Especialistas do país inteiro estarão presentes na Fertbio 2006

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Setembro de 2006 @ 20:09

MS - A 5ª edição da Fertbio que acontece de 17 a 22 de setembro, em Bonito-MS, está repleta de renomados pesquisadores e especialistas, oriundos de diversas instituições e empresas de pesquisa, para ministrar conferências e seminários durante os seis dias de evento.

As conferências programadas abordarão temas de interesse de toda comunidade científica envolvida com a Ciência do Solo. Para o dia 18, segunda-feira, a Dra. Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, abordará o tema “Microbiologia do solo, rumos e rumos: diversidade x biotecnologia, bioprospecção x transgenia, riqueza genética x funcionalidade”.

Já na terça-feira, o pesquisador da Embrapa Agrobiologia, Dr. Segundo Urquiaga ministrará a conferência o “Solo, sua fertilidade e o desenvolvimento da humanidade”. No dia 21, quinta-feira, o conferencista Dr. Wenceslau Goedert, da Universidade de Brasília (UnB), abordará os “Avanços e desafios em P&D&I em fertilidade do solo e nutrição mineral das plantas”.

O professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Dr. José Oswaldo Siqueira encerra a Fertbio com os “Avanços e desafios em P&D&I em Biologia do Solo”, seguido pelo Dr. Avílio Antonio Franco, sub-secretário de Controle das Unidades de Pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia, relatando os “Eixos estratégicos da C&T&I no país”.

Outro destaque do encontro será o professor da Universidade da Califórnia – Riverside (EUA), Dr. David Crowley, que há mais de uma década trabalha com microbiologia do solo e ecologia microbiana. Atualmente, Crowley desenvolve pesquisas sobre os métodos de fitoremediação para remover hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), financiadas pela Agência de Proteção Ambiental americana.

Ao todo serão cinco conferências e nove seminários, constituídos por 26 palestras, onde mais de 30 especialistas e um público estimado em 1.200 pessoas, discutirão avanços importantes para desenvolver sistemas produtivos mais sustentáveis.

Paralelo - enquanto a Fertbio 2006 acontece no auditório principal do Centro de Convenções de Bonito, o Simpósio sobre Potássio em Sistemas Agrícolas do Cerrado da América do Sul, organizado pela Embrapa Solos, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Arroz e Feijão e International Potash Institute, será realizado nos dias 19 e 21 de setembro, nos miniauditórios.

Na quinta-feira, dia 21, os editores da Revista Brasileira de Ciência do Solo se reunirão para um encontro técnico.

Fonte: [ Agora MS ]

Seqüenciado o primeiro genoma de uma árvore

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Setembro de 2006 @ 20:04

O estudo é também uma forma de compreender as instruções genéticas
Globo Online

14/09/2006 - 16:05 - RIO - Elas dominam 30% da superfície da Terra, identificam e buscam nutrientes a longas distâncias mesmo sem sair do lugar e sobrevivem à passagem do tempo - décadas e mesmo séculos - sob condições climáticas que se alternam continuamente.

Para conhecer e entender as extraordinárias estratégias de sobrevivência das árvores, uma equipe internacional de cientistas se debruçou sobre um projeto pioneiro: o seqüenciamento do genoma das espécies Populus trichocarpa e Arabidopsis.

O primeiro mapeamento de genomas de árvores, que pode ajudar os pesquisadores a identificar como as plantas realizam tais façanhas, está na última edição da revista científica “Science”. O estudo é também uma forma de compreender as instruções genéticas que distinguem árvores frondosas e de vida longa, como a Choupo-do-Canadá, da espécie Populus trichocarpa, de plantas de floração abundante, como a Arabidopsis.

Segundo Gerald Tuskan e os co-autores do estudo, os resultados mostraram que, comparada à Arabidopsis, a Populus tem um repertório mais amplo de genes relacionados à resistência a doenças, ao desenvolvimento de galhos e raízes, ao transporte do metabolito (o resultado da atividade metabólica) e à síntese de celulose e de lignina (substância que se deposita nas paredes das células vegetais conferindo a estas notável rigidez).

Fonte: [ EPTV ]

Pesquisador da Embrapa estimula plantio de mandacaru para uso forrageiro

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 14 de Setembro de 2006 @ 20:01

Da Redação: Fonte - Embrapa Semi-Árido

Os mandacarus são das poucas plantas a resistirem verdes e suculentas na vegetação da caatinga durante as secas no sertão nordestino. Nestes períodos, a despeito da abundância de espinhos, muitos agricultores percorrem a caatinga em busca de pés da espécie que se tornam fonte quase exclusiva de alimento para os rebanhos.

Desta prática e conhecimento exercitado pelos agricultores há muitos anos, o pesquisador Nilton de Brito Cavalcanti, da Embrapa Semi-Árido, tem recomendado fazer com o mandacaru o que já se faz com o milho, o feijão, o capim: separar um terreno na propriedade e cultivarem a planta, inclusive variedades sem espinho que são mais fáceis de manejar. È uma forma de tirar maior e melhor proveito dessa planta, afirma.

Distantes – O uso extensivo, com cortes indiscriminados de mandacarus, reduz ano a ano a população da espécie na vegetação nativa. Em alguns lugares do sertão, a ação dos agricultores fez desaparecer parcelas expressivas da população da espécie. Assim, afetam a dinâmica dos seus sistemas de produção que, em geral, dispõem de poucos recursos técnicos. De um lado, vêem diminuir uma fonte barata e nutritiva de forragem. De outro, são obrigados a multiplicarem seus esforços para correrem distâncias cada vez maiores na caatinga em busca de pés da planta.

É um “trabalho danado” que “seu” Antonio Alves Santana do Sítio Varginha, na Zona Rural de Petrolina (PE), enfrenta há muito tempo. Todo ano, ao entrar os meses de agosto ou setembro, quando os efeitos da seca se tornam mais intensos, ele monta sua carroça cedinho da manhã e sai a campo atrás de plantas espalhadas na vegetação na caatinga. Ao trabalho de procurar os pés, o agricultor ainda desprende o esforço de fazer o corte, acomodar os galhos na carroça, fazer o transporte até o curral da propriedade onde, em geral, faz uma fogueira para queimar os espinhos e só então fornecer aos animais.

11 meses e uns dias – Um esforço que “seu” Antonio se diz gratificado com o bem que o fornecimento dessa forrageira nativa tem proporcionado ao seu pequeno rebanho de caprinos e ovinosPortanto, para ele, se tiver mandacaru para comer o animal não morre. Esta certeza ele adquiriu na seca de 1993. Neste ano, de muita pouca chuva, garante ter alimentado seus animais com mandacaru por cerca de “11 meses e poucos dias”.

Estas qualidades favorecem o uso mais intenso do mandacaru de forma mais intensa, defende Nilton de Brito. Com teores de proteína em torno de 11,41% de proteína e produção média de 78 t/ha, é uma planta com potencial forrageiro semelhante ao da palma. Cultivada em uma área da propriedade, a espécie é uma alternativa barata para melhor estruturar os sistemas de produção da agricultura familiar. Para a instalação de um campo de mandacaru, basta ao produtor cortar pedaços dos galhos da planta, deixar secar de um dia para o outro, e enterrar apenas uma parte no solo. Para ter sucesso é necessário que o plantio aconteça pelo menos, um mês antes do início das chuvas. No segundo ano do plantio já se pode fazer o primeiro corte. De uma única planta, e sem risco de morte, é possível retirar material para o plantio de outras cem, explica Nilton.

Os tratos culturais requeridos são os mesmo da palma: a capina. Se o agricultor tiver esterco de curral pode usar como adubo, já que o mandacaru responde bem à adubação orgânica. As técnicas simples para o plantio e manejo do mandacaru favorecem a implantação dos cul-tivos nas propriedades do semi-árido. Todos estes procedimentos são muito baratos, destaca o pesquisador.

Testes realizados no Campo Experimental da Caatinga, na Embrapa Semi-Árido, e em propriedades de agricultores revelam o bom desempenho produtivo da espécie nativa. Segundo Nilton, em 1 ha de caatinga, no espaçamento de 1 m para 1 m, é possível cultivar cerca de 10 mil plantas e colher 78 t de matéria verde ou 14 kg de matéria seca.

Sem espinho – Uma novidade no trabalho do pesquisador são os testes em áreas de agricultores com variedades sem espinho de mandacaru em áreas do sertão. Estes materiais são originários de zonas próximas ao litoral do Ceará e Rio Grande do Norte. Aí, apresenta altura que varia de 3,5 a 5.5 metros com copa bastante desenvolvida aos três anos de idade. Nos plantios instalados nos sertões da Paraíba e Pernambuco o crescimento verificado é menor, em função da quantidade inferior de chuvas. Todavia, apresenta a vantagem de não ter espinhos, o que facilita o seu manejo e utilização na alimentação dos animais na seca. “Seu” Antonio já plantou alguns pés em sua roça.

Fonte: [ Informe Sergipe ]