Irrigação noturna pode reduzir gasto com energia em até 70%

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:58

Opção pela noite também reduz consumo de água porque a evaporação é menor nesse período

Os agricultores que usam energia elétrica para irrigar suas plantações das 21h30 às 6h podem ter descontos na tarifa que variam de 60% a 70%. Para ter direito, o equipamento de irrigação deve ter instalação exclusiva, separada da moradia.

Os descontos existem desde 1992 e integram resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Iara Hoffman, gerente da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), informa que o produtor deve solicitar o benefício à concessionária. Mas já faz um alerta: para ter direito, a atividade deve ser feita exclusivamente à noite. “Não pode uma parte ser das 21h30 às 6h e outra em horário diferente.”

A partir do pedido, a CPFL instala o aparelho de medição. Se for constatada a utilização em horário diverso do estipulado, o consumidor perde o desconto que varia dependendo da tensão elétrica (baixa ou alta).

A opção pelo horário noturno pode reduzir também o consumo de água, pois a evaporação é menor nesse período.

Antonio Donizeti Miranda Soares, dono da Irriga Bauru, diz que essa economia depende do sistema de irrigação adotado. Se for o de aspersão (água jogada para o alto), a noturna pode ser mais indicada. Porém, se for o de gotejamento, é melhor fazê-la durante o dia.

Nem sempre é possível

O produtor rural João Ulisses Gonçalves irriga durante o dia. Ele ainda não optou pela noite pois faz a tarefa com motor movido a diesel. Mas Gonçalves está instalando motor elétrico para iniciar testes com a irrigação noturna.

O agricultor diz que o motivo é também a redução do consumo de água. “A evaporação é menor”, conta.

Antonio Donizeti Miranda Soares, que elabora projetos de irrigação, revela que muitos agricultores já optaram pela noturna.

Mas ele conta que nas épocas de maior demanda, quando as plantações são irrigadas por até 21 horas, a opção exclusiva pela irrigação noturna é inviável.

Café exige cuidado diurno

José Renato Serra, engenheiro agrônomo e produtor de café em Garça, não utiliza a irrigação noturna.

Serra diz que o aproveitamento da planta é maior durante o dia, por causa do fenômeno da fotossíntese (processo pelo qual as plantas usam a energia fornecida pela luz solar para obter alimentos do solo e ar).

O engenheiro revela que há estudos apontando para o intervalo entre 11h e 15h como o mais indicado para a irrigação.

Ele faz questão de destacar que aborda esse tema exclusivamente do ponto de vista de um cafeicultor. “Quando irrigo, tenho como foco a produtividade da planta”, afirma.

1/10/2006 Marcos Silvestre (marcos.silvestre@bomdiabauru.com.br)

Fonte: [ BOM DIA ]

Investimento traz progresso agrícola

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:54

Da Redação

A biotecnologia é uma das áreas que está recebendo investimentos para o alcance de novos horizontes no Estado. Parcerias poderão aplicar no agronegócio estadual até R$ 3,42 milhões em repasses, que liberados à medida que os estudos avançarem.

A Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fundação MT), em parceria com a Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), estão aplicando recursos no Programa Biotec que vem sendo realizado por intermédio de três instituições: a UFMT com recursos programados de R$ 1,9 milhão para a pesquisa com plantas medicinais e estruturação de laboratórios, a Unemat tem programação orçamentária de repasses da Finep com previsão de recursos de R$ 320 mil para estudos na área de controle de pragas nas lavouras com o uso de plantas com ação inseticida e herbicida e a Fundação MT com estimativa de R$ 1 milhão para o desenvolvimento de novas linhagens da cultura da soja que sejam resistentes à ferrugem asiática e o uso de marcadores moleculares.

“Em termos de inovação no Brasil Central temos acompanhado uma revolução inacreditável da tecnologia”, declara o superintendente da Área de Articulação Institucional da FINEP, Carlos Ganem.

Conforme destaca Ganem, o progresso agrícola do cerrado evoluiu graças ao uso de culturas plenamente desenvolvidas e funcionais que antes eram inconciliáveis quanto ao clima, ao ambiente e que por meio da biotecnologia agora aperfeiçoam a produção nas lavouras.

BOM NEGÓCIO - Na avaliação do superintendente é cada vez maior a participação de empresas do interior do País iniciando investimentos em inovação por perceberem que a iniciativa torna-se bom negócio.

“E isto está ajudando a mudar o rumo dos investimentos do País no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) potencializando a capacidade da pesquisa entre universidades, nas empresas e tem aproximado o pesquisador em projetos da iniciativa privada”, diz Ganem.

E é exatamente esta sintonia entre os dois setores que está começando a atrair novas parcerias e tem proporcionado uma ampliação de investimentos ao segmento da pesquisa e da inovação. “Inovação pode ocorrer em qualquer empresa e de qualquer tamanho. Mato Grosso, no médio prazo, estará sendo reconhecido além da sua fronteira agrícola, como também uma nova fronteira tecnológica”.

PRÊMIO FINEP - Cuiabá foi durante todo o ano de 2006 destaque ao representar o Estado e toda a região Centro-Oeste como a sede do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica. A cerimônia de premiação será realizada amanhã, a partir das 19h, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, Dezesseis vencedores receberão troféus da etapa regional em seis categorias: Produto, Processo, Pequena Empresa, Média/Grande Empresa, Instituição de C&T, Inovação Social. (Com assessoria Secitec/MT)

Fonte: [ Diário de Cuiabá ]

Saúde continua sensibilização para uso de fitoterápicos

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:50

Várzea Grande, 03/10/2006 - 10:15.

Da Redação

Usuários do SUS, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, agentes comunitários, psicólogos e gerentes de unidades da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá participam nesta terça-feira do 3º curso de Fitoterapia e Plantas Medicinais.

Ao todo, são 86 inscritos que irão aprender desde as técnicas de cultivo aos efeitos de ervas no tratamento de doenças como o capim cidreira (calmante, antidepressivo, relaxante muscular), boldo (dor de cabeça e estômago), camomila (calmante e indicado para gases), erva baleira (antiinflamatório), guaco (tosse), entre outros. Ao fim, a proposta é criar hortas e farmácias com 20 espécies de plantas nas unidades básicas de saúde.

O curso faz parte do programa de Fitoterapia e Plantas Medicinais da SMS e é resultado do projeto piloto “Farmácia Viva”, que integra o conhecimento popular ao científico.

Conforme a supervisora do programa, Isanete Geraldine Costa Bieski, a qualificação permite que médicos se sensibilizem para a medicação com fitoterápicos. Desta forma, conciliar o tratamento alopático com o de chás medicinais.

As unidades básicas de saúde também irão atuar como multiplicadores, incentivando os pacientes a cultivarem hortas em casa.

O curso é promovido em parceria com a Empaer, que cede as mudas e dá assistência técnica para o cultivo.

Fonte: [ O Documento ]

Plantio de flores inicia projeto Vivaverde

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:49

Alunos dos ensinos infantil e fundamental de Marataízes saudaram a chegada da primavera, no sábado, 23, com o plantio de flores na praça central da Barra do Itapemirim, por meio do projeto Vivaverde, que envolve a municipalidade, a Pastoral da Ecologia, o Instituto Ambiental Teia e as escolas das redes pública e privada do município, sendo que a primeira escola a aderir o projeto é o Colégio Padre Otávio Moreira.

Orientados pelo paisagista Renatinho Aleixo, responsável pelo projeto paisagístico das praças do balneário, os estudantes e a equipe da Pastoral da Ecologia deram início à primeira fase do plantio de flores da Praça Antônio Jacques Soares, na Barra do Itapemirim, recebendo, ao mesmo tempo, orientações sobre preservação ambiental, proferidas pela pedagoga Wanderléia Campos, que é coordenadora da Pastoral da Ecologia de Marataízes, e pelo engenheiro agrônomo Luciano Sansão Teixeira.

O principal objetivo dessa parceria entre a municipalidade e a comunidade, aqui representada pela Pastoral, a Ong Instituto Ambiental Teia e Escolas, é de educar nossa população para a preservação dos jardins e de nosso meio ambiente. A partir do momento que uma escola adota um jardim, doa e planta suas flores, ela se sente responsável pela sua permanência. Os alunos atuam, especialmente, como multiplicadores da proposta, conscientizando toda a população para sua preservação.

A intenção do projeto é de estender a parceria para as demais escolas do município, de forma a envolver toda a população com a importância da preservação, além de incentivá-la a utilizar em seus jardins plantas nativas da região e, na oportunidade, o adubo natural à base de cascas de sururu, que é uma novidade no Estado do Espírito Santo.

Fonte: [ Redação Maratimba.com ]

Alunos em Búzios transformam esgoto em água limpa

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:48

Do G1, no Rio, com informações da Intertv

Uma idéia simples encontrada na natureza mostra a importância de preservar o meio ambiente.

Alunos de uma escola municipal de Búzios, na Região dos Lagos, desenvolvem um projeto de preservação do meio ambiente que dá uma função diferente às gigogas, plantas que se proliferam no esgoto e que se alimentam de matéria orgânica.

A idéia inicial era participar da II Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação, que reúne trabalhos de estudantes de todo o estado.

Alunos e um professor de biologia resolveram, então, fazer uma experiência. Desenvolveram um projeto de recuperação de áreas poluídas de Búzios. Para isso, escolheram a Lagoa do Canto no Centro da cidade, onde as gigogas se proliferaram e tomaram conta de parte do espelho d’água.

Eles pegaram as gigogas, colocaram dentro de um vidro com esgoto e observaram que, depois de uma semana, a água ficou mais limpa.

Além de limpar a água, o projeto prevê a produção de adubo e gás metano.

O trabalho foi selecionado como um dos seis melhores do estado na categoria tecnologia e inovação.

Fonte: [ G1 ]

Pesquisadoras de Cuba falam sobre controle biológico na Embrapa

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:45

Por Cristina Tordin

As pesquisadoras Mirtha Ismaela Borges Soto do Instituto de Investigaciones en Fruticultura Tropical (IIFT) e Ofélia Milán Vargas do Instituto de Investigaciones de Sanidad Vegetal (INISAV), de Havana, Cuba, darão respectivamente seminários sobre o “Controle biológico de pragas em fruteiras de Cuba”, em 5 de Outubro de 2006, das 10 às 12h, e sobre a “Utilização de agentes de controle biológico de pragas em Cuba, em 17 de Outubro de 2006, das 10 às 12h, na Sala de reuniões do Laboratório de Quarentena “Costa Lima”, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).

Esses seminários fazem parte do cronograma de actividades do projecto de cooperação bilateral Cuba-Brasil apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq), onde o objectivo geral é detectar o potencial e o interesse bilateral na geração de produtos efectivos para controle biológico de pragas com possibilidades de produção, e comercialização para Cuba e Brasil.

Luiz Alexandre Nogueira de Sá, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e responsável pelo Laboratório, explica que essa parceria é importante porque discute o intercâmbio referente aos processos de importação e de exportação de inimigos naturais benéficos, como parasitóides, predadores, microbianos e antagonistas de doenças de plantas, nematóides entomopatogénicos e ácaros predadores, via sistema quarentenário para pragas de importância agrícola como cochonilhas, moscas-das-frutas, mosca-branca, ácaros e nematóides.

Outras acções, diz Nogueira de Sá, é conhecer e aprimorar experiências em pesquisa e capacitar especialistas cubanos e brasileiros na avaliação de biopesticidas para o controle biológico dessas e outras pragas agrícolas de interesse comum.

Fonte: [ Ciência Hoje ]

Amazônia produzirá óleos e corantes

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 3 de Outubro de 2006 @ 13:43

CHICO ARAÚJO

BRASÍLIA – A Amazônia poderá num curto prazo se transformar num grande centro produtos de óleos, corantes, essências, polpas de frutas, fibras vegetais para alimentação e matérias-primas para as indústrias químicas e farmacêuticas. Para isso ocorrer é preciso apenas criar pólos de recepção, armazenamento e processamento de frutos amazônicos.

Essa é a projeção feita por Rogério Duart Martins Souza, agrônomo de São Luis (MA), em projeto apresentado ao Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. A proposta de Martins Souza é criar pólos de processamento de frutos amazônicos que possam oferecer nos produtos à indústria e, ao mesmo tempo, garantir o aproveitamento racional dos recursos naturais da Amazônia. “Fazendo isso, além de oferecer melhor qualidade de vida à população, estaremos incentivando o desenvolvimento regional, social e econômico da Amazônia”, avalia.

Hoje, os frutos amazônicos já são matérias-primas da indústria de perfume e cosméticos no Brasil, e as exportações desse setor crescem em média 20% ao ano. De acordo com Martins Sousa, a coleta de fruto para a indústria de perfumes e cosméticos abriu nos últimos anos uma excelente fonte de renda aos povos da Amazônia. Para ele, este é um efeito social positivo da expansão dessa indústria que aproveita de forma sustentável os recuros da biodiversidade amazônica.

Diversidade de sabores

Na Amazônia, lembra Rogério Martins Souza, a diversidade dos sabores regionais encanta o paladar até mesmo dos gourmets mais exigentes. Frutas como cupuaçu, bacuri, açaí, graviola, camu-camu, entre uma infinidade de outras, já assumiram seu lugar de destaque na mesma dos consumidores, tanto em nível nacional quanto internacional, extrapolando as fronteiras regionais, onde reinam absolutas na preferência da população. Mas, segundo Martins, esse setor poderá crescer ainda mais com a padronização de qualidade desde a coleta até o processamento para atender às exigências do mercado.

Em relação ao setor cosmético, Martins avalia que as populações da Amazônia poderão melhorar a qualidade, ter emprego e mais renda, com a instalação de usinas de pequeno porte para extração de óleos essenciais a partir de sementes. Castanha-do-Brasil, açaí, buriti e camu-camu, por exemplo, são frutos promissores para extração de óleos. Nesse caso, a extração seria feita por meio do sistema de prensagem hidráulica. Ele não exige tratamentos agressivos do óleo e permite que o processamento ocorra nas próprias comunidades.

O projeto de Martins Souza ainda mostra que um amplo espectro de componentes fitoterápicos pode ser extraído de frutos e sementes da Amazônia. Ele defende investimentos nessa área, de forma que o país possa aproveitar melhor as plantas medicinais como recurso terapêutico.

Espécies medicinais

Calcula-se que a Amazônia tenha hoje mais de 300 espécies de plantas medicinais já catalogadas. Dessas espécies, menos de 5% foram estudadas, e um percentual bem menor passou por estudos toxicológicos ou clínicos. Enquanto isso, espécies como andiroba, copaíba, ayahusaca, açaí e muitos outros produtos e derivados da flora brasileira já têm marcas e patentes registradas no exterior.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 25 mil plantas hoje são usadas na elaboração de medicamentos da medicina popular em todo o planeta. Um percentual de 16% das 500 mil espécies de plantas do mundo está concentrado na Amazônia. Mesmo assim, a pesquisa de substâncias ativas derivadas de plantas do Brasil ainda é muito insipiente.

“Toda essa diversidade da flora brasileira pode se transformar em riqueza. Mas, infelizmente, ainda não abrimos os olhos para isso”, diz Martins Souza. Na avaliação de Souza, a diversidade verificada na Amazônia apresenta um imenso potencial para a produção de compostos secundários. Desde o início dos anos 90, a procura por esses compostos têm sido bastante procurados pela indústria em função do uso de produtos naturais na agropecuária.

Fonte: [ AGÊNCIA AMAZÔNIA ]