Mudança climática altera maturação de plantas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 6 de Setembro de 2006 @ 14:40

O aquecimento experimental acelerou o florescimento de todas as espécies, mas os cientistas ficaram surpresos ao ver respostas divergentes à elevação do CO2

STANFORD, EUA - Todo jardineiro sabe que diferentes espécies vegetais maturam m tempos diferentes. Cientistas que estudam comunidades vegetais sabem que o fenômeno permite que as espécies coexistam, ao escalonar o consumo e, assim, reduzir a competição pelos recursos como água e iluminação solar. Agora, pesquisadores que estudaram um ecossistema natural na Califórnia encontraram evidências de que a mudança climática pode pôr em risco esse equilíbrio.

“Sob as condições atuais, as gramíneas florescem mais cedo e as flores silvestres mais tarde, mas quando aumentamos a concentração de gás carbônico para imitar as condições de daqui a 50 anos, os dois grupos floresceram ao mesmo tempo”, disse Elsa Cleland, principal autora do trabalho, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Nas décadas recentes, cientistas notaram uma aceleração da fenologia - o ritmo do desenvolvimento das plantas - e supuseram que se tratava de uma resposta ao aquecimento global. Pesquisadores criaram experimentos para determinar se outros fatores ligados à mudança climática global, como a concentração de dióxido de carbono e a deposição de nitrogênio no solo, poderiam alterar a fenologia também.

O aquecimento experimental acelerou o florescimento de todas as espécies, mas os cientistas ficaram surpresos ao ver respostas divergentes à elevação do CO2 e do nitrogênio. para cada um desses fatores, as flores silvestres responderam florescendo mais cedo e as gramíneas, mais tarde. Como as gramíneas dominam o ecossistema, a pesquisa revela que a maior concentração de CO2 tem o efeito geral de retardar o desenvolvimento vegetal.

“Essa pesquisa mostra que o aquecimento global é apenas parte do quadro”, disse o diretor do projeto de pesquisa, Christopher Field. “Respostas opostas de diferentes espécies à mudança global podem nos levar a subestimar o grau em que as comunidades naturais já estão respondendo” às novas condições do meio ambiente.

Fonte: [ Estadão ]

I Simpósio de Biotecnologia Vegetal do Brasil realizado na UNESP/Botucatu

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 6 de Setembro de 2006 @ 14:40

De 6 a 8 de junho, aconteceu na FCA o I Simpósio de Biotecnologia de Plantas - “Novas Tecnologias in vitro para o Melhoramento Genético e Propagação de Plantas”. O evento nunca antes ocorrido no Brasil teve o apoio da universidade e foi organizado pelo Programa de Educação Tutorial - PET Engenharia Florestal. O evento contou com um publico de aproximadamente 100 pessoas e estiveram presentes renomados palestrantes vindos de diversas instituições brasileiras.

As tecnologias in vitro para o melhoramento genético e propagação de plantas não são contempladas nos cursos de graduação das Universidades Brasileiras, pois se trata de um conjunto de técnicas modernas e que são atualizadas constantemente. Por esse motivo o objetivo do evento foi complementar a formação dos futuros profissionais, pois o simpósio abordou temas nunca antes divulgados na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA-UNESP), tais como: Engenharia Genética (Tecnologia de DNA recombinante e Biobalística); Cultura de tecidos (Micropropagação e cultivo de embriões); Legislação vigente; Tendências e perspectivas da área.

“Sendo o pioneiro no Brasil, acreditamos que o simpósio é altamente importante para a formação acadêmica do profissional, tanto para o Engenheiro Agrônomo quanto para o Engenheiro Florestal”, afirma Marcio Garcia, aluno de graduação e organizador do Simpósio.

Fonte: UNESP

Erva-doce: vinda das margens do Mediterrâneo para fazer história no Brasil

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 6 de Setembro de 2006 @ 14:35

:: Por Paulo Alves Wanderley * :: 2006-09-05

Grupo de jovens pesquisadores brasileiros investigando comportamento de insetos em campo de erva-doce e citronela. Foto: Wanderley, P.A.(2006), Pará

Na região nordeste do Brasil, durante as primeiras décadas do século XX, conheceu-se a erva-doce (funcho) (Foeniculum vulgare Miller) apenas através do chá importado da Europa, principalmente da península Ibérica. No pós-guerra, sementes dessa cultura foram plantadas nas regiões mais altas dos Estados da Paraíba e Pernambuco, tornando-se muito rapidamente uma cultura de expressão económica e social. Seus frutos sempre foram muito apreciados para o consumo de chás, com propriedades medicinais e muito procuradas por famílias rurais e das pequenas cidades, onde eram encontradas em pequenos mercados. Praticamente sem pragas na época, os plantios pequenos rendiam um bom dinheiro e por produzir na época de seca, sempre foi uma alternativa muito importante.

* Professor na Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Agropecuária. Artigo escrito em co-autoria com Maria José Araújo Wanderley e Alexandre José Soares Miná.

Na década de oitenta, chega na região uma praga devastadora, o afídeo, chamado de pulgão Hyadaphis foeniculi que passa a atacar a cultura na época da floração e frutificação, causando grandes prejuízos aos já descapitalizados produtores. A alternativa encontrada pelos próprios agricultores foram venenos sintéticos, então recomendados para controlar o bicudo, praga do algodão. Muitas famílias se contaminaram, ocorreram muitas mortes e intoxicações crónicas no campo. Até 1997, nenhuma empresa pública ou privada adoptou a erva-doce como alvo de produção de conhecimentos ou de programas de assistência técnica.

Em 1997, as equipes da Universidade Federal da Paraíba/Brasil e a Ong AS-PTA, se uniram para estarem ao lado dos agricultores, gerando pesquisas e assistência técnica de modo não agressivo ao meio ambiente. Hoje, um selecto grupo de 150 famílias de agricultores, trata seus plantios de erva-doce com óleos essenciais de plantas aromáticas, livrando os consumidores e suas próprias famílias dos terríveis efeitos dos insecticidas sintéticos. Caminha-se hoje para uma produção regional de erva-doce saudável, como estarão saudáveis suas famílias.

Fonte: [ Ciência Hoje ]

Amazônia possui base inédita de pesquisas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 6 de Setembro de 2006 @ 14:32

CHICO ARAÚJO

BRASILIA – A Amazônia possui hoje uma das maiores experiências científicas do planeta na área ambiental. É o LBA (Experimento de Grande Escala da Biofera-Atmosfera na Amazônia), um robusto programa de estudos, liderado pelo Brasil, com cooperação científica internacional, e que hoje soma 130 propostas diferentes de pesquisa.

E graças ao LBA o país coleciona um acervo de conhecimentos inéditos da Amazônia. “Nunca antes tantas novas informações sobre essa região do planeta foram coletadas e sistematizadas num só programa de estudos”, destacam os organizadores do programa. Criado em 1998, o LBA envolve 281 instituições, 169 das quais estrangeiras, e envolve quase 2 mil pesquisadores de áreas diversas.

Além das instituições brasileiras (MCT, CNPq, Fapesp, Finep, entre outros), o programa é financiado por organismos internacionais. Entre eles destacam-se a Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos), a National Science Foundation, a Comissão Européia e o IAI (Instituto Interamericano de Pesquisas sobre Mudanças Globais).

As descobertas feitas pelos cientistas do LBA têm beneficiado direta ou indiretamente a Amazônia. Na área ambiental, por exemplo, eles conseguiram comprovar que os desflorestamentos e as queimadas aceleram o efeito estufa, reduzem a radiação solar para fotossíntese das plantas em até 60%, devido à fumaça, alteram o mecanismo da formação de nuvens, e podem diminuir chuvas na Amazônia e em outras partes do país ou mesmo do continente.

Os cientistas do LBA também constataram que grandes concentrações de aerossóis das queimadas (e especialmente do carvão negro) na atmosfera, alteram os mecanismos de formação de nuvens na Amazônia, produzindo “nuvens frias”, que se desenvolvem em profundidade, formam gelo e descargas elétricas e podem não produzir chuvas na região onde são formadas.

Descobriu-se ainda uma forte relação entre a formação de nuvens na Amazônia e a ocorrência e distribuição de chuvas no Sudeste e Sul do Brasil, através dos mecanismos de jatos de baixos níveis na atmosfera, com implicações no caso dos continuados e extensivos desmatamentos na região. Os cientistas comprovaram que os impactos das mudanças do uso da terra e da cobertura vegetal (substituição da floresta por pastagens, cultivos agrícolas e, ainda mais claramente, pela urbanização) estão afetando a composição química das águas de pequenos rios amazônicos.

Chuvas ácidas

Os estudiosos do LBA fizeram outra grande descoberta. Mostraram que liberação do nitrogênio da biomassa para o ar, nas queimadas, permite a formação de chuvas ácidas sobre áreas desflorestadas, com deposição de grande quantidade de amônia. Outra constatação é a de que a construção de estradas (muitas delas ilegais) e a extração seletiva de madeira permitem a chegada dos incêndios florestais em áreas anteriormente isentas de fogo. Esse mecanismo inaugura um processo de retro-alimentação que pode levar a novos incêndios nos anos seguintes, com a conseqüente degradação da floresta.

Outra contribuição importante do programa é a que permite o desenvolvimento e a criação de sistemas avançados de detecção de desflorestamentos e queimadas por imagens de satélite. Esses sistemas permitem não somente estimar a extensão e o impacto da extração seletiva de madeira, mas também a construção das estradas ilegais de acesso à floresta, em tempo quase real. A utilização desse sistema permite prontas ações de fiscalização e controle do desmatamento.

Para tudo isso acontecer, o LBA fez um forte investimento na infra-estrutura científica da Amazônia: instalou dezenas de novos sítios instrumentados de pesquisa, formou centenas de jovens cientistas e deu origem ao Sistema de Informações e Dados do LBA, chamado LBA-DIS, cujo acesso público é mantido pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe).

Políticas públicas

Apesar do interesse internacional no LBA, já que as mudanças na floresta amazônica podem afetar o clima mundial, o grande beneficiado do projeto é o Brasil. Tudo por que as novas informações obtidas têm potencial para influir na adoção de políticas públicas e de novas leis, que ajudem a manter a estabilidade hidrológica, a qualidade das águas, a biodiversidade e os demais serviços ambientais prestados pelos ecossistemas amazônicos.

Os dados do projeto ficam no país, e todas as atividades do LBA são monitoradas (até mesmo para ir a campo os pesquisadores estrangeiros são, por acordo, necessariamente acompanhados por cientistas brasileiros). Hoje, um dos maiores desafios para o desenvolvimento da Amazônia é como conciliar a preservação da natureza com as necessidades sociais da região.

Na Amazônia (no Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) vivem 24 milhões de pessoas, e as soluções para desenvolvimento sustentável que permita a evolução social sem destruir o patrimônio natural começam a surgir a partir das pesquisas dos cientistas do LBA.

Fonte: [ Agência Amazônia de Notícias ]

Prefeitura busca parcerias para desenvolver cultivo de orquídeas

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 6 de Setembro de 2006 @ 14:26

Objetivo do projeto é transformar o município em referência no setor e ampliar a produção

A Prefeitura de Várzea Paulista, na região de Jundiaí, vai recorrer a parcerias com a iniciativa privada para reforçar a identidade do município como grande produtor de orquídeas.

De acordo com o prefeito Eduardo Tadeu Pereira (PT), o objetivo a médio e longo prazos é aumentar a produção no município, que hoje conta com quatro orquidários.

“Queremos não só estimular o aumento de produção dos pequenos orquidários na cidade, mas também possibilitar que outras pessoas atuem no mercado”.

Segundo ele, a primeira ação para fortalecer essa identidade foi a realização da segunda edição do Orquivárzea, que terminou no último domingo.

“Esse evento chamou a atenção de muitas pessoas para o cultivo da orquídea no município”, disse.

Segundo Pereira, cerca de 400 pessoas participaram de oficinas de introdução ao cultivo de orquídea durante os quatro dias do evento.

Pereira disse que agora a prefeitura vai buscar parcerias com instituições privadas para articular o crescimento da produção orquidófila no município.

Viveiro exporta mudas

Um dos fatores que motivam Várzea a trabalhar na divulgação das orquídeas é a existência do Biorchids.

O viveiro é considerado um dos maiores da América Latina a fornecer matrizes de mudas de orquídeas de várias espécies.

Anualmente, o viveiro produz em média cerca de 500 mil mudas.

No ano passado, a empresa exportou cerca de 25 mil plantas para países como Japão, Estados Unidos e Itália, entre outros.

Durante a Orquivárzea, a empresa recebeu a visita de cerca de mil pessoas que participaram do Expresso Orquidário, que transportou os visitantes do evento para conhecerem a produção de orquídeas no local.

A empresa fica no bairro do Mursa e existe há 51 anos em Várzea Paulista.

A cidade também possui os orquidários Fiorese, Flores Vivas e Emanuel, que atuam em plena produção.

Festa atrai 10 mil pessoas

A segunda edição do Orquivárzea, encerrada no fim de semana, recebeu cerca de 10 mil visitantes, segundo informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Várzea Paulista.

Durante o evento, mais de 13 mil mudas de orquídeas e 5 mil plantas floridas foram vendidas, gerando um lucro de R$ 80 mil.

Também foram realizadas oficinas de capacitação sobre introdução ao cultivo de orquídeas, com apoio da Associação Jundiaiense de Orquidófilos, que contaram com a participação de aproximadamente 400 pessoas.

Emídio João Fioresi, 67 anos, é um dos maiores colecionadores de orquídea da região, com mais de 2 mil plantas.

“Lutava contra um câncer e comecei a cultivar orquídeas, o que me ajudou muito”, disse ele, que foi premiado com seis troféus pelas plantas que colocou em exposição no Orquivárzea.

5/9/2006 - Elton Fernandes

Fonte: [ BOM DIA ]