Projeto Coco Verde fecha parceria com Orla Rio
O Projeto Coco Verde fechou parceria com a Orla Rio, tendo a participação da operadora de resíduo extraordinário Seletiva Ambiental.
Nesta parceria, todo coco verde consumido nos 34 km de praia e nos 309 quiosques administrados pela empresa Orla Rio / Rio de Janeiro, serão encaminhados às instalações da Coco Verde, para que sejam reciclados. Um projeto pioneiro no Brasil.
” - Muitos poderão, agora, ter um exemplo verdadeiro de atividade sustentável e em plena atividade. Provavelmente outros projetos poderão serem criados com bases na experiência que iremos ainda adquirir com o passar do tempo”, analisa Felipe Mayer, do projeto Coco Verde.

(TudoSobrePlantas)
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Embrapa produz primeiro tomate sem resíduo de agrotóxico
O pedido de registro da marca do sistema tecnológico Tomatec e de certificação do primeiro tomate agroecológico produzido no Brasil, sem resíduo de defensivos agrícolas, será encaminhado em breve à Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pela Embrapa Solos/RJ, unidade da empresa que realizou o estudo.
O pesquisador que liderou o projeto, José Ronaldo Macedo, disse que o novo produto poderá será oferecido em maior escala aos consumidores fluminenses a partir de 2007, se outros produtores aderirem ao novo sistema no plantio que se inicia, como os três agricultores de São José do Ubá, cidade da região noroeste do estado, que testaram com êxito a nova tecnologia.
“O produto tem uma aparência muito boa, brilhosa, e os frutos têm maior resistência. Quanto ao sabor, não existe um trabalho específico, mas uma garantia a gente tem: esses frutos não têm resíduos de agrotóxicos”, afirmou Macedo.
O sistema de produção foi concluído no mês de setembro, após testes de pureza realizados pelo Instituto Nacional de Controle de Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em amostras da colheita de São José do Ubá.
A análise não identificou nenhum dos 122 princípios ativos de agrotóxicos usados no plantio do tomate, que é uma das culturas mais contaminadas por pesticidas, ao lado da batata, morango e mamão.
Os agricultores plantaram 12 mil pés de tomate e conseguiram, em cinco meses, depois uma safra com média de produtividade de 300 caixas para cada mil pés da fruta, nível já considerado escala comercial.
Macedo disse que o novo sistema de produção resultou de estudos iniciados em 1994, na cidade de Paty de Alferes, sobre controle da erosão do solo. O objetivo era fixar o plantio do tomate numa mesma área e evitar o deslocamento da cultura a cada dois anos, como ocorre atualmente.
O novo método é realizado com base no manejo integrado de pragas e no uso do defensivo mais adequado. Primeiro, é feito um levantamento do nível de dano do solo por pragas e das plantas infectadas. Depois, um agrônomo da Embrapa analisa e receita o tipo e a quantidade de defensivo a ser aplicado no terreno.
O plantio direto é feito após essa fase e reúne a irrigação por gotejamento (fertirrigação) com adubo solúvel, o ensacamento do fruto e a condução vertical e especial da lavoura que garantiu menos de 1% de queda da planta, substituindo o sistema antigo de amarrá-la ao bambu, que não dava sustentabilidade e causava grande perda da produção. O sistema reduz em 60% o uso de agrotóxico na lavoura e em 40 % o uso de adubos químicos.
“A gente consegue evitar a erosão, fixando o produtor, fazendo melhorias no solo, e garante o uso adequado da água nessa cultura, que é uma das que mais consomem. O gotejamentro tem eficácia acima de 95% e toda a água aplicada é utilizada pela planta”, explicou.
Na primeira etapa, os agrônomos da Embrapa prestarão assistência técnica aos produtores que adotarem o Tomatec. Ainda neste ano, entretanto, a Embrapa Solos divulgará um manual de produção para estimular os produtores a criar associações ou cooperativas que encaminhem o projeto livremente.
Segundo o pesquisador, a certificação do produto vai possibilitar a criação de um selo verde, como o dos orgânicos, que estabelece a rastreabilidade do produto com o código de barras que aponta qual é o produtor, a variedade e o local de plantação. Macedo informou também que um artigo científico sobre o Tomatec será publicado pela Fiocruz.
O pesquisador explicou que o novo sistema encarece um pouco o produto porque a escala de produção ainda é pequena e a proposta é a de criar um mercado diferenciado para que o produtor tenha um preço compensatório.
“Espero que o consumidor, ao ver esse tomate na loja, saiba que, ao pagar um preço diferenciado, está pagando pela preservação ambiental, que se reverte num produto de qualidade para ele consumir”, afirmou Macedo.
- Agência Brasil
Fonte: [ Click Brasilia ]
Consórcio de culturas: lucro certo em pequenas propriedades
Mato Grosso do Sul tem um grande número de pequenas propriedades. Isso é resultado da independência dos filhos, e principalmente da distribuição de terras pela reforma agrária, que socialmente está correto, mas é de difícil administração no que se refere ao acompanhamento pela assistência técnica.
Considerando a origem dos pequenos agricultores de MS, principalmente dos novos assentamentos rurais, produzir não é muito simples, pois a maioria está administrando sua propriedade pela primeira vez. Corrigir a acidez do solo é um dos primeiros passos e de baixo custo. Em seguida preparar o solo, adubar e semear as culturas é um passo mais complexo.
Dentre os nutrientes a serem aplicados, o nitrogênio é um dos adubos mais onerosos, principalmente se o agricultor tiver que adquirir o produto industrializado. No entanto os adubos verdes são espécies leguminosas que tem a capacidade de assimilar o nutriente do ar atmosférico.
O cultivo de duas espécies numa mesma área, entre uma gramínea e uma leguminosa, conhecido como consórcio, é uma forma de aumentar o aporte de N no solo através da fixação biológica do nitrogênio atmosférico pela leguminosa, com evidente aumento de produtividade pelas duas culturas.
Milho e feijão formam o consórcio mais antigo e também conhecido por pequenos agricultores, no entanto a incorporação de nitrogênio é pequena e as duas culturas tem ciclo curto, deixando o solo descoberto pelo restante do ano. O consórcio de milho com mucunas, feijão de porco ou feijão guandu tem se mostrado eficiente em diversos aspectos, principalmente para pequenos agricultores, no sentido de manter o solo coberto durante o ano todo, evitando a incidência de plantas daninhas e melhorando as propriedades do solo.
Para maior aproveitamento do consórcio, as culturas devem ser implantadas no início do período das chuvas, entre final de setembro e início de outubro, a fim de proporcionar maior aproveitamento das águas, com maior crescimento das culturas.
Nesse consórcio, o milho apresenta ciclo mais curto que os adubos verdes e é colhido durante o mês de fevereiro. Com isso, as espécies de adubos verdes continuam crescendo e suas sementes podem ser colhidas entre os meses de julho e agosto. Com a colheita do milho, o agricultor tem alimento para seu sustento, e de seus animais, além de ser um produto de alta liquidez. Em seguida tem a colheita das sementes das espécies de adubos verdes, pode se tornar um produtor de sementes dessas espécies.
O consórcio de milho com mucunas desenvolvido na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, MS, durante a safra 2005/06, demonstrou que o rendimento de grãos de milho não é reduzido pela presença da espécie em consórcio.
A produção de sementes de adubos verdes em consórcio com milho é uma tecnologia que pode viabilizar o cultivo de grãos nas pequenas propriedades de MS, além de aumentar o aporte de matéria orgânica ao solo, com maior fornecimento de nitrogênio, e incremento na produtividade das culturas.
- Gessi Ceccon, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste – Dourados/MS
Fonte: [ Agora MS ]
Planta usada por celtas pode ajudar no combate ao câncer
Uma planta de onde os povos celtas extraíam pigmento para pintar o corpo antes da guerra é rica em uma substância que ajuda no combate ao câncer, dizem cientistas italianos.
Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor.
O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações.
Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina.
Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis.
Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância.
Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas.
No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio.
Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer.
Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio.
Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes.
Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la.
A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância.
“A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana”, disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture.
Fonte: [ BBC BRASIL ]
Tratamento experimental contra alergia ao pólen se mostra promissor
05/10/2006 11:35:00 - Folha On Line
Um tratamento experimental contra a alergia ao pólen das plantas poderá beneficiar pessoas alérgicas, após a aplicação de algumas injeções, revela um estudo publicado ontem nos Estados Unidos.
“Essa pesquisa inovadora é muito promissora para o tratamento de alergias, e algumas injeções de imunoterapia são suficientes para reduzir de maneira durável as reações alérgicas”, destacou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Enfermidades Infecciosas (NIAD), que financiou parte do trabalho.
“Até 40 milhões de americanos sofrem de alergias ligadas ao pólen”, destacou Elias Zerhouni, diretor do Instituto Nacional de Saúde (NIH).
A pesquisa é baseada em uma substâcia-chave para o desencadeamento da alergia encontrada no pólen. Segundo o estudo, a substância é associada a determinada seqüência do DNA responsável por estimular o sistema imunológico.
O tratamento permitiria atenuar fortemente os sintomas alérgicos em adultos durante pelo menos um ano, após a aplicação de seis injeções, uma por semana.
Fonte: [ Gazeta Online ]








