Tempo de plantar

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 18 de Setembro de 2006 @ 11:29

Primavera e festas de fim do ano provocam aumento na procura por plantas de decoração

A chegada da primavera, no próximo sábado, e a proximidade do final de ano fazem os brasileiros dar mais importância para a ornamentação da casa, o que inclui a melhoria de jardins e o cultivo de plantas, sejam em vasos ou xaxins.

Com variedades de preços e de espécies –que exigem diferentes cuidados– é importante ficar atento para as necessidades específicas de cada planta para que o jardim fique vistoso, colorido e a casa com apresentação mais agradável.

“O brasileiro, sempre que se aproxima a primavera e o final de ano, quer fazer uma reforma geral na casa para deixá-la mais bonita. Depois que passam esses períodos, a procura pelas plantas diminui e elas acabam esquecidas até a mesma época do próximo ano”, analisa o engenheiro agrônomo Silvio Eduardo Dreza, proprietário de uma floricultura.

Para manter a beleza durante todo o ano, ele dá dicas: “é importante ficar atento aos cuidados que cada planta exige, como a questão do calor, da luminosidade, da adubação e da quantidade de água”, alerta o engenheiro.

Um dos aspectos principais para o desenvolvimento das plantas é a incidência de raios solares suportados. Umas são mais sensíveis e precisam ficar em ambientes mais reservados. Outras não se importam em receber diretamente esses mesmos raios e dispensam proteções.

As espécies mais comuns, que podem ser plantadas em locais com grande incidência solar são as azaléias, cheflera, mussaenda, ixora, fênix e araca. Essas plantas, segundo o engenheiro agrônomo, podem custar entre R$ 3 e R$ 20, dependendo do estabelecimento e da região onde são comercializadas.

“São plantas rústicas que não precisam de cuidados muito específicos. Elas precisam de água pelo menos três vezes por semana. Devem ser protegidas daqueles matos que costumam cercar as plantas e nelas podem ser colocados estercos e adubos químico”, explica Dreza. “Essas plantas são costumeiramente mais procuradas por causa da facilidade de cultivo, já que não são muito exigentes.”

Ao contrário das primeiras, outras plantas necessitam de maiores cuidados. Elas preferem ambientes mais escuros (o que não significa ausência total de luminosidade) e não precisam receber água constantemente (uma vez por semana, no máximo).

Já que estão em um ambiente menos seco, três vezes por ano é aconselhável usar adubo químico.

As espécies sensíveis têm preços mais elevados do que as que não exigem muitos cuidados. Os valores variam de R$ 10 a R$ 50.

Ainda segundo o agrônomo, é possível que a maior procura reflita em aumento dos preços das plantas. “Para mim não há mudança”, adianta Dreza, que garante não alterar os preços.

“Essas plantas são facilmente encontradas em floriculturas de todo o Estado”, afirmou o engenheiro agrônomo, que cuida de uma floricultura em Jundiaí desde 1.988.

“Tenho uma clientela fixa e só presto serviços para ela”, diz Dreza, que se dedica às plantas durante todo o ano.

Jardim fica florido o ano todo
Plantar diferentes espécies é fundamental para conseguir deixar o jardim florido durante o ano inteiro, diz especialista

Ter um jardim florido durante todo o ano só é possível se forem plantadas espécies diferentes, que se adptem às quatro estações do ano.

Veja alguns exemplos de plantas e o quanto de sol cada uma se adpta melhor, segundo especialistas.

Primavera
Jasmim (sol pleno), alpínia (meia sombra), crino rosa (sol pleno), boca-de-leão (sol pleno) e hortênsia (sol pleno e meia sombra).

Verão
Lírio-do-brejo (sol pleno), girassol (sol pleno), ixora (sol pleno), pentas (sol pleno) e alpínia (sol pleno).

Outono
Tabaco ornamental (meia sombra), abélia (sol pleno), azaléia (sol pleno), camélia (sol pleno) e cosmos-amarelo (sol pleno).

Inverno
Clerodendro (sol pleno), viuvinha (sol pleno) e azulzinha (sol pleno).

Compra exige alguns cuidados

Ao comprar uma planta em vaso, certifique se a terra ou xaxim está devidamente molhada ou úmida. Faça essa checagem diariamente, regando a terra sempre que necessário e evitando molhar flores e folhas.

Após regar a terra, deixe-a escorrer para eliminar o excesso de água, evitando que as raízes fiquem diretamente submersas e acabem por apodrecer.

Nunca coloque a planta diretamente sob o sol durante grande período de tempo, na maioria das vezes as plantas necessitam de luz direta ou indireta, porém sempre por um curto espaço de tempo e de preferência no inicio da manhã ou pelo final da tarde quando os raios solares estão mais fracos.

Não deixe a planta recebendo correntes de ar. A necessidade de um ambiente fresco não significa que a planta deva ficar de frente a ar condicionados ou ventiladores.

Verifique com um jardineiro ou atendende de floricultura os cuidados específicos que cada espécie precisa em particular.

É importante também ficar atento para que a água não fique acumulada em vasos por causa do risco de dengue.

Fonte: [ BOM DIA ]

Plantio de algodão transgênico reduz aplicação de agrotóxico

Enviado em Notícias, Transgênicos de Anderson Porto | 18 de Setembro de 2006 @ 11:25

Yara Aquino, da Agência Brasil

Brasília - Semente geneticamente modificada é aquela onde são inseridos gens que alteram a planta. No caso do algodão, por exemplo, a semente pode receber gens de uma bactéria que produz proteínas para o controle de insetos. Outras variedades podem ser produzidas como, por exemplo, para resistência a um certo tipo de herbicida que controla as ervas daninhas.

O resultado é a redução do uso de agrotóxicos na cultura de algodão, o que significa redução de gastos. “São feitas hoje cerca de 20 aplicações de inseticida no algodão brasileiro para controle de insetos. Com o transgênico, acreditamos que vai haver redução de 25% no uso de inseticida”, afirma o engenheiro agrônomo Wilhelmus Uitdewilligen, que integra a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão.

Os ecologistas, entretanto, são contra o uso das sementes geneticamente modificadas. Eles alegam que o cultivo seria prejudicial para o meio ambiente. Como o algodão é uma planta de polinização cruzada - ou seja, o pólen pode fecundar outras plantas distantes - variedades selvagens da planta poderiam ser contaminadas com pólen das transgênicas, resultando na destruição de espécies nativas.

O agrônomo discorda dos ecologistas e afirma que não há resultados científicos que comprovem danos dos transgênicos ao meio ambiente ou à saúde humana. Para ele, os pontos positivos são os que prevalecem. “Com a redução de custos e o menor emprego de inseticidas, teremos a melhora da competitividade da cotonicultura mundial”, afirma.

O plantio do algodão geneticamente modificado foi liberado no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na opinião de Uitdewilligen, o país acumula atraso de dez anos em relação aos países que já usam a semente, o que compromete a competitividade do produto brasileiro. “Estamos com dez anos de atraso em relação aos nossos concorrentes internacionais como Estados Unidos, China, Índia e Austrália que já estão comercializando essed produtos há mais tempo”.

Fonte: [ Jornal da Mídia ]

Prefeitura e Sesc inauguram viveiro de plantas nativas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 18 de Setembro de 2006 @ 11:21

Uma solenidade marcada para esta terça-feira, 19, às 10h, no Sesc-Gravatá, vai marcar a inauguração do Viveiro Municipal de Plantas Nativas, que a Prefeitura de João Pessoa – em parceria com a Federação do Comércio (Fecomércio) – vem desenvolvendo no Sesc-Gravatá, em Gramame, zona rural da cidade. A iniciativa também faz parte das ações da Agenda 21 Local, Fórum do Baixo Gramame, entidade da qual a Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Semam) é parceira.

A área destinada ao cultivo de mudas de plantas arbóreas nativas tem 1,5 hectares, com capacidade para produzir em torno de 40 mil mudas já em 2007. Essas mudas servirão para restaurar áreas degradadas além de dar suporte à arborização urbana em praças, parques, jardins e avenidas da Capital.

Perdas – De acordo com o secretário-executivo do Meio Ambiente, Antonio Augusto de Almeida, “João Pessoa vem perdendo rapidamente sua arborização urbana, seus pomares de quintais e seus jardins. Nesse cenário, a vegetação nativa tem sofrido a maior perda, pois é freqüentemente substituída por espécies exóticas, muitas vezes inadequada ao paisagismo tropical”. Ele cita como exemplo o desaparecimento do araçá, maçaramduba, guajiru, murta, mangaba ou ameixa-silvestre dos quintais e das áreas públicas.

Para reverter esse quadro, a Semam procurou através de um convênio com o Sesc-Gravatá, a implantação do viveiro, solução provisória até que seja viabilizada a implementação de um projeto mais ambicioso, o do ‘Horto Municipal de Plantas Nativas’.

Cinqüenta espécies, incluindo-se algumas palmeiras e plantas arbustivas já estão se desenvolvendo no local. Entre essas destacam-se a imbiribeira (Eschweilera ovata), o pau-cinza (Hirtella hebeclada), a quina-quina (Coutarea hexandra) o açoita-cavalo (Luehea ocrophylla, a guabiraba (Campomanesia dichotoma) e o jatobá-vermelho (Hymenaea rubiflora). Apenas três espécies frutíferas integram a relação: a mangueira, jaqueira e fruta-pão, que apesar de terem origem noutros países, já são totalmente adaptadas ao solo, clima e paisagem da cidade.

A estrutura – O viveiro foi construído numa área de uma antiga pocilga e abriga um sombrite medindo 576 metros quadrados, cuja armação é totalmente formada por cabo de aço, a fim de evitar o uso de madeira, o que o torna mais ecológico. Essa estrutura permite que apenas 50 por cento da luz solar penetre no ambiente, estando as mudas pequeninas expostas a uma meia sombra.

Além desse equipamento, existe no local um galpão; uma câmara fria, que mede 18 metros cúbicos, para a conservação das sementes; instalações sanitárias e um almoxarifado. Para a produção das mudas será utilizada uma compostagem que proporciona adubação orgânica misturada a minerais naturais e biofertilizantes.

O sitema de irrigação é automático e será acionado a cada 12 horas, passando 30 minutos em funcionamento e sendo desligado ao final desse tempo. A tecnologia implantada nesse sistema proporciona uma considerável economia de água e energia, além de prescindir da presença de funcionários à noite ou em final de semana.

Fonte: [ Paraiba.com.br ]

Jambu para muito além do tucupi

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 18 de Setembro de 2006 @ 11:20

A hortaliça agora movimenta setores como o dos cosméticos

Aretha Souza

Da Redação

O jambu, velho conhecido da culinária paraense em pratos como o pato no tucupi e o tacacá, agora gera lucro também em outros setores além da alimentação, como na indústria cosmética. Até uma pomada para aumentar a excitação feminina estará no mercado em breve.

Apesar dessas novidades, a hortaliça continua invisível nas estatísticas de produção e de mercado no Pará. Nenhum órgão público ou núcleo de pesquisa tem informações sobre o volume de jambu (Spilanthes oleracea) que é produzido no Estado. De acordo com o agrônomo Alfredo Homma, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o desconhecimento desses dados atrapalha o planejamento de políticas públicas direcionadas aos pequenos agricultores, mão-de-obra abundante nessa atividade.

Além do jambu, as pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deixam de fora uma série de hortaliças comuns na mesa do paraense. Pelo menos as 17 mais utilizadas, entre elas, o cheiro-verde, a cebolinha, a vinagreira e o hortelã. É com a venda desses vegetais que inúmeras famílias, principalmente do nordeste do Estado, sobrevivem.

O Amazônia Hoje percorreu duas feiras de Belém - o Ver-o-Peso e a da 25 de Setembro - a fim de saber a quantidade de jambu vendido nesses locais. As informações foram coletadas junto aos feirantes. Calcula-se que, na primeira delas, cerca de 150 maços da hortaliça - equivalente a 15 quilos - sejam vendidos por dia. A procura é quatro vezes superior durante datas festivas, como o Círio e as festas de final de ano. Na feira da 25 de Setembro o volume de venda é dobrado.

‘Como a tendência do consumo dessas hortaliças é de cada vez crescer mais, temos que aproveitar os princípios ativos dos vegetais e tomar cuidado com a biopirataria’, alerta Alfredo Homma. A biopirataria ocorre quando um indivíduo ou instituição se apropria de recursos naturais ou conhecimentos de comunidades tradicionais sem a devida autorização. Isso vem ocorrendo com o jambu. De acordo com o SciFinder Scholar, uma base internacional de dados na internet, até o ano passado foram registradas pelo menos 34 patentes do Spilanthol (substância extraída do jambu). Nenhuma delas era brasileira.

‘O jambu é um exemplo do desperdício da fonte de conhecimento. Perdemos isso por dois motivos. Primeiro, por falta de políticas direcionadas a pesquisas aplicadas em plantas e, depois, porque o excesso de controle que atinge os pesquisadores no Brasil é maior do que o que chega aos biopiratas. Aqui no Pará existe uma ‘caveira de burro’ enterrada. Não se consegue avançar nas discussões’, critica o farmacêutico industrial Wagner Luiz Barbosa, doutor em Fitoquímica pela Universidade de Bohn, na Alemanha, e coordenador do mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Pará (UFPA). ‘Enquanto isso alguém embarca em algum aeroporto brasileiro levando quatro folhas de um vegetal e, em laboratórios sofisticados, faz grandes descobertas’, continua.

Produção é grande

Foi com a experiência repassada pelos pais agricultores que o maranhense José Ribamar Costa, 35 anos, se tornou o principal produtor de jambu do Pará. Há três anos ele fornecia a hortaliça para uma grande marca de cosméticos do País, mas perdeu o cliente ao ensinar tudo sobre a manipulação do vegetal. A empresa, após alguns contatos com o agricultor, iniciou uma plantação de jambu em São Paulo. ‘Não gosto nem de lembrar da história, mas se nós não ensinássemos, outra pessoa faria o mesmo. Representantes de outras empresas já vieram aqui, viram a técnica e, como a primeira, não retornaram’, admite o agricultor.

O episódio resultou na queda do volume de venda, mas, ainda assim, José Ribamar ainda abocanha grande parte do mercado na Região Metropolitana de Belém. Os cerca de 3.600 quilos de jambu produzidos mensalmente na horta do agricultor abastecem a feira do Ver-o-Peso e dois supermercados de Ananindeua. É no bairro do Curuçambá que ele mantém três plantações de hortaliças. Nelas, além do jambu, são cultivados alface, couve e cheiro-verde, entre outros vegetais.

‘A produção do jambu é grande aqui no Pará. Podem não ter números sobre isso, mas eu sei que é grande. Quase a mesma coisa que o cheiro-verde (também não há pesquisa sobre esta hortaliça). O jambu está muito presente na mesa dos paraenses e, agora, com essas novidades…’, analisa José Ribamar.

Novidade para a pele

Na pele, o famoso efeito do treme-treme do jambu também é reconhecido. Pelo menos é o que relatam as mulheres que experimentaram um novo produto feito à base da hortaliça, que promete atenuar rugas indesejáveis. Segundo a comerciaria Ocilene de Fátima Lameira, 48, o efeito do Spilanthol é percebido nas primeiras semanas de uso. ‘Todo mundo me olha e diz que tenho 25 anos. É preciso mostrar a minha carteira de identidade, se não ninguém acredita. Dá para sentir frescor, como se a pele estivesse limpa mesmo’, comenta. Ocilene conta que um dos motivos para experimentar o produto foi o fato de ele ser fabricado a partir de plantas amazônicas. ‘Fiquei surpresa. Não sabia desse poder do jambu.’.

Quem também disse ter ficado com a pele mais viçosa depois de passar o produto foi a bibliotecária Graça Sampaio, 58. ‘Deu para perceber logo a mudança. Estou com uma carinha de 46 anos’, brinca.

Propriedades - O jambu, espécie nativa da Amazônia, é cultivado por pequenos produtores, principalmente no nordeste do Estado, onde é freqüentemente utilizado na culinária. O vegetal estimula o apetite e, quando suas flores são ingeridas, o efeito é diurético, podendo baixar a pressão arterial. Em alguns países ele é usado para inibir o gosto amargo de algumas misturas. A hortaliça também serve como anestésico e para tratar cáries e gengivites.

Nos últimos meses, após longas pesquisas, o Spilanthol, retirado do jambu, virou uma espécie de ‘botox natural’ (produto que ameniza marcas da pele). Ainda na linha dos cosméticos, a hortaliça virou enxaguante bucal e agente refrescante em xampus. Pesquisas feitas com ratos detectaram que o abuso do Spilanthol pode causar convulsões, mas nenhum caso foi registrado em seres humanos.

Utilização inusitada

Conforme experiências realizadas pela Embrapa, em parceria com o Centro de Defesa do Negro (Cedenpa), o jambu terá uma nova e inusitada utilidade para as mulheres. É que a partir do próximo mês as comunidades quilombolas de Macapazinho e Boa Vista do Itá, ambas localizadas no município de Santa Izabel, começam a produzir uma pomada cujo efeito é o aumento da excitação feminina. O produto foi testado em voluntárias e, segundo Nilma Bentes, uma das fundadoras do centro, o resultado foi positivo.

‘O produto aumenta os movimentos peristálticos no interior da vulva. Isto é um sinal de que a sociedade machista erra ao dizer que só o espermatozóide se movimenta. Nas mulheres isso também acontece’, comemora Nilma.

O material para a produção da pomada é cultivado há três anos por aquelas comunidades. O medicamento passará a ser fabricado em média escala depois de concluída a construção de um laboratório químico em Macapazinho. O investimento está avaliado em aproximadamente R$ 35 mil. Depois de pronta, a pomada será vendida na barraca do Cedenpa, na Praça da República. Ainda não se sabe o valor que será cobrado pelo produto.

Ligado ao grupo de mulheres quilombolas, o projeto é uma forma de criar novas fontes de renda a essas comunidades. Enquanto o sonho de obter a titulação da área se mantém distante - ao que se vê -, elas se dividem entre o trabalho no roçado e as atividades assalariadas no entorno da área.

Fonte: [ Amazônia Hoje ]

Terapeuta quer fornecer raízes à fábrica

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 18 de Setembro de 2006 @ 11:18

João Bastos

A ervanária “Mundo Medicinal de Angola” pretende estabelecer um protocolo de cooperação com a Angomédica, produtora nacional de medicamentos, com vista ao fornecimento de plantas tradicionais para serem transformadas em medicamentos modernos.

A intenção foi manifestada ontem na Filda pela terapeuta Maria Carolina Sanga, no stand da ervanária “Mundo Medicinal de Angola”, presente na primeira edição da Feira Internacional de Turismo e Cultura(Fitec).

Para a materialização desta ideia, foram já identificadas diversas plantas, entre as quais, malulu, sangolovo, nkukua, sacala, reóceo, cabango, kwadinil e nbono, para a cura de diversas doenças, como tensão arterial, febre tifóide, tuberculose, infertilidade, malária cerebral e infecções.

Segundo a terapeuta, a Fitec surge com uma excelente oportunidade para a divulgação do projecto, na medida em que se pretende ajudar o Governo a resolver determinados problemas no campo da saúde.

Maria Sanga manifestou, igualmente, o desejo de colaborar com os hospitais e clínicas privadas, visando a união de esforços para a solução de alguns casos clínicos que se figuram de difícil no campo da medicina moderna.

“Na província do Zaire, colaborei durante muito tempo com às autoridades sanitárias e fizemos um trabalho positivo. Quero trazer esta experiência às nossas maternidades de Luanda e aos hospitais pediátricos”, salientou.

Com 35 anos de experiência em medicina tradicional, Maria Sanga recebe diariamente, no seu consultório, mais de 15 pacientes, entre os quais, cidadãos estrangeiros de diversas nacionalidades.

A falta de um laboratório para a testagem de alguns medicamentos tem se afigurado como grande obstáculo para o exercício normal das sua actividade, segundo a terapeuta.

Fonte: [ Jornal de Angola ]