Cana-de-açúcar migra para Amazônia
AGÊNCIA AMAZÔNIA
BRASÍLIA - A expansão do mercado de cana-de-açúcar e do álcool combustível foram acompanhados de grandes investimentos por parte da Cooperativa de Produtores de Cana de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar), especialmente no centro-oeste brasileiro. Três novas unidades de produção estão funcionando no Mato Grosso do Sul e seis estão localizadas em Goiás.
Em seu relatório de gestão, o presidente do Conselho de Administração, Hermelindo Ruete de Oliveira, disse que com os conhecimentos obtidos sobre o desempenho das safras de 2003/2006 houve grande estímulo para investimento em expansão e na instalação de novas unidades de produção agrícola e industrial em ritmo superior aos experimentados em qualquer outro momento da história desse segmento econômico.
A Copersucar estima que a demanda de açúcar cresceu de 27 milhões de toneladas na safra 2005/2006 para 33 milhões de toneladas até 2010/2011.
O mercado de álcool carburante – teve um forte incremente com a produção dos carros flex fluel nacionais permitem uma projeção de aumento de demanda de 16,5 bilhões de litros entre os anos 2005/2006 para 27,3 bilhões de litros para a safra 2010/2011. Apenas para atender a demanda interna há uma projeção de aumento de 10% na demanda de álcool. Para atender a essas necessidades, a produção agrícola deverá crescer em torno de 7%. “Estamos ampliando nossas plantas industriais e investindo na melhoria do transporte em parceria com ferrovias”, disse Oliveira.
A comercialização do álcool teve faturamento de R$ 2,8 bilhões nos mercados interno e externo, registrando um crescimento de 47,7% sobre a safra de 2002/2003. A comercialização de açúcar correspondeu a 42% do faturamento com negócios de R$ 2 bilhões. O valor de faturamento do álcool exportado evoluiu de R$ 47,4 milhões (2002/2003) para R$ 405,6 milhões na safra 2005/2006.
Dados do Instituto Brasileiro de Produção Sustentável e Direito Ambiental – IBPS , o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, cerca de 440 milhões de toneladas na última safra e com possibilidade de dobrar essa produção em poucos anos. A produção de álcool de cana, o etanol, atingiu quinze bilhões de litros. A produtividade média da cana é de 85 toneladas por hectare, sendo a área ocupada pela lavoura de apenas 5 milhões de hectares.
Dourados, município sul matogrossense terá mais uma usina de beneficiamento de açúcar e álcool. O grupo Eldorado que já tem uma empresa em funcionamento em Rio Brilhante. De acordo com o prefeito,Laerte Tetila, a instalação dessa nova usina vai gerar até 3 mil empregos diretos, serão produzidos aproximadamente 3,6 milhões de litros de álcool. O investimento exige novas áreas de plantio estimadas em 400 mil hectares.
O grupo Eldorado que já adquiriu área para instalação da planta industrial e do viveiro de mudas, é o terceiro do segmento de bioenergia em Dourados, que já conta com uma usina de biodiesel, a Biocar Biodíesel e a Usina Dourados Álcool e Açúcar, em fase de construção.
Fonte: Agência Amazônia
Veneno em pé de acerola gera alerta
Da Redação
Uma cena urbana corriqueira deu origem ontem a uma situação de alerta sobre o tratamento de doenças que atingem plantas localizadas em áreas públicas. Uma pessoa que não quis ter o nome divulgado procurou o JC para dizer que um pé de acerola que havia recebido veneno estava causando riscos a quem passava pela quadra 18 da rua Floriano Peixoto.
O morador que plantou a muda, que também pediu para ter o nome preservado, disse que foi orientado por seu vizinho a passar veneno para matar os pulgões que atacaram a planta. Mas segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Barbieri, defensivos agrícolas não podem ser utilizados na área urbana.
“Eu não sabia que não podia passar veneno. Quando eu plantei (o pé de acerola), pensei em deixar as pessoas comerem as frutas mesmo, porque eu tenho (plantação) dentro de casa. Mas depois que fiquei sabendo do problema, hoje (ontem) eu mandei arrancar todas as frutas do pé, mesmo com os avisos que coloquei”, diz o morador que plantou o pé de acerola.
Cuidadoso, ele colocou vários bilhetes espalhados pela árvore com o seguinte aviso: “Cuidado! Passei veneno hoje.” Alertado sobre o risco à saúde de quem viesse a ingerir as frutinhas, decidiu arrancá-las.
De acordo com Barbieri, defensivos agrícolas só podem ser comercializados mediante solicitação de um responsável técnico autorizado, como um agrônomo. “O problema é que as lojas agropecuárias vendem para qualquer pessoa”, diz. Segundo ele, o pulgão pode ser exterminado com água de fumo, sem a necessidade de veneno.
“Dependendo do veneno, como o Temik, por exemplo, 0,2 gramas é suficiente para matar uma pessoa. Um grama pode matar um boi de 500 quilos. Os defensivos agrícolas não podem ser usados na área urbana”, alerta o secretário do Meio Ambiente.
Fonte: Jornal da Cidade de Bauru
Em Nova Veneza, o girassol para biodiesel
Milena Nandi | da Redação
Representantes da Brasil Ecodiesel, empresa responsável pela maior parte da produção de biodiesel nacional, e da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), estiveram ontem em Nova Veneza apresentando a proposta de parceria para a produção de girassol. O município foi escolhido como pólo na região carbonífera para a apresentação e possível implantação do projeto. “Escolhemos pólos regionais, mas se ou- tros municípios se interessarem, podem participar também”, afirma Fernando Augusto Vieira do Amaral, coordenador estadual da Brasil Ecodiesel.
A Brasil Ecodiesel firmou uma parceria com a Fetaesc mês passado, para a produção de girassol destinado a fabricação do biocombustível em Santa Catarina. Nesse mês, os municípios pólos de regiões como o litoral sul, começaram a ser visitados pela empresa e pela federação. Hoje, a reunião ocorre em Braço do Norte.
Projeto quer envolver cinco mil agricultores
O projeto pretende envolver cerca de cinco mil agricultores familiares do Estado. Cada agricultor poderá cultivar até cinco hectares de girassol, considerada a variedade mais adequada para as terras e o clima catarinense entre as plantas utilizadas para a fabricação do biodiesel.
Segundo o coordenador estadual da Brasil Ecodiesel, entre dezembro e janeiro as primeiras lavouras comerciais de girassol já devem ser plantados no Estado - no Litoral Sul, Vale do Itajaí e Oeste. Em outras regiões, o plantio ocorrerá em caráter experimental. Segundo ele, a intenção é que a extração do óleo do girassol ocorra em Santa Catarina, mas a fabricação do biodiesel será feita no Rio Grande do Sul. “Devido a questões logísticas, a empresa optou por transportar o óleo e não as sementes para a usina”, afirma. Segundo Amaral, a empresa deve instalar uma prensa (máquina que prensa a semente e extrai o óleo) ou mesmo alugar alguma em Santa Catarina.
Lavoura pode ser fonte de renda alternativa na região
Segundo Evandro Boaroli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Veneza, o plantio do girassol não pretende ser a única fonte de renda dos agricultores familiares, mas servir como uma cultura que irá gerar uma renda a mais. Para ele, o programa também be- neficiará o agricultor com a alternância de culturas. “Tem muita gente que só trabalha com uma cultura, mas é interessante que o agricultor tenha mais alternativas”, afirma.
Até o dia 15 desse mês, as lideranças que participaram da reunião de ontem em Nova Veneza irão realizar uma reunião com os agricultores familiares do município para apresentarem a proposta. Os agricultores terão até 15 de novembro para decidirem de aderem ou não ao programa.
Fonte: A Tribuna
Estudo explica como salamandra enxerga a cor vermelha
SÃO PAULO - As salamandras são capazes de usar um derivado da clorofila para ajudá-las a ver a cor vermelha, revelou um estudo que será publicado na edição de quinta-feira (12) da revista científica britânica ‘’Nature'’.
Oftalmologistas estudaram células-bastonete - células fotossensíveis presentes na retina - de salamandras tigre (Ambystoma tigrinum) para testar sua resposta a várias freqüências de luz.
Quando as células foram mergulhadas em clorina e6, um pigmento que deriva da clorofila, sua sensibilidade para a luz vermelha aumentou 180 vezes.
Estudos anteriores revelaram que um peixe de águas profundas denominado peixe-dragão usa a clorofila para que suas células receptoras da cor verde sejam capazes de detectar o vermelho.
O cloro ‘’é um pigmento derivado das plantas, não é produzido nos animais, portanto temos que tomá-lo'’, disse o chefe das pesquisas, Clint Makino, da Enfermaria de Olhos e Ouvidos de Boston.
A nova pesquisa foi realizada com células em laboratório para provar que o cloro e6 tem papel fotossensibilizador. O próximo passo é ver se as salamandras e outros vertebrados realmente dominam este truque.
As descobertas podem ter um potencial tecnológico, em fotodetectores de luz vermelha, afirma Makino. A luz vermelha penetra a neblina com eficiência, enquanto a a luz branca tende a se dispersar.
Fonte: G1
Geólogos de Mato Grosso desenvolvem linha de fertilizantes orgânico
Dois geólogos adeptos da produção orgânica e donos de uma história de empreendedorismo acabam de dar origem à RockAll Fertilizantes para Orgânicos. Com pequena unidade industrial na cidade de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, a empresa se apresentará ao mercado no XV Encontro Latino-Americano do Programa Empretec, cujo tema é ‘Ecoempreendedorismo: um bom negócio para todo mundo’. O evento começa nesta quinta-feira (12) e segue até o dia 14 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
Prudêncio Rodrigues de Castro Júnior e José Carlos Alves Ferreira, sócios da RockAll, levam ao evento uma linha composta por quatro fertilizantes organominerais. São produtos formulados a partir de minerais encontrados em rochas. Das rochas trituradas em granulometria adequada, surgem os produtos que, segundo os idealizadores e fabricantes, são capazes de remineralizar solos que tiveram perdas do ponto de vista mineral.
“A partir de um combinação de rochas, fazemos um complexo natural e nutritivo para o solo. Trata-se de um fertilizante bioativo, que tem seu conteúdo mineral associado à matéria orgânica, o que incentiva o desenvolvimento de microrganismos do solo, deixando-os prontos para serem assimilados pelas raízes das plantas, sendo que o eventual excedente permanece no solo, sem ser dissolvido ou transportado pela água das chuvas para a rede hidrográfica”, explica José Carlos.
A experiência na pesquisa e desenvolvimento da linha de produtos começou há dez anos. A partir de demandas de três produtores de alimentos orgânicos da cidade de Chapada dos Guimarães, José Carlos e Prudêncio Rodrigues passaram a produzir em pequena escala fertilizantes e corretivos naturais. O objetivo e, ao mesmo tempo desafio, era repor – de forma natural - os nutrientes extraídos do solo pela cultura de hortaliças e legumes, elevando a produtividade, sem utilizar adubos ou defensivos químicos.
“Qualquer cultura, até mesmo a orgânica, que não utiliza adubos nem defensivos químicos, traz um certo desgaste ao solo, que precisa de uma recomposição de nutrientes. O desafio, portanto, era desenvolver um produto eficaz e que respeitasse os princípios da produção orgânica”, diz José Carlos. “E a sustentabilidade da produção orgânica está relacionada à sua produtividade, que pode ser garantida com fertilização e correção do solo”, acrescenta.
Hoje, a linha de produtos da RockAll é única no Brasil e os produtos são certificados pelo Instituto Holístico de Agricultura Orgânica e pela Ecocert - esta última com reconhecimento internacional. Atualmente, só países onde as pesquisas sobre produtividade da agricultura orgânica estão mais avançadas, como Estados Unidos, Japão e Austrália, desenvolvem fertilizantes e corretivos de solo organominerais. “Os Estados Unidos, inclusive, subsidiam a recuperação mineral dos solos por meio de produtos naturais”, afirma José Carlos.
Para inaugurar a pequena fábrica em Chapada dos Guimarães foram investidos R$ 30 mil em equipamentos. A capacidade de produção é de 30 toneladas mensais. Os sócios da RockAll apostam no crescimento da cultura orgânica no País e nas perspectivas de parcerias internacionais para fazer a empresa crescer. Apesar de ser desenvolvido para a agricultura orgânica, o primeiro mercado a ser trabalhado, segundo revela José Carlos, será o de jardinagem. “É um produto que pode ser aplicado para a melhoria do solo para qualquer finalidade”, diz.
Fonte: BemParaná






