Delivery de árvore: ligue e peça uma na sua rua

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:40

(São Paulo) Central 156 atende a solicitações de jardinagem, como plantio e poda

Sérgio Duran

Ipê-amarelo ou pau-ferro? Apesar de o serviço ser desconhecido pelos paulistanos, é possível pedir o plantio de uma árvore em qualquer rua de São Paulo com um telefonema ao 156, central da Prefeitura, que também atende pela internet. A exemplo da pizza, o delivery de árvores à paulistana tem cardápio: as espécies estão listadas no Manual Técnico de Arborização Urbana, lançado no ano passado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Ao acionar o sistema, o munícipe recebe a visita de um técnico da Prefeitura, que verifica as condições do local a receber a árvore, que poderá ser de porte pequeno, médio ou grande e deverá guardar distâncias obrigatórias de poste, placas indicativas e fiação pública.

O mesmo manual, também disponível na internet, mostra que certas espécies que fazem sucesso nas ruas de São Paulo não são indicadas para a arborização urbana. Caso da ficus, cujas longas raízes podem invadir a tubulação, e da flamboyant, pela copa gigante.

O serviço é pouco usado não só por causa da falta de divulgação.

O desapego da população às árvores, cujo dia é comemorado amanhã e que desempenha funções na cidade como amenizar o clima e purificar o ar, faz com que pedidos de poda e remoção de espécies figurem entre os serviços mais pedidos no 156, no setor de jardinagem.

Das 81.219 solicitações do ano passado, por exemplo, apenas 2.339 (2,8%) eram de plantio, enquanto 44.024 (54,2%), de poda, e 11.423 (14%), de remoção. De janeiro a agosto deste ano, das 56.653 solicitações, somente 1.682 foram de plantio, contra 33.904 (59,8%) de poda e 7.739 (13,6%) de remoção.

A cidade de São Paulo é considerada uma das maiores áreas impermeabilizadas do mundo. A cada década, há perda de vegetação, apesar de não haver dados recentes que mostrem o quanto de verde se foi. O último levantamento é o estudo Vegetação Significativa de São Paulo, feito pela Prefeitura em 1988. De lá para cá, a cidade ganhou a maior parte das 1.855 favelas, que hoje ocupam antigas áreas verdes como várzeas.

ARBORIZAÇÃO

No início deste ano, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente iniciou o plano de arborização da cidade, com uma empresa terceirizada que cuida do plantio à manutenção. De março a agosto, foram plantadas 49.100 espécies, média de 8 mil por mês. A meta é de 9 mil. Por enquanto, o plano tem contemplado áreas livres. Em outubro, o foco serão ruas e avenidas. ‘Nesse caso, o risco de depredação é muito grande’, afirma o assessor especial da secretaria, Hélio Neves.

Para fazer com que a população proteja as árvores plantadas, conta Neves, a secretaria financiará associações de bairro para que desenvolvam uma política de educação ambiental para a população. ‘Faremos uma espécie de chamamento das associações, já que todos poderão participar dentro de um mesmo bairro, por exemplo’, explica o assessor.

Para receber as árvores, foi selecionado um distrito administrativo - o mais carente de árvores - de cada uma das quatro regiões de São Paulo, que dispõe de 96 distritos. Da zona sul, foi escolhido Pedreira. Somam-se a este os bairros de Rio Pequeno (oeste), Guaianazes (leste) e Anhangüera (norte).

Segundo Neves, o pagamento às associações será feito mediante o número de árvores plantadas e mantidas em bom estado durante o período determinado do programa. ‘Ter a própria população como parceira na manutenção da arborização da cidade é a forma mais eficiente que encontramos, porque só quem conhece o bairro poderá ajudar’, considera.

A secretaria está investindo em outras frentes para promover a arborização da capital. O primeiro censo arbóreo de São Paulo, que, ao final, terá catalogado todas as espécies plantadas em seu território, terá concluída a parte técnica nos próximos dias. O levantamento será feito por geoprocessamento.

‘Já recebemos algumas informações, mas ainda são insuficientes’, afirma Neves. O censo resultará na criação de uma espécie de RG para cada planta. Estima-se que haja 1,5 milhão de árvores em São Paulo.

Fonte: CMI Brasil

Evo Morales cria imposto para produção de Coca na Bolívia

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:34

O presidente boliviano incentivou defesa do plantio de coca “com a vida” e criticou os EUA, que pedem a destruição das plantações

O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou neste sábado (07) a criação de um imposto para a produção de coca na região do Chapare, vales tropicais do centro da Bolívia, onde os Estados Unidos pede a destruição das plantações que supostamente abastecem o mercado da droga.

“Nós queremos ‘cato’ (uma superfície de 1.600 m2) de coca e vamos pagar imposto para o Estado boliviano”, disse Morales a milhares de plantadores de coca da cidade de Shinaota, encravada no Chapare, base de seu poder político e onde também pediu a defesa da coca com a vida. “Cato de coca ou morte. Aqui vamos defender juntos, organizados, unidos e mobilizados sempre contra estes interesses que os Estados Unidos querem nos impor”, afirmou.

O presidente, que também é líder de 150 mil produtores de Coca do Chapare, antigo empório da droga, criticou Washington, principal cooperador na luta antidrogas boliviana, por tentar acabar com as plantações. OS EUA também consideram ajuda comercial ao país andino com a extensão de um tratado de preferências alfandegárias em troca da erradicação da produção de coca.

O governo Bush ameaçou cortar o financiamento de US$ 100 milhões à Bolívia se, até março próximo, La Paz não destruir 5.000 hectares de plantas de coca na região do Chapare. “Nunca haverá zero de coca”, disse Morales ao pedir que seus companheiros intensifiquem o controle social para que não seja violado no Chapare o consenso de “um cato por família” para usos tradicionais.

“O cato de coca tem de ser respeitado e vamos respeitá-lo. Quero pedir a vocês que não enganem seus dirigentes, não me enganem e cultivem coca além do permitido”, advertiu aos plantadores. O presidente boliviano disse aos “cocaleros” aimaras que povoam o Chapare que um aumento da produção reduzirá os preços no mercado nacional de coca.

Fonte: G1

Sistema possibilita rodízio de culturas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:33

Conhecida no Ceará como a capital do tomate, Guaraciaba do Norte chegou a produzir, na década de 90, cerca de 20 milhões de pés de tomate, produção reduzida para seis milhões por conta da falta de controle das pragas.

E, como nem só de tomate pode viver o produtor, o sistema telado desenvolvido no Sítio Timbaúba mostra que é possível a rotação de culturas utilizando a mesma estrutura de telas. Depois da safra do tomate, o produtor fez rodízio com pimentão e está com uma regular produção de repolhos em ponto de colheita.

Outro fator interessante do manejo é a irrigação do plantio. Feito por gotejamento com fertirrigação, a técnica permite o uso racional da água e grande economia de adubos solúveis. “Antes eram valas, caminhos onde se jogava água, tipo por inundação. Nesse sistema de fertirrigação, você irriga e fertiliza ao mesmo tempo. Tem um tanquinho que faz a sucção, joga o adubo que desmancha na água e faz a injeção, vai dar na raiz, na veia. O custo é muito menor, porque bactericidas e fungos são caríssimos e tem o desperdício de água. Aqui são dois ou três litros de água por dia, para um pé de tomate. Hoje, quem não caminhar para isso, vai trabalhar no vermelho. A fertirrigação reduz em 30% os custos do produtor. A energia utilizada aqui, ao invés de ser num motor de 15 cavalos, jorrando água por mangueiras enormes, é um motorzinho de nada”.

Recentemente Euclides do Vale esteve no exterior pesquisando técnicas para o controle de pragas. “Nosso papel é difundir tecnologia. Lógico que é ruim plantar 10 mil pés de tomate, produzir duas mil caixas e a broca levar mil. Veja, isso aqui é um cerco: puxa as estacas, um cabo de aço, fecha a tela, costura, pronto. Botei tomate, em seguida arranquei e, na cova dele, botei o pimentão. Tirei o pimentão, botei repolho. Dá para fazer vários rodízios com o telado. Em um hectare, dá para colocar até 30 mil plantas e ter 150 mil quilos. No convencional, coloca 16 mil plantas e não passa de 80 toneladas. O produtor economiza até no uso da mangueira, isso se usa no Chile, no México. O metro da mangueira é R$ 1. Ao invés de R$ 10 mil em 10 mil metros necessários para um hectare, vai gastar R$ 5 mil, porque vai usar a cada dois metros. É tudo viável, precisa vir aqui para ver. O sistema telado é uma experiência exitosa. O crescimento pode ser lento, mas é responsável. Hoje, a principal saída para as pragas das culturas em geral é a barreira física. Uma tela boa não acaba nunca, dura 10 anos, a não ser que corte ou queime”. (N.R.)

Fonte: Diário do Nordeste

Evidências confirmam a eficácia dos corredores ecológicos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:27

Um novo estudo que comprova uma teoria muito praticada, mas ainda controversa: a de que os corredores ecológicos são uma dádiva para a diversidade das plantas. Especialistas acreditam que as estreitas faixas de terra que conectam manchas isoladas de habitats naturais, como as reservas naturais geralmente cercadas por um mar de desenvolvimento humano, podem beneficiar a biodiversidade ao permitir o acesso de plantas e animais a uma gama maior de recursos.

Quando há escassez de água e alimento em uma das manchas de habitats, por exemplo, pode haver abundância em outras. Sem um corredor para ligar estas manchas, algumas espécies seriam incapazes de alcançar os recursos necessários.

Mas outros especialistas alegam que os corredores impõem maior risco às espécies que os utilizam, expondo-as a perigos como tráfego de veículos e poluição, que espreitam estas estreitas passagens.

As provas que os corredores ajudam a preservar várias plantas e animais em grandes escalas continuavam esquivas, até agora.

Um time de cientistas, liderado por Ellen Damschen, ecóloga da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), dividiu uma vasta área de floresta de pinus na Carolina do Sul em seis lotes experimentais de 500 m².

Ao longo de cinco anos, as manchas de habitats que foram conectadas a outras manchas através de corredores apresentaram um crescimento de cerca de 20% no número de espécies de plantas em cada lote, comparando com as manchas isoladas.

Atualmente, mais de 800 organizações norte-americanas e canadenses estão utilizando os corredores para criar redes de habitats protegidos entre o Parque Nacional de Yellowstone e de Yukon.

Entre 2000 e 2005 os pesquisadores coletaram informações sobre a diversidade de plantas nas manchas. Ao longo deste período, as manchas conectadas apresentaram um crescimento de 20% a mais no número de plantas não lenhosas do que as manchas não conectadas. A forma das manchas não conectadas não teve efeito sobre a diversidade total de espécies.

No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente coordena o Projeto Corredores Ecológicos, que visa reduzir ou prevenir a fragmentação das florestas por meio de interligação de diferentes modalidades de áreas protegidas.

A finalidade do programa é contribuir para a conservação efetiva da biodiversidade do país com a criação de corredores de floresta tropical em dois dos mais importantes biomas brasileiros: a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.

Fonte: O Radical

Príncepe William pretende ser guarda-florestal do Castelo de Windsor

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:21

LONDRES, 9 OUT (ANSA) - O príncipe William da Inglaterra, segundo a linha de sucessão da Coroa britânica, quer deixar de lado sua carreira militar e se tornar guarda-florestal.

Segundo a edição de hoje do tablóide inglês Daily Mail, William, de 24 anos, pretende abandonar a carreira militar depois de sua graduação em dezembro na Academia de Sandhurst, e se dedicar à função de guarda-florestal nos campos do castelo de Windsor, a residência oficial de sua avó Elizabeth II, oeste de Londres.

O filho mais velho do príncipe Charles e a falecida Lady Di tomará assim o lugar que o príncipe Felipe de Edimburgo ocupa, encarregado da manutenção dos campos e jardins de Windsor.

William tomou essa decisão ao descobrir que não será enviado para lutar no Iraque ou no Afeganistão, quando se tornar um sargento militar.

Em vez de disparar armas na frente de batalha, o príncipe cuidará dos bosques do castelo no condado de Berkshire, como também fará trabalhos agrários.

Segundo o tablóide, William está fazendo uma brilhante carreira militar em Sandhurst, onde é um dos principias candidatos à “Espada de Honra”, o maior título dessa instituição.

“Para falar a verdade, William ficaria muito feliz em passar o resto de sua vida trabalhando como um fazendeiro senhorial. Ele é um rapaz do campo e ali estão seus interesses”, destacou uma fonte próxima.

“Ele sabe que isso é impossível, mas sempre manterá vínculos com o campo através dos campos de seu pai no Ducado de Cornualles (sudoeste da Inglaterra)”, acrescentou.

Um porta-voz da Clarence House, residência oficial do príncipe Charles e sua família, apontou que “qualquer discussão sobre os planos futuros do príncipe William são especulações nesse momento”.

A área conhecida como Gran Parque de Windsor foi criada por Guillermo o Conquistador, no século XI, e serviu para estabelecer a primeira fortificação mais tarde conhecida como o castelo de Windsor.

Esse parque, que conta com uma reserva natural de cervos silvestres, tornou-se com o passar dos anos o lugar favorito da casa de reis como Enrique VII e de seu filho, Enrique VIII.

Um dos guardas-florestais reais mais famosos dos campos do castelo foi o marido da rainha Victoria, o príncipe Alberto, que em 1840 se dedicou a plantar árvores e plantas selvagens.(ANSA)

Fonte: Ansalatina

Uma horta que dá bons frutos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:19

Andresa Piva|de Maracajá

Acolheita está rendendo bons frutos em Maracajá. Há cerca de um mês, os cerca de 700 alunos da rede municipal de ensino estão tendo um cardápio mais nutritivo e colorido. Verduras e legumes que antes eram comprados nos supermercados para abastecer as escolas foram trocados por alimentos mais saudáveis. O é definido com o auxílio de uma nutricionista. Para cada escola e cada idade, uma refeição diferenciada vai às mesas diariamente.

Beterrabas, alfaces, cenouras, temperos verdes, abobrinhas, repolhos de diversas qualidades, brócolis, couve e couve-flor dão colorido aos canteiros. A adubação é feita com material orgânico produzido no Centro de Triagem a partir da compostagem de materiais recolhidos no lixo do município.

A horta é viçosa e de produtos de boa qualidade. Nas plantas não se aplicam agrotóxicos para combater às pragas comuns no cultivo de verduras e legumes.

A horta foi montada no bairro Garajuva depois que um morador do município doou uma área de 3.360 metros quadrados para a produção dos alimentos. A prefeitura cuidou de cercar o terreno e fazer os canteiros. Duas vezes por semana, as hortaliças são colhidas e entregues nas instituições. A colheita a cada três dias garante o preparo de alimentos mais fresquinhos.

Como a horta fica em frente à Escola Isolada Adolfo Postol, onde funciona o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e que atende a 170 crianças até 14 anos, as verduras são tiradas da horta diretamente para a merenda. “É a garantia da alimentação mais saudável”, diz a coordenadora do Peti, Simoni Freitas Bittencourt.

A diretora do Departamento de Educação de Maracajá, Luciane Ronchi Valnier, diz que o projeto, implantado em caráter experimental, surpreendeu até mesmo, pessoas que não estão ligadas à educação e já está servindo de modelo para outras cidades da região.

“A primeira safra serviu de um parâmetro. Como já temos uma média da produção e a necessidade de cada escola, podemos ampliar o plantio de certos alimentos de acordo em que as hortaliças são consumidas. Desta forma, é garantia de alimentos na mesa durante o ano todo”, afirma.

Fonte: A Tribuna

Comissão vota amanhã autorização para transgênicos

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 9 de Outubro de 2006 @ 22:16

Relator paranaense recomenda aprovação de proposta no Congresso

Agricultura vota projeto sobre sementes transgênicas

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pode votar amanhã para Projeto de Lei 5964/05, da deputada Kátia Abreu (PFL-TO), que autoriza, em duas circunstâncias, a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento das “tecnologias genéticas de restrição de uso”, conhecidas internacionalmente pela sigla Gurt.

Essas tecnologias produzem as chamadas sementes estéreis (”terminators”, em inglês), que servem para o plantio de uma única safra e não geram novas sementes.

De acordo com o projeto, a autorização será dada quando a tecnologia comprovadamente não impedir a multiplicação vegetativa da variedade geneticamente modificada, deixando, assim, de causar uma restrição total do uso da variedade; e quando o uso da tecnologia comprovadamente constituir uma medida de biossegurança benéfica à realização da atividade.

Substitutivo

O relator, deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR), recomenda a aprovação, com substitutivo. “As tecnologias de restrição genética de uso podem ser utilizadas com fim apenas comercial em benefício maior das empresas de biotecnologia, ao impedir aos agricultores a produção da própria semente, ou como medida de biossegurança, no caso de produção de plantas biorreatores, impedindo que sementes dessas plantas se misturem àquelas destinadas à cadeia alimentar”, explica o parlamentar. Sciarra considera inadequado proibir toda e qualquer possibilidade de uso da tecnologia, por isso mantém a proibição apenas para o uso comercial de sementes que contenham essa tecnologia. “Salvo quando se tratar de sementes de plantas biorreatores, permitindo assim que as pesquisas avancem e que se amplie o desenvolvimento da técnica.”

A reunião está marcada para as 14h30, no plenário 6.

Fonte: Bem Paraná