Plâncton é menos eficaz do que se acreditava na absorção de CO2 no Pacífico
Plâncton é menos eficaz do que se acreditava na absorção de CO2 no Pacífico
O fitoplâncton pode ser consideravelmente menos eficaz do que os cientistas acreditavam até agora na absorção do gás carbônico no oceano Pacífico, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira pela revista britânica Nature.
A cada ano, estas minúsculas plantas marinhas que se alimentam principalmente de dióxido de carbono (CO2) em águas tropicais do Pacífico, absorveriam uns 2,5 milhões de toneladas a menos que o indicado em estudos anteriores, afirmam os pesquisadores da universidade americana Corvallis (Oregon) liderados por Michael Behrenfeld.
Os cientistas consideram ainda que a quantidade de carbono absorvido pelo plâncton no oceano Pacífico, que libera mais CO2 na atmosfera que em qualquer outra parte do globo, poderia ser superestimado pelos estudos com base em imagens de satélite.
Michael Behrenfeld e sua equipe coletaram amostras de plâncton nesta região durante doze anos se baseando na fluorescência emitida por estes organismos para avaliar o crescimento.
Fonte: [ Terra Notícias ]
Infestação de plantas aquáticas atinge Rio Paraíba em SP
Prefeitura de São José dos Campos gastará R$ 145 mil para combater a infestação conhecida como capituva
Simone Menocchi
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - O Rio Paraíba do Sul, no trecho paulista, está sofrendo uma infestação da vegetação chamada popularmente de capituva. Alimentadas pelo esgoto doméstico jogado no rio e pelo lixo, as plantas aquáticas têm caules grossos, se proliferam rapidamente e ameaçam as estruturas das pontes de pelo menos doze municípios da região. Em São José dos Campos a prefeitura anunciou nesta segunda-feira, 28, que vai gastar R$ 145 mil para limpar um trecho do Paraíba e dele tentar tirar a capituva. O processo de licitação deve ter início na quarta-feira.
Na ponte Minas Gerais, acesso ao bairro Alto da Ponte, em São José dos Campos, os moradores já se cansaram de reclamar e lamentam tanta sujeira. “Outro dia eu vi um boi caído aí. Ele ficou debaixo da planta e morreu”, contou o aposentado José Aparecido da Silva, que todos os dias passa pela ponte, onde a vegetação avança. “Antes a gente pescava aos montes, agora é só poluição e mau cheiro”, reclama o aposentado, que mora há 66 anos no local.
A capituva - que também é conhecida por alface d´água - ainda retém o lixo no rio, jogado freqüentemente pelos próprios moradores, o que torna o problema ainda maior. Para o ex-pescador, a “sujeirada” virou até atração turística. “Todo mundo para pra ver essa tristeza.”
No ano passado, as cidades de Tremembé e Caçapava também tiveram problemas nas pontes dos municípios, que chegaram a ser interditadas por causa das plantas aquáticas.
O problema é recorrente e, por este motivo, o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Oscar de Moraes Cordeiro Neto, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), convocaram doze municípios, entre eles São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Guaratinguetá, para uma reunião na próxima sexta-feira, 1º de setembro, às 10 horas, em Jacareí.
A ANA considera grave o problema da proliferação das plantas aquáticas que se alastram também por causa da alta concentração de esgoto doméstico no Paraíba do Sul. Atualmente, um bilhão de litros de esgotos domésticos, praticamente sem tratamento, são despejados diariamente nos rios da bacia do Paraíba e 90% dos municípios da bacia não contam com estação de tratamento de esgoto.
Fonte: [ Estadão ]
Jamelão pode combater câncer
Raquel Lima, da Agência Anhanguera*/Especial para BR Press
(Campinas/SP, BR Press) - O mesmo pigmento que dá ao jamelão (também conhecido como “jambolão”) o inconveniente de manchar as mãos, os tecidos das roupas, os calçamentos das ruas e a pintura dos carros apresenta um potencial para destruir células cancerígenas. É o que mostra uma pesquisa realizada em laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O estudo constatou que o extrato da fruta que contém antocianinas, substâncias presentes na pigmentação, levou à morte uma média de 90% das células leucêmicas. Os testes foram realizados ainda em células sadias, das quais 20% morreram.
O que os pesquisadores querem descobrir agora é se a morte foi causada pela substância na sua forma original ou em razão de um produto metabólico. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitos estudos a serem feitos. No entanto, estamos empolgados com o resultado”, declarou a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos. “Utilizamos dierentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, completou Daniella.
De acordo com a professora Adriana Vitorini Rossi, do Instituto de Química (IQ) e orientadora da pesquisa, o jamelão apresenta uma característica própria em relação a frutas como jabuticaba, amora e uva, que também possuem antocianinas. “Antocianina é uma classe de moléculas diversificadas, mas com esqueleto comum. Geralmente as frutas apresentam, em média, oito tipos de antocianinas. Já o jamelão apresenta apenas três. Quanto menor o número de moléculas, mais fácil fica o estudo”, explicou a professora do IQ. Os ensaios biológicos contaram com a colaboração da professora Carmem Veríssima Ferreira, do Laboratório de Bioquímica, e de Hiroshi Aoyama, do Instituto de Biologia.
Desde 1998, as frutas que contêm antocianinas são estudadas pelo grupo de Adriana. Desde então, surgiram muitos resultados, que renderam inclusive uma maior aproximação co a indústria por meio de convênio. No momento, as pesquisas do grupo concentram-se em desenvolver e caracterizar extratos para aplicação industrial.
Outras propriedades
Pesquisa realizada no Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz revelou que o chá da folha do jamelão não só combate à inflamação como também tem ação antialérgica, com propriedades semelhantes às da dexametasona, corticóide comum no uso contra casos de alergias.
Além do jamelão, foram estudadas quatro espécies da família Myrtacea: Eugenia aquea (um tipo de jambo), E. involucatra (cereja-do-Rio-Grande), E. brasiliensis (grumixama) e E. sulcata (tipo de pitanga).
Resultados em cobaias
Os pesquisadores injetaram na pata de camundongos uma substância química que induz a um processo de inflamação, provocando um inchaço no local. Em quatro horas, o extrato aquoso da folha de cada uma das cinco plantas analisadas se mostrou capaz de reduzir o inchaço em cerca de 50%, de acordo com a Fiocruz.
Em outro expeimento, as patas das cobaias receberam uma substância indutora de um quadro que simula uma reação alérgica, o que também gerou um inchaço. Neste ensaio, a administração oral dos extratos não surtiu efeito benéfico significativo, exceto no caso do jamelão, cujo chá, depois de meia hora, permitiu uma redução de cerca de 80% do inchaço.
Para confirmar esse achado sobre a ação antialérgica do jamelão, foram feitos outros testes, desta vez com camundongos alérgicos à albumina (tipo de proteína encontrada no ovo, por exemplo). Esses animais receberam injeções de albumina na pata e na cavidade torácica. O uso oral do extrato aquoso de jamelão novamente garantiu, em meia hora, cerca de 80% de redução do inchaço na pata.
O jamelão faz parte da família Myrtacea, que é formada por árvores frutíferas que têm usos variados na medicina popular e são de grande interesse para os químicos, já que suas folhas produzem óleos essenciais.
SAIBA MAIS
Nome popular: jamelão, jambolão, jambeiro e azeitona
Nome centífico: Eugenia jambolana
Família botânica: Myrtaceae
Origem: Índia
Características da planta:
Árvore de até 10 metros de altura. Copa ampla e muito ramificada. Folhas lisas e brilhantes. Flores creme ou brancas, com pétalas arredondadas, em forma de capuz.
Fruto: forma ovóide, pequeno, de coloração roxo-avermelhada a quase negra, quando maduro. Polpa carnosa que envolve uma semente.
Cultivo: multiplica-se por sementes, desenvolve-se bem em qualquer tipo de solo, porém permeáveis e profundos. Prefere climas quentes e úmidos, principalmente de regiões litorâneas. Frutifica de janeiro a maio.
Fonte: Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
disponível online em: [ Yahoo! Notícias ]






