Nozes combatem danos de gordura nas artérias

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 10 de Outubro de 2006 @ 15:11

Comer nozes após a refeição pode ajudar a diminuir os malefícios causados às artérias por comidas gordurosas, de acordo com um estudo.

Os pesquisadores recomendam uma dose diária de 28 gramas de nozes.

O estudo foi realizado pelo Hospital Clínico da Universidade de Barcelona, com financiamento parcial da Comissão da Noz da Califórnia, e publicado na revista da Universidade Americana de Cardiologia.

Para o estudo, foram recrutados 24 adultos, metade com níveis normais de colesterol e a outra metade com níveis moderadamente altos.

Cada paciente recebeu duas refeições contendo salame gorduroso e queijo, com uma semana de intervalo entre elas.

Em uma das refeições, os pesquisadores adicionaram cinco colheres de chá de azeite de oliva. Na outra, foram adicionadas oito nozes.

Os testes mostraram que tanto o azeite quando as nozes ajudam a reduzir a repentina inflamação e oxidação das artérias que acontece após uma refeição rica em gorduras saturadas.

Mas as nozes ajudam ainda a preservar a elasticidade e flexibilidade das artérias, independente dos níveis de colesterol.

Aminoácido

Segundo os pesquisadores, as dietas ricas em gordura atrapalham a produção de óxido nítrico, uma substância necessária para manter as artérias flexíveis.

Com o tempo, isso pode causar o endurecimento das artérias e aumentar os riscos de doenças cardíacas e derrames.

A noz é beneficial porque contém arginina, um aminoácido usado pelo corpo para produzir o óxido nítrico.

O alimento contém ainda antioxidantes e ácido alfa-linolênico, uma substância à base de plantas com propriedades beneficiais à saúde.

O coordenador da pesquisa, Emilio Ros, está começando um novo estudo para saber se as nozes podem ajudar também quem sofre de arritmias cardíacas.

Mas o pesquisador fez um alerta para que as pessoas não assumam que podem comer o que quiserem caso consumam também nozes.

“Em vez disso, elas deveriam considerar incluir as nozes como parte de uma dieta saudável que limita as gorduras saturadas”, disse.

Dieta mediterrânea

Segundo o professor Robert Vogel, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, a pesquisa demonstra que as nozes têm gorduras protetoras que não estão presentes no azeite de oliva.

“Isso levanta uma questão muito interessante porque muitas pessoas que têm uma dieta mediterrânea acreditam que os benefícios vêm do azeite”, disse ele.

“Mas essa pesquisa e outros dados indicam que isso não é verdade. Provavelmente há outros fatores (mais benéficos) na dieta, incluindo a grande presença de nozes.”

Segundo o professor, isso não quer dizer que o azeite faça mal à saúde, mas apenas que não é o fator central de proteção da dieta mediterrânea.

Fonte: BBC Brasil

Rússia: desaparecimento de formigas preocupa ecologistas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 10 de Outubro de 2006 @ 15:10

MOSCOU, 10 OUT (ANSA) - Os ambientalistas estão preocupados: as formigas de Moscou estão desaparecendo e, como conseqüência, as árvores dos parques estão ficando doentes.

Há algum tempo, havia inúmeros formigueiros nos vários parques da capital russa, mas hoje restam apenas dez, devido à limpeza constante dos parques, ordenada pelo prefeito Iuri Luzhkov, e ao envenenamento.

As formigas “são utilíssimas ao ecossistema, já que comem os parasitas das plantas. Muitas árvores já estão adoecendo”, disse Elena Kolesnikova, especialista do Centro para a Tutela da Natureza Selvagem, ao jornal Moskovski Komsomolets.

O parque nacional Losini Ostrov já perdeu muitos abetos, atacados por um inseto que destrói sua casca.

Além disso, as copas de carvalhos, álamos, tílias e bétulas estão sendo devoradas pelas lagartas, um alimento típico das formigas.

Um formigueiro pode hospedar até um milhão de exemplares da espécie, que mantêm uma área de mais de 10 mil metros quadrados livre de pragas.

Fonte: ANSA

Comissão analisa o comércio e o uso de tecnologia genética

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 10 de Outubro de 2006 @ 15:06

panoramabrasil

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal pode votar hoje o projeto de lei nº 5.964/05, da deputada Kátia Abreu (PFL-TO), que autoriza, em duas circunstâncias, a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento das tecnologias genéticas de restrição de uso, conhecidas internacionalmente pela sigla Gurt. As tecnologias produzem as sementes estéreis (terminators, em inglês), que servem para o plantio de uma única safra e não geram novas sementes.

De acordo com o projeto, a autorização será dada quando a tecnologia comprovadamente não impedir a multiplicação vegetativa da variedade geneticamente modificada, deixando, assim, de causar uma restrição total do uso da variedade; e o uso da tecnologia comprovadamente constituir uma medida de biossegurança benéfica à realização da atividade.

“Manter no ordenamento jurídico um artigo de uma lei que foi elaborada para regulamentar uma safra de soja geneticamente modificada, abrindo oportunidade para aventuras jurídicas como as que estão ocorrendo no Rio Grande do Sul, onde estão querendo impedir o plantio de soja geneticamente modificada em uma faixa de 10 mil metros ao redor das unidades de conservação não é uma atitude razoável”, diz Kátia.

Substitutivo

O relator, deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR), recomenda a aprovação, com substitutivo. “As tecnologias de restrição genética de uso podem ser utilizadas com fim apenas comercial em benefício maior das empresas de biotecnologia, ao impedir aos agricultores a produção da própria semente, ou como medida de biossegurança, no caso de produção de plantas biorreatores, impedindo que sementes dessas plantas se misturem àquelas destinadas à cadeia alimentar”, explica o parlamentar.

Sciarra considera inadequado proibir toda e qualquer possibilidade de uso da tecnologia, por isso mantém a proibição apenas para o uso comercial de sementes que contenham essa tecnologia. “Salvo quando se tratar de sementes de plantas biorreatores, permitindo assim que as pesquisas avancem e que se amplie o desenvolvimento da técnica”, salienta.

Fonte: DCI

Cultura do Abacaxi é revitalizada na Chapada do Araripe

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 10 de Outubro de 2006 @ 15:02

Controle de pragas e doenças, correção de solo com calcário, indução floral e adubação orgânica. Estas foram algumas das medidas implementadas pelos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) em Santana do Cariri, contribuindo, de forma significativa, para a revitalização da cultura do abacaxi no município.

De acordo com o extensionista da Ematerce, Francisco Novaes Tavares, somente em Santana do Cariri, existem 49 projetos agrícolas voltados para o cultivo do abacaxi e que recebem assistência da Empresa. A média geral do município é de 15 mil plantas por hectare de área cultivada do abacaxi.

“O abacaxi-pérola é o destaque da chapada do Araripe”, revela Novaes. Segundo ele, o custo da produção gira em torno de R$ 0,28/ unidade, que é vendida de R$ 1,00 a R$ 1,50, dependendo do tamanho do fruto e da época da colheita.

Atualmente, além de abastecer o mercado interno, Santana do Cariri ainda comercializa a produção do abacaxi nos municípios de Crato e Juazeiro do Norte.

“A procura é muito grande, o mercado está muito bom para a gente”, comemora o produtor Francisco Gomes, do Sítio Canafístula. O agricultor garante que, após a assistência técnica efetiva da Ematerce, à sua atividade está bem mais rentável, principalmente depois do financiamento concedido ao seu projeto pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf). “Os agentes rurais analisam o solo, ensinam a gente a ter mais zelo, mais cuidado com as plantas. E essa adubação orgânica deixa a planta muito mais bonita, bem nutrida e saudável para o consumo”, enfatiza seu Francisco.

Fonte: Portal Verdes Mares