2006 / Marcos Silvestre (marcos.silvestre@bomdiabauru.com.br)

Fonte: BOM DIA

Cientistas criam tomate azul transgênico com fins medicinais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:54

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo tomate geneticamente modificado, de cor azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum e poderia ser usado com fins terapêuticos. A cor incomum do tomate foi desenvolvido pelos cientistas para que fosse possível distingui-lo de um tomate normal.

O projeto do novo tomate é de estudiosos do Instituto de Biología Molecular y Celular de Plantas (IBMCP), de Valença, na Espanha. “Nosso objetivo era o de aperfeiçoar as qualidades do tomate”, disse Antonio Granell, coordenador da pesquisa. “Mas também queríamos fazer com que ele se transformasse em uma ‘biofábrica’, ou seja, fazer com que as suas células trabalhassem de acordo com nosso interesse”, afirmou o pesquisador.

Terapia “passiva”

A idéia do projeto foi fazer com que os tomates azuis produzissem proteínas diferentes das que têm os tomates convencionais. Essas proteínas foram escolhidas para combater determinadas doenças.

Granell explica que a ingestão do tomate funcionaria como uma terapia oral “passiva”, protegendo, por exemplo, a mucosa do aparelho digestivo e, assim, evitando diarréias causadas por determinadas doenças.

Os cientistas do IBMCP já criaram variedades transgênicas de tabaco, arroz, pepino, melancia e várias plantas ornamentais, mas escolheram o tomate como “fábrica biológica” porque é um fruto é capaz de produzir grande quantidade de biomassa, além de ser difundido na dieta ocidental e rico em vitaminas e outros nutrientes. “Como o tomate é normalmente ingerido cru, não se perdem as propriedades das proteínas que ele contém”, diz Granell. “O fato de se comer o tomate também desidratado dá a opção de se controlar a concentração da proteína como se fosse a da dose de um remédio”, conta.

Antioxidantes

A cor azul do tomate vem do acúmulo de compostos naturais e antioxidantes que já se encontram no tomate comum só que em outras partes. Contudo, os pesquisadores afirmam que os tomates azuis ainda devem passar por muitos estudos antes de serem liberados para consumo público.

Até agora, a criação dos tomates azuis no laboratório tem ajudado os cientistas a entender melhor qual é a função de cada gene na formação de um fruto de qualidade. “Já conseguimos fazer com que as proteínas que queríamos fossem agregadas à planta, mas agora temos de ver como fazer para que elas sejam eficazes contra possíveis agentes infecciosos”, diz Granell, adicionando que isso pode levar vários anos.

Fonte: Terra

Oleaginosas podem gerar emprego e renda para comunidades da região Amazônica

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:50

Agência Brasil - Manoela Alcântara

Brasília - Plantas oleaginosas como o dendê, buriti, mamona e o babaçu podem gerar emprego e renda para comunidades agrícolas da região Amazônica e tornar o Brasil um exemplo de agricultura sustentável para o mundo. Um dos principais desafios em transformar essas plantas em biocombustível, por exemplo, é conciliar o desenvolvimento com a conservação do meio ambiente.

Para debater o tema e apresentar sugestões, o Ministério do Meio Ambiente promoveu hoje (30) o seminário Experiências Amazônicas com Oleaginosas”. Representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte), Organizações Não-Governamentais e secretarias estaduais e municipais avaliaram o potencial de diversas oleaginosas na Amazônia.

Em palestra no encontro, o professor da Universidade Federal do Amazonas José de Castro Correia falou sobre as micro-usinas de produção de biocombustíveis que já foram instaladas no país.

Atualmente, o Amazonas tem unidades nos municípios do Roque (reserva extrativista do Juruá), Presidente Figueiredo (cerca de 200 quilômetros de Manaus), na região dos rios - Alto Solimões, em Tabatinga (tribo indígena), dentre outras. Também há investimentos nesse sentido no Acre e em Rondônia.

Para Correia, o processo de produção de óleos vegetais é fácil e pode ser implementado nas comunidades ribeirinhas amazônicas. “Eles são capazes de assimilar a operação e manutenção desses equipamentos. Nós apenas temos que ter a preocupação de levar equipamentos robustos e de fácil operação e manutenção”.

Praticamente todas as oleaginosas da região amazônica podem ser processadas nessas micro-usinas. Além dos óleos que poderão ser destinados à produção de combustível, outros materiais - como manteiga de cacau, de cupuaçu e óleo de cozinha - poderão ser produzidos pelas comunidades.

De acordo com o assessor especial do ministério, Luiz Fernando Merico, o programa de biocombustível e biodiesel diferencia-se do pró-alcool, pois, além da preocupação ambiental, o programa beneficia também o lado social.

“Ele inverte um pouco a lógica do que se produzia até agora. Ou seja, se produz a partir dos pequenos produtores, a partir das pequenas propriedades, fixando o homem no campo, gerando renda e trabalho no local onde as populações vivem com espécies que as populações já estão acostumadas a trabalhar”.

Fonte: Bem Paraná

UEM vai produzir medicamentos para vitiligo e câncer de próstata

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:48

O medicamento para o vitiligo entra agora em fase de ensaios clínicos avançados

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai produzir dois produtos farmacêuticos destinados ao tratamento do vitiligo e do câncer de próstata. O governo do Estado já autorizou a assinatura do convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Steviafarma Industrial S.A. O projeto tem recursos da ordem de R$ 1,1 milhão, 20% dos quais serão investidos pela Steviafarma.

O medicamento para o vitiligo, à base de extrato de plantas e cujos resultados in vitro demonstraram grande potencial, entra agora em fase de ensaios clínicos avançados. Será testado em portadores da doença supervisionados por dermatologistas do Hospital Universitário. Coordenado pelo professor Celso Vataru Nakamura, o projeto, denominado “Desenvolvimento e Produção de Formulações Farmacêuticas para o Tratamento do Vitiligo e de Câncer de Próstata”, está sendo conduzido pelo Departamento de Análises Clínicas e pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UEM.

O medicamento para a prevenção e o tratamento do câncer de próstata será produzido a partir de isoflavona de soja. Segundo o professor Benedito Prado Dias Filho, responsável por esta parte do projeto, a literatura especializada indica que os fermentados de soja possuem um tipo de isoflavona mais eficiente do que as encontradas naturalmente em grãos. Com base nisso, a Unicamp desenvolveu um processo de fermentação, patenteado pela empresa Steviafarma.

A intenção, conforme Dias Filho, é utilizar a nanotecnologia (ciência aplicada em escala nanométrica – um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro) no sentido de produzir nanopartículas dessa substância com o objetivo de melhorar a liberação e a absorção da droga pelo organismo. As nanocápsulas serão ministradas por via oral para a prevenção e o tratamento da doença.A previsão de lançamento dos produtos, no mercado, é de dois a três anos. Estão envolvidos nos projetos um grupo de 24 pesquisadores da UEM e da Steviafarma.

Fonte: Bem Paraná

Descoberta nova espécie de orquídea em Mato Grosso

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:46

Alatiglossum culuenense Docha Neto & Benelli. Esse é o nome da nova espécie de orquídea encontrada nas matas ciliares às margens do rio Culuene, ao sul do Parque Nacional do Xingu, vegetando em várias espécies de árvores, em Mato Grosso. A descoberta feita pela bióloga pesquisadora e bolsista do Herbário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Adarilda Petini Benelli, e identificada pelo biologista do Projeto Orchidstudium, Américo Docha Neto, pode ser vista no trabalho publicado no dia 1º de setembro na revista científica Orchidstudium, volume 5, página 55 a 77.

O estudo científico traz uma discussão e diferenciação entre a espécie aparentada, e documentação fotográfica do habitat e da nova espécie.

A nova espécie de orquídea foi coletada, junto com outras 26, na área que será alagada na Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Paranatinga II. Algumas outras espécies oriundas da mesma área estão em fase de identificação. A expectativa é de novas descobertas. Os espécimes foram encontrados percorrendo-se uma faixa de mata irregular que varia entre 40 a 100m, acompanhando o rio Culuene, na divisa dos municípios de Campinápolis e Paranatinga. A vegetação é caracterizada como de transição entre cerrado e floresta amazônica, com elementos característicos aos dois biomas. A floração acontece no inverno, entre os meses de julho e setembro. As flores são amarelas.

De acordo com o estudo, a Alatiglossum culuenense Docha Neto & Benelli mantém estreita afinidade com Alatiglossum macropetalum (Lindl.) Baptista, do qual facilmente distingue-se pelo porte vegetativo mais avantajado, formato dos pseudobulbos bi-foliados, forma de labelo e a morfologia e distribuição das calosidades conexas e desconexas.

“O A. culuenense apresenta pseudobulbos fusiformes, lateralmente achatados, mais alongados, enquanto o A. macropetalum os apresenta ovóides, lateralmente pouco comprimidos e mais curtos. Predominantemente A. culuenense apresenta pseudobulbos bifoliados enquanto o A. macropetalum os apresenta monofoliados”, escrevem Américo Docha Neto e Adarilda Petini Benelli.

Esse trabalho de coleta de plantas também foi realizado nas PCHs Garganta da Jararaca e Canoa Quebrada. A identificação das espécies é um processo demorado, devido ao período de floração. As orquídeas florescem uma vez por ano. No caso da PCH Garganta da Jararaca, foram encontradas 15 espécies e identificadas com certeza três até agora. É possível que outras espécies sejam descobertas, pois ainda existem muitas para serem confirmadas nas três PHCs.

Informações riquíssimas

Apaixonada pelas orquídeas, Adarilda P. Benelli diz que teve sorte de coletar essa espécie um pouco antes da floração. A planta foi coletada em 23 de abril e floresceu no mês de julho. “Fiz Biologia por causa delas (orquídeas)”, revela ao descrever a emoção de descobrir uma nova espécie. A pesquisadora estuda e trabalha com as orquídeas desde 1994. Sem esconder o seu interesse pelas espécies nativas de Mato Grosso, reconhece as dificuldades para fazer pesquisa no país, pois faltam financiamentos e as coleções não são consideradas de importância para os gestores.

“Um belo presente de formatura”, brinca Adarilda P. Benelii que acaba de colar grau em Ciências Biológicas, pela UFMT. Dona de uma das maiores bibliografias da área no Estado, ela não consegue descrever a emoção da descoberta. Atuando primeiro como colaboradora e agora como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), garante que Mato Grosso dispõe de informações riquíssimas, inclusive, provocando a vinda de pesquisadores de outros países. No entanto, diz ela, as coleções secas e as coleções vivas precisam de atenção e de investimentos para serem conservadas.

Em Mato Grosso, a maioria das pesquisas é direcionada para a área de Ecologia. A Taxonomia não tem muito espaço. Mestre em Ecologia e bolsista do Projeto sobre Padrões de Biodiversidade em Meso-escala dos Diferentes Sistemas Pastoris do Pantanal de Mato Grosso (Projeto Biopan), Érica Cezarine de Arruda, reconhece a necessidade de ampliar o leque de pesquisa, principalmente, na área de Botânica. Mas admite que esbarram em uma triste estatística: não há especialistas para atender a demanda. Existe uma lacuna que precisa ser preenchida com a formação de mais taxonomistas. Para ela, o ideal é que as universidades invistam na formação desses profissionais.

Os interessados nessa área precisam se deslocar para São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba (PR) ou outros países e acabam ficando por lá.

Ao contrário dos peixes e aves, é mais difícil pesquisar plantas. O trabalho exige muito estudo e dedicação para comprovar cientificamente as novas descobertas e esbarra na carência de taxonomistas para identificar as espécies. Adarilda P. Benelli sugere que o tema seja incluído na grade curricular como disciplina optativa.

Coordenado pela professora doutora em Ecologia, Cátia Nunes da Cunha, o projeto Biopan e desenvolvido em parceira com o Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP)/Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT), sendo uma de suas metas a manutenção e revitalização do Herbário da UFMT.

Espaço de pesquisa

O trabalho de coleta de plantas nas PCHs foi executado por meio do Projeto de Conservação da Flora Epífita das PCHs Paranatinga I e II, Garganta da Jararaca e Canoa Quebrada, a partir de convênio firmado com a Atiaia Energia S.A. que representa as empresas Amper Energia S. A., Paranatinga Energia S. A. e Rio de Sangue Energia S. A. De acordo com o convênio, serão repassados cerca de R$ 70 mil para o Herbário UFMT.

Esse recurso será aplicado na construção de uma nova estufa tipo agrícola com tecnologia de ponta e a manutenção das plantas vivas coletadas nas três PCHs. Essa coleção será aberta à comunidade para visitação, acadêmicos e pesquisadores para pesquisas e produções científicas. A previsão é de que em seis meses o público e os pesquisadores possam ter acesso a esse material. Os visitantes poderão observar a floração das orquídeas durante o ano inteiro, pois cada espécie floresce em um período diferente.

Entre os melhores do país
´
“O Herbário da UFMT é hoje equiparável aos melhores do país, o que contribui para mais ímpeto para a pesquisa”, avalia o pró-reitor de Pesquisa, Paulo Teixeira.

Em 2004, por meio do Programa de Modernização de Infra-Estrutura na UFMT, liderado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propeq), o Herbário Central passou por uma importante processo de reforma. Esse mesmo programa, em parceria com o governo do Estado, via Fundo de Amparo à Pesquisa em Mato Grosso (Fapemat), possibilitou também a reforma do Laboratório de Climatologia, no campus universitário de Rondonópolis; a construção de um laboratório multidiscplinar e aquisição de um veículo para o campus universitário do Médio Araguaia; e a construção do Biotério do campus de Cuiabá, prestes a ser inaugurado.

Em fase final de execução, esse convênio soma R$ 3 milhões, parte destinados a reformas e equipamento, repassados à Uniselva para laboratórios, incluindo os multiusuários como Herbário e Biotério e parte para pesquisa. Esta última, destinada diretamente aos pesquisadores por meio de edital interno e seleção de projetos pela Propeq.

Fonte: Redação 24HorasNews

Biocombustiveis: brasilia promove enerbio de 27 a 29 de novembro

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 1 de Novembro de 2006 @ 10:40

Agência Safras

10:51 31/10

Brasília sedia, de 27 a 29 de novembro, a Feira Internacional de Agroenergia e Biocombustíveis - Enerbio/2006, evento que vai servir de vitrine para a indústria de máquinas, equipamentos, insumos, serviços e tecnologia para a produção agrícola e industrial dos biocombustíveis.

Junto com a feira, serão promovidos quatro grandes eventos paralelos e simultâneos, para discutir os cenários, as tendências e as perspectivas destes que são os setores mais promissores do agronegócio nacional e mundial: a Conferência Internacional dos Biocombustíveis - Grades Etanol e Biodiesel, o Seminário Internacional de Energias Renováveis, o Simpósio Brasileiro de Agroenergia e o Seminário de Agroenergia e Biocombustíveis para Gestores Públicos, este em parceria com a Associação Brasileira dos Municípios (ABM).

Esse conjunto de eventos, inicialmente programado para São Paulo, acabou sendo transferido ao Blue Tree Park Hotel, para aproveitar as mudanças que serão implementadas pelo próximo governo federal e que serão decisivas para o planejamento estratégico deste setor que cresce num ritmo muito rápido e que está distante das crises vividas pelos outros setores do agronegócio brasileiro.

Pela primeira vez, estarão juntos, representantes de governos de vários países, empresários, pesquisadores, cientistas e lideranças para discutirem os rumos que os biocombustíveis devem seguir. Serão discutidos temas como a possibilidade ou não de um “apagão”, a política de preços do Proinfa, no que diz respeito à cogeração de energia das usinas sucroalcooleiras, incentivos localizados para a agricultura familiar na política de produção de biodiesel, entre outros.

Os riscos ambientais com a construção das novas usinas sucroalcooleiras e das novas plantas de biodiesel, a formação de cooperativas de produtores agrícolas, a migração dos produtores pecuários e de grãos para a cana-de-açúcar e para a produção de matéria-prima de óleos vegetais também devem ser temas de debate. As informações são da assessoria de imprensa da Enerbio e foram divulgadas pelo Informe Paraná Cooperativo. (AB)

Fonte: Último Segundo

Próxima Página »