Plantas bonitas também podem ser tóxicas
Um dos objetos de decoração mais utilizados em casas e apartamentos esconde grandes perigos. São as plantas. É preciso ter muito cuidado, pois algumas escondem perigos. “Certas plantas contêm substâncias tóxicas ao nosso organismo, ou seja, se ingeridas por seres humanos causam danos que se refletem na saúde”, explica a bióloga da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Maria Gorete Rossoni.
De acordo com dados do Centro de Informação Toxicológica (CIT/RS), vinculado à SES, 60% dos casos de intoxicação são sofridos por crianças de 2 a 9 anos. “As crianças são as mais afetadas porque não sabem diferenciá-las”, ressalta a bióloga. “A maioria dos arbustos venenosos é usada em decoração, ou seja, são ornamentais. Por esse motivo, são tão freqüentes em casas e jardins, o que aumenta o perigo de intoxicação em crianças.”
As principais plantas tóxicas são o Antúrio, Comigo-Ninguém-Pode, Copo-de-Leite, Chapéu-de-Napoleão, Coroa-de-Cristo, Bico-de-Papagaio, Mamona, Espirradeira, Mandioca-Brava, entre outras. “Das 410 intoxicações com vegetais ocorridas em 2005, o comigo-ninguém-pode foi a recordista com 127 casos”, afirma Maria Gorete. Essa planta provoca necrose na pele onde sua seiva toca e, se ingerida, pode provocar edema nos lábios, na língua e nas cordas vocais, ocasionando asfixia. “A ingestão destes vegetais ou parte deles (folhas, flores, frutos, caules, raízes) pode causar enjôo, vômito, diarréia e desidratação.”
A bióloga da SES/RS avisa que é muito importante lavar bem as mãos após a manipulação das plantas e, sempre que possível, utilizar luvas para o manuseio. “Caso a pessoa já tenha ingerido o arbusto, é preciso levar a pessoa imediatamente para um pronto-socorro, e, se possível, com uma parte da planta ingerida para que os médicos possam identificá-la e fazer o tratamento adequado.” Envenenamento por plantas em geral são raramente letais. Em qualquer caso as pessoas devem ligar para o CIT/RS no telefone 0800.780.200.
Maria Gorete alerta para que as pessoas não usem remédios feitos de plantas sem orientação médica e não comam vegetais desconhecidos. Ela lembra, ainda, que o cozimento de uma planta não elimina o seu veneno. “Um dos casos que ocorreu, recentemente, foi de uma senhora que moeu um vegetal para utilizá-lo como chá e acabou intoxicando toda a família.”
Medidas Preventivas:
- Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças;
- Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características;
- Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos;
- Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica;
- Não coma folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta;
- Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele e principalmente nos olhos;
- Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças;
- Quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.
Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação. Em caso de dúvida ligue para o Centro de Informação Toxicológica, 0800-780-200
As informações são da Assessoria de Comunicação Social da SES/RS
Fonte: [ Gazeta da Serra ]
AL estuda lei de desenvolvimento da Fitoterapia
Várzea Grande, 08/09/2006 - 08:30.
Da Assessoria
Dando continuidade aos trabalhos desenvolvidos pela Câmara Setorial Temática (CST) da Biopirataria, foi definido um novo grupo de trabalho que estudará o conteúdo e a abrangência do Projeto de Lei n.103/03 sobre produtos fitoterápicos no Estado. De autoria do presidente da Assembléia Legislativa (AL), deputado Silval Barbosa (PMDB), o projeto – que institui políticas de incentivo e pesquisa à fabricação e medicamentos fitoterápicos em Mato Grosso - foi encaminhado à CST pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL.
“As maiores vítimas da biopirataria no Estado hoje, são sem dúvida, as plantas medicinais. Esse projeto do deputado Silval foi encaminhado para a CST para que se encontrassem recomendações pertinentes no sentido de preservar essa flora medicinal riquíssima que Mato Grosso possui e que aos poucos vem sendo pirateada por outros estados e países”, explica o gerente das CST’s, Luiz Campos. Ele cita como exemplo, o ‘nó-de-cachorro’ - uma planta endêmica típica do Cerrado mato-grossense - ter sido patenteada pelo consórcio BIOSINTÉTICA / UNIFESP.
“O êxodo refere-se à patente já ter dono, tendo sido requerida, literalmente, por falta de uma efetiva política tal qual a que se propõe esse Projeto de Lei e essa Câmara Setorial Temática”, conclui.
Para a farmacêutica e a servidora da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Mari Gemma de La Cruz, o objetivo dessa aproximação do órgão com a CST da Biopirataria é que o mesmo grupo já elaborou um Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas – FITOPLAMA. “Nossa expectativa ao nos unirmos à Assembléia Legislativa através da CST é poder subsidiar tecnicamente a câmara e colaborar com o Projeto de Lei do deputado (através do conhecimento que já temos) para que só assim Mato Grosso possa ter uma política de desenvolvimento fitoterápico. E dessa forma fortalecer essa cultura popular mato-grossense oriunda das comunidades ribeirinhas, dos quilombolas e indígenas”, justifica.
Segundo ela, através da legislação se pode resgatar o conhecimento tradicional, produzir pesquisa, fomentar o desenvolvimento tecnológico nas áreas de cultivo, indústria farmacêutica, manipulação e área clínica. “A fitoterapia é a arte de transformar plantas medicinais em produtos tecnologicamente desenvolvidos, próprios para o consumo. A biopirataria é justamente a apropriação indevida de alguma coisa, nesse caso específico, as plantas são retiradas de nossas terras e florestas e levadas para fora sendo patenteadas por outros países e seus laboratórios enriquecendo alguém, menos o autor do conhecimento sobre elas. Precisamos garantir em nosso próprio território o estudo, cultivo e industrialização dos produtos”, explica Mari Gemma de La Cruz.
“A biodiversidade deste Estado é incomensurável, riqueza que, por si só, já nos deixa numa posição privilegiada na obtenção do principal componente para a colheita, pesquisa e industrialização dos medicamentos fitoterápicos: a matéria-prima” acrescenta o membro da CST, Paulo Moura que defende a aprovação e homologação do Projeto para que o Estado tenha como garantir suas riquezas naturais.
PL 103/03 – de autoria do deputado Silval Barbosa, fica o Poder Executivo autorizado a instituir a Política de Incentivo à Pesquisa e à Fabricação de Medicamentos e Produtos Fitoterápicos, para serem utilizados pelo Sistema Único de Saúde – SUS, na prevenção, no diagnostico e no tratamento de enfermidades especificas. A presente política objetiva criar alternativas de baixo custo que facilitem o acesso dos consumidores a medicamentos e produtos fitoterápicos obtidos e elaborados a partir de matérias-primas ativas vegetais, com finalidade profilática, terapêutica ou diagnóstica.
A política de incentivo à pesquisa e à fabricação de medicamentos e produtos fitoterápicos compreende ações desenvolvidas pelo Poder Executivo em parceria com os municípios, e consórcios intermunicipais de saúde. E, a pesquisa e a fabricação dos produtos fitoterápicos levarão em conta a biodiversidade, priorizando o emprego das plantas tradicionalmente encontradas no Estado.
FITOPLAMA – o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas tem como seu principal objetivo estabelecer políticas públicas para melhoria de qualidade de vida no âmbito do Estado de Mato Grosso através da utilização de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas com fins Terapêuticas e Alimentares visando a sustentabilidade social, ética, bioética, ambiental, cultural e econômica.
DADOS - Sabe-se que das 250 mil espécies diferentes de plantas existentes no planeta, 50 mil estão no Brasil concentrados na Amazônia e que destas apenas 2% tiveram algum estudo fitoquímico e farmacológico, e ainda que o mercado de medicamentos no país gira em torno de US$ 8 bilhões compondo-se apenas de 7% a 10% dos fitoterápicos. Afirma o laboratório alemão PHARMATON – BOEHRINGER INGELHELM que, a descoberta de um medicamento sintético consome 10 a 15 anos e US$ 300 a US$ 500 milhões. Ao passo que, um fitoterápico, consome 1/10 (um décimo) desse valor, ou um ano a um ano e meio, e US$ 30 a US$ 50 milhões, sendo que a sua extração ocorre de maneira menos sofisticada, reduzindo consideravelmente, o custo do produto, sem, entretanto prejudicar a eficácia do medicamento.
Fonte: [ Jornal O Documento ]
Cosméticos usam plantas amazônicas
MANAUS – A rica biodiversidade da Amazônia chega com força à indústria. E o resultado é uma diversidade de cremes, perfumes, sabonetes, óleos e outros produtos de higiene e limpeza à base de plantas da floresta Amazônica que chegam ao mercado consumidor. Ao poucos, esses produtos vão substituindo os derivados de minerais e animais, muitas vezes prejudiciais à saúde.
Entre as espécies com potencial para a indústria de cosméticos, destacam-se a Aniba canelilla e a Cinnamomum verum. Elas são conhecidas como preciosa e canela-da-índia ou canela-do-ceilão. A primeira produz nitrofeniletano, substância de odor parecido com o da canela. O produto é largamente utilizado na fabricação de cosméticos.
Mas a doutora em química orgânica Maria da Paz Lima, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), observa que é preciso tomar cuidados com a exploração dessas espécies. Segundo ela, a principal medida é evitar o desgaste e extinção das plantas. A pesquisadora do Inpa lembra, por exemplo, que as planta de grande precisam ser mais bem cuidados em função do ciclo vegetativo longo (demoram a crescer).
A espécie Cinnamomum verun produz o eugenol. Essa substância é importantíssima para a indústria farmacêutica. Ela tem ação analgésica, anestésica e anti-séptica. Maria da Paz também destaca outras espécies da família da Burseraceae. As vedetes dessa família são o Protium altsonii e Protium strumosum.
Emprego e renda
Conhecidas por breu, breu branco, breu sucuruba, breu vermelho e breu almescar elas estão espalhadas em vários pontos da Amazônia. São quase 600 espécies. “Os breus são muito utilizados pela indústria de cosméticos para a produção de perfumes e óleos essenciais”, conta Maria da Paz, que é chefe da Coordenação de Pesquisas em Produtos Naturais do Inpa.
Atualmente, os breus estão gerando emprego e renda na Comunidade Avive, no município de Silves, no Amazonas. As espécies servem para fabricar incensos de vareta. Além disso, os breus são também empregados contra dores de cabeça, descongestionante nasal, imobilização de fraturas e até como repelente para insetos.
Plano de manejo
Embora satisfeita com o desempenho das espécies na indústria, a doutora Maria da Paz está preocupada com outro fato: a falta de plano de manejo das plantas amazônicas. A preocupação dele se dá porque a maioria das plantas utilizadas pela indústria ainda não é cultivada em larga escala.
Para ela, é urgente o manejo das espécies de ciclo vegetativo longo para evitar a pressão que ocorreu com o pau-rosa. Dessa espécie extrai-se linalol, substância indispensável na fabricação do famoso Chanel nº 5. Devido à intensa procura e a falta de manejo o pau-rosa é hoje uma espécie ameaçada de extinção.
Fonte: [ Agência Amazônia ]
Embrapa orienta sobre doenças de impacto à fruta
Publicação JC
Os sintomas e as formas de controle das doenças com impacto na cultura do tomate em Roraima foram apresentadas pela Embrapa Roraima para técnicos agrícolas, extensionistas e produtores de hortaliça, em palestra, na quarta-feira, em cultivos protegidos localizados na sede da empresa em Boa Vista (RR).
Entre as doenças já detectadas nos cultivos de tomate no Estado estão a mancha-alvo, a mancha fuliginosa de cercospora, a septoriose, o tombamento por Pythium, a murcha-de-esclerócio, a mancha-bacteriana, o talo-oco, a murcha-bacteriana, nematóide-das-galhas. Também foram feitas orientações sobre os distúrbios mais comuns na cultura do tomate, como o fundo-preto, rachaduras e queima por adubo.
De acordo com o agrônomo Admar Alves, da área de transferência de tecnologia da Embrapa Roraima, O cultivo de tomate em Roraima é praticado por agricultores familiares e abastece aproximadamente 20% do mercado no Estado, sendo uma atividade desenvolvida principalmente nos municípios de Boa Vista, Alto Alegre (região do Paredão), Mucajaí (região do Apiaú) e Iracema (Campos Novos).
Segundo o pesquisador da Embrapa Roraima, Bernardo Vieira, uma das mais importantes doenças que ocorrem no Estado é a murcha-bacteriana, causada pela bactéria Ralstonia solanacearum, que se hospeda também em outras hortaliças como pimentão e berinjela.
As folhas da planta murcham até que a planta morra. Para diferenciar do sintoma de outras doenças semelhantes, pode se fazer um corte no caule e verificar um fluxo leitoso, que é sinal da presença da bactéria.
A alta umidade do solo e a temperatura elevada são condições que favorecem epidemias dessa doença, por isso uma das medidas para o seu controle é evitar o excesso de umidade ao realizar a irrigação.
Outra doença significativa para a região é a murcha-de-esclerócio, a mais freqüente em Roraima, porém é pouco conhecida dos produtores.
Para identificar a doença pode se ver um escurecimento na base do caule, próximo às raízes, e uma cobertura semelhante a algodão formando-se no local. Também essa doença está relacionada a alta umidade do solo e temperaturas entre 25º e 35º .
O pesquisador orienta alguns procedimentos para controle dessas doenças: evitar o plantio em áreas contaminadas e permitir boas condições de drenagem; evitar o excesso de umidade ao realizar a irrigação; fazer rotação de cultura, preferencialmente com gramíneas, evitando-se plantas da mesma família, por pelo menos dois anos; se o plantio for feito por mudas compradas de viveirista, certificar-se da sua qualidade sanitária, pois o solo pode vir contaminado, introduzindo a bactéria no local de cultivo.
Entre os procedimentos estão ainda eliminar plantas doentes, logo que forem detectadas; evitar utilizar sistemas de irrigação que propiciem a enxurrada de água de uma planta a outra (por exemplo: irrigação por sulco); limpar máquinas e implementos que serão usados no preparo da área; lavar a enxada após utilizá-la nas covas em que se observou plantas doentes, evitando disseminar o fungo ou a bactéria planta-a-planta.
Fonte: [ Jornal do Commercio ]






