Brasil perde US$ 2,4 bilhões por causa da biopirataria

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 15:01

A economia brasileira sofre uma sangria que pode ultrapassar a casa dos US$ 2,4 bilhões em decorrência da biopirataria

A estimativa é do Tribunal de Contas da União (TCU), em uma auditoria sobre os problemas ligados à biodiversidade no País.

O documento constatou fronteiras escancaradas, sem controle da saída da biodiversidade, que pode gerar produtos patenteados no exterior.

O TCU aponta a fragilidade na fiscalização de portos e aeroportos, bem como nos 16,8 mil quilômetros de fronteira com os países vizinhos. Também fala da ação sutil dos biopiratas, pois os traficantes chegam a levar material genético na própria roupa. “É difícil evitar o problema apenas por meio de fiscalização”, diz o texto.

Uma solução, conforme o relatório, seria o incentivo ao estudo e desenvolvimento de produtos derivados da biodiversidade dentro do Brasil. Mas o acesso dos pesquisadores aos recursos naturais é dificultado pela legislação.

O mercado mundial de medicamentos, por exemplo, movimenta por ano US$ 300 bilhões. Cerca de 40% desses remédios derivam da biodiversidade e um quinto deles seria extraído do Brasil, onde estão mais de 20% das espécies que dão origem às fórmulas medicinais.

O relatório do TCU faz um conjunto de recomendações ao governo federal. O governo tem 60 dias para adotar as providências. O próximo passo será a aplicação de sanções aos gestores públicos acusados de incúria ou omissão.

Fonte: [ Biodiversidadla ]

Trabalho sobre insetos polinizadores da pupunheira na UNESP/Registro

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:58

O grupo de pesquisa da área de entomologia (estudo dos insetos) da Unesp Registro, coordenado pelo docente Ronaldo Pavarini, enviou diversos trabalhos a serem apresentados no XXI Congresso Brasileiro de Entomologia, que aconteceu em Recife - PE, durante os dias de 06 a 11 de agosto. Um dos trabalhos foi “Curculionídeos associados a inflorescências de pupunheira Bactris gasipaes Kunth no Vale do Ribeira”.

Segundo outros trabalhos já publicados, os insetos são os principais polinizadores da pupunheira, destacando-se os coleópteros (besouros) pertencentes à família Curculionidae, assim o objetivo deste trabalho foi verificar a ocorrência destes insetos associados às inflorescências de pupunheira, através de um levantamento populacional em duas áreas de cultivo, localizadas no PRDSVR - APTA, município de Pariqüera Açu - SP e numa área comercial no município de Registro-SP, durante os meses de dezembro/05 e janeiro/06.

Utilizaram-se armadilhas adesivas de coloração amarela, com dimensão de 5x30cm. Inicialmente, foi realizado um mapeamento das plantas que apresentavam inflorescências ainda fechadas, sendo, que a partir daí, as plantas foram monitoradas para se identificar às inflorescências abertas.

A partir da abertura, fixou-se a armadilha adesiva permanecendo junto a cada inflorescência por um período de 72 horas, quando eram retiradas, numeradas e armazenadas. No total foram montadas 34 armadilhas nas inflorescências de plantas das três áreas estudadas.

Na seqüência, as mesmas foram trazidas ao laboratório da Unesp de Registro, onde os insetos coletados foram separados e fixados em alfinetes entomológicos. Os curculionídeos coletados foram enviados ao Museu de Zoologia para serem identificados em nível de espécie, quando possível. Os insetos desta família corresponderam a aproximadamente 10% do total de coleópteros coletados.

As espécies de curculionídeos mais representativas foram Parisoschoenus obesulus e Parisoschoenus sanguinicollis, ocorrendo também em menor proporção Palmocentrinus sp. e Palmoderes suturalis. Foram observados também insetos pertencentes à tribo Derelonomini e aos gêneros Celestes sp., Catolethrus sp., Hypocoeliodes sp. e Auletes sp.

Ou autores do trabalho são Ronaldo Pavarini, Marilene Leão Alves Bovi, Valéria Augusta Garcia, Everton Pires Soliman, Renata Cristina de Lima e Maisa Moreira Sant´Ana.
Informações: rpavarini@registro.unesp.br

Fonte: UNESP

disponível online em: [ Universia Brasil ]

O Banco Mundial contra a biosegurança

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:54

Silvia Ribeiro *
La Jornada

O papel fundamental do Banco Mundial não é actuar como instituição financeira, mas marcar políticas para os países, aplainando o caminho para que as corporações privadas possam actuar posteriormente com garantias legais nas nações. Fazem isto com uma mistura de empréstimos teoricamente “suaves” (com todo o tipo de condições e que, para os devolver, custam sangue aos países receptores), uma percentagem de empréstimos comuns, e outro de empréstimos a fundo perdido.

Estes últimos, que aparecem como doações, são na realidade os mais caros, porque são os que preparam o terreno para o avanço das transnacionais em áreas onde de outra forma não teriam podido entrar ou lhes teria resultado bem mais custoso em reputação e dinheiro. Um exemplo típico desta última forma de actuação constituem-no os projectos financiados através do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, nas suas siglas em inglês). Este é administrado pelo Banco, juntamente com os programas de meio ambiente e desenvolvimento das Nações Unidas (PNUMA e PNUD).

Dentro da linha de Biodiversidade do GEF encontram-se, por exemplo, o Corredor Biológico Meso­americano e outros exemplos de legitimação do uso industrial da biodiversidade, a justificação da biopirataria e o deslocamento em nome da “conservação” de camponeses e indígenas dos seus territórios ancestrais, bem como a alienação dos sistemas de manejo florestal comunitário introduzindo-os no “mercado de serviços ambientais”. Neste contexto, não podia faltar a promoção e justificação dos transgénicos, operada através dos mal chamados projectos de biosegurança.

O GEF já colheu um aluvião de críticas neste tema nos últimos anos, com os projectos PNUMA-GEF sobre biosegurança, que foram fortemente criticados por organizações da sociedade civil em praticamente todos os países onde operaram na América Latina, na África e na Ásia. O denominador comum foi que estes projectos, sob a cobertura de projectos de capacitação e diálogo “multisectorial”, na realidade assentaram as bases para regulamentos de biosegurança que favorecem os interesses globais das poucas empresas transnacionais de transgénicos.

Numa nova façanha do GEF estão agora a considerar a aprovação de dois projectos multimilionários em África e na América Latina, cujos objectivos principais são legitimar a introdução de cultivos transgénicos nos seus centros de origem e/ou de cultivos de particular importância para as economias camponesas de países megadiversos.

No caso da América Latina, trata-se de “capacitar” os governos do México, Brasil, Peru, Colômbia e Costa Rica para, por um lado, manejar a contaminação transgénica resultante da introdução de milho, batata, mandioca, arroz e algodão geneticamente modificados e, por outro, manejar a opinião pública crítica dos transgénicos, através de análises custo-beneficio e de padronizar o que denominam bases científicas “adequadas” de manejo da contaminação. Em nenhuma parte do projecto consideram que a melhor biosegurança para prevenir a contaminação é não permitir os cultivos transgénicos, tal como milhões de camponeses, indígenas, ambientalistas, consumidores e cientistas responsáveis reclamam nesses países. Pelo contrário, o pressuposto básico é que os transgénicos já estão ou inevitavelmente serão introduzidos. Com o brutal agravante de que, neste caso, estamos a falar de que quatro dos cultivos mencionados têm centro de origem nos países envolvidos, onde foram produto do trabalho camponês de adaptação durante milhares de anos. O arroz, ainda que originário da Ásia, também foi adaptado pelos camponeses da região, para quem, juntamente com os outros cultivos em questão, constituem a base das suas economias, culturas e formas de vida.

O projecto seria coordenado pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (um dos 18 centros internacionais públicos do sistema CGIAR que, de acordo com a sua missão, deveria dedicar­‑se a apoiar a agricultura camponesa em lugar de sabotá­‑la), com instituições governamentais, universidades e institutos privados dos países. Entre os assessores figuram instituições de cobertura das empresas multinacionais, principais beneficiários reais do projecto.

No caso do México, as contrapartes são a Comissão Nacional para a Biodiversidade, a Sagarpa e a Cibiogem. María Francisca Acevedo e Amanda Gálvez são os seus contactos. O projecto foi enviado para a revisão de “peritos” a Ariel Alvarez Morales, do Cinvestav. Nos comentários que este dirige ao GEF, diz por exemplo: «Não concordo que os cultivos modificados pela biotecnologia moderna são o mais importante a médio prazo. São­‑no no presente! Os desafios a curto e médio prazos são as plantas transgénicas para produzir farmacêuticos, peixes e artrópodos transgénicos. Por isso vejo a necessidade de incluir estas áreas no programa proposto…»

Ou seja, não lhe chega que o México já seja o campo de experimentação das transnacionais com a contaminação do milho nativo, mas deveria também ser pioneiro noutras formas devastadoras de contaminação.

O projecto apresentado ao GEF não inclui, até agora, as sugestões de Alvarez. Mas sem dúvida, torna manifesto as intenções reais deste: poupar tempo às empresas para que o discurso esteja preparado para justificar as novas gerações de transgénicos.

A sociedade civil está alerta e já começou uma ampla campanha em ambos os continentes para deter estes projectos, com um primeiro relatório de denúncia elaborado pelo Centro Africano para a Biosegurança, Grain, Grupo ETC e a Rede por uma América Livre de Transgénicos. Através destes pode­‑se obter mais informação.

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* Investigadora do Grupo ETC.

Fonte: [ InfoAlternativa ]

Acampamento estuda plantas medicinais

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:35

Participantes ficaram a conhecer algumas das variedades cultivadas na aldeia de Cerdeira

Joaquim Almeida

Um acampamento etno-botânico começou ontem e termina hoje na aldeia da Cerdeira, situada em plena na serra da Lousã, tendo como objectivo transmitir conhecimentos, quer práticos quer académicos, relativamente a uma série de plantas medicinais e condimentares que estão a ser cultivadas naquela localidade.

Carlos Andrade, organizador da iniciativa, explicou, ao JN, que se pretende “criar outras oportunidade e dinamizar a aldeia através da produção de plantas” e, ao mesmo tempo, “proceder à transmissão da experiência aqui realizada”.

Este responsável radicou-se na Cerdeira, onde produz plantas aromáticas, medicinais e condimentares para posterior comercialização.

“Nas últimas décadas, as plantas medicinais foram estudadas, avaliadas e experimentadas cientificamente e aplicadas clinicamente e, hoje, temos uma vasta e sólida informação sobre a sua eficácia no tratamento de muitas doenças”, considera Carlos Andrade.

O encontro conta com a presença do prof. Alberto Chang, natural do Perú, e especialista em plantas medicinais. Referiu as propriedade dos frutos silvestres, entre outros, com destaque para as amoras. Explicou que estas têm actividades terapêuticas, tais como diurética, hipoglicémica, anti-diabética e anti-microbiana. Durante o acampamento são feitas visitas e explicações das plantas, de cultura biológica.

Fonte: [ Jornal de Notícias ]

Homeopatia em animais e na agricultura

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:27

Maior resistência a doenças e aumento na produção de sementes são algumas das vantagens da homeopatia para a produção agrícola.

Umuarama
Das Agências

Não há quem desconheça a Homeopatia, mas poucos sabem que o tratamento homeopático também pode ser aplicado em animais e plantas. Assim como no tratamento convencional em humanos, a homeopatia na lavoura trata não somente de uma doença das plantas, mas ela como um todo. Entre os principais benefícios estão uma maior resistência a doenças, aumento do número de sementes e plantas mais vigorosas, além do incremento da imunidade do vegetal.

No reino animal, a homeopatia não só privilegia cães e gatos que vivem no estresse urbano. Mamíferos, pássaros, répteis e peixes são beneficiados por esta prática, que procura o ponto de equilíbrio em tudo o que lhe cerca.

Segundo o agrônomo Nelton Menezes, agricultores e consumidores ganham com o uso da homeopatia na agricultura. Do ponto de vista do trabalhador rural, a redução de perdas nas lavouras, a diminuição de custos de produção e a maior produtividade levam a um retorno maior sobre a atividade rural. Pesquisas mostram que os usos de tratamentos homeopáticos em plantas medicinais apontaram incremento de 70% nos princípios ativos. Além disso, estudos mostram que as plantas expostas à homeopatia se tornaram mais resistentes a geadas.

Mais do que ajudar o aumento da produtividade das lavouras, a homeopatia também pode ser usada para combater pragas que se abatem sobre os campos, em substituição ao uso de agrotóxicos em larga escala. De acordo com pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o uso de defensivos agrícolas é responsável por 30% do custo de produção de algumas lavouras, além de, em alguns casos, prejudicar o meio ambiente e a saúde do homem. Uma das vantagens do uso de medicamentos homeopáticos é que o seu preparo para plantas utiliza quantidades reduzidas de matéria-prima. São necessárias em média dez gotas de medicamento para diluir em um litro de água. Isso resulta em menor utilização de recursos naturais e baixíssimos custos, tornando o método acessível a pequenos produtores.

HOMEOPATIA NA PECUÁRIA

A diminuição do uso de antibióticos e hormônios no tratamento de animais, trocando o medicamento químico (tradicional) por homeopáticos, torna os animais mais saudáveis e resistentes a parasitas.

Na pecuária de corte e de leite, algumas doenças têm acarretado transtornos e prejuízos produtivos e econômicos aos produtores. Os tratamentos convencionais, além de caros, nem sempre funcionam como desejado, em função do uso indiscriminado. Além disso, são produtos químicos que deixam resíduos e podem agredir a saúde dos animais e do meio em que vivem. Dentro desse contexto, a homeopatia surge como uma alternativa de baixo custo e ecologicamente correta.

Fonte: [ Jornal Umurama ]

“A agricultura orgânica será uma ferramenta de libertação nacional”

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:09

Cláudia Dreier/EcoAgência

O geólogo José Carlos Alves Ferreira, formado pela Universidade da Califórnia, veio a Porto Alegre para a palestra Uso Estratégico das Farinhas de Rocha, no último dia 29 de agosto no Seminário Nacional de Tecnologias Inovadoras para Agricultura Familiar, organizado pela organização não-gornamental Guayí.

Leia a entrevista exclusiva dada à EcoAgência durante o Seminário Nacional de Tecnologias Inovadoras para a Agricultura Familiar.

Plantas anti-urânio

Enviado em Notícias de Anderson Porto | 4 de Setembro de 2006 @ 14:07

Um projecto inovador, que se prende com o desenvolvimento de plantas com capacidade de absorção de urânio, passa agora dos laboratórios para o terreno.

Os responsáveis do projecto, da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra, acreditam que estas plantas podem ajudar, por exemplo, na descontaminação de águas.

As plantas hipercomuladoras são capazes de, em apenas 24 horas, reduzir para metade a contaminação de urânio na água.

O coordenador do projecto, João Pratas, considera que este é importante para a resolução dos problemas ambientais do nosso país: “É um avanço importante porque evita custos elevados, evita custos ambientais e está perfeitamente integrado dentro do ecossistema”.

Os locais dos testes serão feitos nas antigas minas da Urgeiriça, no concelho de Nelas, e da Cunha Baixa, no concelho de Mangualde.

Fonte: [ Rádio Renascença ]